23/08/2016

Cascais Jazz

 

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O Cascais Jazz - Festival Internacional de Jazz em Cascais tornou-se num dos míticos e emblemáticos festivais de música no nosso país. Teve como organizadores Luis Villas-Boas, fundador no final dos anos 30 do HOT CLUB DE PORTUGAL, o fadista João Braga e Hugo Mendes Lourenço.

A sua primeira edição ocorreu em 20 e 21 de Novembro de 1971, no pavilhão desportivo do Dramático de Cascais e depois no pavilhão dos Salesianos e Parque de Palmela, e repetiu-se anualmente até 1988.

Organizado ainda no tempo (final) da ditadura marcelista, este evento tornou-se em algo de novidade e espaço de liberdade e por isso despontou desde o início um enorme interesse e adesão do público mesmo fora da esfera do jazz. 

Pelo palco deste evento musical passaram grandes nomes do jazz como Miles Davis, o primeiro a tocar, Ornette Coleman, Dizzy Gillespie e Thelonious Monk, Sara Vaughan, B.B. King, Charles Mingus, Sonny Rollins, Toots Thielem entre muitos outros. Logo na primeira edição aconteceram algumas peripécias de índole político envolvendo Charlie Handen, baterista de Ornette Coleman ao dedicar ao público presente, onde estavam Amália, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, entre outros, um tema (Song for Che" aos movimentos de libertação de Angola e da FRELIMO de Moçambique, o que levou à sua detenção no final da actuação e passagem pelos calabouços da PIDE antes de ser entregue à embaixada dos Estados Unidos para ser repatriado. Ou seja, o primeiro festival esteve quase a ser o último. Felizmente a coisa vingou e continuou como uma referência do jazz no nosso país até ao ano de 1988.

O festival Jazz Num Dia de Verão, é considerado herdeiro do Cascais Jazz e teve lugar em 1982 e em 1990 passou a designar-se “Estoril Jazz/Jazz Num Dia de Verão", organizado pela empresa ProJazz de Duarte Mendonça (produtor do Cascais Jazz desde a edição de 1974) e com o apoio da Câmara de Cascais e de entidades governamentais.

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22/08/2016

Laka Flex

 

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E novamente um cartaz publicitário na linha dos dois anteriores. Publicado em 1966, desta feita dedicado apenas ao Laka-Flex, indicado como sendo um produto alemão da Coper – Portugal. É claro que ainda continuamos sem grandes informações desta empresa.

21/08/2016

Caspobril–Laka Flex

 

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Como não há duas sem três não há uma sem duas. Por isso, novo cartaz publicitário ao champô Caspobril, desta vez numa publicação de 1967.

Neste cartaz é possível saber algo mais sobre esta marca; Por exemplo, que seria um produto da Coper, alemã, contendo sulfovital. Apesar disso, pesquisando pela Coper, pouco ou nada conseguimos descobrir. Quem sabe, entretanto.

20/08/2016

Champô Caspobril

 

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Cartaz publicitário de 1965 ao Champô CASPOBRIL.

Poucas ou nenhumas informações comerciais obtivemos sobre este produto e esta marca. Curiosamente encontramos um spot publicitário radiofónico com os seguintes lemas:

Cabelo saudável com o brilho do sol lavado com Caspobril.
Champô Caspobril lava o cabelo deixando-o mais forte e saudável.
Caspobril, cuida carinhosamente da vida do seu cabelo.
Caspobril, agora também em embalagem familiar.

Também encontramos o reclame numa caixa de fósforos o que indicia alguma popularidade pelos meados do anos 60.

19/08/2016

Malhas em fibra Dralon

 

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Mais um cartaz publicitário às malhas com fibra sintética DRALON. Data de publicação: 1965.

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Colchões EPEDA–Molaflex–Jotocar

 

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Cartaz publicitário aos colchões EPEDA. Publicado em 1982.

Os colchões EPEDA são propriedade do Grupo espanhol FLEX, fabricante desde 1912 de artigos e equipamentos direccionados para o descanso corporal. O grupo dispõe de instalações fabris em vários países europeus e americanos.
Em Portugal os colchões EPEDA são representados pela MOLAFLEX, empresa fundada em S. João da Madeira em 1951 (a celebrar os 65 anos), considerada a líder do mercado de colchões no nosso país e que detém uma parceria comercial com o Grupo FLEX que lhe permite estar representada no mercado espanhol, mas também em Inglaterra e na América do Sul no Brasil, Chile e Cuba.

Curiosamente, à data da publicação do cartaz publicitáro (1982), os colchões da EPEDA eram fabricados e comercializados pela JOTOCAR, com sede na Rechousa – Vila Nova de Gaia. Esta empresa encerrou em 1992 mas a marca foi registada e adquirida pela empresa Invesil, L.da a qual também adquiriu a maquinaria (Schlaraffia) de fabrico de molas e passou, desde há 15 anos, a fabricar colchões precisamente sob a marca JOTOCAR, incorporando muita da tecnologia anterioremente aplicada nos colchões EPEDA e com ênfase num process de fabrico manual que supostamente confere aspectos únicos a cada colchão. A Invesil fabrica os colchões  Longa Vida, considerados o ex-líbris da empresa, com o mote “Colchões Noites Perfeitas”.

18/08/2016

Bronzaline–O bronzeador das praias

 

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Cartaz publicitário ao bronzeador Bronzaline, de 1963.

 

aqui falamos do Bronzaline.

O Bronzaline é considerado o primeiro (pelo menos português) bronzeador usado nas praias portuguesas. Era um dos produtos da Nally, fábrica de cosméticos criada nos anos 30, em plena Lisboa, no Campo Grande, tendo mudado em 2009 para o Carregado - Alenquer, onde continuou a fabricar produtos para marcas internacionais e relançou a famosa marca Benamôr (esta criada por um grupo de farmacêuticos no ano de 1925) com o creme de mãos Alantoíne, vendida pela conhecida loja Vida Portuguesa direccionada a um mercado de saudade. A marca foi relançada por três empresários que nela viram potencialidades nos produtos e direccionados para um mercado de luxo. Há também vontade em relançar o Bronzaline, outro emblemático produto da empresa, sendo que pretende-se que primeiramente seja afinado para lhe conferir a qualidade e “algo de especial” que o faça distinguir no mercado actual.

Segundo notícias recentes e de acordo com informações dos proprietários, a empresa facturou cinco milhões de euros em 2015 e este ano a perspectiva é a de crescer 10%. No caso da Benamôr, a “ambição é fortíssima”, reconhecem. “Estamos a fazer cem mil unidades, que representam 300 mil euros/ano, mas no nosso plano de negócios prevemos chegar em três anos a um milhão de euros de facturação”.

Ao consumo dos produtos da Nally, estão associados nomes como a raínha D. Amélia (durante o seu exílio) e António Oliveira Salazar, este cliente do Petróleo Químico Nally, considerado como um dos primeiros produtos anti-queda de cabelo comercializado em Portugal.

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