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15/01/2023

Dallas - Série de televisão

Hoje trago à memória a série de televisão "Dallas", dos Estados Unidos, exibida originalmente pela cadeia CBS entre 2 de Abril de 1978 a 3 de maio de 1991. Foi, pois, uma longa série, que pela sua popularidade marcou toda essa época.

Tratava-se de uma história centrada numa grande família com interesses empresariais no ramo do petróleo, pela empresa Ewing Oil, e criação de gado no seu amplo rancho Southfork, ambientada na cidade de Dallas, no estado do Texas.

Interesses e intrigas familiares, jogos de poder, relações amorosas, traições, infidelidades, crimes, atentados, bem como outros ingredientes no contexto social e empresarial, tecem a trama da família e da sua extensa história.

As figuras principais são J.R. Ewing (interpretado por Larry Hagman), o mau da fita, com poucos ou nenhuns escrúpulos para alcançar os seus objecticos, Sue Ellen (Linda Grey), esposa de J.R., Bobby Ewing (por Patrick Duffy) e a sua bela esposa Pamela Barnes (por Victoria Principal), mas obviamente muitas mais, num vasto elenco.

Pessoalmente nunca fui grande apreciador da série, embora tenha assistido a vários episódios, alguns a espaços. Sendo certo que a trama prendeu e cativou largos milhões de tele-espectadores em todo o mundo, inlcuindo em Portugal, por outro lado, para mim, às tantas tornava-se fastidiosa. No fundo não era mais que um novela igual ou parecida com as dezenas que vinham do Brasil e que também por essa altura já passavam na RTP.

Seja como for, é uma das séries de televisão com maior reconhecimento mundial e ainda hoje é recordada por muita boa gente. Em face disso, por já ser um verdadeiro clássico, tomei conhecimento de que a RTP Memória se prepara para a repor, creio que de forma diária e já a partir do dia 26 de Janeiro, pelas 22:35 horas. Será, pois, para os fãs da série, uma boa oportunidade para reverem.

04/01/2023

Chupa Chups

 


Os rebuçados e as guloseimas em geral, sempre foram do agrado das crianças pelo que muitas das nossas memórias de infância estão ligadas a essas coisas pequeninas e doces. Uma delas, que faz parte da nossa memória colectiva, liga-se aos rebuçados Chupa-Chups.

A história da marca Chupa Chups tem origem em espanha e remonta a 1958 com o aparecimento do produto "Gol", um rebuçado de pau, então com os sabores de morango, limão, laranja, cola e menta.

A ideia desta rebuçado agarrado a um pau, deveu-se ao fundador Enric Bernart que havia comprado a empresa Granja Asturias que produzia geleia de maçã. A ideia de fixar o rebuçado num pau foi a de simplificar a sua utilização pelas crianças já que sem ele as mãos ficavam invariavelmente pegajosas, o que não era prático.

O nome dado ao rebuçado surgiu porque ao fundador, o rebuçado esférico a entrar na boca da criançada, parecia-lhe uma bola a entrar numa baliza.

Dois anos depois, em 1960 foi decidido que o nome "Gol" não era o ideal pelo que posto à consideração de agências de publicidade o nome foi mudado para "Chups". Não tardou que logo depois, em 1963, a coisa mudasse para "Chupa Chups", o que parece ter agradado já que se manteve até à actualidade.

Em 1965 foram adicionados outros novos sabores como nata de morango, chocolate e baunilha, obrigando à introdução de tecnologias para acrescentar leite ao processo de fabrico.

A marca apostou sempre na publicidade como via para a sua promoção e em 1969 ganhou o prémio do melhor anúncio do ano no Festival Internacional de Publicidade de Cannes Lions.

Em 1960 foi decidido mudar de logotipo, o rosto da marca e o artista convidado foi nem mais nem menos que o pintor surrealista espanhol Salvador Dali, amigo de Enric, que lhe acrescentou a popular marguerita ou camomila,  a envolver a designação da marca. No entanto a partir dessa base de Dali o logotipo foi sendo ajustado até à actualidade.

A marca continuou pelos anos seguintes a desenvolver-se e a espalhar-se pelo mundo, sempre aliada a a grandes campanhas publicitárias e estas a grandes nomes do desperto e espectáculo.

Em 2006 a marca passou a integrar o grupo italo-holandês Perfetti-Van Melle. A marcar o facto, num só dia foram fabricadis 3 015 585 Chupa Chups. É obra! 

A marca dispõe de mais de uma centena de variedades, muitas ainda com o conceito original mas outras já muito diferentes.

Na imagem abaixo a evolução do design do logotipo da Chupa Chups.




03/01/2023

Chocolates Imperial - ...rei e senhor

 


Cartaz publicitário de 1974 aos chocolates Imperial.

A  Imperial foi fundada em 1932 em Vila do Conde, por Manuel Dias da Silva que regressou do Brasil com uma nova fórmula de chocolate e com o apoio do seu irmão Libório Ferreira da Silva, e um amigo, Abel Salazar, concretizaram o sonho de criar uma fábrica de chocolates em Portugal.
Em 1973 o Grupo RAR adquire a Imperial, procedendo a significativos investimentos que levaram a um aumento da capacidade produtiva e à criação de marcas que atingiram um elevado nível de notoriedade no mercado português de chocolates. Inicia-se assim um percurso de sucesso crescente.
Nos anos 1980 o lançamento da marca Pintarolas. As divertidas e coloridas drageias de chocolate que continuam a encantar gerações de crianças.
Em 1982 o lançamento de outra grande marca, a  Jubileu para comemoração do 50º aniversário da Imperial.
A Regina, outra grande marca de chocolates, concorrente da Imperial, após a sua falência nos anos 1990, os direitos de marca foram comprados pelo Grupo RAR, juntando-se assim à Imperial.
Em 2015 a Imperial é adquirida pelo fundo espanhol Vallis Sustainable Investments I.

[fonte; Imperial]

19/12/2022

Onde há Bac há frescura

 

aqui falamos do desodorizante Bac. 

Voltando à marca, uma outra memória com um cartaz publicitário do ano de 1974. O cartaz remete para o tempo de Verão. No mesmo cartaz dois slogans, um que dá título a esta memória e ainda "Bac - Frescura que perdura".

13/12/2022

Monty Python - Os Malucos do Circo


Hoje trago à memória a série de comédia televisiva "Monty Python - Os malucos do circo", do original inglês "Monty Python's Flying Circus".

Foi transmitida pela BBC entre os anos de 1969 e 1974 e obteve um enorme sucesso pelo típico humor británico mas num registo "nonsense" e surrealista, tanto nas cenas como nos textos A série, polvilhada de sketchess, animação e cartoons, estes de autoria de Terry Gilliam , influenciou mundialmente muitos homoristas e de algum modo foi o ponto de partida para séries dentro do mesmo conceito.

O elenco era formado pelos comediantes Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin. 

A produção coube à empresa Python (Monty) Pictures, com realização foi de Ian MacNaughton e John Howard Davies, e banda sonora de John Philip Sousa, Neil Innes, Fred Tomlinson Singers.

Foram 45 episódios de 30 minutos produzidos ao longo de quatro temporadas. Para além da série, foram produzidos alguns filmes e algumas colectâneas.

Entre nós foi exibida na RTP ainda nos anos 70 e ao longo dos tempos tem havido algumas reposições como acontece, desde Abril passo e ainda por esta altura no canal RTP Memória.

05/12/2022

RTP Memória - Traz prá Frente


Aos Domingos, à noite, a RTP Memória tem-nos oferecido o "Traz prá Frente", um delicioso programa em que os intervenientes falam sobretudo sobre memórias, pessoas e factos de outros tempos e que povoaram a nossa RTP. Júlio Isidro é o mestre das memórias, ou não fosse a idade um posto, seguido de Álvaro Costa, mas os demais, bem mais novos, como a Inês Gonçalves, a moderadora, o Fernando Alvim e o Nuno Markl, mostram estar com a memória ainda fresca e assim naquelas diferentes gerações a conversa flui informalmente num registo de agradável tertúlia em que todos recordamos e aprendemos.

Leia-se a apresentação oficial do programa:

"Reciclamos o Cartaz TV e trazemos para a frente um debate divertido, mas doutorado, sobre o imaginário da televisão. Inês Lopes Gonçalves modera um debate com um painel de luxo: Fernando Alvim, Nuno Markl, Álvaro Costa, Júlio Isidro e um convidado especial. Numa conversa desempoeirada, lança-se a semana da RTP Memória à mesa, com os melhores conteúdos e surpresas em destaque".

No episódio de ontem, 4 de Dezembro, o 36º da 7ª temporada, foi com agrado que o nosso blogue, "Santa Nostalgia" foi citado pelo Álvaro Costa, a propósito de pesquisa sobre um dos assuntos falados no programa, no caso a dupla cómica "Olho Vivo e Zé de Olhão", interpretada por Herman José e Joel Branco, no saudoso programa de entretenimento "A Feira", isto na segunda metade da década de 1970.

De resto já Nuno Markl, aqui há uns anos, se tinha referido ao blogue numa das suas rubricas na Rádio Comercial a "Caderneta de Cromos", a propósito do cromo "carrinhos de rolamentos".

É sempre gratificante saber que as memórias que partilhamos, pessoais mas simultaneamente colectivas, continuam ainda a mexer e a interessar a gente de várias gerações. De resto, com frequência somos contactados e solicitados a colaborar numa ou noutra situação, como já também aconteceu, de forma mutuamente enriquecedora, com o popular jornalista da RTP, Mário Augusto, aquando da publicação dos seus dois livros "A Sebenta do Tempo" e ainda o "Caderno Diário da Memória", dois tesouros de ricas memórias, que são dele, do Mário, mas seguramente de todos os da sua geração e à volta dela.

01/12/2022

Regina - Chocolates





Já aqui tivemos oportunidade de falar da Regina. emblemática e tradicional marca de chocolates, com memórias e sabores que fazem parte de várias gerações de portugueses.

Hoje, a reboque de um pedido de uma nossa leitora, deixamos aqui mais algumas imagens desses saborosos produtos da Regina, nomeadamente as pequenas e deliciosas tablets com os amorosos gatinhos ron-ron.

[fonte: Regina]

23/11/2022

Demolição da igreja românica de Joane - Famalicão - Um crime hediondo sem castigo



Hoje em dia, e ainda bem, procura-se valorizar o património, nomeadamente o arquitectónico, civil, militar ou religioso. É certo que com o Estado ainda a demitir-se em muito dessas responsabilidades, mas aos poucos vai-se preservando e valorizando e em muitos casos com a integração em contextos de divulgação turística. De resto já se suspendeu a construção de uma barragem (rio Côa) para preservar gravuras rupestres.

A Rota do Românico é um desses bons exemplos de valorização e promoção de um conjunto de monumentos românicos e através deles locais e regiões.

Mas, naturalmente nem sempre foi assim e ao longo de séculos muitos monumentos foram vandalizados e destruídos e as suas pedras aproveitadas para outras finalidades mas prosaicas. Do liberalismo da primeira metade do séc. XIX e dos seus atropelos, com a venda de muitos imóveis ligados à Igreja, como mosteiros, conventos, igrejas e capelas, vendidas ao desbarato e transformadas em palheiros e estarbarias, o prejuizo para o nosso património colectivo foi imensurável e na sua maior parte definitivamente perdido e arruinado. De facto, nesse aspecto, as luzes do liberalismo enegreceram o nosso património arquitectoónico.

Mas mesmo muito tempo depois dessa onda avassaladora de fundamentalismo cego, a destruição continuou e a pouca sensibilidade de populações e responsáveis locais ou nacionais, esteve sempre presente. Até mesmo pela década de 1940 houve uma onda de alguma reconstrução de património, sobretudo castelos, mas, tantas vezes realizada de forma pouco ou nada rigorosa sob um ponto de vista científico. Foram muitos os atropelos, mas, como diria algém, mais vale reconstruir e preservar, ainda que mal, do que mesmo nada fazer até que a ruína seja completa. 

Nos tempos relativamente mais recentes têm existido ainda casos flagrantes de destruição e desrespeito para com o património e desse conjunto de crimes de lesa pátria, um deles, pouco ou nada falado, e quase esquecido, como uma vergonha colectiva, prende-se com a demolição da então velhinha igreja paroquial do Divino Salvador, em  Joane, Famalicão, um edifício de base românica, anterior à própria fundação de Portugal.

Do pouco que se sabe, terá sido cobardemente pela calada da madrugada de 11 de Março de 1978, quando as máquinas assassinas avançaram sobre as paredes graníticas do monumento, reduzindo-o a um montão de destroços e pó. Parece que uma substancial parte da população era contrária à decisão de alguns, e perante tão hediondo acto levantaram-se protestos indigandos que se estenderam a todo o país. Ademais, já na altura a igreja tinha dois frescos, por detrás do altar, reportados aos séculos XI e XII,  classificados como imóveis de interesse público, tendo igualmente sido destruídos sem apelo nem agravo.

E tudo isso com a justificação de no local se pretender edificar uma nova e moderna igreja, o que aconteceu. Do antigo edifício, embora de construção muito posterior, ficou uma torre sineira que ali se mantém como lembrete dessa vergonha.

A velha igreja românica de Joane era um templo constituído por duas amplas naves, separadas por uma arcaria travada transversalmente na zona dos altares-mores por uma outra arcaria, e guarnecida com dependências anexas a nascente e a norte. Todavia,  o edifício apresentava elementos arquitectónicos de características muito diversas, por conseguinte referentes a diferentes perídoos de edificação. Diz-se que o edifício primitivo seria composto por uma só nave, com abside da qual à data da demolição não havia vestígios, correspondendo à nave norte.

Pouco consegui encontrar sob o processo, porque a todos envergonha, mas parece que em rigor ninguém foi acusado e muito menos condenado. Como Pilatos, gastou-se muita água a lavar essa iniquidade. Tamanho crime passou em claro. 

Não conheço, obviamente o sentimento dos joanenses, mas creio que a larga maioria sentirá vergonha de tão grande atropelo do seu passado e património histórico colectivo. Quando deveria ser uma jóia da coroa e motivo de orgulho, foi o que foi.

Já li por aí notícias de que se pretenderia edificar uma igreja parecida, já não com a mesma utilização mas como uma forma de trazer à memória a velha igreja e simultaneamente servir de exemplo ao que aconteceu. Mas parece que, pelo tempo decorrido sobre a notícia (1999) não passou de uma intenção ainda não concretizada. 

[outras fotos e algumas notas]

09/11/2022

"Um anjo na terra" - "Highway to Heaven" - Série TV

Hoje trago à memória a série de televisão com origem nos Estados Unidos, "Um anjo na terra", do original "Highway to Heaven". À data em que escrevo este apontamento, a série está a passar na RTP Memória.

A personagem principal, um misterioso anjo na pele de um simples humano, Jonatham Smith, é interpretada por Michael Landon (Forest Hills, Nova Iorque, 31 de Outubro de 1936 – Malibu, Califórnia, 1 de Julho de 1991), também e principalmente conhecido das populares séries "Bonanza" e "Uma casa na pradaria". 

A série, de 111 episódios em cinco temporadas, foi produzida e exibida pela NBC entre 1984 e 1989. 

Michael Landon interpreta Jonathan Smith, um anjo enviado à Terra com a missão de ajudar pessoas em necessidade.

Para o ajudar nas suas missões, conta com a ajuda de Mark Gordon, um polícia reformado interpretado por Victor French.

O tema da série é muito simples em que Jonatham procura resolver conflitos, promover encontros, ajudar e resolver vidas através de acções muito simples e raramente usando os seus poderes concedidos por Deus (The Boss).

No geral, a série teve bastante popularidade, pelas mensagens positivas que transmitia,  embora longe do habitual registo de séries de acção, brutalidade e perigosas aventuras, quase sempre a regra nas séries americanas.

Por tudo, "Um anjo na terra" faz parte das boas memórias de quem pela década de 1980 via televisão com regularidade.

Michael Landon veio a falecer poucos anos depois da série terminar. Mesmo o seu amigo na série, Victor French, também morreu pouco antes da exibição dos últimos episódios.