16/09/2020

Cantil da Real Vinícola - Se conduzir, beba

 

Cartaz publicitário da Real Vinícola - Ano de 1944

Não deixa de ser curiosa a existência de um cantil que, nas viagens às nossas terras, incentivadas, para além da necessidade de abastecimento de combustível para o automóvel, também o seria para o condutor. Para isso, servia o cantil, para abastecer dos incomparáveis vinhos. 

Convenhamos que por esse tempo não havia a preocupação do consumo de álcool durante a condução, mas daí até a um certo incentivo para beber...

24/07/2020

Oliva


aqui falamos da Oliva, de S. João da Madeira, uma das emblemáticas marcas  portuguesas aniquilada pelos tempos mas sobretudo pelos homens. 
Hoje, uma ilustração de um dos carros da empresa, pelos idos anos 1940. Ilustração vectorizada a partir de um postal da época.

03/07/2020

Chã Namúli


Cartaz publicitário do ano de 1941 ao Chã Namúli.

Não há muitas informações sobre este emblemático Chã Namúli, que foi muito popular em décadas passadas, tal como o Chã Li-Cungo, este produzido pela Companhia da Zambézia, em Moçambique. 

Pelo que foi possível pesquisar, o Li-Cungo teve sucesso e muita venda no nosso país depois de ser introduzido em meados dos anos 1930 com campanhas publicitárias que incluíam a oferta de amostras do produto e serviços de chã em louça contra a entrega de embalagens vazias do chã. Alguns destes serviços, bules e chávenas, foram produzidos pela Fábrica de Louças de Sacavém e são hoje objectos de colecção..

O reiterado clima de guerra civil em Moçambique logo após a sua independência terá dado um golpe fatal na empresa produtora e com a destruição dos campos onde se cultivava o chã, perdendo por isso a sua projecção. Todavia, há informações de que em algumas lojas especializadas, tanto o Li-Cungo como o Namúli ainda aparecem de quando em vez. 

O chã Namúli deve o seu nome ao monte Namúli,  a segunda montanha mais alta de Moçambique e a mais alta da província da Zambézia, com uma altura de 2419 m de altura.



01/07/2020

Colonial - Café



Café COLONIAL - Cartaz publicitário do ano de 1947.

Saboroso, aromático, agradável, afinal o que se espera de um bom café para um bom apreciador. Por cá parece-me que já não existe a marca.  Este cartaz inseria-se numa época em que a publicidade aos cafés de origem das então nossas províncias ultramarinas estava em voga.

Esperemos que, com as novas aversões a tudo o que diga respeito a colónias e colonizadores, não faça azia a alguns. Se sim, um copinho de água fresca deve fazer bem, sobretudo se for tomada pela cabeça abaixo.

24/06/2020

Cafiaspirina - Da Bayer



Já falamos aqui da popular "Aspirina", da Bayer. 
Hoje damos à estampa um cartaz publicitário de 1934 à "Cafiaspirina",  uma variante da primeira mas com cafeína. Este produto ainda se vende na actualidade. 

De acordo com a informação oficial: CafiAspirina® é indicada para a enxaqueca, pois combina a ação analgésica e anti-inflamatória de uma dose maior de ácido acetilsalicílico (650 mg) com um agente potencializador (cafeína).
Cada comprimido contém 650 mg de ácido acetilsalicílico e 65 mg de cafeína.


25/05/2020

"Os Jovens Rebeldes" - "The Young Rebels" - Série TV



Por meados dos anos 70 a RTP exibia a série de televisão "Jovens Rebeldes", do original dos Estados Unidos "The Young Rebels".
Foi originalmente transmitida pela estação ABC a partir de Outubro de 1970. 
A série traduzia-se num total de 15 episódios com cerca de 60 minutos cada,  correspondentes a uma temporada. 

Quanto à sinopse da série, tratava-se das aventuras de um grupo de amigos que no período da Guerra da Revolução Americana, ou Guerra da Independência, lutavam pela causa da independência, fazendo parte de um grupo denominado de "Yankee Doodle Society", com localização na cidade de Chester, na Pensilvânia, no ano de 1777. Em situações de espionagem, sabotagem e outras que requeriam coragem discrição e inteligência, o grupo de amigos lá ia conseguindo minar acções e operações ofensivas dos militares ingleses.

Os quatro personagens principais eram Jeremy (Richard Ely), filho do mayor de Chester, Isak (Louis Gossett Jr. ), um negro ex- escravo , Henry ( Alex Henteloff ), um jovem brilhante e de óculos, intelectual e engenhoso, admirador do famoso Benjamin Franklin, a quem procurava imitar com suas invenções e engenhocas, e Elizabeth (Hilary Thompson), a bonita namorada de Jeremy. 
Por sua vez, o grupo era ajudado em muitas situações pelo também jovem rebelde militar francês, o Marquês de Lafayette (Philippe Forquet).



Parece que a ideia subjacente à série por parte da ABC, era incutir na juventude da época o espírito patriótico e nacionalista, mas dizem que a coisa falhou porque, na realidade, os jovens americanos do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, passe o exagero, estavam mais virados para a cultura pop, drogas e rock and roll, bem como apoquentados pelo quase permanente estado de guerra, na altura em pleno conflito no Vietname que ceifou largos milhares de vítimas.