18/12/2014

Eu Show Nico

 

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Hoje trago à memória o programa de entretenimento televisivo “Eu Show Nico”, de autoria e apresentação do conhecido Nicolay Breyner, com produção da EDIPIM e realização de Nuno teixeira.

Foram duas as séries produzidas, a primeira exibida em 1980/1981 e a segunda já quase no final da década, em 1987/1988. Ambas as séries tinham aspectos comuns, desde logo o humor como tema central, com várias personagens a serem interpretadas pelo Nicolau, sendo que na primeira havia momentos musicais com artistas convidados, de que recordo particularmente o Carlos Paião. Para além das figuras vividas pelo autor do programa, ficou na memória colectiva a interpretação do Badaró  com o seu chinesinho que para se “isplicar” só complicava.

Uma das rubricas da primeira série era “Moita Carrasco”, designada jocosamente de primeira telenovela portuguesa e que de algum modo brincava com as populares telenovelas brasileiras da época. Curiosamente, não sendo obviamente uma telenovela a sério, antecedeu aquela que foi considerada a primeira telenovela portuguesa, a “Vila Faia”, onde também participou o Nicolau Breyner como João Godunha, o motorista.

Já na segunda série, baseada essencialmente em sketchs humorísticos bem mais elaborados, ficou na memória o quadro “Os Piratas”, que terminava com uma ´canção que brincava com as situações políticas e do dia-a-dia da época, que ficou no ouvido dos portugueses e se tornou popular:

Somos Piratas!
Somos Piratas!
Só não trazemos as gravatas
não sabemos fazer nós
Há mais Piratas,
E com gravatas,
que usam luvas
mas Piratas somos nós!

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A RTP Memória tem reposto este recreativo e ainda ontem passou precisamente o último programa da primeira série.

Creio que o “Eu Show Nico” faz merecidamente parte do património de programas da RTP e na área do humor e entretenimento tem um lugar de destaque e por isso é sempre recordado com saudade e ainda é bom de rever.

17/11/2014

Anthímio de Azevedo

 

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Soube pelos jornais que nesta segunda-feira faleceu Anthímio José de Azevedo, com 88 anos. Nascera em 27 de Abril de 1926.
Natural de Ponta Delgada - Açores, formado em Ciências Geofísicas, tornou-se numa das figuras mais populares da RTP do tempo do preto-e-branco, por via da sua presença e apresentação diária do Boletim Meteorológico, em épocas em que os mapas e gráficos eram desenhados rudimentarmente a giz num quadro de ardósia.


Com a RTP colaborou desde 1 de Novembro de 1964 a 1967, de 1971 a 1977 e de 1981 a 1990, altura em que este serviço foi interrompido, apesar de protestos significativos dos tele-espectadores.
Entre 1992 e 1996 esteve também ao serviço da TVI.


Hoje em dia os boletins meteorológicos naturalmente evoluíram e são apresentados em elaborados quadros digitais, com elevada qualidade, e são presença habitual como aplicação nos smartphones, mas para quem foi espectador dos anos 60 e 70 percebe a nostalgia e saudade desses tempos e de modo especial da rubrica que Anthímio de Azevedo, e colegas, apresentavam diariamente.

05/10/2014

Tampax

 

Depois de uma pausa, com férias e ocupações pessoais pelo meio, regressamos com um cartaz publicitário de Junho de 1984. Trata-se do TAMPAX, do qual aqui já falamos.

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- Tópico relacionado:

Publicidade nostálgica - Tampões TAMPAX

12/08/2014

Maria Leonor–Tele Semana

 

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Pois é… o tempo passa. Exactamente  37 anos sobre a data de edição  Nº  238 da revista de televisão Tele Semana. 12 de Agosto de 1977.

Na capa, a popular e conhecida figura ligada à história da RTP, Maria Leonor.

Maria Leonor Leite Pereira Magro, nasceu em 1920 e faleceu em 1987, com 67 anos de idade, vítima de cancro. Foi casada com o também popular locutor de rádio Pedro Moutinho.
Foi uma das primeiras locutoras e apresentadoras da RTP - Rádiotelevisão Portuguesa, onde se tornou numa figura de grande popularidade. É ainda hoje lembrada pela sua presença habitual no espectáculo "Natal dos Hospitais", que tantas vezes apresentou.
Antes do seu ingresso na televisão pública, no início dos anos cinquenta era a voz que através dos serviços telefónicos anunciava as horas aos portugueses.
Para além da RTP, foi figura proeminente na Emissora Nacional, para onde entrou em 1946,  destacando-se sobretudo no teatro radiofónico, mas também prestou serviços ligados à BBC e ORTF.
Em 1981 foi agraciada com as insígnias da Ordem do Infante D. Henrique, como reconhecimento da sua personalidade e carreira.

Talvez queira rever: