16/04/2019

Camisaria Moderna


Cartaz publicitário do ano de 1958.

Do que foi possível apurar, a Camisaria Moderna terá tido origem em 1876, no Rossio, em Lisboa e mais tarde, em 1932, adquirida pelo empresário António Regojo Rodriguez, já dono da prestigiada marca de camisas "Regojo" que fabricava e comercializava desde 1919. A empresa proprietária passou por diversas alterações e transformações decorrentes da dinâmica de mercado, e ainda anda por aí, como "Grupo Regojo", mas quanto à loja da "Camisaria Moderna" encerrou portas há poucos anos, em 2016, e com isso o fim de um ciclo cheio de vivências comerciais. Coisas da vida e do tempo, uma verdade tão branca, branquíssima, como as camisas da Moderna.





09/04/2019

Austin Seven - Um mini para sua máxima satisfação


Cartaz publicitário de 1960 ao automóvel modelo Austin Seven

O modelo Mini, é um dos mais emblemáticos do mundo automóvel. No entanto, apesar das semelhanças, este modelo aqui publicitado refere-se ao Austin Seven, que pretendia ser uma versão modernizada do também emblemático Morris Minor produzido uns anos antes, nas décadas de 40 e 50.

Este modelo fabricado pela British Motor Corporation (BMC) foi desenhado por Sir Alec Issigonis, tendo sido idealizado para ser um automóvel com baixo consumo boa  dinâmica de condução e sobretudo a um preço reduzido para a época.

Em rigor, este Austin Seven era uma espécie de homenagem ao seu bem sucedido antepassado Austin Seven, produzido durante os anos 20 e 30, rivalizando então pela Europa com o americano Ford T. Mas juntamente com o Seven, na mesma altura (1959), também da mão de Sir Alec Issigonis, foram fabricadas e lançadas duas versões similares, o Seven, a que nos referimos e o Morris Mini Minor, menor nas suas dimensões,  cuja designação pretendia precisamente realçar as diferenças de tamanho dos dois modelos.
Em França e nos Estados Unidos o Mini e Seven foram vendidos como Austin 850 e Morris 850 , em referência à cilindrada.

O Mini apresentava dimensões de 3,05 m de comprimento, com distância entre eixos de 2,03 m e uma largura de 1,41 m e 1,35 m de altura. Quanto ao peso, era levezinho, apenas com 570 Kg o que fazia render o combustível alojado num tanque com capacidade para 25 litros. O consumo previsto era de 5 litros/100 Km.
Pessoalmente, pelos anos 80, era pendura habitual num Mini, vermelhinho, de um colega que tinha feitio de piloto, o que significava que era sempre a assapar. O pior de tudo, talvez por já ter uns anos o carro, era forte o cheiro a gasolina que se sentia no interior do habitáculo. Bons tempos...

Depois de alguns anos no adormecimento, já sob a alçada da construtura alemã BMW, em 2001 o Mini foi relançado com todas as características e tecnologias dos tempos actuais,  voltando a trazer o modelo para os seus tempos de glória, sendo um carro apetecido sobretudo junto dos jovens. O seu relançamento serviu de inspiração a outros modelos clássicos, de outras marcas, que têm sido redesenhados e lançados no mercado com a aura da nostalgia, nomeadamente o VW Carocha e o Fiat 600.

08/04/2019

Peugeot 203 - Já não se fazem carros assim...


Cartaz publicitário ao modelo automóvel Peugeot 203 - Ano de 1949


O modelo foi exibido no Mundial do Automóvel de Paris em 1947, mas nessa época, já estava em desenvolvimento por mais de cinco anos. A produção foi inicialmente prejudicada greves e falta de matéria prima, mas a produção se regularizou em 1948 e as entregas começaram a ser efectivadas no início de 1949.

O 203 foi o primeiro modelo da Peugeot lançado depois da Segunda Guerra Mundial. Durante os seus doze anos de produção saíram quase 700.000 unidades de vários modelos da linha de produção em Sochaux, França. Entre a retirada do 202 em 1949 e o lançamento do 403 em 1955, o 203 foi o único modelo produzido pela Peugeot.

O último Peugeot 203 saiu da linha de produção em Sochaux em 25 de Fevereiro de 1960. Três meses depois no final de maio, o modelo foi retirado do catálogo de preços.

[fonte: Wikipedia]

03/04/2019

Nestlé - O melhor para todos os usos


Cartaz publicitário do ano de 1949

Já temos aqui falado e recordado temas relacionados à Nestlé, uma marca reconhecidamente global, nomeadamente no segmento de alimentos destinados às primeiras idades. Hoje damos à estampa um cartaz publicitário inserto em revista do ano de 1949, com grafismo bem ao estilo da época. 

29/03/2019

Água Castello...muito radioactiva


Cartaz à água Castello, publicado em 1941.

Tem uma longa história e nos dias de hoje continua a ser uma marca de água muito reconhecida e popularizada, mas duvido que as qualidades que lhe são reconhecidas e apregoadas tenham a ver com a radioactividade, no caso muita. 

Se ainda tem esta propriedade a água Castello, passa despercebida, sendo ignorada e mesmo ocultada ou então, tendo, afinal não é muita mas pouca e insignificante para o prejuízo da saúde. 

Mas nesses tempos, na primeira metade do séc. XX, a radioactividade era propagandeada como uma virtude e benefício, tanto nas águas como em muitos produtos de saúde e beleza. É claro que com o avanço da ciência, muita da ignorância caiu por terra e provou-se o malefício  da coisa, da radioactividade, e muitos produtos a ela associados, ou quase todos, ficaram pelo caminho. Mas a água Castello, essa mantém-se em actividade, quiçá já sem a rádio.

Outros tempos.

23/03/2019

Fiat Uno - Todos por Uno


Cartaz publicitário ao automóvel modelo Uno da Fiat - Ano de 1983.


Provavelmente, hoje em dia, este modelo de automóvel, acima anunciado, não passará de sucata. Sobreviverão ainda muitos, é certo, deles alguns por necessidade e outros por sentimentalismo ou sentido de conservação. É o efeito do tempo e dos tempos. Mas em 1983, ano do seu lançamento na Europa, era de facto anunciado como "fofinho", "giro", "poupadinho" e "vivaço". Era a tentativa de algumas marcas europeias e da italiana Fiat fazerem frente à concorrência das marcas japoneses no segmento de carros pequenos e económicos. Este Uno, tem, pois, uma já longa e interessante história (resumida aqui).

TALVEZ QUEIRA REVER