27/09/2008

Marco - Dos Apeninos aos Andes - II

 

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Sinopse: Segunda parte

A partir da sua chegada, Marco passou pela Alfândega, mas as suas dificuldades principiaram ali pois, numa confusão, roubaram-lho o pouco dinheiro que tinha. Marco principiou então uma interminável busca pela mãe, andando de terra em terra, batendo a várias portas, falando com vários contactos e referências.

Inicialmente procurou no Nº 175 da Rua das Artes, onde perguntou por um seu tio, que anos antes tinha vindo para a Argentina. Disseram-lhe que já não morava ali. Relativamente à mãe, informaram-no que deveria ter ido para Baía Branca. De seguida, sempre com peripécias e dificuldades pelo meio, Marco foi recomendado a procurar em La Boca, um local de muita imigração. Aí Marco tem a felicidade de reencontrar o professor  Pepino e as suas filhas, Conchita, Filomena, a sua grande amiga, e Julieta.

Marco pôs Pepino ao corrente de todas as suas aventuras desde que embarcara em Génova. Pepino sabendo da intenção de Marco em viajar para Baía Branca, dispô-se a levá-lo até lá, o que aconteceu. Ali conheceu um mendigo, que parecia que o conhecia e o esperava). Chamou Marco e deu-lhe a informação de que o seu tio, o Sr. Merelli já tinha falecido e que a sua mãe Ana tinha ido para Buenos Aires. Marco despede-se novamente de Pepino e sua famíia e com algum dinheiro que lhe deu o mendigo e uma carta com a indicação onde procurar, volta para Buenos Aires. Ali vai à morada indicada, um armazém. Para tristeza de Marco, informaram-no que a sua mãe já não estava em Buenos Aires e que tinha ido há já algum tempo para Córdova, com a família Mequinez.

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Com tudo isto, Marco não chegou a saber que o mendigo em Baía Branca era afinal o seu tio Merelli, que envergonhado e com remorsos por ter  ter gasto o dinheiro que Ana lhe pedira para enviar para Génova, o tinha enganado. 

Marco conhece Frosco, um empregado do tal armazém onde procurara informações da mãe, e este com a ajuda de um colega marinheiro promete-lhe arranjar um barco que o leve a Rosário e dali a Córdova seria perto. Assim Marco embarca no Adrea Doria, navegando pelo rio Paraná, que o conduziu até Rosário.

Nesta cidade, Marco voltou a fazer perguntas , nomeadamente junto de alguns contactos que lhe tinham indicado mas ninguém sabia responder. Por sorte encontra Frederico, um emigrante que conhecera a bordo do navio na viagem entre o Brasil e a Argentina. Este ficou ao corrente das desventuras de Marco e fez um peditório junto da comunidade italiana para o ajudar a fazer a viagem até Córdova. Marco compra então o bilhete e parte de combóio para Córdova. Começou a procurar indicações sobre a presença da família Mequinez mas descobriu que esta pusera a casa à venda  e de seguida deixou a cidade sem destino conhecido.

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Entretanto trava conhecimento com um rapaz, o Pablo, e através deste,  a sua família permite que Marco por ali ficasse uns dias. Certa vez Marco ouviu falar que nos arredores da aldeia vivia uma família chamada Mequinez, numa casa muito rica.  Marco montou um burrito e lá foi na esperança de ser o Mequinez que procurava para obter informações do paradeiro de sua mãe. Quando conseguiu chegar á fala com o Sr. Mequinez, este a princípio não se recordava mas depois confirmou que de facto conhecera a mãe de Marco, Ana Rossi. Não estava com ele, e que era criada de um seu irmão e que vivia em Tucuman. Mas como este local era muito longínquo, perante o desalento de Marco, o Sr. Mequinez deu-lhe algum dinheiro para ele fazer a viagem. 

Com esta nova esperança, Marco ficou mais alegre e optimista,. Infelizmente, de regresso à casa do amigo Pablo, Marco depara-se com a mãe deste, Joana, muito doente. Chamaram um médico e como a família era muito pobre, Marco utilizou o dinheiro recebido do Sr. Mequinez para pagar ao médico. Fez uma boa acção mas ficou sem meios que lhe permitissem fazer a longa viagem.  Pablo tentou ajudar Marco e instigou-o a esconderem-se clandestinamente dentro do combóio que partiria pra Tucuman.  Pablo foi descoberto e foi posto fora do combóio mas Marco conseguiu passar despercebido. Todavia, depois de ter percorrido 30 quilómetros foi descoberto. Apesar de Marco lhe contar os motivos, o revisor pô-lo fora do combóio.

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Triste, desolado e longe do destino, Marco começou a caminhar ao longo da linha. Entretanto depara-se com um grupo de pessoas, numa caravana de carros de bois. Contou-lhes o sucedido e pediu-lhes para lhe darem boleia até Tucamon. Os homens acabaram por concordar mas apenas até à localidade de Santiago, que era para onde se dirigiam. Dali teria que se desenrascar. 

Assim Marco partiu com a caravana, numa viagem que durou uma semana até que chegou ao sítio onde se separou dos seus novos amigos. Mesmo assim, a bondado dos homens da caravana foi tanta que ofereceram a Marco uma velha burra para o ajudar na viagem. Esta foi demorada e difícil, com fome e sede pelo meio e a velha burra não resistiu ao esforço e à fome e morreu.  Marcou, novamente triste e desalentado, prosseguiu a viagem a pé, mas sempre com o inseparável amigo macaco Amédio, que em todas as alegrias e desventuras nunca o abandonou.

Pelo caminho Marco conhece um viajante que o informa que Tucamon fica a duas horas de viagem em passo acelerado. Marco volta a encher-se de coragem e apesar de doente e demasiado fraco, encontra forças para prosseguir o seu destino.  Mesmo assim Marco é alvo de azar, pois tropeça numa pedra e cai ferido e exausto na berma do caminho. Ainda prosseguiu, num esforço imenso, mas parou para descansar debaixo de uma árovore e acabou por adormecer, sempre sonhando com a mão.  Por felicidade, Marco, já desmaiado pela fraqueza e dor, é encontrado por um outro viajante, o Fernando, que ali passava a cavalo. Pegou-lhe ao colo e envolveu-o numa manta. Acendeu uma fogueira e fez café.  Quando Marco volta a si, Fernando pergunta-lhe o que se passou e Marco contou-lhe a sua história. Fernando entretanto tratou da ferida infectada de Marco e pôs-lhe uma ligadura com um pedaço de pano da camisa. Como Fernando se dirigia a Santiago, teve que se separar de Marco, que estava mais restabelecido e assim podia continua a viagem a pé, pois já não faltava muito para chegar a Tucamon.

Pouco depois, Marco parou junto de um ancião e perguntou-lhe se ía com boa direcção para Tucamon.  Mas o velho não respondeu pelo que Marco julgou que ele fosse surdo. Passado algum tempo veio em direcção a ele um jovem num carro, que disse ter sido enviado pelo avõ, o tal ancião a quem Marco pedira a informação e que assim se oferecia para o transportar ao seu destino, já que também tinha necessidade de lá ir levar uma mercadoria. Marco ficou feliz e fez-se amigo de Ângelo, o jovem que conhecera.

(continua)

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