07/09/2008

O livro da primeira classe - 1942

 

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Nota introdutória: O livro que agora trago à memória, "O livro da primeira classe", edição de 1942´, é a versão inicial do mesmo livro que há tempos já aqui falei, uma edição de 1954. A única diferença, está na imagem da capa. Nesta edição mais antiga, a capa é composta por uma ilustração de Raquel Roque Gameiro, com um menino e uma menina, fardados à Mocidade Portuguesa, a fazerem a característica saudação do Estado Novo à bandeira portuguesa.

Não temos informações que justifiquem a mudança da capa, talvez para renovar a imagem de um livro que foi usado durante mais de uma década.

Fica então, uma vez mais, a descrição do livro:

 

O Livro da Primeira Classe - Ensino Primário Elementar

Autor: Ministério da Educação Nacional

Formato: 170 x 225 mm - 144 páginas

Ilustrações (a cores): Raquel Roque Gameiro

- Trata-se de um dos mais bonitos livros de leitura do ensino primário, nomeadamente da primeira classe. Segue o esquema habitual de ensino na época, principiando pelas vogais, partindo para as consoantes, com leituras de acordo com as letras aprendidas.

Tem ainda uma secção destinada à aprendizagem da doutrina cristã (páginas 91 a 112), com as principais verdades da fé católica, mas também com noções e princípios dos deveres cívicos.

A terceira secção é dedicada ao ensino da aritmética (páginas 113 a 144), com a aprendizagem dos números e sua noção, noção de quantidades, exercícios com as operações de soma, subtracção, divisão e multiplicação. Todos os exercícios estão profusamente ilustrados ajudando em muito o processo de compreensão e aprendizagem. Reúne conhecimentos que nos nossos dias só são adquiridos já ao nível da terceira ou até mesmo da quarta classes o que não surpreende se tivermos em linha de conta que a antiga quarta classe comportava um desenvolvimento e conhecimentos  agora adquiridos apenas ao nível do nono ano.

Um dos aspectos de todo o livro é a qualidade das suas ilustrações, com belas cores, tornando a sua leitura num exercício agradável.

Foi livro único durante bastantes anos pelo que é hoje muito recordado por muitos portugueses.

8 comentários:

  1. Saudação do Estado Novo, não está correta esta informação. É saudação Nazi.
    José Carlos Pratas

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    1. ACHO QUE MUITAS PESSOAS NÃO SABEM A DIFERENÇA ENTRE O NAZISMO E O REGIME QUE VIGOROU EM PORTUGAL....SERIA BOM ESTUDAR UM POUCO DE HISTORIA UNIVERSAL E LEMBRAR O QUE FOI FEITO COM OS JUDEUS...DEPOIS FALEM DE PORTUGAL!

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  2. José Carlos Pratas,
    agradeço a informação.
    De todo o modo a descrição foi feita no contexto do Estado Novo.
    Por outro lado, tendo em conta que o Nazismo na Alemanha teve a sua implementação sensivelmente no mesmo período do Estado Novo em Portugal (no início dos anos 30) seria interessante saber-se se de facto essa característica saudação teve a sua origem no contexto do National Sozialistische ou se foi ela própria importada do Estado Novo português ou até de Itália onde muito antes se desenvolveu o Fascismo, por Mussolini.
    Apesar da curiosidade, para o contexto do post sobre o livro da primeira classe de 1942, é um assunto irrelevante.

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  3. Isto é um tema que seria interessante investigar.
    O gesto, ao que parece teria tido origem nas legiões romanas e era usado com frequência em diversas situações, até mesmo nos Estados Unidos. Terá caído em desuso apenas após a 2ª Guerra, por ter ficado associado aos movimentos Nazi e Fascista. Vide: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sauda%C3%A7%C3%A3o_romana

    Eu julgo que em Portugal, mesmo no tempo do Salazar, este gesto nunca foi usado como saudação (por exemplo para saudar o próprio Salazar ou outros líderes), mas apenas como juramento de bandeira (ou saudação à bandeira). A imagem mostra duas crianças da Mocidade Portuguesa, fazendo o juramento de bandeira e, ao que me contavam os meus pais, que ainda são do tempo em que era obrigatório pertencer à Mocidade, os jovens dessa organização tinham o dever de fazer sempre esta saudação sempre que passavam pela bandeira portuguesa.

    Rui Júlio

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  4. VIVAM,
    Pois também tenho curiosidade em saber o sentido desta saudação. Se foi "importada" do Nazismo ou se é uma saudação de juramento de bandeira.

    Gostaria de salientar que ainda hoje o juramento de bandeira dos nossos militares é realizado com este gesto. Eu mesmo o fiz assim quando cumpri o serviço militar.

    José Batista

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    1. ainda bem que não fui à tropa...

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    2. No juramento o braço é estendido na direcção da bandeira porque não se trata de uma saudação mas sim da entidade a qual o juramento é feito isto é Portugal
      a saudação é obviamente a continência.

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  5. Nos tempos da Escola Primária (1955 - 1959) era costume ver essas gravuras em todos os Livros de Leitura, Redacção e até Aritmética. Não pertenci á Mocidade Portuguesa mas tive de fazer a mesma saudação no Juramento de Bandeira para cumprir o Serviço Militar numa guerra que não era minha ao qual fiquei transtornado psicológicamente (Guiné-Bissau). Quanto aos desenhos e ilustrações confesso que são muito perfeitos e para mim a arte está em primeiro lugar. Quero acrescentar que o LIVRO DA PRIMEIRA CLASSE e as revistas juvenis de BD do CAVALEIRO ANDANTE foram os meus "VERDADEIROS PROFESSORES" de desenho ao qual foi a minha vida profissional como "DESENHO ARTÍSTICO E PUBLICITÁRIO. Muito obrigado Raquel Roque Gameiro...

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