30/12/2008

Kodak - Como é fácil tirar fotografias!

 

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kodak brownie reflex_01

 

Que fácil! Que prático! Que graça!... Tirar fotografias aos seus amigos, à namorada, a todos os incidentes da vida! Sem um aparelho "Kodak" perderá mil oportunidades que não voltam. Porque espera? Se ainda não possui um "Kodak" visite o seu revendedor "Kodak", escolha o modelo que lhe convém.

Este anúncio publicitário, do final dos anos 40, poderia muito bem referir-se a um qualquer dos muitos modelos de máquinas fotográficas digitais que actualmente se comercializam, com alta tecnologia e a preços francamente acessíveis. De facto nunca foi tão fácil, prático e divertido fotografar, não só a namorada e os amigos como também o cão, as flores, o jardim e tudo o mais que se queira imaginar. Qualquer assunto é pretexto para se captar imagens que depois se acumulam no computador.


Mas, não! Este anúncio é do final dos anos 40, altura em que na Grã-Bretanha se produzia este modelo histórico da Kodak, o  Kodak Brownie Reflex. Este modelo foi produzido nos Estados Unidos entre Maio de 1940 e Agosto de 1942 (modelo não sincronizado) e entre Setembro de 1941 a Maio de 1952 (modelo sincronizado) e de 1946 a 1960 no Reino Unido.

De facto, durante muito tempo, Kodak foi sinónimo de máquina ou câmara fotográfica. Ainda hoje é frequente esta denominação ou analogia.


Nos meus tempos de criança, recordo-me que o tirar uma fotografia, com o irrealista conceito de fácil, prático e divertido, era um privilégio de poucos. Por isso, quando se precisave do boneco, recorria-se a casas da especialidade, normalmente no centro da vila, apenas para momentos especiais como a fotografia para o bilhete de identidade, a carta de condução ou então uma reportagem, a preto-e-branco, nas festas da comunhão solene e no casamento.
Fora destes contextos, a fotografia era muito inacessível.

A partir de meados dos anos 70, a coisa tornou-se mais fácil, com a vulgarização de modelos compactos como a Kodak Instamatic, e com a introdução e generalização dos rolos de película a cores, com as câmaras a conhecerem uma ampla expansão. Mesmo assim, devido ao custo elevados dos rolos de película e revelação, os cliques eram reservados para situações mais ou menos especiais.


Por tudo isto, pode-se dizer que o texto do reclame publicitário acima publicado, só se tornou concretizado já no séc. XXI. Até aí, mesmo em plena era do digital, os preços eram pouco acessíveis. Ainda há meia dúzia de anos comprei a minha primeira máquina digital, uma Sony de 3.1 Megapixels, pelo preço de 520 euros. Hoje por este preço adquire-se uma boa câmara com características Reflex. Mas mesmo antes disso, na minha empresa comprou-se uma Sony Mavica, muito grande, que gravava numa disquete, com baixa resolução, mas que custou uma pipa de massa.


Como vêem, a publicidade sempre andou avançada em relação ao seu verdadeiro tempo.

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