09/04/2009

Viagens pelos livros escolares - 4 - A vocação da cerejeira

 

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a vocacao da cerejeira 02

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No meu pomar, no logradouro da minha habitação, tenho, entre outras espécies de árvores frutículas, duas cerejeiras, uma delas de médio porte, com pelo menos 6 metros de altura. Nesta altura do ano está completamente florida, como uma enorme nuvem branca, mas já com o verde das folhas a querer substituir as flores.
Se as condições do tempo não prejudicarem esta fase do desenvolvimento do fruto no seu estado inicial, creio que lá para meados de Junho devo ter boas cerejas. Isto é, a maior parte, como de costume, será para a passarada (pardais, pegas, gaios, melros, piscos e verdelhões) que habitualmente frequenta o quintal.

Neste sentido, recordo mais uma página do meu livro de leitura da terceira classe, do qual já aqui temos falado, intitulada "A vocação da cerejeira". A lição que dela se extrai é sobretudo a da abundância e da correspondente partilha. De facto, de que nos serve ser egoístas em muitas situações de vida? Esta lição do livro de leitura da terceira classe é assim um bom exemplo que pode ser compreendido à luz das nossas vivências e convivências.

Ainda quanto às cerejeiras, recordo-me dos meus tempos de criança, quando, na quinta de meus avôs paternos existiam três enormes cerejeiras, de boa qualidade, sempre generosas na sua abundante produção. Toda a gente da casa, incluindo a vizinhança, comia cerejas de borla e até fartar. Tantas vezes trepei àquelas cerejeiras para, encavalitado num qualquer ramo, me deliciar a colher e a comer, refrescando assim as saborosas tardes de Junho.
Bons tempos.

 

*****SN*****

2 comentários:

  1. Guerra Junqueiro.....¿Era creyente o ateo?

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  2. Recordo muito esta lição da minha terceira classe.

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