18/10/2009

Colecção 6 Balas – Cow-Boy – Fúria dos Bravos – Gatilho - Livrinhos de cowboyadas

 

Quem não se recorda dos míticos livrinhos de leitura de histórias de cowboys? Das várias colecções que foram existindo, nomeadamente nos anos 60, 70 e 80, destaco a colecção “6 Balas”, uma edição da Agência Portuguesa de Revistas”, cujo primeiro número foi publicado no final do ano de 1963. Estes livrinhos apresentavam um formato de 85 x 125 mm, com 64 páginas e com meia dúzia de desenhos salteados pelo meio, quase sempre com uma legenda que remetia para uma determinada cena da história.

Antes, porém, desta mítica colecção de livrinhos, a Agência Portuguesa de Revistas, tinha lançado em final de 1961 a colecção “Cow-Boy”. O êxito destas edições levou ao lançamento, em 1965, de uma terceira colecção, a “Fúria de Bravos” e ainda a colecção “Gatilho”, lançada em 1967, ambas com o mesmo formato, estilo e filosofia. Todas estas colecções eram de edição semanal. Desconheço em concreto a data do final destas colecções, mas pelo menos a “Cow-Boy” e a “6 Balas” foram publicadas até meados dos anos 80, portanto até quase ao final da actividade da célebre e histórica editora portuguesa, em 1987.

As histórias publicadas nestes livirnhos nem sempre tinham muita qualidade, até pelo formato que não dava para grandes enredos e desenvolvimentos. Todavia, talvez pela simplicidade, as histórias liam-se de modo relativamente rápido e até conseguiam algum suspense e prender a atenção do leitor.

Sinceramente, pela leitura de ambas, nunca cheguei a perceber em concreto as diferenças das diversas colecções.

Como curiosidade, diga-se que as colecções da Agência reproduziram em determinada altura cromos de algumas colecções também por si editadas. Por exemplo, a colecção “Cow-Boy” e “Gatilho”, chegaram a publicar cromos da colecção “História de Portugal”, desenhados por Carlos Alberto Silva. A colecção “6 Balas” publicou cromos da colecção “Cleópatra” e a “Fúria de Bravos” reproduziu cromos da bela colecção “História de Lisboa”.

Este expediente, que teve seguidores futuros em diversas revistas de banda desenhada, acabou por não resultar muito bem já que poucos coleccionadores queriam destruir as capas dos livrinhos para delas extraír os cromos. Mas pronto, poderia também funcionar como um incentivo à colecção pela via normal, comprando-se os envelopres surpresa contendo os cromos.

Para além das mencionadas edições da Agência Portuguesa de Revistas, existiam outras no mercado de leitura do tema de cowboyadas. Por exemplo, a colecção “Curral”, lançada em 1979, de tiragem quinzenal, com direcção e propriedade de M.E. Alves da Graça. O formato era semelhante às edições da Agência Portuguesa de Revistas, mas um pouco mais alto (85 x 145 mm), com 80 páginas e sem desenhos interiores. Com o mesmo formato e filosofia, existia ainda a colecção “Shane”, de edição mensal, com direcção e propriedade de M.A. Duarte. Pelas características semelhantes, e até pela mesma empresa de composição e impressão, suponho que ambas as colecção fossem de uma única origem apesar de proprietários com nomes diferentes. Estas duas colecções indicavam nas capas os autores dos textos. Nas outras colecções da APR os autores eram indicados no interior, habitualmente na primeira página, junto à ficha técnica. Pela ausência de data, não consegui apurar a simultaneidade das edições pelo que, à falta de melhor informação, poderá ter algum fundamento pensar-se que a “Shane” pode ter sido uma evolução ou desevolução da “Curral” para edição mensal. É apenas uma suspeição que para o caso nem é importante.

Seja como for, todas estas histórias eram típicas do western americano, com todos os clichés do tema, desde pistoleiros, lutas, duelos, vinganças, ranchos, cidades, amores e desamores, heróis e vilões. Importa referir que norma geral os leitores deste tipo de histórias eram também consumidores de Banda Desenhada na mesma temática, como era o meu caso.

Recordo-me de no barbeiro da aldeia existirem montões destes livrinhos da “6 Balas” e “Cow-Boy” pelo que ajudavam a passar o tempo quando havia que guardar vez. Actualmente disponho de alguns exemplares de ambas as colecções. Em nome da verdade, alguns foram “desviados” da barbearia, por vezes dispersos entre montões de cabelo e piolhos. Bons tempos!

6 balas anuncio

6 balas santas nostalgia 01

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7 comentários:

  1. Sobre seudónimos tipo- Lee Heldon.....¿Se escondería el nombre del prolífico Marcial Lafuente Estefanía?

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  2. E a colecção "Condor"?
    De formato bem pequeno, mas recheado de aventuras gostosas...

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  3. A.Pedro,
    sim é verdade.
    Li muitos dessa colecção. Ainda devem andar alguns pelo sótão.

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  4. Cara,. adorei encontrar este blog...fui leitor assíduo de 6 balas...na minha infância, lá no Ultramar (Angola)e nunca esqueci-me disso, saudades desse tempo.

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  5. Boas,

    Esta série das 6 Balas não conhecia!! Eu sou mais Condores, Falcões, Mundos de Aventuras, Xerifes e Aventuras do FBI :)
    Se por acaso alguém tiver possibilidade de digitalizar alguma revista destas, por favor entre em contacto comigo para gramps.gramps@gmail.com.

    Abcos,
    Gizmo (blog Tralhas Varias)

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  6. Adorei tais livros e gosto de os reler, embora já saiba o seu final; por isso os procuro.

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    Respostas
    1. Viva Anonimo,
      6 Balas nao tenho nenhum....:(
      (peco desculpa pela publicidade)

      No blog Tralhas Varias (http://tralhasvarias.blogspot.com), tens la algumas dezenas de Condores, Falcoes, Mundos de Aventuras e outros, que os visitantes tem enviado. Se tu proprio tiveres alguma revista velhinha que queiras enviar, ficaria agradecido.

      Abco,
      Gizmo

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