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30/06/2009

Cerveja Sagres e laranjada Gruta da Lomba

cerveja sagres a sede que se deseja santa nostalgia

O meu primeiro contacto com a cerveja não foi o mais feliz. Compreender-se-á porquê: Tinha 10 anitos e a cerveja foi surripiada a uma barraca de comes-e-bebes montada no arraial da festa anual da minha aldeia, em horário morto, isto é, pelas 6 horas da madrugada, numa altura em que o dono, cansado da faina de véspera, tinha ido dormir a casa.

O “assalto”, foi combinada previamente por mim, por um dos meus irmãos e por mais dois ou três amigos. Não teve mapa esquemático, é certo, mas obedeceu a algum rigor no planeamento em que cada elemento do "gangue" tinha uma função específica.
Para além de duas cervejas, uma Sagres e uma Cergal, a empreitada rendeu ainda duas laranjadas de litro da "Gruta da Lomba".

Depois de consumado o "assalto", fomos beber o espólio para um local escondido num pinhal vizinho. As laranjadas foram rapidamente emborcadas até à última gota. Já as cervejas não mereceram a aprovação do grupo pois eram demasiado amargas, pelo que, supunha-se, "deviam estar estragadas". Ainda houve quem fosse a casa gamar na despensa da mãe um quilo de açúcar amarelo, que se misturou à fartazana, mas nem assim a cerveja se mostrou tragável. Resultado, o verdadeiro gosto pela cerveja, que se aprende a gostar, e cuja sede se deseja, como diz o reclame acima, só chegou mais tarde, quase na maioridade. Ainda bem. Pouparam-se algumas pielas.

Importa acrescentar que o "assalto" foi logo detectado porque algum delator no grupo deu com a língua nos dentes" pelo que, para além de reparado o prejuízo em dinheiro vivo, cada um apanhou uma valente coça paternal daquelas que, hoje em dia, davam para colocar os pais na prisão acusados de violência e maus tratos a menores. Verdade se diga, foi uma boa lição, daquelas que se aprendem e jamais esquecem. Por vezes penso que se alguns dos modernos criminosos apanhassem ao primeiro delito uma daquelas valentes tareias, tinham mudado logo ali os seus destinos de criminosos. Hoje poderiam ser excelentes administradores de bancos ou directores de empresas e institutos públicos, quiçá até membros do Governo da nação ou deputados da Assembleia da República. Digo eu…

Quanto à laranjada, marca "Gruta da Lomba", era produzida por uma fábrica, situada em Guetim - Espinho, que ainda hoje se mantém em produção. Na altura era de muito boa qualidade e vendia-se em garrafas de litro, de vidro, com rótulo pirogravado.
Para além de saborosos copos que bebia nas quentes tardes de Verão, recordo-me de, várias vezes, participar em jogos de futebol, no largo da escola, contra um grupo de rapazes de um lugar vizinho, cujo troféu era precisamente uma laranjada de litro da “Gruta da Lomba”. Quando o troféu não era quebrado à pedrada ou pela fisga de alguém invejoso, já que estava exposto orgulhosamente no cimo de um cruzeiro do largo, no final da vitória lá se procedia à distribuição pelo grupo, bebendo todos da própria garrafa e com o tempo dos goles a ser bem cronometrado.

Bons tempos!

29/06/2009

Os caminhos de Noële – Parte II

 

Já depois de publicado o artigo referente ao anterior post, mexendo em alguma papelada da época, consegui obter informações adicionais e complementares.
Deste modo, constatei que a série foi adquirida pela RTP em dois pacotes, em diferentes alturas.


Inicialmente a série foi adquirida pela RTP em 21 episódios de 26 minutos cada e 1 episódio de 39 minutos, ou seja, 22 episódios, exibidos durante 1972. Soube ainda que a série poderia ser comercializada em diferentes durações, em 45 episódios de cerca de 15 minutos ou mesmo em episódios de cerca de 30 minutos ou 60 minutos. Seria assim uma forma de compatibilizar os interesses de horários das estações televisivas que adquiriam a séria.


Acontece que esta primeira parte exibida pela RTP em 1972, terminou de uma forma aparentemente inesperada, sem o tão esperado happy end, que seria o casamento de Noël com um dos dois pretendentes (o amigo de infância ou Ugo, um pianista). Esta situação, o âmago do enredo, face à popularidade da série, provocou alguma confusão e até muitas reclamações na RTP, tanto mais justificadas depois de uma revista da época ter publicado fotos do casamento de Noële, que tinha mesmo acontecido.


Esta situação levou a RTP a procurar saber junto da produtora os verdadeiros motivos, vindo a comprovar que na realidade existia uma segunda tranche de 40 episódios de cerca de 15 minutos cada. Face a esta situação, ao que parece, inesperada porque desconhecia o facto, a RTP obviamente que acabou por adquirir o segundo pacote da série  cuja exibição foi iniciada em Março de 1973, aos Sábados, por volta das 22:00 horas, em episódios de cerca de 30 minutos. Este horário posteriormente veio a ser alterado, passando para as segundas-feiras, antes do Telejornal, por volta da 21:00 horas.


Nesta segunda volta, Noële efectivamente acaba por casar com o pianista Ugo, acontecimento que ocorre logo no segundo episódio.
Face a este esperado happy end, as tele-espectadoras ficaram finalmente sossegadas. Nem de outra forma poderia ser.

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- Noël, com o pai adoptivo

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- Noël, com Ugo, no seu casamento.

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Os caminhos de Noële – Série TV

 Na RTP, em 1972, era exibida a série de TV "Os caminhos de Noële", no original francês "Noële aux quatre vents", uma adaptação de Jean Chouquet à novela de Dominique Saint-Alban (pseudónimo de Jacques Tournier) e com realização de Henri Colpi.

Em França a série foi exibida na ORTF a partir de Novembro de 1970.
A série de TV pretendeu dar continuidade ao êxito da versão em folhetim radiofónico transmitido em França entre 1965 e 1969.
Dentro da filosofia dos folhetins, a série TV comportava 85 episódios de cerca de 15 minutos cada.

Em Portugal, na RTP, a série foi exibida em episódios de cerca de 30 minutos cada  pelo que deduzo que seriam exibidos 2 episódios originais de 15 minutos cada, seguidos. Esta é uma mera dedução pois pelas minhas memórias e dados disponíveis, não consegui confirmar esta situação. Na Internet quase não existem referência a esta série.
Quanto à história, é claro que já não me recordo de muita coisa de modo pormenorizado, mas sei que girava à volta da figura de Noële, interpretada por Anne Jolivet, figura muito popular em França, nos anos 60 e 70. Noële era uma bela rapariga, romântica, que descobre que afinal o seu pai não era quem supunha ser, mas sim um rico armador grego.  Por conseguinte, seria uma história quase do dia-a-dia de Noële, sua família e amigos, encontros e desencontros, amores e desamores, como é próprio dos folhetins, antepassados das actuais telenovelas.

Pessoalmente recordo-me da série, mas confesso que apenas assisti ocasionalmente a poucos episódios, mas lembro, igualmente, que era muito popular e seguida com rigor religioso pelas mulheres, a exemplo do folhetim radiofónico "Simplesmente Maria", que passou na Rádio Renascença sensivelmente pela mesma altura.

Casting:
- Anne Jolivet : Noële Vaindrier
- Jean-Claude Charnay : Jean-François Saulieu
- Alain Libolt : Ugo Luckas
- Pierre Mondy : Gilles Vaindrier
- Rosy Varte : Nicole Vaindrier
- Katharina Renn: Delpina Karrassos
- Jacques Harden : Yannis Karrassos
- Jean Davy : M. Saulieu
- Sylvain Joubert : Denis Maréchal
- Madeleine Damien : Mme Marie
- Angelo Bardi : Ugo Peretti
- Nicole Maurey : Lisette Andrieux
- Élisabeth Guy/Élisabeth Depardieu : Marie-Hélène
- Nelly Borgeaud : Helena Bonelli
- Lucienne Lemarchand : Mme Saulieu
- Philippe March : M. Baxter
- Emmanuel Delivet : Brémaut


Noele aux quatre vents 2
Noele aux quatre vents 3
os caminhos de noele Gilles Vaindrier
- Gilles Vaindrier, interpretado por Pierre Mondy
Noele aux quatre vents 5

- Noële, interpretada por Anne Jolivet

Noele aux quatre vents

Noele aux quatre vents 4
- Capas do romance que deu origem à série.

27/06/2009

Sporting Clube de Portugal - 1982

 

sporting equipa 1982 santa nostalgia

Esta formação da equipa do Sporting Clube de Portugal foi extraída de uma caderneta de cromos do ano de 1982. Uma equipa de luxo, com grandes nomes do futebol nacional como Manuel Fernandes, Oliveira, Jordão, Eurico e Inácio, entre outros.

Como curiosidade, na imagem são fornecidos os nomes dos jogadores sendo que a formação não segue essa ordem. Quem será capaz de ordenar os respectivos nomes?

Finalmente, refira-se que o Sporting foi campeão nacional na época 81/82, com 46 pontos, seguido do Benfica com 44 e o FC Porto com 43 pontos. Na época seguinte, 82/83, o Benfica sagrou-se campeão com 51 pontos seguido do FC Porto com 47 e Sporting com 42 pontos.

Ao nível do campeonato nacional de futebol, os anos 80, incluindo as épocas 79/80 e 89/90, foram dominados pelo Benfica, embora de forma relativamente equilibrada entre o FC Porto. Efectivamente o Benfica obteve 5 títulos (80/81, 82/83, 83/84, 86/87 e 88/89) e o FC do Porto conseguiu 4 (84/85, 85/86, 87/88 e 89/90). O Sporting ficou-se por 2 títulos (79/80 e 81/82). Todavia, nas décadas seguintes, até aos dias de hoje, o FC do Porto logrou obter o domínio das classificações. Quanto ao futuro, a ver vamos.

25/06/2009

Selecção Nacional de Futebol – Os Magriços - 1966

 

Publica-se aqui uma das fantásticas equipas da selecção nacional de futebol. No caso, uma das formações presentes no Mundial de Futebol de 1966, organizado em Inglaterra, onde Portugal realizou uma excelente campanha, caíndo apenas nas meias-finais frente à selecção da casa. Obteve assim o terceiro lugar na prova.

Quem será capaz de identificar a formação (para além do Eusébio)?

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(clicar na imagem para ampliar)

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24/06/2009

Caderneta de cromos de caramelos – Os famosos do futebol português– 71/72 – Divertimentos Zélito

 

A caderneta de cromos de caramelos “Os famosos do futebol português”, é uma edição da casa Divertimentos Zélito, da Amadora, referente ao Campeoanto de Futebol da 1ª Divisão da época 71/71.

A colecção é composta por 176 cromos, correspondentes a 16 equipas de 11 cromos cada. Os emblemas estavam estampados na própria caderneta.

Equipas representadas: Sporting, Benfica, Porto, Setúbal, Guimarães, Académica, Belenenses, CUF, Atlético, Barreirense, Leixões, Farense, Boavista,Tirsense, Beira-Mar e U.Tomar.

As colecções de cromos de caramelos, deixaram de se produzir sensivelmente a partir de meados dos anos 70. Assim, comparativamente às décadas anteriores são relativamente poucas as edições de cromos de caramelos editadas neste período.

Os cromos em envelopes surpresa, bem como o sistema de cromos autocolantes, bem como ainda a significativa melhoria dos recursos gráficos, são factores que determinaram a extinção dos cromos de caramelos. Hoje são autênticas relíquias, raras, caras e cobiçadas pelos bons coleccionadores.

Como curiosidade, a época futebolística da época 71/72 foi ganha pelo Benfica, seguido do Setúbal, Sporting e CUF. Desceram à 2ª Divisão as equipas da Académica e FC Tirsense as quais na época seguinte (72/73) foram substituídas pelo Montijo e U. de Coimbra.

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- Equipa do F.C. Porto representada na capa da caderneta. Alguém saberá identificar a totalidade da equipa?

 

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23/06/2009

O cavalo e o leão – Viagens pelos livros escolares - 12

 

Continuando a rubrica “Viagens pelos livros escolares”, de novo regressámos ao livro de leitura da terceira classe. Desta feita, recordamos a lição “O cavalo e o leão”.

Esta história deixa-nos uma lição de esperteza por parte do cavalo, face à arrogância do leão. Neste caso, ao cavalo não bastou a inteligência mas também a força. Podemos assim deduzir que nem sempre a esperteza por si só é solução para os casos da vida mas apenas quando aliados à força, que é como quem diz, ao trabalho, à dedicação, ao sacrifício, à educação e disciplina.

Quando na terceira classe aprendi esta lição, apesar de tudo ficava sempre com alguma pena do pobre leão, com aquela dor de cabeça que o deixou a ver estrelas.

Quem não se recorda desta passagem do seu livro da terceira classe?

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

 

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Santa Nostalgia

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O blogue SANTA NOSTALGIA, temo-lo já dito aqui, não tem quaisquer outros pretenciosismos senão os de partilhar memórias e recordações que certamente são comuns a muitos portugueses, fundamentalmente localizadas no tempo entres os anos 1960 e 1980.

O SANTA NOSTALGIA está quase a completar 3 anos, (apenas em 25 de Julho) embora com um início pouco regular. Apesar disso, tem vindo a crescer dia-após-dia em número de visitas e comentários, o que nos dá alento à sua continuidade. Por email também temos recebido inúmeros contactos de incentivo.

É certo que existem alguns blogues com conceitos algo idênticos, o da partilha de memórias e recordações passadas, com destaque temporal para os anos 80 e 90, mas nem por isso os consideramos como concorrentes e como tal considera-se que cada um tem justamente o seu espaço próprio.   

Sem particularizar, com uma análise mais ou menos atenta, verifica-se, contudo, que a maioria desses espaços usam e abusam dos vídeos do Youtube, como sendo “pau para toda a colher”. Faz-se apenas essa inclusão e, pronto, já está! Um post pronto a publicar, sem quaisquer outros considerandos pessoais ou gerais sobre o tópico ou assunto, que digam qualquer coisa mais aos visitantes. Ou seja, um produto com muita casca mas com pouco ou nenhum sumo.

Cada qual faz como quer e como pode, é certo. Por nós, dentro do possível, procuramos quase sempre dizer algo mais sobre o tema publicado, quer numa abordagem de vivência pessoal, quer referindo alguns aspectos contextuais, mais ou menos técnicos. Esta vertente, no entanto, pode por vezes não ser tão rigorosa ou extensiva como desejaríamos e isto porque a maior parte dos casos recorremos apenas à memória, pura e dura, já que nem sempre existe a informação pretendida. Por isso, são sempre bem vindas correcções e informações adicionais por parte dos nossos visitantes.

A este propósito, e porque aqui recordamos várias séries de TV, temos solicitado por diversas vezes informações aos serviços de arquivo da RTP mas, infelizmente, as ínúmeras questões colocadas, principalmente relacionadas com aspectos técnicos, nunca conheceram resposta. Uma ou outra foi respondida meses depois e com um sintomático esclarecimento do género:  "desculpe mas não dispomos de elementos que possam ajudar!". São estes os serviços públicos que temos.

Face a esta situação, torna-se uma missão quase impossível prestar muitos detalhes técnicos sobre determinadas séries, já que por vezes, na própria Internet essas informações são escassas ou até inexistentes o que obriga a um trabalho suplementar de pesquisa.

Apesar desta simplicidade dos artigos resultantes das nossas simples recordações e memórias, há quem nos honre com a cópia de alguns artigos e imagens. Uns fazem-no dentro das boas regras, citando e ligando a fonte, outros porém, fazem-no de forma abusiva, reproduzindo artigos na íntegra, como sendo de sua autoria, portanto sem qualquer referência ao autor e origem. Mesmo depois de contactados, mantêm a mesma atitude. Lamentável. Poderia aqui deixar os links de alguns espaços onde isso foi detectado, mas, talvez noutra altura. Por ora, pensamos que seria dar publicidade a quem a não merece, já que por vezes essa postura tem precisamente esse objectivo oportunista.

Portanto, se andar por aí a matar saudades e reviver memórias passadas não se surpreenda se encontrar, sem qualquer referência à fonte,  imagens e artigos reproduzidos do SANTA NOSTALGIA.

22/06/2009

Omer Pacha – Tenente Latas

 

Hoje trago à memória outra interessante série de televisão, que na altura em que foi exibida na RTP, foi seguida com entusiasmo pelo seu ritmo de aventura.
Trata-se de OMER PACHA, uma série com 13 episódios de cerca de 30 minutos cada, produzida em 1971 pela ZDF-Alemanha, que na RTP passou em 1973, aos sábados, por volta das 22:00 horas.

A série teve realização do francês Christian-Jaque sobre um argumento de Thor Rainer e Peter Kostic.

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A série narra as aventuras de um tenente do exército austro-húngaro, Michael Latas, que depois de ter participado num duelo de morte, proíbido, cai em desgraça e vê-se obrigado a fugir, descendo a zona ao longo do Danúbio até entrar em terras otomanas. Ali, depois de muitas aventuras, converte-se ao islão, adoptando o nome de Omer. Rapidamente consegue integrar-se na sociedade local e pela sua inteligência e tácticas notáveis, depressa prossegue a carreira militar, prestando bons serviços à Turquia otomana, pelo que obtém a alta distinção e o título de paxá.


Seguindo algumas, escassas informações, esta série baseia-se numa figura (Omer Pascha) e factos reais ligados à sua vida.
A série era particularmente interessante porque aliava a aventura às clássicas lutas de espada num ambiente tão característico como o do império otomano e de toda a região envolvente, incluindo os Balcãs, nomeadamente na Croácia.

O Tenente Latas foi interpretado pelo actor esloveno, Miha Baloh.

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- Aquele que será o verdadeiro Omer Pascha

Casting:
Miha Baloh (Tenente Michael Latas)
Franz Stoss (Radakovics Coronel)
Jutta Heinz (Radakovics Elisa)
Götz von Lang casas (Graf Banovich Merten-Hill)
Michl Bernhard (Smiljan)
Erich Padalewsky (Stanko)
Helmut Janatsch (Malik Efendi )
Klaus Homschak (Hassan),
Otto Ambros (Jukcic)
Frank Dietrich (Fazil Ahmed)

 

*****SN*****

19/06/2009

Aspirina – Há só uma, a verdadeira, a legítima, a da Bayer.

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- Cartaz publicitário da Aspirina, de 1973

A Aspirina remonta ao ano de 1897, altura em que a sua fórmula foi sintetizada por Félix Hoffman (21/01/1868-Ludwigsburg-Alemanha - 08/02/1946-Suiça) . O único princípio activo da Aspirina é o ácido acetilsalicílico .

Este popular medicamento, certamente um dos mais conhecidos e utilizados a nível mundial, é especialmente indicado como analgésico, antipirético e anti-inflamatório.
A marca é uma das mais conhecidas da multinacional farmacêutica Bayer.
A par das pastilhas Melhoral, a Aspirina sempre foi um dos medicamentos mais à mão nas casas das famílias portuguesas e converteu-se num remédio para todos os males.

Recordo-me que, quando era criança, face à falta de um sistema público de Saúde, o acesso aos médicos e aos medicamentos era um privilégio quase reservado aos ricos pelo que apenas em casos de extrema gravidade os pobres a eles recorriam, penhorando alguma coisa de valor, vendendo parte da colheita agrícola ou um animal.

A Aspirina e os comprimidos Melhoral, pela sua facilidade de compra e baixo custo, a par de uma série de chás e remédios caseiros, transformaram-se assim num recurso quase único e que certamente contribuiram para melhorar as condições físicas de muitas gerações de portugueses, que mais não fosse, nos recorrentes estados gripais e seus sintomas como dores de cabeça e constipações.
É claro que na aldeia, as pessoas de um modo geral eram avessas a médicos e a medicamentos pelo que nem as Aspirinas tinham lugar. Para esses, perante as gripes, valia a velha máxima: Avinha-te, abifa-te e abafa-te.

Por vezes, só às vezes, resultava.

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Felix Hoffmann

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18/06/2009

Paul McCartney – 18 de Junho de 1942

 

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O Sr. Paul MacCartney, um dos famosos da banda rock The Beatles, faz hoje 67 anos, já que nasceu a 18 de Junho de 1942. Tal como os seus ex-colegas da banda, John Lennon (já desaparecido), Ringo Starr e George Harrison, é uma figura por demais conhecida pelo que qualquer coisa que se pretenda dizer sobre ela será uma mera redundância, para além de que não falta boa informação ao alcance de um simples clique.

É minha intenção, num destes dias, trazer a lume algumas das  memórias particulares relacionadas com os The Beatles, já que é uma das minhas bandas preferidas e que aprendi a conhecer e a gostar desde os princípios dos anos 70, então ainda no activo.

Para já fica este simples registo sobre esta efeméride. Muitos anos de vida a sir Paul MacCartney e muitos mais êxitos musicais!

 

*****SN*****

17/06/2009

A águia e a coruja – Viagens pelos livros escolares - 11

 

Quem não se recorda da fábula de Teófilo Braga, "A águia e a coruja", tantas vezes impressa em vários livros de leitura da escola primária?
A lição que hoje trazemos à memória foi extraída do manual "O novo livro de leitura da 4 classe", de 1973.
Esta história ensina-nos a lição de que as nossas coisas, de um modo geral, bem como os nossos filhos de um modo particular, merecem-nos um apreço e afecto especiais pelo que a imagem e a consideração que temos deles são sempre as melhores a ponto de, numa espécie de cegueira, nem darmos pelos seus naturais defeitos. Se isso acontece, tudo fazemos para os ocultar e ignorar mesmo que se tornem evidentes aos olhos dos outros.
No caso particular da coruja, a descrição que deu dos filhos à águia, foi-lhe fatal, pois esta não constatou nos filhotes da coruja qualquer dos predicados por ela descritos, acabando por os comer.

Esta história reporta-me aos meus tempos da escola primária e a alguns colegas de classe, mimados, burros e casmurros, mas que apesar dos constantes reparos da professora, mereciam sempre a protecção e defesa dos pais. Para eles os defeitos estavam sempre em quem ensinava. No final tudo acabava bem porque nesse tempo esse tipo de pais tinham "atenções" especiais para com os professores, traduzidas em ofertas de pacotes de arroz, açúcar, massa, ovos e outras coisas mais a encher um cabaz, que valiam pela melhor das provas ou exames. É claro que eram casos raros, mas que os havia havia.

Os filhos dos pobres, esses tinham mesmo que aprender caso contrário ficavam pelo caminho. No meu caso, na quarta classe cheguei a ter colegas mais velhos três e quatro anos à custa de tantos anos lectivos repetidos, acabando mesmo por abandonar a escola sem a quarta classe. Paradoxalmente, alguns deles actualmente estão bem de vida, sendo pequenos e médios empresários, principalmente na construção civil.


Conclusão desta fábula, que não a primeira: O ensino e a educação são fundamentais ao futuro das pessoas, certamente, mas a dedicação ao trabalho, o esforço e o sacrifício, também são importantes e uns não prevalecem sem os outros, embora a tendência moderna resida em estilos de vida alimentados essencialmente à custa do esforço dos outros. A criminalidade económica, de modo particular, ilustra muito bem esta realidade.

Sinais dos tempos.

 

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(clicar na imagem para ampliar)

 

*****SN*****

13/06/2009

Eugénio de Andrade - Fundão, 19 de Janeiro de 1923 — Porto, 13 de Junho de 2005

 

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

 

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Eugénio de Andrade

 

*****SN*****

12/06/2009

A família Boussardel - Les Boussardel

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"A família Boussardel", no original francês "Les Boussardel", é uma série de TV, que passou na RTP em 1974, nos serões das quartas-feiras, sendo composta apenas por cinco episódios de cerca de 110 minutos cada.
Esta série, adaptada do livro "Famille Boussardel" , um romance de Philippe Hériat , de 1946, foi realizada por René Lucot, e exibida primeiramente na França em 1972.

A história relata ao longo de cinco gerações a saga de uma típica família parisiense, no tempo de Napoleão, desde as suas humildes origens e sua ascenção até à conquista de um importante estatuto cultural e social na França de então. A influência desta família era tal que passava ao lado de  todas as convulsões sociais e políticas, incluindo as mudanças de regime e poder.

Os episódios tratam precisamente da história dessa família e da sua vivência nos diferentes contextos sociais e políticos de todo esse largo tempo, desde 1815, nas origens, até meados do séc. XX.
Em muitos aspectos, a história tem algumas semelhanças com outra conhecida série "A Família Forsyte".

A série contou com um grande elenco, de cerca de centena e meia de actores, onde se destacava a bela Nicole Courcel, no papel de Agnés Boussardel.

Casting parcial:
- Nicole Courcel : Agnès Boussardel (narradora)
- François Dalou : Florent Boussardel
- Maïa Simon : Adeline Boussardel
- Daniel Sarky : Ferdinand Boussardel
- André Dussolier : Louis Boussardel
- Nourdine Malek : Théodore Boussardel
- Danièle Vlaminck : Julie Boussardel
- Catherine Vichniakoff : Lydie Boussardel
- Monique Béluard : Amélie Boussardel
- Arlette Gilbert : Ramelot
- Catherine Ferran : Théodorine
- Nathalie Nerval : Mano
- Jean Rougerie : Caselli
- Louis Lyonnet : Albaret
- Dominique Bernard : Maurisson
- Christine Simon : Clémence
- René Bouloc : Félix
- Marius Laurey : Abbé Grard
- Marie-Pierre Casey : Josépha Branchu
- Annick Fougerie : Baptistine
- Nicole Vervil : Madame Clapier
- Yvon Sarray : Monsieur Clapier
- Jacqueline Dufranne : Madame Mignon
- Marc Fayolle : Monsieur Rossignol
- Jean Lepage : Pottier
- Henri Poirier : Mignon
- Guy Marly : Manguin
- Gérard Jourde : Victorin
- Gilles Béhat : Edgar
- Jean-François Guillet : Amaury
- Sylvaine Charlet : Aglaé
- Maria Laborit : Laure
- Julia Dancourt : Madame Ovise
- Sébastien Floch : Monsieur Peuch
- Francis Perrin : Dubost
- Martine Deriche : tante Paticot
- Luce Farel : Lionnette


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Nicole Courcel  

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Nicole Courcel  

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Maia Simon

11/06/2009

O salva-vidas voador - Bailey´s Bird

 

"O salva-vidas voador", no original "Bailey´s Bird", é uma série de TV, produzida em 1977 e exibida em 1979, na Austrália, composta por 26 episódios de cerca de 30 minutos, cada, dirigidos por Igor Auzins, Michael Jenkins e Peter Maxwell.
A série em Portugal foi exibida pela RTP logo no início dos anos 80.
"O salva-vidas voador" conta-nos a história do Comandante Bailey, dono de uma "companhia" de aviação, que na realidade tem apenas um único aparelho, que nem sequer é propriamente um avião, mas um velho hidrovião, já com 30 anos de idade.
A acção passa-se nas Ilhas Sabai e Malásia e para além de Bailey, o comandante, o grupo integra um rapaz, Nick, filho deste, um seu amigo nativo, e ainda outras figuras, a maioria crianças locais já que a série destina-se a um público juvenil.
Os episódios centram-se em aventuras à volta da temática do transporte de mercadorias, combate aos piratas e aos caçadores de caça ao tigre. Para além de tudo, os próprios jovens metiam-se frequentemente em "alhadas" que Bailey tinha que resolver. Pelo meio, as dificuldades próprias de um jovem (Nick) dividido entre o chamamento  de duas civilizações, a nativa e a continental.

Pessoalmente, recodo-me de não seguir a série na sua totalidade, como fiz relativamente a outras nos anos 70, mas mesmo assim assisti a vários episódios e as aventuras eram sempre agradáveis de seguir. Adorava ver aquele velho hidrovião, sempre com dificuldades a descolar mas, finalmente, lá se erguia rumo a mais uma missão.

Tendo sido uma série de sucesso em Portugal, é surpreendente a pouca informação disponível sobre esta produção australiana. Valeram-me a minha memória, nem sempre falível, e algumas velhas revistas.

salva vidas voador baileys bird santa nostalgia

salva vidas voador baileys bird santa nostalgia 2

Casting:

    Hu Pryce     ........     Commandant Bailey
    Mark Lee    .........     Nick
    Holger Hagen    ....     Carl Mueller
    Noor Azizan    ......     Dr. Susalim
    Cletus Ng    .........     Chin Ho
    Shahar Khaalid    ..     Ahmad

 

*****SN*****

10/06/2009

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

 

dia de camoes dia de portugal 10 de junho santa nostalgia

(clicar na imagem para ampliar)

 

PORTUGAL

Minha terra, quem me dera
Ser humilde lavrador,
Ter o pão de cada dia,
Ter a graça do senhor!
Cavar-te por minhas mãos,
Com caridade e amor.

Minha terra, quem me dera
Ser um poeta afamado,
Ter a sina de Camões,
Andar em naus embarcado,
Mostrar às outras nações
Portugal alevantado.

 

 

António Correia de Oliveira

 

 

*****SN****

09/06/2009

Luis de Camões – Viagens pelos livros escolares - 10

 

Amanhã, dia 10 de Junho, será feriado, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades.
A figura de Luis de Camões é por demais conhecida pelo que não se justifica aqui grandes apontamentos biográficos.
Quero apenas trazer à memória mais uma lição do meu livro de leitura da terceira classe. Como não podia deixar de ser, Camões é uma das ilustres figuras da nossa História ali presentes, a par de nomes como D. Afonso Henriques, D. Dinis, D. João I, D. Nuno Álvares Pereira, o Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, etc.
Quanto às minhas memórias de criança sobre esta data, recordo sobretudo as cerimónias transmitidas pela televisão, a partir do Terreiro do Paço, em Lisboa,  onde o Governo de então condecorava algumas figuras públicas e de modo especial os heróis da Guerra do Ultramar. Recordo ainda uma colecção de cromos, editada pela Agência Portuguesa de Revistas, com ilustrações de Carlos Alberto Silva, sobre a qual falarei aqui proximamente.

Quanto a Camões, para a criançada, para além da sua história que se aprendia, por lhe faltar um olho, era sobretudo o "mirolho". Por outro lado, o seu nome era propício a trocadilhos brejeiros.
Na escola, eu gostava de desenhar o Camões, com a sua venda tipo pirata, a pena de escrever e os Lusíadas nas mãos e sobretudo a sua gola ondulada no pescoço, à moda da época.

 

As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

luis de camoes livro de leitura da terceira classe 01

luis de camoes livro de leitura da terceira classe 02

(clicar nas imagens para ampliar)

 

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08/06/2009

O Regador Mágico - Pardon My Genie

Quem se recorda da série de TV “O Regador Mágico” ? Era uma série bastante divertida e nessa altura eu fazia tudo por não perder um episódio.

“O Regador Mágico”, no original inglês “Pardon My Genie”, foi uma séria produzida pela Thames Television, entre 1972 e 1973. Teve duas temporadas de 13 episódios cada, totalizando por isso 26 episódios, cada um com uma duração de 30 minutos.

Em Portugal a série foi exibida na RTP pouco tempo depois, pelo que me recordo dela ainda a preto-e-branco.

Não me recordo com exactidão de alguns pormenores, mas consigo lembrar-me que a série girava em torno de um regador mágico, uma espécie de lâmpada mágica de Aladino, no qual habitava um génio. Esse regador, descoberto de forma acidental, pertencia a um rapaz, de nome Hal Adden (interpretado por Ellis Jones), um pouco estouvado, empregado de uma loja (Thos A. Cobbledick), uma espécie de bazar ou drogaria. Sempre que havia necessidade, pelos mais diversos motivos, o rapaz esfregava o regador e lá aparecia o génio que lhe satisfazia os pedidos. É claro que a maior parte das vezes a concretização desses pedidos originava situações deveras inesperadas, principalmente perante o seu patrão, Mr. Cobbledick, e a filha deste, Patricia Cobbledick (que desconheciam a situação do regador mágico),  e por isso divertidas. 

O génio muitas vezes interagia com o seu mestre mas sem que este o requisitasse, mas apenas em função dos seus pensamentos ou comentários. Por outro lado, nem sempre a magia corria bem, por isso com resultados caricatos. Como se compreenderá, este génio do regador mágico não tinha limite de desejos, como o da lâmpada mágica, que apenas concedia três únicos pedidos. Face a isto, as situações de magia eram frequentes para gáudio dos telespectadores, pequenos e até mesmo adultos.

A figura do génio teve dois diferentes intérpretes (Arthur White e Hugh Paddick). Pessoalmente gostei mais da figura do segundo. Do mesmo modo, cada temporada teve o seu genérico de abertura diferenciado.

Nessa altura, ainda com uma forte imaginação de criança, sempre que passava pelo velho regador de lata da minha mãe, ficava tentado a esfregá-lo na expectativa de ver lá saír o génio e assim satisfazer os meus mais secretos desejos que, nessa época, confesso, não seriam muito extravagantes: Uns brinquedos, umas guloseimas, uns cromos e pouco mais.

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Casting:

Ellis Jones - Hal Adden (26 episódios, 1972-1973)

Roy Barraclough - Mr. Cobbledick (26 episódios, 1972-1973)

Lynnette Erving - Patricia Cobbledick (15 episódios, 1972-1973)

Joe Dunlop - PC Appleby (14 episódios, 1972-1973)

Arthur White - The Genie (14 episódios, 1972-1973)

Hugh Paddick - The Genie (13 episódios, 1972)

06/06/2009

Provérbios, rifões ou ditados populares - 1

 

Fazem parte da minha memória desde criança, os provérbios, ditados ou rifões populares. Cada um deles, na sua simplicidade, carrega importantes ensinamentos adquiridos por gerações com base na experiência de um quotidiano quase sempre ligado à vida do campo. Um provérbio dito no contexto certo diz mais que muitos considerandos.

Vou deixar por aqui, às prestações, alguns muito característicos da minha terra. Naturalmente, alguns serão também comuns a outras regiões, com maior ou menor aproximação, quer na construção quer no significado, que, creio, será perceptível à maioria dos meus leitores.

 

burro com livros burro carregado de livros burro doutor santa nostalgia

- Um burro carregado de livros é doutor.

- A pensar morreu um burro.

- Porque um burro dá um coice, não se lhe há-de cortar a perna.

- Quem não pode aluga um burro.

- Uma sardinha ao longe carrega um burro.

- Abundante a chuva, gorda a uva.

- A gado que roe nunca faltaram farrapos.

- À custa dos tolos riem-se os assisados.

- Alegrai-vos tripas, que aí vai vinho!

- Antes ser martelo que bigorna.

- A lã nunca pesou ao carneiro.

- A fome é sombra da miséria.

- Barriga vazia nem força nem ideia.

- Barriga vazia não padece de azia.

- Bem se canta na Sé, mas é quem é.

- Bem fala o são ao doente.

- Bem fala Frei Tomás. Olhai p´ró que ele diz e não p´ró que faz.

- Com cunhas é que se racham pedras.

- Deus é bom e o diabo não é mau.

- Depois que foge o coelho todos dão bom conselho.

- Deus dá o pão mas não amassa a farinha.

- Devagar que tenho pressa.

- Duas mós ásperas não fazem farinha.

- Enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

- Falai no Mendes, à porta o tendes.

- Gente nova e burros velhos botam o mundo a perder.

- Macaco velho não põe pé em galho seco.

- Graças a Deus muitas, graças com Deus, poucas.

- Grilo cantador sinal de calor.

- Mulheres, mulas e muletas, tudo se escreve com as mesmas letras.

- Nem sempre galinha e nem sempre sardinha.

- Melro que pia o poiso denuncia.

- Nunca faltou casa ao vivo e cova ao morto.

- O sino chama para a missa mas não vai a ela.

- O que é doce nunca amargou.

- Pai galego, filho fidalgo, neto ladrão.

- Pelo sim pelo não, levar o chapéu na mão.

- Por falta de um alho não se há-de perder o molho.

- Onde vires o corpo bota carga.

- Quem engorda os bóis são os olhos do dono.

- Quando a raposa anda aos grilos, mal da mãe pior dos filhos.

- Quem cabritos vende e cabras não tem, dalgures lhe vem.

- O que tem telha é telhado e quem tem telha é telhudo.

- Vaca magra dá leite de cabra.

 

*****SN*****

05/06/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 10

 Voltamos à publicação de mais alguns interessantes modelos de roupas dos anos 60, indicadas para crianças e adolescentes. A simplicidade volta a marcar a diferença.

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