10/02/2010

Joselito – A voz de rouxinol


 Em finais dos anos 60 e também pelos anos 70 fora, aos Domingos à tarde a RTP brindava-nos com a exibição de muitos e bons filmes, nomeadamente os incluídos na popular rubrica "Tarde de Cinema". Foram tantos e tantos que é impossível elencar os mesmos, mas, com os meus gostos de criança, preferia sobretudo os filmes recheados de aventura e emoção, incluindo o clássico Tarzan e uma variante, o Bomba, designado de filho de Tarzan, bem como umas boas e valentes cowboyadas e até filmes de capa-e-espada, como Os Três Mosqueteiros, Zorro, Robin Hood, filmes de corsários e piratas e outros mais.

Entre esta miríade de aventuras, por vezes lá vinham os clássicos filmes portugueses, com os inesquecíveis António Silva, Vasco Santana, Ribeirinho e Beatriz Costa, os filmes humorísticos, com Charlot, os irmãos MarxCantiflas, e também filmes marcadamente musicais, com o popular Gianni Morandi, Elvis Presley, Cliff Richards,  The Beatles e outros. Destes outros, porque recordo-me de ver vários, trago à memória a figura de Joselito, uma criança cantora, espanhola, e que teve muita popularidade nos anos 50 e 60, pelos seus discos e pelos seus filmes, tanto em Espanha, como em Portugal e na América Latina. Entre nós era muito admirado e quase ninguém gostava de perder os seus filmes, sobretudo as mulheres e raparigas, mais dadas a lamechices.
Actualmente, no Youtube, é possível recordar Joselito em alguns dos seus filmes e múiscas.

Não vou entrar em detalhes da sua vida, tanto de criança como de adulto (com menos popularidade) até porque podem ser consultados numa excelente página sobre o artista, recheada de aspectos biográficos, fotos, discos e outros. A página está em francês mas tem versão em inglês e facilmente pode ser traduzida para português.
Joselito e a sua voz vibrante, de rouxinol, de facto nessa época cantava e encantava e pelo meio de uns filmes de aventuras, também sabia bem ver e ouvir Joselito.

Quem se recorda?



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7 comentários:

  1. Andava eu no segundo ano do ensino preparatório, aí por volta de 1958, quando vi o filme do Joselito, no cinema lá do bairro (Bairro da Encarnação, em Lisboa). O que mais me marcou foi a canção que o celebrisou - a "Campanera".

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  2. Eu crsci a ouvir o Joselito Via-o no cinema e recorda-me férias na Figueira da Foz com a família, que durante dois meses se mudava para lá, a "banhos"

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  3. Como curiosidade;é è sócio honorário do Futebol Clube Barreirense.

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  4. Não é necessário inventar uma maquina para se viajar no tempo. Porque é nos possivel faze-lo atraves das brumas das nossas memórias. Basta para isso visualizar uma destas séries, ler um livro de banda desenhada da epoca, ou, simplesmente, atraves de um odor caracteristico...para nos transportar para a nossa infância e nos fazer voltar a sorrir novamente.
    Com base neste saudosismo e bem estar psicológico, tenho vindo a coleccionar algumas destas séries que fizeram a nossa infãncia. É um salto agradavel no tempo.
    Ainda bem que existem blogs como este. É uma boa ideia estes pontos de encontro ao alcance de todos os saudosistas.
    Devia-mos combinar um encontro, um almoço ou um jantar, para dar asas ao nosso imaginário.
    Sou artista plástico. Tambem gostaria que visitassem o meu blog: vivernoalentejo.blogspot.com

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  5. Muita saudade dos tempos de "Joselito, pão e vinho"...Recordar é viver..Que bom que encontrei o seu espaço.Parabéns!!
    Voltarei....Um abraço.
    Emilinha

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  6. Parabens pelo seu espaço.

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  7. Adorei o seu espaço.Delirei,nomeadamente com a descrição sobre Albano e Romina Power.São os meus idolos desde os meus 14/15 anos.É nostálgico mas ao mesmo tempo maravilhoso reviver as nossas memória.Parabens e grazie tante mille.

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