23/09/2010

Meias C.D – Com C.D quem ganha é você!

 

Ficou no ouvido o spot publicitário às meias ou peúgas C.D: “Com C.D quem ganha é você!” Esse spot, recordo-me, passava na rádio e também na TV, pelo início dos anos 80, vendo-se, num estádio de futebol, um pé descalço mas com meia às barras, sobre uma bola. Veja-se a imagem abaixo. Quanto nostalgia…

Este slogan é um bom exemplo da força que a publicidade consegue imprimir numa marca e produto, tornando-o popular mesmo decorrido mais de meio século.

meias CD sn_01

Dentro dessa memória das meias ou peúgas C.D, publicamos ainda um cartaz publicitário do final dos anos 60. Neste caso, as meias de senhora, as Mitoulle, “uma fabricação francesa”, conforto, elegância e comodidade numa única peça.

meias CD sn_02

Pelas informações colhidas, a C.D existe desde 1946 e pelo menos na actualidade é fabricada pela Lucatextil, de Cascais. Ainda é sinónimo de qualidade. Pertence ainda à empresa a marca Goldfox, criada em 1980, especializada em meias e collants de criança.

6 comentários:

  1. Houve reclamações, na altura, porque o emblema oval com as duas letras "CD" era uma reprodução da chapa dos automóveis do Corpo Diplomático. Mas o proprietário da marca alegou que eram as inicias do seu nome "Cúrcio Dreidel", judeu de origem alemã, que antes de se naturalizar português se chamara Kurt Dreidel, e como isso não bastasse, eram também as iniciais das qualidades das meias "Conforto e Distinção".

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  2. Boa explicacao no entanto tenho de acrescentar o seguinte:E certo que foi o sr. Kurt Dreydel depois Curcio Dreydel que fundou a CD.Foi uma pessoa que fugiu ao odioso exterminio de alguns alemaes. Possuia o pai (?)fabricas na Alemanha. Comecou do nada em Portugal. Ela propria tambem fazia de vendedor junto das principais casas de modas de Lisboa tais como: Eduardo Martins, Lanalgo, Loja das Meias entre outar.A Cristhian Dior nos anos 60 reclamou mas... mas nao foi bem sucedida. Quem tratou do caso na altura foi a firma de registos e patentes A.G. da CUNHA FERREIRA, Largo Corpo Santo em Lisboa. A frase " QUEM GANHA SEMPRE E VOCE COM PEUGAS CD " e da autoria do falecido Artur Varatojo ( apresentador de filmes de decifracao de crime. Entrevistou ao tempo Roger Moore , o 'Santo ' da serie da TV). O chefe de escritorio sr. Marcos Domingos foi o "designer grafico" de alguma publicidade da CD cuja sede era ao tempo na Praca dos Restauradores n. 13 - 3° andar Lisboa.Os fabricantes portugueses dos seus produtos era feitos nas: Antonio Vaz da Costa em Guimaraes, Antonio Jose Monteiro no Porto, na Simoes & Ca em Lisboa na Av Gomes Pereira, entre outras estrangeiras como as feitas em Italia cujo proprietario era o sr Carlo Morasso ( sera familiar da apresentadora de televisao Morasso ?). Possuia a representacao das gravatas excelentes de seda alemas da marca LACO e bijutaria francesa MURAT de grande qualidade.Nos finais de 60 ou principio de 70, Curcio Dreydel deu sociedade ao seu gerente Fernando Jose Pereira de Almeida Bomba sociedade na firma, sendo posteriormente a sociedade alargada ao sr. Baptista (o contabilista) e ao sr. Marcos Domingos (o chefe de escritorio).Posteriormente passaram as instalacoes para a Rua Newton ( bairro das colonias) em Lisboa. De realcar que, entre a 'meia duzia' de pessoas que na altura trabalharam, no escritoria a D.Agripina Augusta Ramos esposa.do sr. Fernando Castello-Lopes (gerente dos cinemas Condes e Londres)primo de Gerard Castello-Lopes amante da fotografia e distribuidor dos filmes Castello-Lopes. Muito haveria dizer da CD mas aqui o espaco e curto.


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  3. ...Acrescentando ao meu anterior comentário, tenho a dizer que ainda possuo por estrear uns bons pares de peugas para desporto (tenis) do género que era moda, em felpa, com riscas e outras das antigas referências 1170, 1038, diplomat e de inverno em caxemira que na algura que adquiri as de caxerica custavam na altura na loja um par 120 escudos ou seja 60 centimos na moeda actual. As gravas Laco, chegaram-me a custar nos idos anos 60 (finais) 250/300 e até 400 escudos ( 2 euros ) eram umas excelentes gravatas em seda, tomara eu, ainda arranjar nas lojas de qualidade e da "moda internacional" (grife) gravatas com tal qualidade ! A C.D ( Curcio Dreydel ) nao brincava em servico. O fio de algodao e nao so, muito dele vinha da Suíça. Possuia um grupo de trabalhadores de excelente qualidade, era Curcio Dreydel secundado por duas secretárias/tradutoras de origem alemã de seus nomes Herta Oppenheimer e Ana Maria Koch. Muito ainda tinha de dizer sobre a C.D (até mesmo após o falecimento de Curcio Dreydel ocorrido salvo erro em 1981) . Talvez alguem ainda vivo dos seus antigos colaboradores possam dizer a data exacta ou o filho do gerente, sr. Jose Pereira de Almeida Bomba, a quem Dreydel deu sociedade.

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  4. ...resta-me a acrescentar que ainda funciona no Norte de Portugal uma fábrica que fornecia a CD denomina-se ByB Bosch y Baylina que na altura era sedeada na Rua Soares dos Reis 542 Vila Nova de Gaia.




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  5. É meu entendimento fazer-se neste espaço uma homenagem a todos os vendedores que nos 60, 70 e principio de 80 (incluindo empregados de escritorio e de armazém, mais os motoristas) fizeram pela CD a propagação que por Portugal teve e o desejo de muita gente adquirir os seus produtos devido aos vendedores João Raimundo, João Perdigao, Moura, Vladimiro, José Espinho, Lourenço, José Gouveia Correia ex-dono da Casa Saboia na Rua Garrett e sócio da firma Santos Mattos & Ca, agente do Porto Manuel Monteiro, agente da Madeira Luis Viana, agente dos Açores Jose Correia Machado da Luz, agente de Cabo Verde e Guiné Laurentino Nestal, Angola e Moçambique nao possuíam agentes locais.A todos estes, sem excepção alguma, Curcio Dreydel e depois Fernando Bomba (feito socio por Dreydel) ter acabado de se desmembrar saindo da colaboração de bastantes anos varios elementos imprescindíveis tais como o chefe Marcos Domingos e o contabilista Henrique Afonso Elias Baptista. Enfim, outros tempos...
    após o começo dos idos anos 80 aquando do falecimento de Curcio Dreydel, a CD, tomou outro rumo, mas isto...são outras águas no desenvolvimento das empresas, outros objectivos. No princípio dos anos 90, deu-se o falecimento de Fernando Bomba. Mais se poderia falar da CD a outro nível mas...a nível publicitário já faleceram tanto Artur Varatojo e o responsável da Telecine Moro.

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  6. O que será feito das pessoas que atrás mencionei ? Algumas sei eu que já faleceram mas...ainda haverá gente desses anos de sacrifício laboral em prol do desenvolvimento desta firma. Será que alguns destes nomes transitaram nas suas funções para a nova empresa que tomou a actividade ou a CD foi vendida aos actuais proprietários por alguém que herdou a firma ? Ou alguém bastante experiente na sua gerência foi indemnizado para sair ? Quem poderá aqui colocar o que sabe o que aconteceu a seguir ao falecimento de Curcio Dreydel (principio anos 80 ) e Fernando Jose Pereira de Almeida Bomba ( falecido principio anos 90) ? Presumo...que há uma pessoa que poderá aqui dizer e...essa pessoa entrou para a CD como funcionario/a no início dos anos 70 do século passado.

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