28/08/2011

Hotel Rural Quinta de Novais - Arouca

 

Ainda em ritmo de férias, o Santa Nostalgia tem andado molengão, logo pouco actualizado.
Mas as férias, apesar de curtas e pobres pelas condicionantes de um país que se arrasta em crise (embora esta não pareça afectar muita gente), devem ser precisamente um clique no botão do abrandamento, o levantar o pé do acelerador, o desligar de algumas rotinas.


Por nossa parte, fugimos do litoral como o diabo da cruz e preferimos o sossego de zonas mais interiores, mesmo que não distantes. Neste contexto, por estes dias, mesmo a curta distância, fomos pernoitar num ninho acolhedor e tranquilo chamado Hotel Rural Quinta de Novais.

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Localizado a cinco minutos do centro da bela vila de Arouca, na freguesia de Santa Eulália, o Quinta de Novais surpreendeu pelo encanto do lugar, pela harmonia dos espaços e da arquitectura onde o rústico das alvenarias de pedra, telhados e cornijas, se conjuga com o moderno, na forma da amplos envidraçados em estrutura de ferro, mas, sobretudo, o sossego e tranquilidade que envolvem o local com uma exuberante e frondosa manta de carvalhos, plátanos e castanheiros que dominam a encosta disposta em socalcos até ao fundo do vale onde a ribeira corre entre viçosos campos de milho.

O hotel dispõe de uma apetecível piscina, jacuzzi, ginásio e um campo de mini-golfe, e espaços envolventes que convidam a uma caminhada ao som dos pássaros, da folhagem e da água. São 16 quartos e uma casa em que esta é adequada a uma família ou a um grupo de casais.


A simpatia é a palavra de ordem, desde o gerente Sr. Henrique e esposa, até aos funcionários, solícitos e competentes.


O restaurante oferece qualidade no serviço e pratos bem elaborados onde primam a inevitável vitela arouquesa e o cabrito da serra da Freita mas também um soberbo bacalhau com broa.
A carta de vinhos é adequada. A entrada sugerida é um sortido equilibrado de sabores e texturas. As sobremesas são fantásticas de onde destacamos as Fritas de Maçã.
O pequeno almoço em buffet, sem ser extravagante, é equilibrado e suficiente de onde se realça o excelente sumo natural de laranja.
O restaurante tem uma mais valia que é a de estar aberto ao público em geral, portanto acessível a quem não está hospedado.


Para quem conhece Arouca e o concelho, não importa estar a ensinar o padra-nosso ao vigário, mas para quem vem de fora e pouco conhece, há um vasto leque de pontos de interesse desde monumentos, de onde se destaca o inevitável Convento,  mas sobretudo a invejável diversidade paisagística e geológica, que de resto justifica o estatuto de Geoparque. Os vales dos rios Paiva, Arda e Caima, a serra da Freita, suas encostas abruptas e seu planalto, os  testemunhos das minas de volfrâmio de Rio de Frades e Regoufe, as aldeias típicas de Drave, Covelo de Paivô, Meitriz e muitas outras. A gastronomia onde a a carne de vitela arouquesa é raínha, é também por si só um motivo de procura de muitos e bons restaurantes do concelho.

É verdade que ainda falta melhorar alguns acessos centrais para que seja mais fácil chegar a Arouca (falta sobretudo a ligação rápida Arouca-Santa Maria da Feira, em projecto há vários anos). Quando essa via rápida for concretizada (está executada apenas uma parte) será fácil o acesso a partir do IC2, da A1 ou mesmo da A32, em fase final de execução e que em conjunção com a A41 permitirá uma excelente e rápida ligação à zona litoral e exterior ao Grande Porto.

Seja como for, gostamos desta escapadinha e da passagem pelo Hotel Rural de Quinta de Novais pelo que, obviamente, recomenda-se.

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