31/10/2013

Praxes: Integração ou exercício de idiotas?

 

Porque concordo a 101%, tomo a liberdade de transcrever, do jornal “A Ordem”  um artigo do conhecido Dr. Daniel Serrão acerca do despropósito de certas praxes académicas que envergonham e não dignificam quem as executa e defende.

 

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Tenho 86 anos e não gosto de fazer figura de Velho do Restelo ou de velho caturra. Mas esta questão das praxes académicas tira-me do sério. Vivo próximo de um Instituto Superior e escrevo este texto ouvindo uma gritaria que sai do espaço do Instituto desde há mais de duas horas. Estive a ver o que se passava e vi: um grupo de 30 ou mais jovens, vestidos com uma roupa ridícula, enquadrados por outros jovens de capa e batina que os comandavam como se fossem as ovelhas de um rebanho e os obrigavam a gritar, proferindo frases, elas também ridículas, e, por vezes, obscenas. Nos tempos de modernidade que são os nossos, não consigo deixar de olhar para estas manifestações como verdadeiramente pirosas...

Quero dizer com isto que sou contra o que chamam praxe? De forma nenhuma. Sou absolutamente a favor de que os jovens que chegam pela primeira vez ao Ensino Superior sejam recebidos pelos estudantes mais velhos, com rituais de acolhimento e integração na nova casa onde irão viver e aprender durante 5 ou 6 anos. Acolhidos com brutalidades e boçalidades que até já ocasionaram risco de vida? Com humilhações que põem a nu a falta de carácter dos estudantes mais velhos? Com atitudes ridículas que dão uma imagem falsa do que é a dignidade do Ensino Superior? Com tudo isto a durar meses no início e mais meses próximo do final do ano lectivo? Claramente que não.

A integração só se consegue com atitudes de simpatia, que podem ser espirituosas mas nunca violentas e boçais. E que serão eficazes e intensas durante uma semana; mas que se tornam numa rotina sem qualquer valor quando se arrastam ao longo do ano. O jovem que chega ao Ensino Superior, politécnico ou universitário, traz uma imagem de um espaço e um tempo em que irá ascender a um nível superior de conhecimento e a uma preparação rigorosa para obter capacidades profissionais de grande responsabi1idade — vai ser médico, engenheiro, enfermeiro, economista, etc. E esta imagem que os novos esperam receber dos mais velhos, dos que já estão a meio caminho do seu percurso e que bem os podem ajudar a integrarem-se e a terem sucesso escolar. Uma semana com múltiplas actividades, preparadas com inteligência e sentido de responsabilidade pelos estudantes mais velhos, bastará para que o objectivo da integração amigável dos novos seja bem conseguido.

Não tem que ser formal. Deve ser descontraída, alegre e muito comunicativa, ocupando todo o dia e as noites com programas variados pensados e estruturados apenas pelos estudantes. Mas uma semana é suficiente.

Mas o que é que vejo, aqui, ao redor da minha casa? E que pode ser visto em outras partes da nossa Cidade do Porto: Bandos de jovens dominados e colocados em atitudes de humilhação por uns seres que se ju1gam superiores, por estarem vestidos com uma capa de estudante — que deverá ser vista como um sinal de qualidade e não de poder — que revelam toda a sua falta de carácter e de respeito pela autonomia e liberdade dos novos alunos; como se entrarem para a Universidade fosse uma situação da perda dos direitos de cidadania, às mãos dos ditos estudantes "doutores" que se comportam como energúmenos boçais e ignorantes.

Assisti, em plena rua, a um desses ditos "doutores" forçar uma jovem "caloira" a repetir frases com palavrões abjectos de cariz sexual. Ao fazê-lo o dito "doutor" apenas exprimia os seus complexos freudianos em relação à sexualidade pessoal mal assumida. Era digno de pena, embora o seu comportamento fosse de grande indignidade.

Tem de se encontrar uma solução boa. Que deverá partir dos próprios estudantes que, em vez de se vingarem, no ano seguinte, sobre os mais novos, do que sofreram, compreendam que há que romper com esta má tradição e encontrar práticas de acolhimento e integração que sejam dignas e exaltantes.

Não é cobrindo uma jovem com bosta de vaca que se acolhe uma colega que tem todo o direito a ser respeitada como pessoa humana.

 

Daniel Serrão

30/10/2013

Candy Candy – Um vale de lágrimas

 

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"Candy, Candy", é uma das míticas séries de animação japonesa, produzida entre 1975 e 1979 e que em Portugal, na RTP, foi exibida parcialmente entre os anos de 1983 e 1984.

Dos 115 episódios originais, no nosso país  terão sido passados pouco mais de meia centena, já que a série foi retirada da grelha de programação, ao que parece por uma justificação de que estava a causar impactos indesejados junto do público alvo, adolescentes e pré-adolescentes, raparigas na sua maioria, por alegadamente transmitir uma carga de violência e pressão psicológicas negativas, que na série era vítima constante a figura principal.

Este será um dos poucos casos conhecidos na televisão portuguesa de auto-censura por parte de um canal. Infelizmente hoje em dias somos autenticamente torturados com realitys-shows e outras badalhoquices do entertenimento dos nossos canais, como o constante apelo ao “ligue ligue”” e  não há quem se queixe ou quem faça auto-censura. Pelo contrário, a maioria parece gostar e consumir e o resultado, de forma maciça e constante, é mais do mesmo.

O argumento de "Candy Candy" girava à volta da vida de Candice White Ardlay, uma menina orfã, abandonada, com alguns bons amigos mas também com um grupo de pessoas más que de forma quase sistemática lhe faziam a vida difícil e a maltratavam psicológicamente, pelo que frequentemente cada episódio era uma sessão de choro e tristeza para os fãs da série. Ainda por cima, devido à suspensão, sem o “happy end” que seria a recompensa final por tanta dor e sofrimento. Deste modo, para milhares de adolescentes, “Candy Candy” deixou marcas profundas até porque nunca foi resolvida emocionalmente.

Apesar do registo de telenovela mexicana e do seu final precoce, a série foi um êxito e isso reflectia-se em toda a panóplia de produtos de merchandising, como é o exemplo da colecção de 165  cromos (imagem acima) editada em 1984 pela profícua Disvenda.

A série, como muitas outras do género e do universo do manga japonês, foi marcante para todos os adolescentes da década de 80 e hoje em dias poucos são aqueles que dela não se recordam.

“Candy Candy” está bem referenciada na web pelo que é fácil obter mais pormenores, nomeadamente a sinopse da história, bem como até ver alguns episódios no Youtube, mesmo que em espanhol.

29/10/2013

Jacinto João – Jota Jota

 

Passam hoje 9 anos sobre o prematuro falecimento de Jacinto João (Luanda, 25 de Janeiro de 1944 — Setúbal, 29 de Outubro de 2004), um dos mais conhecidos jogadores de futebol do Vitória de Setúbal, popularizado como o JJ (jota jota). Das muitas colecções de cromos do final da década de 60 e quase toda a década de 70 o Jacinto João era cromo quase obrigatório. Abaixo reproduzo alguns.

Quase toda a sua carreira de futebolista passou-a no clube sadino, desde a época de 65/66, até 78/79, com um curto intervalo quando na época de 75/76 teve uma experiência no futebol brasileiro ao serviço da Portuguesa de Desportos. Curiosamente, em 1963 passou pelo S.L. Benfica para experiência mas não teve sucesso pelo que regressou a Angola para pouco depois voltar de novo a Portugal, já para o V. de Setúbal. De referir que também fez parte da selecção portuguesa entre 1968 e 1974, chegando a alinhar ao lado de Eusébio. Totalizou 11 internacionalizações, sendo que dez das quais ao serviço da selecção A.

[para mais detalhes da sua carreira: excelente artigo sobre Jacinto João]

 

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Acima, uma das excelentes equipas do V. de Setúbal, no início dos anos 70, em que já se destacava o JJ [clicar para ampliar].

Plantel: Em cima da esquerda para a direita:
Pedroto(treinador), Rebelo, Vaz, Cardoso, Pedro, Carriço, Correia, José Mendes e Joaquim Torres
Em baixo da esquerda para a direita: José Maria, Arcanjo, Arnaldo, Octávio, Vitor Baptista, Wagner, Guerreiro, Jacinto João.

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28/10/2013

Fuss Frisch – Pés sempre frescos

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- Cartaz publicitário do ano de 1976.

O cartaz acima é do Verão de 1976, mas o produto ainda continua popular e a vender-se. É o Fuss Frisch, da Beiersdorf, proprietária de entre outros produtos, dos cremes Nivea e Atrix.
Todos nós sabemos dos inconvenientes de pés transpirados e com maus cheiros, vulgo chulé. É sabido que o mesmo depende de vários factores, desde logo as questões de higiene, mas sobretudo do tipo de calçado, peúgas e da própria actividade de cada um, sendo que há pessoas em que este problema, pela sua própria natureza biológica, é mais acentuado [sobre o assunto].

Pode parecer banal, mas conheço pelo menos um caso em que um jovem casal se divorciou alegadamente pela esposa não suportar o chulé do marido e seu odor natural por mais higiénico que procurasse ser. Aqui cai um pouco por terra o mito de que a mulher gosta do cheiro a cavalo.

24/10/2013

Os Césares – Série TV

 

Hoje trago à memória a série inglesa de televisão “Os Césares”, no original “The Caesars”, produzida em 1968  pela Granada Television. Em Portugal, na RTP, passou em 1973, tendo o primeiro dos seus seis episódios, com uma duração de cerca de 60 minutos cada, sido exibido na noite de uma quarta-feira, 11 de Julho de 1973.

Tal como o nome sugere, tratava-se de uma série em que de algum modo retratava as figuras de seis emblemáticos imperadores romanos, nomeadamente Augustus, Germanicus, Tibérius, Sejanus, Calígula e Cláudio. A cada episódio correspondia um dos imperadores.

O tema da Roma Imperial e suas figuras sempre exerceram um fascínio no público de televisão e cinema  porque aliavam a História à conquista, aventura e acção, sempre salpicados por traições, intrigas e assassinatos.  Não surpreende por isso que esta série, como outras posteriores, fossem bastante populares aquando da sua exibição original.

Roland Culver - Augustus
Eric Flynn - Germanicus
André Morell - Tiberius
Barrie Ingham - Sejanus
Ralph Bates - Caligula
Freddie Jones - Claudius
Sonia Dresdel - Livia
Nicola Pagett - Messalina

 

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[no Youtube]

23/10/2013

Longa Vida – O que é bom da natureza

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Passaram já cinco anos após a publicação do artigo em que falámos dos iogurtes da Longa Vida. Hoje damos à estampa um cartaz publicitário de 1984.

22/10/2013

D. Fernando de Portugal

 

 

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Passam hoje 630 anos sobre o falecimento do rei D. Fernando de Portugal (Coimbra, 31 de Outubro de 1345 — Lisboa, 22 de Outubro de 1383).  Por não ter deixado filho varão, mas apenas D. Beatriz, casada com o rei D. João I de Castela, este reclama o direito ao trono português e assim é despoletada a crise de 1383-1385, um interregno que dilacerou o país, com convulsões sociais políticas e militares que vieram a culminar com a escolha do Mestre de Aviz para rei de Portugal com o nome de D. João I.

A garantia da independência face a Castela  só veio a ser assegurada após a resistência ao cerco de Lisboa, em 1384 e depois de várias batalhas entre as quais a de Aljubarrota em 14 de Agosto de 1385.

Com a morte de D. Fernando terminava a I Dinastia, a Afonsina, iniciada com D. Afonso Henriques e com  D. João I iniciava-se a II Dinastia, da Casa de  Aviz.

21/10/2013

A lâmpada eléctrica


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Passam hoje 134 anos sobre a data de 21 de Outubro de 1879, considerada como a da invenção da lâmpada eléctrica, também conhecida como incandescente, pelo inventor norte-americano Thomas Alva Edison, culminando uma demanda que vinha desde o início do séc. XIX.
Edison, foi uma das muitas figuras da ciência que tentaram obter uma prática fonte de iluminação a partir da energia eléctrica e depois de várias e infrutíferas opções no uso do filamento adequado, lá acertou, ao usar um componente de carvão. Como aconteceu em muitas grandes invenções, foi por mero acaso e como resultado de várias  tentativas e erro. Apenas em 1880 a sua invenção foi patenteada.

Esta foi uma das invenções que veio revolucionar definitivamente a nossa relação com a noite e a escuridão, tanto no campo como na cidade e com ela o mundo nunca mais foi o mesmo.
De lá para cá, a lâmpada incandescente foi conhecendo alguns aperfeiçoamentos tecnológicos até ao ponto em que na Europa tem sido substituída por versões chamadas de nova geração, com sistemas fluorescentes e de halogéneo, tornado-se mais caras mas energeticamente mais eficientes e com maior durabilidade. 

Paradoxalmente, mesmo no nosso país, no interior remoto  ainda há pequenas aldeias  que não têm rede eléctrica. Para além disso até há pouco menos de meio século uma grande parte do interior de Portugal também não dispunha de rede eléctrica. Na minha aldeia, considerada como zona de litoral, só na segunda metade da década de 50 é que passou a beneficiar desta infra-estrutura e mesmo assim de forma parcial, tendo-se generalizado apenas no final dos anos 70.

20/10/2013

Eurovisão

 

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Passam hoje 54 anos sobre a data de integração da RTP na União Europeia de Radiodifusão (em inglês, European Broadcasting Union (EBU), em francês, L'Union Européenne de Radio-Télévision (UER)), entre nós popularizada como Eurovisão. Esta entidade foi fundada a 12 de Fevereiro de 1950 por 23 organizações de radiodifusão da Europa e do Norte de África.

Quando na velhinha RTP do preto-e-branco nas décadas de 60 e 70, surgia a mira técnica da Eurovisão acompanhada pela popular e inconfundível música de abertura, um tema clássico de Marc-Antoine Charpentier, da peça "Te Deum", era garantida a transmissão, quase sempre, de um evento desportivo, fosse futebol, atletismo, râguebi, patinagem artística, etc, ou então mesmo o Festival da Eurovisão da Canção, o qual surgiu em 1956. Mais tarde, já a cores, a partir da década de 80, uma ligação à Eurovisão era sinónimo do popular concurso "Jogos Sem Fronteiras".
As coisas foram sendo modernizadas, como a mira técnica do início da transmissão,  e já não são o que foram e actualmente a Eurovisão já quase só nos remete para um festival da canção de muita parra e pouca uva em que, como diria o outro, a fama dos vencedores é efémera como manteiga em nariz de cão.

18/10/2013

Outdoor Girl - Maquiagem

 

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- Cartaz publicitário do ano de 1977.

 

Outdoor Girl é uma marca de cosméticos de maquiagem, originalmente como pó facial, patenteada em 1929, nos Estados Unidos, pelo farmacêutico  Myram Picker, um emigrante proveniente de Minsk – Bielorrússia, mas comercializada desde 1928, elaborada a partir de azeite (Olive Oil).

Neste sítio é dada a conhecer de forma pormenorizada  e documental a história desta emblemática marca associada à beleza feminina. Por ele fica-se a saber que o êxito do produto e da marca expandiu-se rapidamente para vários países, nomeadamente para Inglaterra onde teve um enorme sucesso.

A marca terá sido vendida em meados dos anos 30 e a partir daí pouco se sabe do seu percurso comercial até à actualidade, que ainda não consegui apurar. Tudo indica, porém, que ainda é fabricada e comercializada já que existem diversas referências de vendas em várias lojas online, incluindo produtos complementares como batons, verniz de unhas e outros mais no âmbito da parafernâlia de embelezamento artificial da mulher. Parece que continua popular nalguns países, incluindo o Brasil. Naturalmente que a embalagem clássica e icónica, estampada com uma rapariga golfista, estilizada, com o vestido a esvoaçar pelo vento, parece já ter-se modernizado mas mantendo a génese do grafismo do entrelaçamento do duplo “o” da palavra outdoor.

Quanto à propriedade, pouco descobri, embora com algumas referências cruzadas e não confirmadas às empresas Mary QuantRevlon.

A propósito de cosméticos, aqui pode ser observada uma interessante linha do tempo, em que se destaca a “dança” de compras e vendas de marcas e empresas. Afinal, cosméticos e produtos de beleza sempre foram uma profunda mina de milhões.

 

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17/10/2013

I like Chopin

 

Passam hoje 164 anos sobre o falecimento de Frederic Chopin, compositor e pianista polaco (Żelazowa Wola - Polónia, 1 de Março de 1810 — Paris - França, 17 de Outubro de 1849).


Quando se fala de pianistas e compositores virtuosos da história da música o nome de Chopin é logo uma das primeiras referências pelo que apesar da sua curta existência, de 30 anos e alguns meses, tornou-se, com a sua obra, num legado intemporal e cuja importância e influência ainda hoje se fazem sentir nos modernos compositores e pianistas.

 

frederic chopin

16/10/2013

Mimosa – Produtos lácteos

 

Tal como sentencia na sua própria página, a Mimosa é uma marca com história. De facto são já 40 anos, pois surgiu em 1973, em Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro, numa região com grandes tradições de produção de leite de vaca.

Ao longo de toda a sua existência a marca foi-se adaptando ao mercado e às exigências alimentares e tecnológicas, acompanhando e implementando o que de mais moderno existia no sector. Paralelamente a Mimosa manteve sempre uma forte componente na área da publicidade e marketing. É o caso da promoção do concurso que em 1984 era anunciado em algumas revistas dedicadas ao público infanto-juvenil, nomeadamente as revistas Disney.

Neste caso em concreto, tratava-se de se preencher uma pequena caderneta com cupões que se recortavam das tampas dos iogurtes Mimosa e que depois davam acesso a um sorteio de vários artigos, conforme cartaz abaixo. Tratava-se, sem dúvida de uma das várias campanhas de divulgação dos iogurtes já que um ano antes (1983) a empresa instalava a linha de produção deste produto. Nada como começar com a pequenada.

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15/10/2013

Mataram a Mata Hari


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Passam hoje 96 anos sobre a morte de Mata Hari, por fuzilamento. Foi em 15 de Outubro de 1917, no contexto da I Guerra Mundial, depois de um processo em que  foi acusada pela França de espionagem de guerra.
Todavia, pelo que dizem alguns investigadores, foi uma trama pouco esclarecida e não provada, mas porque dava jeito a certos interesses e limpava a imagem a muitos senhores.

Mata Hari, é uma figura feminina, por demais conhecida. Nasceu como Margaretha Gertruida Zelle (Leeuwarden-Holanda, a 7 de Agosto de 1876), e tornou-se na época uma figura famosa, depois de um percurso pessoal e familiar algo atribulado que a levou até Paris onde se tornou uma dançarina exótica com uma carga erótica e sensual fora dos padrões da época. Pela sua astúcia e beleza asiática, herdada de sua mãe com origens javanesas, tornou-se cortesã, e envolveu-se com homens importantes da esfera dos negócios, da política e militar e daí a acusação de estar envolvida em espionagem, num processo pouco claro que a levou a enfrentar o pelotão de fuzilamento.

Como não podia deixar de ser, depois da sua morte, a figura e vida de Mata Hari tiveram um ressurgimento reforçado com uma aura de algum lendário miticismo que ao longo do tempo foi aproveitado sobretudo pelo cinema (encarnada por figuras como Greta Garbo e num registo mais audaz,  Sylvia Kristel) e também pela  televisão.

Um pouco pelos factos reais e um muito pelo que a partir deles se especulou e inventou, Mata Hari tornou-se numa figura do início do séc. XX que de algum modo está presente no nosso imaginário como uma mulher bela e carismática, até fatal. Infelizmente, num contexto movediço, a fatalidade sobrou para ela e foi atraiçoada pelo destino que escolheu e assim desapareceu fisicamente com o seu belo peito, que tanta sensualidade espalhou, crivado de balas.

14/10/2013

Toni - Benfica

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Está hoje de parabéns, Toni, nascido António José Conceição Oliveira, em Mogofores - Anadia, há 67 anos – 14 de Outubro de 1946.

Toni é conhecido por ter sido um dos grandes futebolistas do S.L. Benfica na década de 70. Na realidade foi contratado pelo clube lisboeta no ano de 1968, à Académica de Coimbra onde se destacou. Foi, naturalmente, jogador da selecção nacional de futebol, tendo somado 33 internacionalizações.
Depois de terminada a carreira de futebolista, em 1981, enveredou pela profissão de treinador, iniciando-se como adjunto do sueco Sven-Goran Eriksson no próprio Benfica, sendo que ao serviço do mesmo clube foi treinador principal por diversas vezes, chegando mesmo a ser campeão nacional (época de 93/94). Foi também treinador de outros clubes, incluindo alguns estrangeiros, como o Bordéus – França e Sevilha – Espanha e alguns outros clubes menores, o último dos quais, o Tractor, no Irão. À data, é interveniente em alguns programas televisivos  de comentário e análise de futebol.
De referir que quase em final de carreira, Toni, numa curta experiência de alguns poucos meses (Primaveira/Verão de 1977), deu uns toques na equipa do Las Vegas Quicksilver, nos Estados Unidos da América, na altura, como agora nas Arábias, uma espécie de paraíso para alguns jogadores aumentarem o seu pecúlio financeiro em fase final de actividade.

Quando se traz à memória os grandes nomes do futebol benfiquista dos anos 70, surge ainda o inevitável Eusébio mas também e indiscutivelmente o de Toni, entre outros, como Torres, Néné, Artur Jorge, Vitor Baptista, Chalana, Jaime Graça, Bastos Lopes, Artur, Alhinho, João Alves, Pietra, Shéu, José Henrique, Bento, etc, etc.

Como simples tributo a este grande nome do futebol português,  publica-se abaixo alguns dos muitos cromos de Toni que fazem parte de inúmeras colecções de cromos.

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