26/04/2016

Cartão Dinners Club - O pai dos cartões de crédito




Hoje trazemos à memória o Cartão Dinners, numa publicidade de 1974.

Este cartão em Portugal é gerido pela Redunicre. Estima-se que sejam utilizados 6,5 milhões de cartões Diners os quais são aceites em mais de 200 países, em 14 milhões de comerciantes.
O cartão Dinners apareceu em 1950 depois do seu criador, o empresário norte-americano Frank McNamara ter dado conta que se esqueceu da sua carteira ficando impossibilitado de pagar um jantar de negócios num restaurante em Manhattan - Nova York. Felizmente, apesar do embaraço, a sua esposa foi chamada a vir ao restaurante pagar a conta. Mas esta situação fez com que pensasse numa forma de pagar sem que para isso tivesse que ter dinheiro. 

Um ano depois deste acontecimento, num dos muitos restaurantes aderentes, procedeu ao pagamento da conta de um jantar com o que seria considerado como o primeiro cartão de crédito multiuso do mundo, tendo sido ajudado na sua criação pelos parceiros Ralph Schneider e Matty Simmons. Era um pequeno rectângulo de cartão e a sua ideia original era a sua utilização em contexto de restaurantes, daí o nome (Dinner=Jantar). Menos de uma década depois, em 1959, o cartão já estava espalhado pelo mundo e atingia um milhão de membros utilizadores. Em 1967 já era aceita em mais de 130 países um número superior ao de países que então faziam parta da Organização das Nações Unidas. Em 1969 torna-se o primeiro cartão de crédito utilizado na Rússia e em 1980 na China.

Em 1981 o Dinners Club foi adquirido pela Citicorp.Em 1987 o cartão Dinners permite o levantamento de dinheiro nas caixas multibanco. Em 1990 a revista Life Magazine reconhece Frank McNamara como um dos americanos mais influentes do século XX.
Na actualidade o Diners Club International Ltd. é uma das marcas mais reconhecidas nos serviços financeiros nos Estados Unidos e é propriedade da Discover Financial Services.
Na actualidade vivemos no mundo dos cartões e do dinheiro electrónico e há cartões de tudo e para tudo e tornaram-se num dos produtos que os bancos e outras empresas procuram impingir aos seus clientes. 
A verdade, porém, é que já não conseguimos viver sem eles, nem que seja o simples cartão de débito.

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