29/10/2016

Waldorf–Papel higiénico

 

waldorf_papel_higienico

Cartaz publicitário do ano de 1960 ao papel higiénico da marca Waldorf.

Poder-se-ía pensar que o papel higiénico é coisa recente entre nós, mas não, é um artigo já com muitos anos ou não fosse necessário à limpeza de um dos actos mais elementares da nossa fisiologia.

Hoje em dia o papel higiénico e produtos similares, como guardanapos, toalhetes e rolos de papel de cozinha estão presentes em todos os ambientes domésticos, comerciais e industriais e por isso movimentam muitas empresas. Ora entre nós há marcas reconhecidas e identificadas com estes produtos, como a Renova - Fábrica de Papel do Almonda, SA, fundada em 1818 em Torres Novas, mas deixando esta empresa para outras calendas, importa referir a nível mundial a Scott, porventura umas das mais internacionais e conceituadas neste sector.

A Scott Paper Company Limited  foi fundada em 1879 pelos irmãos Edward Irvin e Clarence Scott, de Filadélfia – Estados Unidos mas originalmente como fabricante de sacos e papel para embrulhos. Apenas uns dez anos depois é que começou por fabricar o papel higiénico, em rolo, para essa função específica. Entretanto já existia uma outra marca, a Waldorf a qual veio a ser adquirida em 1902 pelos irmãos Scott. O papel higiénico Waldorf torna-se assim o principal produto da Scott. Nos anos 30 são introduzidos os papéis para uso na cozinha e ainda nessa década os guardanapos.

Em meados dos anos 90 a Scott foi adquirida pela Kimberly-Clark passando assim a integrar uma  rede de distribuição global.De então para cá, a empresa cresceu, multiplou e diversifiocu os produtos e obviamente adaptou-se às novas tecnologias para corresponder às exigências de mercado e competetividade.

28/10/2016

Postais de Natal 2016




Temo-la já como uma tradição, a de rabiscar e publicar por aqui alguns postais de natal.
Para além dos que ao longo do tempo foram sendo por cá publicados, temos estado a publicar noutros espaços parceiros. Podem, por isso, encontrá-los aqui nestes espaços:



- Docs


Postais acima: - Clicar para ampliar.

27/10/2016

Pijamas Silma–Belarte

 

pijamas_silma

pijamas_silma_2

 

Dois cartazes publicitários do ano de 1961 aos pijamas Silma.

Infelizmente mesmo depois de algumas pesquisas nada encontramos sobre a origem desta marca e se a empresa fabricante ainda existe. São daquelas coisas que apesar de parecer terem tido alguma notoriedade num passado mais ou menos recente, a avaliar pelos anúncios, acabam por não deixar rasto. Será mesmo assim?

Das pesquisas efectuadas pelo menos ficamos a saber que ambos os cartazes foram produzidos pela Agência de Publicidade Belarte, fundada pelo artista gráfico e plástico Roberto Araújo Pereira (1908-1969), conjuntamento com seu irmão Alfredo Araújo Pereira e Mário Neves.
Não nos custas acreditar e é de supor que as ilustrações destes dois cartazes tenham sido de autoria do referido Roberto Araújo Pereira.

Laranjina C - Refresco vitaminado


Cartaz publicitário à bebida "Laranjina C", publicado nos anos 80.

Já tivemos a oportunidade de trazer à memória a Laranjina C.


- Tópicos relacionados:


25/10/2016

Sopas Knorr


sopas_knorr_pub

Cartaz publicitário do ano de 1968 aos caldos Knorr.

A Knorr é uma marca alemã de produtos alimentares (caldos, misturas de sopas desidratadas e condimentos), propriedade da empresa anglo-holandesa Unilever, desde 2000 quando foi por esta adquirida à norte-americana Best Foods, por sua vez uma empresa com origem na  CPC - Corn Products Company que havia adquirido a Knorr em 1958.
A fundação da Knorr remonta a 1838 por Carl Heinrich Theodor Knorr, dono de uma mercearia, na sequência de uma demanda pela conservação de produtos para além do seu estado natural de modo a dar resposta às necessidades alimentares . Em 1838,  com seus filhos fundou a The Knorr Company na cidade de Heilbronn - Alemanha. A sua primeira fábrica começou por produzir chicória desidratada para fornecer a crescente indústria do café. Desde então a empresa conheceu uma evolução empresarial e tecnológica, não sem passar pelas dificuldades próprias decorrentes da travessia pelo período das duas grandes guerras.
Um dos grandes momentos de notoriedade e popularidade da sua história ocorreu em 1912 aquando da introdução do agora famoso caldo de carne concentrado num pequeno cubo e que veio revolucionar a forma de cozinhar e dar sabor a muitas das receitas. Este produto teve um rápido sucesso e ajudou em muito à popularidade e reconhecimento da marca.
Nos anos 60 e por aí fora, em Portugal a Knorr competia com a não menos popular marca de caldos Maggi, pertencente actualmente à Nestlé..Na actualidade a Knorr é uma das marcas mais vendidas pela Unilever e tem presença e notoriedade em muitos países, sendo que, curiosamente, não no Japão, onde  a Unilever não tem os direitos da marca.

- Tópicos relacionados:

23/10/2016

Livro de leitura da 4ª classe–Joaquim Gaspar

 

Hoje trago à memória o livro de leitura da 4ª classe de autoria de Joaquim Gaspar.

Dimensões: 15 x 20 cm, com capa dura. 144 páginas, com muitas ilustrações e fotografias a cores e a preto-e-branco.

O exemplar que possuo é do ano de 1968 e corresponde à 9ª edição com edição, impressão e distribuição da Atlântida Editora, de Coimbra. A capa tem a fotografia de parte de uma tapeçaria existente na sala de sessões  dos Paços do Município do Porto de autoria do Arq. Guilherme Camarinha, intitulada “Hino em Louvor, Honra e Glória da Cidade do Porto“. Como curiosidade, refira-se que esta tapeçaria é a maior de um grupo de três do mesmo autor e que decoram a sala de sessões. As duas mais pequenas, nas paredes laterais da sala têm como temas "A faina no Douro" e "S. João".
A tapeçaria maior e central procura retratar a história da cidade do Porto e foi elaborada entre 1955 e 1958, contendo 8 milhões de pontos, tantos quantos os habitantes da época.

Voltando ao livro escolar, as ilustrações do livro são de autoria de Marques Elias.

O autor, Joaquim Gaspar tem vários outros manuais escolares, nomeadamente o “Vidas em Flôr”, também da 4ª classe e sobre o qual já aqui falamos e com edição posterior ao agora relembrado.

Não foi o meu livro da quarta classe, mas é um belo exemplar e que certamente, até a avaliar pelo número de edições, passou pelas mãos de muitos portugueses. Certamente que serão muitos os que guardam dele boas memórias.

livro_4_classe_1

livro_4_classe_2

livro_4_classe_3

livro_4_classe_4

livro_4_classe_5

livro_4_classe_6

22/10/2016

Gente Miúda - "The Brian Keith Show"–Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Gente Miúda" que a RTP transmitia no ano de 1973.
Esta série produzida nos Estados Unidos pela NBC, com filmagens no Hawaii, refere-se ao original "The Brian keith Show", por sua vez com origem no títiulo “The Little People”.
A série retratava um casal de médicos pediatras que trabalhavam numa clínica médica em Oahu, no Hawaii, lidando com os problemas e desafios próprios.

Os principais actores eram Brian Keith como Dr. Jamison, Victoria Young como esposa deste, no papel da enfermeira Puni, e a filha de Keith,  Dr.a Anne Jamison, interpretada por Shelley Fabares.
A série teve duas temporadas, com um total de 47 episódios com cerca de 30 minutos cada e foi produzida entre 1972 e 1974.

image

image

image

Brian Keith – Dr. Jamison

image

Shelley Fabares – Dr.a Anne Jamison

image

Victoria Younk – Enfermeira Puni

image

A família Jamison

21/10/2016

The Protectores–Os Protectores–Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Os Protectores", no original "The Protectors" exibida em 1973 pela RTP.
Trata-se de uma série inglesa, de acção, aventura, crime e suspense, com uma tripla de actores Robert Vaughn, Nyree Dawn Porter e Tony Anholt, interpretando Harry Rule, Condessa de Contini e Paul Buchet, respectivamente.
Foi produzida entre 1972 e 194 e teve duas temporadas com 52 episódios com duração de cerca de 25 minutos cada.
Harry e a Condessa de Contini são uma dupla de detectives pertencentes a uma organização chamada "Os Protectores". A série foi rodada em diversos países da Europa.

Na RTP tenho memória de vários episódios mas não consegui confirmar se a série foi ou não exibida na sua totalidade.

image

image

image

image

image

image

No Youtube facilmente se podem visualizar vários episódios da série.

20/10/2016

Refrigerantes Sucol

 

santa nostalgia publicidade sucol

Cartaz publicitário dos refrigerantes Sucol- Anos 80.

Os produtos sob a marca Sucol foram lançados em 1980. Foram desenvolvidos e lançados pela empresa proprietária e fabricante da já popular Sumol.

Como a vida dá muitas voltas, também as dá no mundo empresarial. Desde então o refrigerante de laranja designado de Sumol criado em 1954 pela empresa Refrigor, esta com origem em 1945, funde-se em 2001 com a Compal, dando lugar à Sumol + Compal e por sua vez a marca Sucol foi vendida em 2010 à parceria  empresarial Diviril Indústria - Produção de Sumos e Refrigerantes, S.A., com instalações no Carregado, fundada em 1967 e à Melo e Abreu, fabricante de cerveja de Ponta Delgada – Açores. Esta venda foi determinada pela Autoridade da Concorrência no âmbito da fusão da Sumol com a Compal.

A Sucol continua a ter bons produtos mas sem a popularidade e notoriedade inerentes aos produtos Sumol. Pessoalmente, não sendo um frequente consumidor de refrigerentes, não gosto de todo dos produtos Sumol e tenho-os como com muita fama mas pouco proveito. Em todo o caso é sem dúvida uma das marcas emblemáticas do nosso mercado de refrigerantes.

19/10/2016

A visita da Cornélia–Concurso da RTP

 

O concurso televisivo "A Visita da Cornélia" foi um dos mais marcantes dos muitos exibidos pela RTP. De autoria de Fialho Gouveia e Raúl Solnado, com apresentação deste, o concurso foi exbido de Junho a Novembro, às segundas-feiras, no ano de 1977, por isso ainda no tempo da nossa televisão a "preto-e-branco". Por esses tempos, mais popular do que este concurso só mesmo a telenovela brasileira “Gabriela” que se estreara também nesse ano.

As sessões tinham público assistente e tinham lugar na sala do Villaret, à Fontes Pereira de Melo.
Cada sessão do concurso colocavam em disputa 3 pares de concorrentes os quais tinham que levar a cabo um conjunto de 10 diferentes provas com as quais se pretendia valorizar as componentes de aprendizagem, criatividade e destreza. Tais provas reuniam disciplinas como canto, dança, teatro, pontuadas pelo jurí (de que fizeram parte Raúl Calado, Maria Josão Seixas, Maria Leonor e Luis de Sttau Monteiro, bem como perguntas e passatempos com temas como Cultura Geral, Código da Estrada, Constituição Portuguesa e Direitos do Homem.

Pelo meio, Raúl Solnado no seu estilo muito próprio ía conversando com a Cornélia, uma simpática vaca de olhos enormes e grande laçarote ao pescoço, com manchas aos corações, feita em cartão, e que ía abanando a cabeça ao ritmo dos diálogos, numa voz feminina e lamechas. Aos olhos das técnicas televisivas e meios de produção de hoje, a Cornélia e o seu boneco eram de facto rudimentares, mas tendo em conta que a televisão era o principal meio de entretenimento das famílias, dos miúdos aos graúdos, o concurso teve de facto muita popularidade e ninguém queria perder pitada.
No final de cada sessão, os concorrentes mais pontuados ocupavam um pódio que mantinham nas sessões seguintes até que fossem ultrapassados em votação.  O grande vencedor do concurso foi Vasco Raimundo, seguido de José Fanha e Rui Guedes (quanto a esta classificação, já li algures uma versão de que o grande vencedor terá sido Gonçalo Lucena – não tenho memória de quem realmente foi o vencedor e cinjo-me a informações pesquisadas). Pelo concurso passaram como concorrentes algumas figuras que vieram a ter algum protagonismo posterior como Tozé Martinho e sua mãe Tareka, Fernando Assis Pacheco, José Fanha e outros mais.

Uma das curiosidades: ao fim de uma dúzia de sessões o boneco da Cornélia foi reformulado, ficando com um ar mais jovial e dizem que com uma cabeleira roxa. Por outro lado Raúl Solnado em entrevista na época dizia que o concurso tinha muitas afinidades com o também popular programa Zip-Zip, que, com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, também apresentou no ano de 1969. Todavia, dizia, com a diferença de que naquele os participanmtes eram convidados enquanto que na Cornélia era sorteados. Questionado quanto ao muito dinheiro que se dizia estar a ganhar como apresentador do concurso, respondeu que ninguém tinha nada a ver com isso, mas a contra-gosto lá foi dizendo que ganhava pouco. Muito menos que qualquer outro apresentador em qualquer sítio do mundo.

Pela popularidade alcançada, o concurso deu lugar ao lançamento de uma revista, a "Vacavisão" bem como uma colecção de cromos de que tenho uma caderneta que guardo na minha tralha.

Nos anos 1990, já com melhores meios técnicos e em plena era da cor, a RTP voltou a pegar no conceito e produziu o concurso "A Filha da Cornélia" então apresentado por Fialho Gouveia , mas despertou pouco interesse e ficou longe da popularidade do concurso dos anos 70. Ficou-se assim por apenas uma temporada.

cornelia_santa_nostalgia_1

cornelia_santa_nostalgia_2

cornelia_santa_nostalgia_4

cornelia_santa_nostalgia_5

cornelia_santa_nostalgia_23

- Acima, os boletins de inscrição para o sorteiro de participação no concurso, publicados em revistas e jornais da época.

O Cavalo de Terracota–“The Terracotta Horse”

 

Em Julho de 1976 a RTP passava a série "Cavalo de Terracota", no original "The Terracotta Horse".
Trata-se de uma curta série composta por 6 episódios com cerca de 25 minutos de duração cada.
A série é do tema de aventuras e foi produzido em Inglaterra pela BBC,  tendo sido exibida originalmente no final do ano de 1973.
Tenho algumas recordações da série mas que pela sua curta duração não ficaram muito profundas na memória. Mas recordo de a seguir com interesse.

Linda é uma rapariga británica emigrada com os pais em Marrocos. Encontra uma estatueta de um cavalo em terracota que pensa ser a chave para chegar a um tesouro valioso.

Lista dos 6 episódios:

- The Place of Solomon's Seal
- The Stones of Ain Khalifa
- The House of Columns
- The Legend of the Grail
- The Third Pentangle
- The Seal of Solomon

16/10/2016

Biskin–Doiradinhos da FIMA

 

fima_biskin

Cartaz publicitário de 1967 aos doiradinhos Biskin, comercializados pela FIMA – Fábrica Imperial de Margarina, L.da.

A FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da foi inaugurada pela empresa Jerónimo Martins em 1944. iniciando-se assim na componente de fabricação, numa  altura em que estava no seu auge a II Guerra Mundial. Nessa instalação, para além de óleo alimentar, passou a ser produzida a emblemática margarina Vaqueiro, então com o nome "Cowerd-Vaqueiro". Todavia, o registo da marca foi feito anos antes pela Jerónimo Martins & Filho, em 1926, pelo que se tratava de uma marca e produto importado.

A Jerónimo Martins e o actual grupo com o mesmo nome, que entre outros negócios detém a cadeia de distribuição Pingo Doce, tem origens como loja de venda de mercearias e outros artigos para uso doméstico, na baixa lisboeta, no Chiado, no distante ano de 1792. Jerónymo Martins era um emigrante galego.

Em 1881 com a morte do filho João António Martins e à falta de sucessores, a empresa foi retomada pelos funcionários que mantiveram a mesma designação comercial. A empresa deu outras voltas até à entrada em cena nos anos 20 do século XX, de Elysio Pereira do Vale e seu sócio Francisco Manuel dos Santos, avô do actual empresário Alexandre Soares dos Santos, proprietários dos Grandes Armazéns Reunidos, do Porto  que tomam conta da empresa lisboeta para dar lugar à empresa com denominação “Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da” continuando o seu crescimento e internacionalização que teve um notório incremento com a sua parceria, a partir de 1949  com o grande grupo anglo-holandês Unilever.

Ainda em relação à FIMA, em Janeiro de 2007, a própria FIMA, a Lever e a Iglo-Olá são fundidas numa só companhia, a Unilever Jerónimo Martins, Lda., com fábricas em Sacavém e Santa Iria de Azóia.

15/10/2016

Bolachas Aliança–Saborosas, deliciosas.

 

bolachas_alianca_sn

Cartaz publicitário de 1961 às bolachas Shortcake da popular marca Aliança.

A Aliança na actualidade e desde 1997, ano em que foi adquirida,  pertence à empresa Vieira de Castro – Produtos Alimentares, S.A. com artigos alimentares comercializados sob a marca Vieira. É uma das maiores fábricas do país com instalações em Gavião – Vila Nova de Famalicão. A Vieira de Castro foi fundada em 1943, então como fabricante de pastelaria tradicional e regional.

Por sua vez a Aliança remonta a 1919 altura em que é criada a Sociedade Industrial Aliança originada pela fusão das anteriores empresas "Fábrica do Caramujo" de Viúva de A.J. Gomes e C.ª e "Cruces & Barros", obviamente mais antigas.

Pelo que se tem lido, porventura na senda do êxito de marcas e artigos vintage, a Vieira de Castro tem o propósito de relançar produtos com a marca Aliança. Não confirmei se já o fez. Oxalá que sim e que mantenha a qualidade e a tradição.

Da Vieira de Castro gosto sobretudo das bolachas de água-e-sal e das amêndoas pela altura de Páscoa. Das bolachas Aliança, tenho memória, de criança, das emblemáticas caixas cúbicas no balcão da mercearia da aldeia de onde se retiravam com cuidado para serem vendidas de forma avulsa. Tants vezes pedi 100 gramas de Bolachas Maria da Aliança. Gostava particularmente das torradas.

14/10/2016

Toni - Benfica - 70 anos


Toni,  o conhecido ex-futebolista do Benfica e treinador, está, neste dia 14 de Outubro, de parabéns já que completa 70 anos. Aquando do seu 67º aniversário fizemos aqui referência à data, com algumas notas da sua biografia e carreira e ainda com um lote de cromos onde  ao longo de toda a década de 70 fez parte de muitas cadernetas.
Parabéns, Toni! Venham muitos mais e bons!

13/10/2016

Fanta laranja

fanta_1983

Cartaz de 1983 a anunciar a chegada da Fanta a Portugal, a popular marca de refrigerantes. Passados mais de 30 anos a Fanta continua a ser das mais populares bebidas gaseificadas e aquela que mais replica o sabor do sumo natural de laranja.

Esta popular marca pertence ao grupo da Coca-Cola Company e o seu sucesso beneficia do seu prestígio. Todavia a sua origem remonta à Alemanha em plena vigência do regime nazi, precisamente em 1941.

A Coca-Cola, então já instalada na Alemanha, com o contexto de guerra viu-se privada do fornecimento dos produtos e matérias primas indispensáveis ao secreto fabrico da sua principal bebida e que lhe dava nome. Assim sendo, ou encerrava a unidade industrial num amplo mercado ou produzia um produto alternativo para manter a laboração, o que aconteceu com a criação de um refrigerante amarelado com sabor a maçã, criação do químico alemão Schetelig a pedido do chefe de operações da Coca-Cola alemã, Max Keith.

O nome para esta bebida foi escolhido após um concurso de ideias realizado entre os funcionários da unidade fabril, vencendo um tal de Joe Knipp que escolheu o termo Fanta, uma  subtracção ao adjectivo Phantastischen (fantástico). Há, no entanto, outra versão, que diz que o nome surgiu da inspiração da palavra lançada como repto para o concurso por Max Keith, que pediu aos funcionários para usarem a fantasia (Phantasie em alemão). Durante a II Guerra Mundial, por razões óbvias, a Fanta apenas era comercializada na Alemanha.

Só em 1955, na fábrica da Coca-Cola em Nápoles - Itália, é que foi criado o sabor a laranja o qual veio a popularizar definitivamente a marca. Curiosamente apesar da sede da Coca-Cola ser nos Estados Unidos, só em 1960 é que a Fanta é introduzida e comercializada neste país. Não consegui certezas quanto a esta situação, mas tudo indica que, a avaliar pelo cartaz publicitário acima, a Fanta chegou ao nosso país apenas no princípio dos anos 80. De resto a Coca-Cola foi introduzida poucos anos antes, já na segunda metade dos anos 70.

Na actualidade é comercializada quase todo o mundo e disponível numa panóplia de sabores, muitos deles adaptados aos frutos locais, hábitos de consumo e tradições sociais e culturais dos quase 200 países onde se comercializa. Muitos dos sabores e combinações vão ficando pelo caminho, como quem diz, descontinuados por não merecerem o gosto dos consumidores. O sabor a laranja é de facto o que caracteriza e globaliza a marca.

07/10/2016

Gô-Gô o brinquedo “sensação” do Verão de 83

 

go_go_brinquedo

É verdade, no Verão de 1983 o Gô-Gô era anunciado como “o brinquedo de todos, a nova “febre” do Verão de 83”.

Este produto da MMD, da qual não conseguimos descobrir grande coisa, consistia em lançar uma bola ao ar e fazer com que ela entrasse no buraco do suporte em plástico. A bola estava presa ao suporte com um fio e o objectivo era fazer várias vezes o mesmo movimento até que o fio ficasse todo enrolado. Claro está que quando esta brincadeira era feita a dois ou a três, como no cartaz acima, ganhava quem enrolasse primeiramente todo o fio. Resta acrescentar que quando se falhava a recepção da boa no buraco, muitas vezes ela batia no pulso ou nos dedos e por vezes até na cabeça, o que acabava para fazer mossa pois a bola era de um plástico duro e pesado.

06/10/2016

A Sebenta do Tempo - Mário Augusto


Noticia fresquinha em antestreia... terminei um livro que vai divertir a malta. Partilhem se assim entenderem. Eu agradeço.
Memorizem esta capa de livro porque em Novembro, logo na primeira semana, quando chegar ás as livrarias, ele será para a malta que cresceu nos anos 60, 70 e 80 como que um divertido elixir da memória. Andei meses a pesquisar, a perguntar a amigos da minha geração, desempoeirar as recordações. Nem vos conto o prazer que deu....
A SEBENTA DO TEMPO é para os que viram “Os Pequenos Vagabundos” e desejava, ao crescer, ser como o Jean-Loup…
Os que na escola, sabiam toda a lengalenga dos caminhos-de-ferro de Angola ou por onde passava o rio Zambeze em Moçambique – com a mesma certeza e convicção com que aprendiam que o Mondego nascia na Serra da Estrela – e era tudo dito naquele sincopado musical com que cantarolávamos a tabuada, de cor e salteado…
Para quem levou umas reguadas da professora ou chorou com a Heidi na televisão...
Ou para os que se lembram que beijou ou foi beijado(a), agarradinho(a), ao som do “Hotel Califórnia” dos Eagles ou do “We’re all alone” da Rita Coolidge...
Talvez encontre utilidade nesta “Sebenta do Tempo –manual da memória para esquecidos”. Porque há um tempo na vida que nunca se pode deixar de evocar. E de recordar.
Alguém me explica por que será que, quando tínhamos 15 anos, o verão parecia mais azul? Os nossos verões eram mesmo mais azuis e quentes, as férias grandes eram mesmo grandes, até outubro, já depois da chegada do Outono.
O mundo da nossa infância era gigante e a nossa rua interminável para as brincadeiras.
Os heróis da BD custavam vinte e cinco tostões em desenhos a preto e branco.
A simplesmente Maria arrasava corações.
As laranjadas faziam piquinhos refrescantes na boca.
Os beijos dados na adolescência jamais foram repetidos com sabor a chiclete.
Como sempre aconteceu com todas as gerações, acelerávamos os dias a pensar na idade adulta e hoje travamos o tempo a recordar os nossos melhores anos.
Até ao lançamento deste livro de doces recordações de uma geração que ainda se lembra onde estava no 25 de abril...(talvez na escola ou a jogar á bola!), eu vou desvendado bocadinhos do seu conteúdo que vai apanhar distraída a memória de muita gente. Peço-lhes que partilhem a informação, vou dando pormenores de lançamento e aceito sugestões para essas sessões de lançamento.

Obrigado Mário Augusto

 -----------------------------------

O Blogue Santa Nostalgia fica obviamente satisfeito com esta notícia, expressa pelo conhecido jornalista da RTP, Mário Augusto, na sua página no Facebook. Desde logo porque neste livro são trazidas à memória muitas das recordações que ao longo de 10 anos temos aqui publicado. Neste sentido, o Santa Nostalgia é também uma sebenta do tempo, não em papel mas online.
Para além disso, foi com humildade e satisfação que a pedido do Mário Augusto fomos colaborando neste seu projecto, avivando uma ou outra memória ou facultando esta ou aquela imagem ou fotografia. Para nós foi um privilégio. Esperemos que esta Sebenta do Tempo seja um sucesso. Certamente que será porque tem todos os ingredientes para isso, desde logo a qualidade do autor.