10/05/2019

D´Argy - 18 anos até aos 50



Cartazes publicitários ao creme de beleza, pó de arroz e rouge. Anos 40. Nos tempos em que estas coisas faziam "milagres" e as raparigas de 50 pareciam ter 18 anos. Era bom, era!

08/05/2019

Adeus, Camolas!





As notícias destes dias deram-nos conta do falecimento de José Carlos da Silva Camolas, antigo avançado que se sagrou bicampeão nacional pelo Benfica em 1966/67 e 1967/68, faleceu segunda-feira, aos 71 anos, ainda relativamente novo.

Camolas representou outros clubes como o S.C. Varzim, Os Belenenses e União de Tomar, clube onde esteve oito épocas e onde se tornou porventura mais popular e reconhecido. Na parte descendente da carreira alinhou também por clubes como o Benfica de Castelo Branco, Alcains, Escalos de Cima e Palmelense.

Para além da notícia, sempre triste mas natural, porque todos morremos, o desaparecimento do mundo dos vivos do Camolas tem o significado de que os nomes populares e emblemáticos do nosso futebol e do nosso imaginário dos anos 60 e 70 também morrem. Foi assim com José Torres, Vitor Baptista, Eusébio e com muitos outros, de vários clubes e não só do Benfica, e assim continuará a ser.
Camolas, para além da qualidade que naturalmente evidenciava como futebolista, tinha o dom de ser um nome de futebolista, daqueles que pegam à primeira e se tornam inesquecíveis pela forma redonda e fácil como saem da boca. Um nome digno de cromo, como, de resto, muitos outros e os exemplos seriam mais que muitos.

Figurará sempre nas nossas memórias e em muitas das nossas cadernetas de cromos, mesmo que naqueles de caramelos, impressos tão toscamente que em muito aumentam a mística e a saudade desses tempos e dessas figuras que povoavam e ainda moram em algumas das nossas cadernetas e colecções.
Que descanse em paz o Camolas! 

29/04/2019

Philips 660 X


Cartaz publicitário ao receptor de rádio Philips 660 X - Ano de 1947

"Um dos melhores receptores de alta fidelidade que leva o nome Philips. Este modelo possue todas as qualidades que fizeram do nome Philips um símbolo de excelência no mundo inteiro, incluindo o desdobramento automático de banda o que torna a captação de ondas curtas tão fácil e segura como a de ondas médias.
Peça uma demonstração nos revendedores autorizados da Philips - De som natural como o canto das aves".

Sobre a Philips

16/04/2019

Camisaria Moderna


Cartaz publicitário do ano de 1958.

Do que foi possível apurar, a Camisaria Moderna terá tido origem em 1876, no Rossio, em Lisboa e mais tarde, em 1932, adquirida pelo empresário António Regojo Rodriguez, já dono da prestigiada marca de camisas "Regojo" que fabricava e comercializava desde 1919. A empresa proprietária passou por diversas alterações e transformações decorrentes da dinâmica de mercado, e ainda anda por aí, como "Grupo Regojo", mas quanto à loja da "Camisaria Moderna" encerrou portas há poucos anos, em 2016, e com isso o fim de um ciclo cheio de vivências comerciais. Coisas da vida e do tempo, uma verdade tão branca, branquíssima, como as camisas da Moderna.





09/04/2019

Austin Seven - Um mini para sua máxima satisfação


Cartaz publicitário de 1960 ao automóvel modelo Austin Seven

O modelo Mini, é um dos mais emblemáticos do mundo automóvel. No entanto, apesar das semelhanças, este modelo aqui publicitado refere-se ao Austin Seven, que pretendia ser uma versão modernizada do também emblemático Morris Minor produzido uns anos antes, nas décadas de 40 e 50.

Este modelo fabricado pela British Motor Corporation (BMC) foi desenhado por Sir Alec Issigonis, tendo sido idealizado para ser um automóvel com baixo consumo boa  dinâmica de condução e sobretudo a um preço reduzido para a época.

Em rigor, este Austin Seven era uma espécie de homenagem ao seu bem sucedido antepassado Austin Seven, produzido durante os anos 20 e 30, rivalizando então pela Europa com o americano Ford T. Mas juntamente com o Seven, na mesma altura (1959), também da mão de Sir Alec Issigonis, foram fabricadas e lançadas duas versões similares, o Seven, a que nos referimos e o Morris Mini Minor, menor nas suas dimensões,  cuja designação pretendia precisamente realçar as diferenças de tamanho dos dois modelos.
Em França e nos Estados Unidos o Mini e Seven foram vendidos como Austin 850 e Morris 850 , em referência à cilindrada.

O Mini apresentava dimensões de 3,05 m de comprimento, com distância entre eixos de 2,03 m e uma largura de 1,41 m e 1,35 m de altura. Quanto ao peso, era levezinho, apenas com 570 Kg o que fazia render o combustível alojado num tanque com capacidade para 25 litros. O consumo previsto era de 5 litros/100 Km.
Pessoalmente, pelos anos 80, era pendura habitual num Mini, vermelhinho, de um colega que tinha feitio de piloto, o que significava que era sempre a assapar. O pior de tudo, talvez por já ter uns anos o carro, era forte o cheiro a gasolina que se sentia no interior do habitáculo. Bons tempos...

Depois de alguns anos no adormecimento, já sob a alçada da construtura alemã BMW, em 2001 o Mini foi relançado com todas as características e tecnologias dos tempos actuais,  voltando a trazer o modelo para os seus tempos de glória, sendo um carro apetecido sobretudo junto dos jovens. O seu relançamento serviu de inspiração a outros modelos clássicos, de outras marcas, que têm sido redesenhados e lançados no mercado com a aura da nostalgia, nomeadamente o VW Carocha e o Fiat 600.

TALVEZ QUEIRA REVER