27/07/2016

"E o resto são cantigas"




Em 1981 a RTP exibiu a série de entretenimento "E o resto são cantigas", com apresentação de Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, o trio que anos antes, em 1969, apresentou o "Zip-Zip", um  dos mais populares e emblemáticos programas dos primórdios da televisão portuguesa. Teve realização de Oliveira e Costa e Pedro Martins e direcção e arranjos musicais de Jorge Machado.

"E o resto são cantigas" teve doze episódios, gravados no Teatro Maria Matos, em Lisboa, dedicados a grandes autores, compositores e maestros dos tempos dourados da música ligeira portuguesa. 
Eram entrevistadas pessoas ligadas às figuras em destaque, nomeadamente familiares, e pelo meio eram interpretadas em cenário e registo de revista muitas das mais populares cantigas de autoria dos homenageados, na voz de figuras convidadas, como Amália Rodrigues, José Viana, Simone de Oliveira, Rosa do Canto, Carlos do Carmo, Maria da Fé, Herman José e muitas outras. O próprio Raúl Solnado subia ao palco para também ele cantar e alegrar no seu registo inconfundível.

Lista dos episódios e as respectivas figuras em destaque.
Episódio 1: Raúl Ferrão; Episódio 2: Jaime Mendes; Episódio 3: Max; Episódio 4: Marchas Populares de S.to António; Episódio 5: Fernando Carvalho e Carlos Dias; Episódio 6: Alves Coelho; Episódio 7: Frederico de Brito e António Melo; Episódio 8: João Nobre; Episódio 9: Raúl Portela; Episódio 10: Frederico Valério; Episódio 11: Frederico de Freitas; Episódio 12: Maestro Belo Marques.






26/07/2016

Revista GINA




Quem das gerações de 60 e 70 não leu, mesmo que às escondidas, a revista GINA, com o sub-título Histórias Sexy Internacionais? Na realidade a leitura era o menos interessante da coisa, mas esta revista quando entrou no mercado marcou o até então quase inexistente ou clandestino panorama da pornografia em Portugal e aproveitou-se com êxito desse vazio, num momento oportuno, no período pós revolução do 25 de Abril de 1974 em que o povo andava sedento de liberdade mas também de outras coisas mais carnais.
Esta revista, publicada desde Setembro de 1974 até 2005, ao que dizem com um historial de 196 números, foi de imediato um estrondoso êxito e o preço inicial de 25 escudos (fica a dúvida se 25 ou 30) ia sendo alterado ao ritmo da crescente procura, galgando por aí fora até pelo menos aos 600 escudos. As tiragens de largos milhares suplantaram muitas das revistas populares da época.

A revista produzida pela editora Pirâmide, de Mário Gomes e irmão Acácio, tinham na essência conteúdos adquiridos ao já libertino e abundante mercado alemão e traduzidos ou adaptados com textos do próprio Mário, obviamente sem qualquer rigor literário. As capas regra geral eram púdicas, com rostos de mulheres larocas com ares de virgens inocentes, o oposto das cenas interiores. O papel era brilhante, com tons coloridos e algo resistente a humidades como convinha.
Como tantos títulos, do fulgor e novidade iniciais, a coisa tornou-se vulgar e uma entre muitas pelo que a GINA foi perdendo gás e a estocada final veio com a popularidade e facilidade do acesso grátis à pornografia tanto na TV por cabo como sobretudo na Internet. Nos últimos tempos era vendida a preço de saldo em sacos com outras revistas da editora, tipo pague uma e leve meia-dúzia, mas o destino estava traçado e acabou por terminar. Hoje, passados quase quatro décadas, a GINA é recordada como um produto emblemático de um tempo pós revolução e que na justa medida ajudou à descoberta da sexualidade mesmo que num registo de pornografia ordinária. É pois neste contexto que a GINA ainda mexe nalguns alfarrabistas.

25/07/2016

10 anos de nostalgias

É verdade! Parecendo que não, completam-se hoje 10 anos de Santa Nostalgia. O primeiro post está datado de 25 de Julho de 2006, dedicado aos velhinhos cromos dos "bichinhos", dos rebuçados Vitória. Ainda na mesma data, a abrir, a apresentação do Blog, que ainda se mantém actualizada nos objectivos e propósitos.
De lá para cá, com maior ou menor regularidade, foram mais de 1100 artigos, a maior parte deles a recordar e reviver memórias de outros tempos, centradas essencialmente nos anos 60, 70 e 80.
A data e a ocasião justificariam agora um blog remodelado e com uma nova imagem, mas temos tido problemas no editor de modelos do Blogger, que ninguém tem conseguido resolver, o que tem inviabilizado as mexidas. Exportar o blog para outra plataforma, até mesmo para o Sapo, seria uma solução mas todo o processo, devido ao grande volume de fotografias, é complicado e moroso e daí ainda não termos tomado essa opção. Sendo assim por enquanto a coisa vai rolando desta maneira e entretanto ver-se-á.
Neste dia especial deixamos um agradecimento especial a todos os habituais visitantes e subscritores.




22/07/2016

Toraylon - Fibra acrílica


Cartaz publicitário de 1965 à fibra acrílica TORAYLON.

De origem japonesa, a empresa Toray Industries, Inc, fundada em 1926, continua a dar cartas e, conforme se pode ler no site, "...O grupo combina a nanotecnologia em suas operações, usando química orgânica sintética, química de polímeros e biotecnologia como suas principais tecnologias. Além dos negócios básicos de fibras e têxteis e plásticos e produtos químicos, a Toray também promove o desenvolvimento global de produtos relacionados a TI, materiais compostos de fibra de carbono, produtos farmacêuticos e médicos, meio ambiente e engenharia, incluindo tratamento de água e progresso em outras áreas essenciais de negócios."

20/07/2016

Pullover em Dralon


Novamente um cartaz publicitário à fibra têxtil Dralon. Publicado em 1965.
Desta vez as virtudes da fibra num moderno pullover usado por uma jovem.

Talvez queira rever: