25/05/2020

"Os Jovens Rebeldes" - "The Young Rebels" - Série TV



Por meados dos anos 70 a RTP exibia a série de televisão "Jovens Rebeldes", do original dos Estados Unidos "The Young Rebels".
Foi originalmente transmitida pela estação ABC a partir de Outubro de 1970. 
A série traduzia-se num total de 15 episódios com cerca de 60 minutos cada,  correspondentes a uma temporada. 

Quanto à sinopse da série, tratava-se das aventuras de um grupo de amigos que no período da Guerra da Revolução Americana, ou Guerra da Independência, lutavam pela causa da independência, fazendo parte de um grupo denominado de "Yankee Doodle Society", com localização na cidade de Chester, na Pensilvânia, no ano de 1777. Em situações de espionagem, sabotagem e outras que requeriam coragem discrição e inteligência, o grupo de amigos lá ia conseguindo minar acções e operações ofensivas dos militares ingleses.

Os quatro personagens principais eram Jeremy (Richard Ely), filho do mayor de Chester, Isak (Louis Gossett Jr. ), um negro ex- escravo , Henry ( Alex Henteloff ), um jovem brilhante e de óculos, intelectual e engenhoso, admirador do famoso Benjamin Franklin, a quem procurava imitar com suas invenções e engenhocas, e Elizabeth (Hilary Thompson), a bonita namorada de Jeremy. 
Por sua vez, o grupo era ajudado em muitas situações pelo também jovem rebelde militar francês, o Marquês de Lafayette (Philippe Forquet).



Parece que a ideia subjacente à série por parte da ABC, era incutir na juventude da época o espírito patriótico e nacionalista, mas dizem que a coisa falhou porque, na realidade, os jovens americanos do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, passe o exagero, estavam mais virados para a cultura pop, drogas e rock and roll, bem como apoquentados pelo quase permanente estado de guerra, na altura em pleno conflito no Vietname que ceifou largos milhares de vítimas.

29/04/2020

Bana e Flapi - O valor da amizade

Já trouxemos aqui à memória a série de desenhos animados "Bana e Flapi". Hoje, decidimos rabiscar e "passar a limpo" uma das características ilustrações da série. O desenho foi feito em formato vectorial, o que significa que podemos aumentar para grandes dimensões sem perder qualidade. Todavia,  a imagem acima é em formato PNG pelo que é apenas uma amostra.

15/04/2020

Cadillac Torpedo


Do longínquo ano de 1914, um interessante reclamo ao modelo automóvel Cadillac Torpedo para 7 "logares".
Fosse possível viajar no tempo e com o actual dinheiro de um chupa-chupa comprar-se-ia um carrão, então coisa mais que rara e apenas para endinheirados. 

Quanto à Cadillac, foi fundada em 1902 nos Estados Unidos por Henry M. Leland. Na actualidade é uma divisão da General Motors, presente em pelo menos 50 países e territórios. A marca especializa-se em veículos de luxo, sendo uma referência entre as fabricantes deste segmento, no que muito contribuiu a publicidade à marca nos anos das décadas de 1950 e 1960, relacionando-a a alguns nomes do mundo do desporto e do entretenimento, de modo especial do cinema e televisão..

07/04/2020

Primavera com fundo



Fundos ou papel de parede com ilustração alusiva à Primavera. Esta vai triste pelas circunstâncias que sabemos, mas segue o seu percurso de verdura, flores, árvores de fruto a desabrocharem, pássaros a namorar, chilreando e a construir seus ninhos onde nascerão seus filhos.
Havemos de voltar a ser felizes.
Podem usar livremente os fundos (de nossa autoria) para incluírem e partilharem mensagens positivas.

03/04/2020

À margem...Não pode valer tudo


Concordando que esta é uma situação deveras extraordinária, a que vivemos, não concordo de todo com a medida proposta pelo presidente da república, com o apoio do Governo, quanto à libertação de mais de um milhar de reclusos. E não concordo por entender que isso pouco ou nada resolve quanto à questão da pandemia nos estabelecimentos prisionais. Segundo as notícias, os casos ali confirmados ainda são poucos e perfeitamente controláveis se desde logo forem tomadas as medidas adequadas, tanto à quarentena quanto à realização de testes de despistagem da doença, tanto nos reclusos como nos guardas e pessoal auxiliar.

É certo que imagino que as prisões estão sobrelotadas e não têm grandes condições, nomeadamente ao nível dos espaços sanitários, mas também não me parece que gente criminosa, condenada, mesmo que tendo direitos, nomeadamente à dignidade humana, porventura à mesma que subtraíram ou aniquilaram gratuitamente a muitas das suas vítimas, tenha que ter condições de hotel de cinco estrelas, quando porventura os portugueses na sua larga maioria, que vive a sua vida honestamente, não têm.

Por outro lado, ainda, é sabido que uma larga maioria dos reclusos quando cumprem as penas e vão para a sociedade, ou por dificuldades objectivas de reinserção ou porque o mal lhe está nos hábitos, acaba por voltar ao mesmo, ou seja, ao mundo da criminalidade, muitas vezes violenta. São, infelizmente, recorrentes estas situações. É certo que ficam de fora os autores de crimes violentes, mas está contemplada toda a quadrilha de ladrões e vigaristas, especialistas na arte de viver à custa do suor dos demais.

Assim, num contexto actual em que todas as forças da ordem e segurança públicas estão ocupadas no auxílio e controlo da pandemia da Covid-19, essa gente criminosa encontrará, querendo, caminho mais livre para fazerem o que bem sabem. E as notícias recentes dão conta de algum aumento da criminalidade no aproveitamento da debilidade de muita gente, sobretudo os mais idosos e isolados. Ora com o desemprego à porta e a natural perda ou baixa de rendimentos das pessoas, não surpreenderá que a coisa descambe no que a crimes, roubos e assaltos diz respeito. Engrossar o lote de criminosos à solta não parece lá grande ideia. De todo.

Não posso, pois, concordar com esta medida. Que mais não fosse porque no outro lado, há vítimas dessa gente que agora se prepara para o regresso à liberdade, mesmo que supostamente um pouco condicionada e vigiada. Bastaria que houvesse algum respeito pelas vítimas para que tal medida não fosse equacionada.

É, no meu entendimento, um aviso e um sinal de que o crime compensa. Vamos indo e vendo mas não auguro nada de bom neste aspecto e cada vez mais as vítimas são-no duplamente, às mãos dos criminosos e às mão de um sistema que invariavelmente mostra-se fraco para com os fortes e forte para com os fracos.

É apenas uma opinião e não faltará quem concorde com a medida. Mas nem sempre vamos lá com paninhos quentes de um certo tique de politicamente correcto. O momento não é propício.
Direitos sim, mesmo os que têm os reclusos dentro dos condicionalismos da sua natureza, mas deve haver limites porque senão passamos a viver numa sociedade onde vale tudo.