Margarina Vaqueiro – cartaz publicitário de Abril de 1965.
Cosméticos Rosemary, num cartaz publicitário de 1965. Pouco se sabe desta marca mas já aqui falamos dele.
Capa da revista Crónica Feminina, edição Nº 435 de Março de 1965. Na capa a então pequenita Lilly, Helena Cristina dos Santos Mafra Salgado. Passados mais de cinquenta anos, que será feito dela?
Detergente Bábá – Poster publicitário datado de Março de 1965.
Novo! Diferente! …Com BÁBÁ é outra loiça. Apesar da força do slogan, infelizmente nada conseguimos pesquisar sobre esta marca. Numa época em que reinavam detergentes como o Sonasol, Ajax, Vim e outros mais, também se comercializava o BáBá. Não deixa de ser estranho que pesquisando na Web sobre o produto clorotensina, não surja qualquer referência- Seria um daqueles aditivos mágicos que só a fabricante conhecia? Supostamente com base em cloro, mas francamente, nada apuramos sobre o mesmo.
Cartaz publicitário às meias CD. Publicado em Abril de 1965.
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Frutas líquidas COMPAL. Cartaz publicitário de Março de 1966 anunciando o lançamento do produto com três “novas” frutas: pêra, pêssego e alperce.
Sobre a COMPAL:
Em 1952, numa pequena vila portuguesa, no Entroncamento, nasceu uma empresa criada por um grupo de empreendedores e de agricultores com o intuito de transformar produtos da natureza, embalá-los e torná-los acessíveis a todos os consumidores.
Originalmente conhecida como uma empresa de derivados de tomate, acabou por diversificar o seu negócio, tendo sido nos anos 60 que os primeiros sumos foram lançados: primeiro Laranja e logo a seguir Pera Rocha, Pêssego e Alperce.
Compal é hoje reconhecida como um símbolo emocional de Portugalidade. É profundamente admirada pelos consumidores portugueses, pelo seu conhecimento de fruta, pela relação próxima que tem com os seus fruticultores, pela paixão pela natureza que se traduzem na forma como conta as suas histórias em cada embalagem de sumos, néctares, polmes de fruta, polpas de tomate e leguminosas. Compal é também uma referência de inovação, qualidade e tradição renovada.
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Mais um cartaz publicitário ao popular detregente JUÁ, publicado em maio de 1962. Na imagem uma bucólica cena com a roupa a corar estendida sobre a relva como era vulgar nos meios rurais.
“Juá a lavar…é sol a corar! Roupa alegre, fresca e saudável, corada pelo sol, perfumada pela natureza.”
A técnica de venda “compre 2 e leve 3” não é de agora. Veja-se este anúncio ao então popular detergente JUÁ, publicado em Março de 1965. Por isso, a coisa já tem mais do que meio século.
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Cartaz publicitário ao produto DESINFEX. Publicado em Maio de 1962.
Pelo preço de 35$00, o produto prometia muito: “DESINFEX é o moderno aerossol terapêutico desinfectante instantâneo para ambientes fechados em enfermarias, consultórios, escolas, quartos de doentes, etc.
Não prive os seus filhos de carinho só porque está constipado.DESINFEX diminui-lhe as possibilidade de contágio.”
Não conseguimos apurar grande coisa sobre a história desta marca ou produto. É certo que pesquisando pela mesma, aparece associada ao grupo Organnact – Brasil (área de saúde animal), mas tudo indica que para além do mesmo nome do produto, não haverá qualquer ligação entre ambos. Por outro lado, era depositária deste DESINFEX a empresa Paolo Cocco, L.da, com sede na Rua do Quelhas, 22, em Lisboa. Também não foi possível apurar a existência desta empresa embora surja Paolo Cocco Herdeiros, mas estes ligados à produção de conservas de peixe, no Algarve. Haverá alguma relação? Não o conseguimos apurar. De resto esta é uma situação comum a muitas marcas e produtos que foram populares há umas décadas atrás e que, por contingências, várias desapareceram quase sem deixar vestígios históricos.
Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 486 de 17 de Março de 1966. A bela e elegante noiva, Maria do Rosário Nobre Cardoso Faustino. Que será feito dela? Será certamente, senhora já na casa dos setenta.
Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 429 de 11 de Fevereiro de 1965. Em destaque, a bela noiva Maria Margarida Ribeiro dos Santos Pinto, com o seu perfumado ramo de flores de laranjeira como convinha ás noivas castas. As noivas e noivos eram tema recorrente nas capas da emblemática revista.
Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 677 de 13 de Novembro de 1969. A dar rosto à edição, a menina Maria Helena Silva com ares de fotógrafa a manusear a sua Rolleiflex da Franke & Heidecke.
Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 670 de 25 de Setembro de 1969. Com ares de “senhor doutor”, o pequenito Alexandre.
Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 436 de 01 de Abril de 1965. A dar rosto à edição, a menina Ana Cristina Domingues Gonçalves entretida com as suas bonecas.
Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 492 de 28 de Abril de 1966. A dar rosto à edição, o pequenito e sorridente Rui Manuel Serra Frias Martins Barata.
Hoje trazemos à memória o Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto. Foi fundado na cidade do Porto no ano de 1966, por isso há meio século. Para além do casal que davam nome ao grupo, faziam parte da formação original Políbio Cruz (bombo), José Adelino (acordeão), Mário Reis (viola).
Os conjuntos típicos foram muito populares sobretudo nas décadas de 60 e 70, mas passaram pelas décadas seguintes e ainda hoje existem embora obviamente com mais recursos técnicos (como acordeões electrónicos e caixas de ritmos), mas com alguma fidelidade ao estilo. Modo geral um conjunto típico era marcado pelo som do acordeão, por vezes mais que um, a viola para fazer o baixo, e um bombo. Frequentemente os elementos que cantavam e que por regra não tocavam instrumentos, sempre lá pegavam nos ferrinhos ou na pandeireta. Outra característica ainda comum aos conjuntos típicos, são as indumentárias, normalmente iguais (ou não fossem para um conjunto) e garridas, predominando os tons de vermelho. Hoje, vistas à distância do tempo, não deixam de ser apontamentos curiosos e deveras folclóricos.
Aqui pelo norte, foram famosos, para além deste Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto, muitos outros como o Conjunto Típico António Mafra, Conjunto Maria Albertina, Conjunto Típico Pai e Filhos, Conjunto Típico Os Marinheiros, Conjunto Típico Armindo Campos, Conjunto Típico Os Lordes, Conjunto Típico Asa D´Ouro, Conjunto Típico Esperança, Conjunto Típico Os Lusitanos, Conjunto Típico Flores da Lage, Conjunto Típico do Norte, Conjunto Típico Irmãos Leais, Conjunto Típico Peles Vermelhas, Conjunto Típico Estrelas Incomparáveis, Conjunto Típico Estrelas do Norte, Conjunto Típico Os Voadores, Conjunto Típico Os Solitários, Conjunto Típico Nely Correia, etc.. Antes da enxurrada de cantores e bandas pimba, que ainda estão em força, os conjuntos típicos eram cabeça-de-cartaz em muitas festas e romarias.
Com as suas músicas de carácter popular, essencialmente em ritmos de marcha, valsa (vira) e chula, os conjuntos típicos são elementos importantes na história da nosssa música. Na sua origem, embora com as características do popular e tradicional estavam as tendências do movimento pop ye-ye que pelo início da década de 60 se generalizou pela Europa sobretudo nos países latinos, como França, Itália, Espanha e Portugal.