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21/10/2016

The Protectores–Os Protectores–Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Os Protectores", no original "The Protectors" exibida em 1973 pela RTP.
Trata-se de uma série inglesa, de acção, aventura, crime e suspense, com uma tripla de actores Robert Vaughn, Nyree Dawn Porter e Tony Anholt, interpretando Harry Rule, Condessa de Contini e Paul Buchet, respectivamente.
Foi produzida entre 1972 e 194 e teve duas temporadas com 52 episódios com duração de cerca de 25 minutos cada.
Harry e a Condessa de Contini são uma dupla de detectives pertencentes a uma organização chamada "Os Protectores". A série foi rodada em diversos países da Europa.

Na RTP tenho memória de vários episódios mas não consegui confirmar se a série foi ou não exibida na sua totalidade.

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No Youtube facilmente se podem visualizar vários episódios da série.

19/10/2016

A visita da Cornélia–Concurso da RTP

 

O concurso televisivo "A Visita da Cornélia" foi um dos mais marcantes dos muitos exibidos pela RTP. De autoria de Fialho Gouveia e Raúl Solnado, com apresentação deste, o concurso foi exbido de Junho a Novembro, às segundas-feiras, no ano de 1977, por isso ainda no tempo da nossa televisão a "preto-e-branco". Por esses tempos, mais popular do que este concurso só mesmo a telenovela brasileira “Gabriela” que se estreara também nesse ano.

As sessões tinham público assistente e tinham lugar na sala do Villaret, à Fontes Pereira de Melo.
Cada sessão do concurso colocavam em disputa 3 pares de concorrentes os quais tinham que levar a cabo um conjunto de 10 diferentes provas com as quais se pretendia valorizar as componentes de aprendizagem, criatividade e destreza. Tais provas reuniam disciplinas como canto, dança, teatro, pontuadas pelo jurí (de que fizeram parte Raúl Calado, Maria Josão Seixas, Maria Leonor e Luis de Sttau Monteiro, bem como perguntas e passatempos com temas como Cultura Geral, Código da Estrada, Constituição Portuguesa e Direitos do Homem.

Pelo meio, Raúl Solnado no seu estilo muito próprio ía conversando com a Cornélia, uma simpática vaca de olhos enormes e grande laçarote ao pescoço, com manchas aos corações, feita em cartão, e que ía abanando a cabeça ao ritmo dos diálogos, numa voz feminina e lamechas. Aos olhos das técnicas televisivas e meios de produção de hoje, a Cornélia e o seu boneco eram de facto rudimentares, mas tendo em conta que a televisão era o principal meio de entretenimento das famílias, dos miúdos aos graúdos, o concurso teve de facto muita popularidade e ninguém queria perder pitada.
No final de cada sessão, os concorrentes mais pontuados ocupavam um pódio que mantinham nas sessões seguintes até que fossem ultrapassados em votação.  O grande vencedor do concurso foi Vasco Raimundo, seguido de José Fanha e Rui Guedes (quanto a esta classificação, já li algures uma versão de que o grande vencedor terá sido Gonçalo Lucena – não tenho memória de quem realmente foi o vencedor e cinjo-me a informações pesquisadas). Pelo concurso passaram como concorrentes algumas figuras que vieram a ter algum protagonismo posterior como Tozé Martinho e sua mãe Tareka, Fernando Assis Pacheco, José Fanha e outros mais.

Uma das curiosidades: ao fim de uma dúzia de sessões o boneco da Cornélia foi reformulado, ficando com um ar mais jovial e dizem que com uma cabeleira roxa. Por outro lado Raúl Solnado em entrevista na época dizia que o concurso tinha muitas afinidades com o também popular programa Zip-Zip, que, com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, também apresentou no ano de 1969. Todavia, dizia, com a diferença de que naquele os participanmtes eram convidados enquanto que na Cornélia era sorteados. Questionado quanto ao muito dinheiro que se dizia estar a ganhar como apresentador do concurso, respondeu que ninguém tinha nada a ver com isso, mas a contra-gosto lá foi dizendo que ganhava pouco. Muito menos que qualquer outro apresentador em qualquer sítio do mundo.

Pela popularidade alcançada, o concurso deu lugar ao lançamento de uma revista, a "Vacavisão" bem como uma colecção de cromos de que tenho uma caderneta que guardo na minha tralha.

Nos anos 1990, já com melhores meios técnicos e em plena era da cor, a RTP voltou a pegar no conceito e produziu o concurso "A Filha da Cornélia" então apresentado por Fialho Gouveia , mas despertou pouco interesse e ficou longe da popularidade do concurso dos anos 70. Ficou-se assim por apenas uma temporada.

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- Acima, os boletins de inscrição para o sorteiro de participação no concurso, publicados em revistas e jornais da época.

O Cavalo de Terracota–“The Terracotta Horse”

 

Em Julho de 1976 a RTP passava a série "Cavalo de Terracota", no original "The Terracotta Horse".
Trata-se de uma curta série composta por 6 episódios com cerca de 25 minutos de duração cada.
A série é do tema de aventuras e foi produzido em Inglaterra pela BBC,  tendo sido exibida originalmente no final do ano de 1973.
Tenho algumas recordações da série mas que pela sua curta duração não ficaram muito profundas na memória. Mas recordo de a seguir com interesse.

Linda é uma rapariga británica emigrada com os pais em Marrocos. Encontra uma estatueta de um cavalo em terracota que pensa ser a chave para chegar a um tesouro valioso.

Lista dos 6 episódios:

- The Place of Solomon's Seal
- The Stones of Ain Khalifa
- The House of Columns
- The Legend of the Grail
- The Third Pentangle
- The Seal of Solomon

23/08/2016

Cascais Jazz

 

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O Cascais Jazz - Festival Internacional de Jazz em Cascais tornou-se num dos míticos e emblemáticos festivais de música no nosso país. Teve como organizadores Luis Villas-Boas, fundador no final dos anos 30 do HOT CLUB DE PORTUGAL, o fadista João Braga e Hugo Mendes Lourenço.

A sua primeira edição ocorreu em 20 e 21 de Novembro de 1971, no pavilhão desportivo do Dramático de Cascais e depois no pavilhão dos Salesianos e Parque de Palmela, e repetiu-se anualmente até 1988.

Organizado ainda no tempo (final) da ditadura marcelista, este evento tornou-se em algo de novidade e espaço de liberdade e por isso despontou desde o início um enorme interesse e adesão do público mesmo fora da esfera do jazz. 

Pelo palco deste evento musical passaram grandes nomes do jazz como Miles Davis, o primeiro a tocar, Ornette Coleman, Dizzy Gillespie e Thelonious Monk, Sara Vaughan, B.B. King, Charles Mingus, Sonny Rollins, Toots Thielem entre muitos outros. Logo na primeira edição aconteceram algumas peripécias de índole político envolvendo Charlie Handen, baterista de Ornette Coleman ao dedicar ao público presente, onde estavam Amália, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, entre outros, um tema (Song for Che" aos movimentos de libertação de Angola e da FRELIMO de Moçambique, o que levou à sua detenção no final da actuação e passagem pelos calabouços da PIDE antes de ser entregue à embaixada dos Estados Unidos para ser repatriado. Ou seja, o primeiro festival esteve quase a ser o último. Felizmente a coisa vingou e continuou como uma referência do jazz no nosso país até ao ano de 1988.

O festival Jazz Num Dia de Verão, é considerado herdeiro do Cascais Jazz e teve lugar em 1982 e em 1990 passou a designar-se “Estoril Jazz/Jazz Num Dia de Verão", organizado pela empresa ProJazz de Duarte Mendonça (produtor do Cascais Jazz desde a edição de 1974) e com o apoio da Câmara de Cascais e de entidades governamentais.

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04/08/2016

Poly em Espanha–Série TV

 

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Hoje trago à memória a série de televisão “Poly em Espanha”, de origem francesa. Em Portugal passava na RTP a preto-e-branco no ano de 1974, aos domingos logo a seguir ao Telejornal. "Poly em Espanha” contou com 13 episódios de 26 minutos cada.  Foi exibido originalmente pela ORTF a partir de Março de 1972.

Poly era um inteligente póney que integrava um circo e que percorria vários paises e originando ligações afectivas a várias crianças e a aventuras a condizer.

A criação de Poly deve-se à francesa Anne-José Bénard, mais conhecida por Cécile Aubry (03/08/1928-19/07/2010), autora do livro que serviu de  argumento da conhecida série de animação “Belle e Sebastião”.

Para além do cenário em Espanha, o pónei deu lugar a várias séries, nomeadamente (nos originais franceses): Poly et le mystère du château; Les Vacances de Poly; Poly et le secret des sept étoiles; Poly au Portugal; Au secours Poly, au secours !; Poly et le diamant noir; Poly à Venise; Poly en Espagne; Poly en Tunisie. Originalmente os episódios foram rodados a preto-e-branco e apenas a partir de “Poly em Espanha” – 1972 as séries tiveram produção a cores.

Como se vê, também houve lugar a uma aventura no nosso país, com “Poly em Portugal”  cuja série contou com 7 episódios de 25 minutos cada. Foi exibido originalmente em 1965 pela ORTF. Não tenho memória nem indicação de ter passado na nossa RTP. De mencionar que nesta série a personagem Teresa foi interpretada pela portuguesa Clara d'Ovar.

"Au secours Poly, au secours !" seguiu-se a "Poly em Portugal" e também tinha como cenário a zona do Ribatejo e para além de populares da região como figurantes, contou pela parte dos actores adultos com grandes nomes do cinema e teatro português como António Montez, Canto e Castro, Clara D´Ovar e Rogério Paulo, entre outros. Esta série contou com 13 episódios de 13 minutos cada e foi exibido originalmente pela ORTF a partir de Dezembro de 1966. Também não tenho memória da sua passagem pela RTP. Procurando-se pela net, nomeadamente no Youtube é possível assistir a alguns genéricos das séries deste simpático e inteligente pónei e a alguns episódios.

Para além dás aventuras que deram lugar a séries de televisão, Cécile Daubry escreveu em livro os seguintes títulos de Poly:

Les vacances de Poly, 1964; Poly et le secret des sept étoiles, 1966; Poly et le diamant noir, 1968; Poly à Venise, 1970; Poly et son ami Pippo, 1971; Poly en Espagne, 1972; Poly en Tunisie, 1973; Poly et le mystère de l'oasis, 1974; Poly, la rose et le mendiant, 1976; Poly au Portugal, 1976; Poly au festival pop; Poly superstar, 1980; Poly s'amuse, 1981; Poly à Paris, 1981; Poly au Québec, 1982; Poly fait scandale, 1982; Poly et les motards; Au secours Poly !

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30/07/2016

Sangue na Estrada–Programa da RTP

 

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Entre 1965 e 1974, a RTP, ainda a "preto-e-branco", exibia semanalmente o “Sangue na Estrada” um  programa sobre prevenção e segurança rodoviária , com apresentação de Joaquim Filipe Nogueira, um expert na matéria rodoviária pois para além de jornalista e escritor era dirigente e praticante desportivo como piloto de automóveis vencedor de vários prémios, ainda produtor e locutor de rádio. Ainda na RTP teve outros programas de temática automóvel como o “TV Motor” e o “Ida e Vola”.


O programa para além dos aspectos de prevenção e segurança rodoviária, fazia eco dos acidentes e problemas das nossas estradas, já que na epoca, apesar de Portugal praticamente não ter auto estradas nem vias rápidas, os acidentes e mortes eram o pão nosso de cada dia e o país seguia no topo de acidentes e mortes nas estradas, em parte devido à fraca qualidade destas, sua sinalização e iluminação, mas muito devido a uma fraca educação cívica dos condutores e falta de regras, obrigatoriedade de seguros, bem como a falta de controlo e penalizações por conduta sobre o efeito do álcool.

O apresentador era invariavelmente duro nas críticas e nas imagens, o que era um feito digno de realce num tempo em que o Estado censurava quem pusesse em causa os defeitos do regime e subdesenvolvimento do país.


O programa teve vários horários. Por exemplo, em 1973, já perto do fim, era exibido às quintas-feiras logo a seguir ao Telejornal do fim da tarde.

26/07/2016

Revista GINA



Quem das gerações de 60 e 70 não leu, mesmo que às escondidas, a revista GINA, com o sub-título Histórias Sexy Internacionais? Na realidade, convenhamos, a leitura e as histórias eram o menos interessante da coisa, antes as fotos coloridas e brilhantes, mas esta revista quando entrou no mercado marcou o até então quase inexistente ou clandestino panorama da pornografia em Portugal e aproveitou-se com êxito desse vazio, num momento oportuno, no período pós revolução do 25 de Abril de 1974, em que o povo andava sedento de liberdade mas também de outras coisas mais carnais.

Esta revista, publicada desde Setembro de 1974 até 2005, ao que dizem com um historial de 196 números, foi de imediato um estrondoso êxito e o preço inicial de 25 escudos (fica a dúvida se 25 ou 30) ia sendo alterado ao ritmo da crescente procura, galgando por aí fora até pelo menos aos 600 escudos. As tiragens de largos milhares suplantaram muitas das revistas populares da época.

A revista produzida pela editora Pirâmide, de Mário Gomes e o seu irmão Acácio, tinham na essência conteúdos adquiridos ao já libertino e abundante mercado alemão e traduzidos ou adaptados com textos do próprio Mário, obviamente sem qualquer rigor literário. As capas, de modo a poderem ser expostas no estendal dos quiosques, regra geral eram púdicas, com rostos de mulheres larocas, com ares de virgens inocentes, o oposto das cenas interiores, bem mais ousadas. O papel era brilhante, com tons coloridos e algo resistente a humidades, como convinha.

Como tantos títulos, do fulgor e novidade iniciais, a coisa tornou-se vulgar e mais uma entre muitas outras, ou seja mais do mesmo, pelo que a GINA foi perdendo gás e a estocada final veio com a popularidade e facilidade do acesso grátis à pornografia tanto na TV por cabo como sobretudo na Internet que se começava a generalizar. Nos últimos tempos era vendida a preço de saldo em sacos com outras revistas da editora, tipo pague uma e leve meia-dúzia, mas o destino estava traçado e acabou por terminar.
Hoje, passados quase quatro décadas, a GINA é recordada como um produto emblemático de um tempo pós revolução e que na justa medida ajudou à descoberta da sexualidade mesmo que num registo de pornografia ordinária. É pois neste contexto que a GINA ainda mexe nalguns alfarrabistas e quem compre por pura saudade.

03/06/2016

Suzi Quatro


Está de parabéns neste dia 3 de Junho a cantora Suzi Quatro, nascida em 1950 em Detroit, Michigan - Estados Unidos.
Pelos anos 70 era uma figura com nome, literalmente, e algumas das suas músicas eram então muito populares entre a rapaziada da minha geração. O primeiro single "Rolling Stone", não alcançou grande popularidade mas, paradoxalmente, em Portugal chegou a top de vendas. Já o seu segundo single "Can the Can" de 1973, foi um êxito, chegando a número um em todo Europa e Austrália. Seguiram-se mais alguns sucessos como "48 Crash", e "Daytona Demon " ambos de 1973, "Devil Gate Drive"  de 1974 e "She's in love with you" de 1979, uma das que mais me ficou no ouvido.
Diz-se que teve mais êxito na Europa do que no seu país, de resto a dar razão de que "profetas não fazem milagres na sua terra", o que não é de estranhar já que em 1971 mudou-se para Inglaterra.
Suzi Quatro, um nome interessante que sem dúvida faz parte das personagens e memórias musicais da década de 70.

02/06/2016

Oliva - Postais de trajes típicos - Laura Costa



A empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª, fundada em 1925, com sede em S. João da Madeira, entre diversos artigos metalúrgicos, alfaias e ferramentas, tornou-se conhecida sobretudo devido às máquinas de costura com a marca OLIVA que rivalizava com a não menos popular marca SINGER.
Pelo final dos anos 70, com o patrocínio da OLIVA, então ainda muito popular, foi editada uma colecção de postais com a temática de trajes típicos portugueses femininos.

São 16 postais, com as dimensões de 15 x 10,50 cm com ilustrações de Laura Costa  (Vitória, Porto, 1910-Porto, 1992), de quem já temos falado. De resto esta artista portuense em muitas das suas ilustrações, sobretudo dos anos 40 e 50, caracterizava com frequência o tipicalismo dos trajes portugueses.
Esta série de postais, objecto de interesse de muitos coleccionadores, retrata as seguintes regiões portuguesas, insulares e ultramarinas: Açores, África, Algarve, Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Estremadura, Índia, Macau, Madeira, Minho, Ribatejo e Trás-os-Montes e Alto Douro.

















Sobre a OLIVA:

Oliva. O império do ferro

Em 1925, António José Pinto de Oliveira fundou a empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª dedicando-se a criar um verdadeiro Império do Ferro que produziu os mais diversos produtos metalúrgicos, nomeadamente, alfaias agrícolas, forjas portáteis, equipamento para a indústria da chapelaria, máquinas de costura, tubos para canalizações, fogões em ferro fundido, ferros de engomar, autoclismos, prensas para bagaço, máquinas para padarias, radiadores e salamandras, equipamento para lavandarias industriais, tornos de bancada, banheiras e lavatórios colectivos, motores de explosão de pequena cilindrada, entre muitos outros.

Homem de grande visão estratégia, António José Pinto de Oliveira irá apostar na sólida formação dos seus quadros, numa política de bons salários acompanhada de interessantes estratégias de utilização eficiente da mão-de-obra e na racionalização do espaço da fábrica, quer do ponto de vista arquitectónico, quer do ponto de vista do layout das secções.

A empresa tornou-se verdadeiramente conhecida, em Portugal e no estrangeiro, através da máquina de costura OLIVA e de um arrojado plano de comercialização através do qual foram criados centenas de pontos de venda no País e nas ex-colónias portuguesas, todos eles devidamente sinalizados com grandes e luminosos reclamos publicitários da marca.

Paralelamente foi desenhado um plano de propaganda, objectivamente dirigido ao segmento de mercado das máquinas de costura, o feminino, que instituiu em todos os agentes a realização de cursos de corte, costura e bordados. Os cursos terminavam com uma festa de encerramento durante a qual eram entregues os diplomas às alunas finalistas e era realizada uma exposição dos trabalhos.

Simultaneamente, a empresa promove o concurso de “Vestidos de Chita” e o célebre concurso anual para eleição da “Miss Oliva”.
Complementarmente é implementada uma grande campanha de propaganda, que vai da imprensa à rádio e mais tarde à televisão, fazendo ocupar a comunicação social com anúncios publicitários de grande qualidade gráfica.
Em todas as cidades do País encontravam-se cartazes afixados nas paredes.
São também criadas duas marchas, gravadas em disco, que eram oferecidas aos compradores das máquinas de costura e a empresa realiza publicidade cinematográfica nos filmes “A costureirinha da Sé” e “Sonhar é fácil”.
Outra preocupação foi a de garantir a presença da empresa nas principais feiras e exposições industriais realizadas a nível nacional e internacional.

A Fábrica Oliva é um ícone incontornável na história industrial portuguesa, e assumiu durante largo período uma acção preponderante na afirmação e desenvolvimento sócio-económico de S. João da Madeira.

22/05/2016

Passo em Frente–Livro de leitura–Ensino Primário

 

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Hoje trago à memória o “Passo em Frente”, livro de leitura para a 2ª fase do 2º ano do ensino primário, de autoria de Maria Luisa, com capa e (creio) ilustrações de Fernando Garcia.

Data da segunda metade dos anos 70, tendo sido autorizado oficialmente por despacho ministerial de 4 de Junho de 1975.

É uma edição da Livraria Popular de Francisco Franco – Lisboa, com execução gráfica de Peres – Artes Gráficas, L.da.  Tem um custo de capa de 30$00. Tem um formato de 150 x 220 mm e 144 páginas com ilustrações a cores. Tem belos textos de muitos autores portugueses como João de Deus, Matilde Rosa Araújo, Hernani Cidade, José Régio, Virgílio Couto,Raúl Brandão, Maria Cecília Correia, Miguel Torga, Alves Redol, etç.

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