Hoje quero trazer à memória uma das mais populares duplas da canção internacional dos anos 80 e 90, precisamente Al Bano e Romina Power. Ele italiano, nascido Albano Carrisi, em 1943 e ela, uma bela norte-americana, nascida em 1951, filha do conhecido actor Tyrone Power.
Conheceram-se durante a rodagem do filme "Nel Sole", em 1967 e casaram um Julho de 1970.
O primeiro álbum conjunto da dupla, "Dialogo" surgiu em 1975, depois de alguns trabalhos ligados ao cinema e de Romina como solista depois de interromper a sua carreira de actriz.
A popularidade deste duo pode dizer-se que começou em 1976 pela sua participação no Euro Festival da Canção (ano em que Portugal foi representado por Carlos do Carmo, com "Flor de verde pinho"), em representação de Itália, com o tema "E Fu Subito Amore", que obteve um excelente sétimo lugar. No ano seguinte, em 1976, um novo impulso na popularidade do casal, com a participação no prestigiado festival de S. Remo, conseguindo o segundo lugar com o tema "Felicita", que veio a tornar-se numa das suas músicas mais emblemáticas e que em pouco tempo vendeu milhões de cópias em toda a Europa.
Em 1984 voltaram a S. Remo para vencerem com a música "Ci Sara", outra das mais conhecidas da sua discografia.
Durante os anos 80 o casal de cantores continuou a sua saga de êxitos e popularidade, com a edição de diversos álbuns.
A sua participação no S. Remo voltou a acontecer em 1991, com o tema "Oggi Sposi", no ano em que comemoraram bodas-de-prata (25 anos) de carreira e de novo em 1996, interpretando "È La Mia Vita".
O drama bateu à porta do casal, em 1997, com o desaparecimento da filha Ylenia, que, ao que se sabe, não mais voltou a aparecer, apesar da mãe continuar a alimentar a esperança de que ainda continue viva.
Como não há bela sem senão, este famoso casal, unido pelo amor e pela música, talvez pelo cansaço de uma longa carreira e pelo drama do desaparecimento da filha, acabaram por se separar em 1999.
Romina Power mudou-se em 2008 para os Estados Unidos, exercendo uma vida de artista, sobretudo como escritora e pintora (veja o seu sítio), enquanto que Al Bano se ficou pela sua Itália, novamente como Albano Carrisi (visite o seu sítio), continuando uma carreira a solo e como homem de negócios explorando a sua propriedade vinícola e o seu hotel.
Curiosamente, visitando os sítios destas duas figuras, é impressionante a forma como ambos quase omitem a forte interligação de mais de 30 anos, quer como casal quer como artistas, como se toda essa fantástica carreira fosse para esquecer. Aliás, o sítio de Romina acompanha-nos com uma sombria e pesarosa música de fundo, emprestando um ambiente mais de tristeza do que contemplação. É pena que seja assim, mas as coisas são como são e nem sempre o presente se serve das boas heranças do passado.
Al Bano e Romina Power formaram assim, durante mais de 30 anos, um casal unido pela música, sempre com a popularidade em alta, deixando um legado de belas canções, num estilo pop-ligeiro, mas sempre com o romantismo presente, bem à maneira italiana.
Muitas das suas obras ficaram para sempre na nossa memória musical.
Pessoalmente dava comigo muitas vezes a cantarolar os seus principais êxitos, como "Felicitá", "Vivirlo otra vez" e "Ci Sara", tentando imitar a característica voz aguda do Al Bano.
Quem não se recorda das muitas músicas deste casal musical?
Vivirlo otra vez
Sharazan
Sempre sempre
Santa Maria
Gli Innamorati
Domani domani
Fragile
Impossibili
Angeli
Abbandonati
Grazie
("Felicitá", apresentada em S.Remo, em 1976).
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