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20/08/2009

OGAN o Viking


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OGAN é um herói do mundo da Banda Desenhada. O seu contexto histórico situa-se no reino de Hordaland, na actual Noruega, algures nos anos 800 da nossa era.
OGAN é um príncipe Viking que na maioria das suas aventuras luta contra o vilão rei Erik e seus lacaios. Percorrendo os mares do norte no típico barco viking, habitualmente chefia um grupo de valentes guerreiros escandinavos, nomeadamente o seu possante e fiel amigo Kiron, que também foi seu tutor, e o carismático Poulet. Outras figuras mais ou menos habituais, a bela Gunilda, a apaixonada de OGAN e Augustin, um eremita a quem o príncipe escandinavo deve a sua orientação espiritual.
Conheci o OGAN pelas edições portuguesas das revistas "O Falcão" e "Tigre", nos anos 70. Sendo publicado essencialmente em edições chamadas de pequeno formato, as suas histórias são relativamente pouco extensas, mas estão repletas de vivacidade, acção e aventura.

Na vertente técnica, sabe-se que OGAN foi desenhado por vários artistas, essencialmente espanhóis, como César Lopez, este o mais representativo e o que lhe dá a personalidade base, e ainda Jaime Brocal Remohi, Adolfo Buyalla, Jaime Juez, Auraleon e Francisco Puerta. Por conseguinte, verifica-se assim uma paleta de estilos diferenciados mas interessante e que conseguem manter a dinâmica e personalidade de OGAN e das suas aventuras.

As principais edições europeias são de origem francesa onde OGAN surgiu pela primeira vez nos anos 60, com destaque para as Editions Imperia.

Gosto da banda desenhada de OGAN, pela qualidade e estilo característico do desenho, onde predomina a subtiliza de um traço elegante, repleto de contrastes, sobretudo da mão de César Lopez. Apesar de relativamente pouco extensas, as histórias estão repletas de vivacidade, acção e aventura, quase sempre inspiradoras para as nossas brincadeiras de criança, povoadas de lutas, batalhas e guerreiros.

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Na página abaixo, OGAN rodeado à esquerda por Poulet e à direita pelo fiel amigo Kiron.
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22/07/2009

A Família do Robinson Suiço - R. Wyss

 

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Acabei de reler o livro "A família do Robinson Suiço", de Johann Rudolf Wyss.
Trata-se de uma popular narrativa das aventuras de uma família suiça, com algumas semelhanças com Robinson Crusoé, de Daniel Defoe (de onde parece ter sido inspirada), e de "Dois anos de férias", de Júlio Verne.

Breve sinopse:

A família Robinson é formada pelo Sr. Starck, sua esposa Isabel e seus quatro filhos: Frederico, Ernesto, Rudly e Fritz, o mais novo.


Um dia, perante a notícia de que herdaram uma fazenda nos Estados Unidos, decidem emigrar para essa terra de esperança e oportunidades, fazendo a viagem a bordo de um navio de colonos. Todavia, já não muito longe do destino, a embarcação é apanhada no meio de uma feroz tempestade arrastando-a ao longo de vários dias para sudoeste. Os mastros quebraram e o navio a meter água ficou praticamente destruído, sendo abandonado à pressa pela tripulação, já com terra à vista.

Todavia, por um terrível esquecimento e pela precipitação dos tripulantes, a família Robinson foi esquecida e deixada para trás, entregue à fúria da tempestade e às mãos do destino. Este acabou por bafejar de sorte a Starck e à sua pobre família, que com coragem, tenacidade e fé em Deus, lá conseguiram arranjar meio de também eles chegarem a terra sãos e salvos, conseguindo ainda resgatar uma parte substancial do recheio do navio (alimentos, roupas, ferramentas, armas, madeiras, etc) que em muito os ajudaria a vencer a sua futura situação.


A história prossegue com todo um conjunto de situações quotidianas desde o reconhecimento e adaptação ao local onde aportaram até ao estabelecimento de uma nova vida, uma nova realidade, num meio desconhecido. Todas as situações dali decorrentes assentam nos valores da união familiar, sua inteligência e tenacidade. Só com estes atributos foi possível que a família encontrasse forças e formas de viver e subsistir.

 

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Esta situação de isolamento durou dez anos. Um dia é avistado ao longe um navio. Este foi alertado por dois tiros de um canhão montado na ilha a pensar numa ocasião semelhante. Apesar disso, inicalmente os Robinsons agiram com cautela no reconhecimento da tripulação, pois, prudentemente, suspeitaraim que poderiam ser piratas. Uma vez confirmada a identidade do pavilhão do navio e seus tripulantes, deu-se o encontro.

O capitão do Unicorne, Littleton, contou então que fora desviado da sua habitual rota entre Sidney e New Holland e que ali aportara para se reabastecer de água e lenha.
Perante este quase milagroso aparecimento de um navio, colocou-se o dilema do regresso ou da permanência. De facto, a família já acostumada ao seu modo de viver e à riqueza natural daquele local de acolhimento, ficou na dúvida. A esposa de Starck preferia ficar e este também já estava habituado àquele local. Para além do mais, tinham decorrido mais de dez longos anos e ambos estavam mais velhos, já sem o fulgor para reiniciar uma nova vida noutro local. Decidiram, pois, manter-se. Todavia, fizeram ver aos filhos as vantagens do regresso à civilização. Eram ainda jovens e estava em causa o seu futuro. Depois de tudo ponderado, Rudly e Ernesto optaram por permanecer com os pais. Frederico e Fritz acabaram por entender que seria melhor regressarem à Europa.

No Unicorne viajava uma família inglesa que rumava a New Holland para procurar um local tranquilo longe do rebuliço de Inglaterra. O Sr. Wolston viajava com a esposa e duas filhas. Depois de constatarem as excelentes condições do local e as maravilhosas qualidades daquela terra generosa, a que compararam a um paraíso, bafejado por Deus, tomaram a decisão de também ali ficaram com os Robinsons, que prontamente aceitaram partilhar aquela terra. Uma das filhas de Wolston também decidiu ficar com os pais enquanto que a irmã decidiu continuar a viagem até New Holland.


Antes da partida, Starck Robinson escreve a narrativa daquela aventura para que Frederico a publique na Europa. Pretendia com isso transmitir os valores que pautaram aquela família e os esforços conjuntos na adpatação e nas dificuldades do dia-a-dia: Paciência, coragem e perseverança. Destacava ainda coisas que considerava importantes e fundamentais: Primeiro, uma inteira confiança em Deus; de seguida uma constante força de vontade que fazia avançar perante as dificuldades surgidas e finalmente, o melhor aproveitamento da inteligência, da força e da habilidade que a Natureza lhes concedera.

Este é o resumo breve de um livro que se lê com gosto. É uma escrita objectiva, sem os grandes pormenores narrativos de Júlio Verne, por exemplo, mas mesmo assim traduz-se numa excelente aventura, principalmente numa perspectiva de leitor adolescente, como aconteceu quando li a história já há uns anos.

Depois, numa época em que os valores morais são já considerados bibelots conservadores e ultrapassados, os valores emergentes desta aventura realçam precisamente a importãncia dos mesmos como componente fundamental de uma verdadeira vivência filial e fraterna.

Neste sentido, apesar de ser uma aventura quase ligeira e até com um certo ar de déjá vu em versão familiar, tendo em conta a versão do solitário Robinson Crusoé, não deixa de transmitir uma importante lição que continua fazer sentido, talvez redobrado, nos dias que correm.

Soube bem reler A Família do Robinson Crusoé.

 

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22/06/2009

Omer Pacha – Tenente Latas

 

Hoje trago à memória outra interessante série de televisão, que na altura em que foi exibida na RTP, foi seguida com entusiasmo pelo seu ritmo de aventura.
Trata-se de OMER PACHA, uma série com 13 episódios de cerca de 30 minutos cada, produzida em 1971 pela ZDF-Alemanha, que na RTP passou em 1973, aos sábados, por volta das 22:00 horas.

A série teve realização do francês Christian-Jaque sobre um argumento de Thor Rainer e Peter Kostic.

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A série narra as aventuras de um tenente do exército austro-húngaro, Michael Latas, que depois de ter participado num duelo de morte, proíbido, cai em desgraça e vê-se obrigado a fugir, descendo a zona ao longo do Danúbio até entrar em terras otomanas. Ali, depois de muitas aventuras, converte-se ao islão, adoptando o nome de Omer. Rapidamente consegue integrar-se na sociedade local e pela sua inteligência e tácticas notáveis, depressa prossegue a carreira militar, prestando bons serviços à Turquia otomana, pelo que obtém a alta distinção e o título de paxá.


Seguindo algumas, escassas informações, esta série baseia-se numa figura (Omer Pascha) e factos reais ligados à sua vida.
A série era particularmente interessante porque aliava a aventura às clássicas lutas de espada num ambiente tão característico como o do império otomano e de toda a região envolvente, incluindo os Balcãs, nomeadamente na Croácia.

O Tenente Latas foi interpretado pelo actor esloveno, Miha Baloh.

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- Aquele que será o verdadeiro Omer Pascha

Casting:
Miha Baloh (Tenente Michael Latas)
Franz Stoss (Radakovics Coronel)
Jutta Heinz (Radakovics Elisa)
Götz von Lang casas (Graf Banovich Merten-Hill)
Michl Bernhard (Smiljan)
Erich Padalewsky (Stanko)
Helmut Janatsch (Malik Efendi )
Klaus Homschak (Hassan),
Otto Ambros (Jukcic)
Frank Dietrich (Fazil Ahmed)

 

*****SN*****

11/06/2009

O salva-vidas voador - Bailey´s Bird

 

"O salva-vidas voador", no original "Bailey´s Bird", é uma série de TV, produzida em 1977 e exibida em 1979, na Austrália, composta por 26 episódios de cerca de 30 minutos, cada, dirigidos por Igor Auzins, Michael Jenkins e Peter Maxwell.
A série em Portugal foi exibida pela RTP logo no início dos anos 80.
"O salva-vidas voador" conta-nos a história do Comandante Bailey, dono de uma "companhia" de aviação, que na realidade tem apenas um único aparelho, que nem sequer é propriamente um avião, mas um velho hidrovião, já com 30 anos de idade.
A acção passa-se nas Ilhas Sabai e Malásia e para além de Bailey, o comandante, o grupo integra um rapaz, Nick, filho deste, um seu amigo nativo, e ainda outras figuras, a maioria crianças locais já que a série destina-se a um público juvenil.
Os episódios centram-se em aventuras à volta da temática do transporte de mercadorias, combate aos piratas e aos caçadores de caça ao tigre. Para além de tudo, os próprios jovens metiam-se frequentemente em "alhadas" que Bailey tinha que resolver. Pelo meio, as dificuldades próprias de um jovem (Nick) dividido entre o chamamento  de duas civilizações, a nativa e a continental.

Pessoalmente, recodo-me de não seguir a série na sua totalidade, como fiz relativamente a outras nos anos 70, mas mesmo assim assisti a vários episódios e as aventuras eram sempre agradáveis de seguir. Adorava ver aquele velho hidrovião, sempre com dificuldades a descolar mas, finalmente, lá se erguia rumo a mais uma missão.

Tendo sido uma série de sucesso em Portugal, é surpreendente a pouca informação disponível sobre esta produção australiana. Valeram-me a minha memória, nem sempre falível, e algumas velhas revistas.

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Casting:

    Hu Pryce     ........     Commandant Bailey
    Mark Lee    .........     Nick
    Holger Hagen    ....     Carl Mueller
    Noor Azizan    ......     Dr. Susalim
    Cletus Ng    .........     Chin Ho
    Shahar Khaalid    ..     Ahmad

 

*****SN*****

17/03/2009

Sandokan - O tigre da Malásia

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Uma série de televisão que hoje trago à memória é "Sandokan - O tigre da Malásia".
Trata-se de uma série  de 6 episódios de 60 minutos cada, co-produzida pela televisão italiana, RAI em parceria com a ORTF e Bavaria Film, em 1976, baseada no livro de Emílio Salgari e com realização de Sergio Sollima. Entre nós a série foi exibida a preto-e-branco na RTP. O primeiro episódio foi para o ar numa sexta-feira, 19 de Novembro pelas 22:00 horas.

Principais intérpretes e personagens:
Kabir Bedi --- Sandokan
Philippe Leroy --- Yanez De Gomera
Carol André --- Marianne
Hans Caninenberg --- Lord Guillonk
Adolfo Celi --- Lord Brooks
Andrea Giordana --- Sir William Fitzgerald
Renzo Giovampietro --- Dr. Kirby
Milla Sannoner --- Lucy

O intérprete principal, Kabir Bedi,  era de origem indiana e foi convidado pela RAI para o papel do herói.
A série foi rodada nos locais originais descritos pelo Emílio Salgari, ou seja na região da Malásia e Bornéu, na altura dominada pelo Império Británico e pelos interesses comerciais da Companhia das Índias.
Sandokan, o Tigre da Malásia, é de origem real, mas, por vingança de quem lhe assassinou a família, privando-o do seu reino, transforma-se num pirata aventureiro, temido pelos navios ingleses e holandeses.
Sandokan tinha uma amigo inseparável, pelos vistos português, chamado Ianes, também de origem nobre mas um aventureiro nato.
Com o desenrolar da história, Sandokan conhece e apaixona-se por Marianne, a bela orfá, que vive com o seu tio, Lord James Guillonk, em Labouan.
A série é dominada pela intriga, aventura e acção. Sandokan chega a casar com Marianne, mas o final termina em tragédia, pois Marianne morre atingida por uma bala numa das lutas finais do grupo de Sandokan com os soldados.

A série teve um assinalável êxito, tanto em Portugal como em toda a Europa. O tema de abertura da série tornou-se inesquecível e ainda hoje é recordado facilmente por quem na altura assitiu à série.
Para além do êxito da TV, entre nós foi editada uma caderneta com 300 cromos, com fotogramas da série, que assim ajudou a perdurar as memórias à volta do heróis de olhos pretos. Como não podia deixar de ser, essa caderneta faz parte da minha colecção.

Quando a série foi exibida, eu era pouco mais do que uma criança, pelo que as aventuras do Tigre da Malásia serviram de inspiração a muitas das nossas brincadeiras.

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18/12/2008

O Cavaleiro Andante - Banda Desenhada

 

No panorama das edições de banda desenhada em Portugal, a revista "O Cavaleiro Andante" é uma das que merece uma justa referência: Propriedade da Empresa Nacional de Publicidade, e tendo como director Adolfo Simões Muller, esta revista semanal fez e certamente continua a fazer parte do imaginário de muitos portugueses.
É verdade que quando eu nasci já a revista tinha terminado (foi publicada entre 5 de Janeiro de 1952 a 25 de Agosto de 1962) mas mesmo assim, quando era criança, era com facilidade e frequência que acedia a estas revistas, prinicipalmente resultantes de empréstimos e trocas com outro colegas. Foi por ela que aprendi a gostar de banda desenhada e de muitos dos heróis publicados.


Numa época em que a indústria gráfica apresentava poucos recursos tecnológicos, a revista O Cavaleiro Andante primava pela qualidade e quantidade de cor nas suas páginas. Por conseguinte, as diversas aventuras publicadas semana após semana, quase sempre com episódios a continuar, eram absorvidos com paixão e entusiasmo pela juventude.


Hoje, para além de fazer esta referência nostálgica à revista de O Cavaleiro Andante, a pretexto da época de Natal, aproveito para publicar algumas capas da revista com referência a esta época festiva, que comemora o nascimento de Jesus.
Recorde-se que para além da revista básica, semanal, eram publicados periodicamente alguns números especiais, nomeadamente dedicados ao Natal, quase sempre contendo histórias completas. A revista também publicava diversos suplementos, como o BIP-BIP e o Pagem.

Entre as minhas colecções de banda desenhada, da revista O Cavaleiro Andante conseguir guardar cerca de duas centenas de números, alguns dos quais a seguir publico, referentes ao Natal.

Foi bom recordar.

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- Número especial do Natal de 1953

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- Número especial do Natal de 1954

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- Número especial do Natal de 1955

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- Nº 469 de 24/12/1960

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- Capa histórica do Nº 1 da revista de O Cavaleiro Andante

01/11/2008

A Flecha Negra - La Freccia Nera

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Depois de no último artigo falarmos de uma fantástica série de televisão, As Aventuras de Robin Hood, que faz parte das minhas imensas recordações, memórias e nostalgias dos tempos de criança, aproveito a mesma onda para trazer à memória outra inesquecível série de TV, sensivelmente da mesma época, chamada de A Flecha Negra, no original, La Freccia Nera.

Tal como o título original revela, a série foi uma produção italiana, da RAI, com realização do conhecido Anton Giulio Majano, entre 1968 e 1969. A série constava de sete episódios, a preto-e-branco, com cerca de 60 minutos cada. Na RTP passou pouco tempo depois. Não consigo recordar o dia da sua exibição, mas creio que aos domingos.
La Freccia Nera, no inglês The Black Arrow, é uma adaptação do popular romance de  Robert Louis Stevenson, o mesmo autor de A Ilha do Tesouro, e tem sido argumento de vários versões para cinema e televisão.
A história de A Flecha Negra passa-se no séc. XV, na Inglaterra, por altura da famosa Guerra das Duas Rosas, entre duas grandes facções com pretensões dinásticas, protagonizadas pelas casas de York (rosa vermelha) e Lancaster (rosa branca).

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Em traços gerais, a história deriva à volta da epopeia de Richard (Dick) Shelton e a bela e rebelde Joan Sedley. Esta, para fugir a um casamento indesejado, com Dick Shelton, que não conhece, corta o cabelo, difarça-se com roupas e maneiras de rapaz e foge do castelo. Todavia, a história vai dar algumas voltas e Joan acaba por se envolver com o próprio jovem Dick, que desconhece a verdadeira identidade do falso rapaz, que se dá a conhecer pelo nome de John. Dick acaba por ajudar a fuga da Joan e ambos juntam-se ao bando do Flecha Negra, ambos combatendo as maldades do mauzão Sir Daniel Barcley.

Joan aos poucos vai conhecendo Dick, nas suas verdadeiras intenções e nobreza de carácter e assim acaba por se apaixonar por ele. Só quase no final da história é que revela a sua identidade, perante a surpresa de Dick Shelton e, claro, acabam por se casar.
Para além desta trama principal, toda a envolvência da história é repleta de situações típicas do séc. XV, tal como em Robin Hood, com lutas, batalhas, perseguições, traições, passagens secretas, castelos, lutas de espada, etç.

Principais personagens e intérpretes:
Dick Shelton - Aldo Reggiani
Joan Sedley - Loretta Goggi
Sir Oliver - Tino Bianchi
Duke of Gloucester - Adalberto Maria Merli
Sir Daniel Barcley - Arnoldo Foà
Randolph - Egisto Marcucci
Tal como Robin Hood, esta séria foi particularmente inspirativa para as nossas brincadeiras e aventuras de capa e espada. Para além do mais, a bela Joan deve ter sido das nossas primeiras paixões assolapadas. Logo depois a paixão mudou-se para a bela Marion des Neiges, na série Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats).
É, pois, com imensa nostalgia, que trago à memória esta fantástica e inesquecível série de TV, que convosco, crianças e jovens dessa época, pretendo partilhar.


- Um dos bons momentos da série, com a sua famosa música, que se tornou inesquecível nas nossas memórias.

La Freccia Nera (fonte: URL)
La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.


Sibila il vento la notte si appresta
e la cupa foresta minacciosa si fa.
Il passo trema se senti un fruscio,
forse è il segno d'addio che la vita ti dà. 


Lascia la spada se il cuor non ti regge,
perché questa è la spada
che da noi fuorilegge e ti porterà.

La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.

La freccia nera fischiando si scaglia,
è la sporca canaglia che il saluto ti dà.
Vieni fratello è questa la gente,
che val meno di niente, perché niente non ha.


Ma se il destino rovescia il suo gioco,
nascerà nel mattino una freccia di fuoco
e la libertà.

La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.

La freccia nera fischiando si scaglia,
è la sporca canaglia che il saluto ti dà.
Vieni fratello è questa la gente,
che val meno di niente, perché niente non ha.

31/10/2008

As aventuras de Robin Hood

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Uma das séries de TV que mais recordações me deixou, enquanto criança, foi sem dúvida As Aventuras de Robin Hood, no original The Adventures of Robin Hood, entre nós conhecido como Robin dos Bosques.

A série é de origem inglesa, produzida nos anos 50 pela ITV. Desenrolou-se ao longo de quatro temporadas, com um total de 143 episódios.
Na ITV foi para o ar entre 1955 e 1960 e quase em simultâneo na CBS americana entre 1955 e 1959.

Na RTP, passou a preto-e-branco, no final dos anos 60. Recordo-me que durante muito tempo era exibida aos domingos, por volta das 13:30 horas. Este horário era complicado para mim e para os meus colegas, pois o seu final (cada episódio demorava cerca de 25/30 minutos) coincidia sensivelmente com o início da aula de catequese. Por isso, não raras vezes, chegávamos ligeiramente atrasados mesmo depois de uma valente corrida (a igreja ficava distanciada de casa cerca de 1Km). Escusado será dizer que esta série era motivo de inspiração para muitas das nossas brincadeiras.

O papel principal, de Robin Hood, era protagonizado pelo actor Richard Green. Alguns dos personagens principais, como Lady Marian, João Pequeno e Will Scarlet foram, ao longo das quatro temporadas, interpretados por diferentes actores.
A trama dos episódios decorria dentro da história e lenda atribuída a Robin Hood, ou Robin dos Bosques, suficientemente conhecida de todos já que é um dos heróis mais conhecidos e popularizados, tanto na televisão como no cinema, na literatura e banda desenhada.

No entanto, relembra-se que a história decorre na Inglaterra, na Idade Média, ao tempo do reinado do Rei Ricardo. Este encontra-se ausente em combate nas Cruzadas, pelo que em seu lugar fica a reinar o Príncipe João. Este governa com impiedosa mão-de-ferro, tendo em conta apenas o seu interesse e dos seus correligionários, nomeadamente o Sheriff of Nottingham, com quem Robin luta constantemente, impondo ao povo elevados impostos.

Para combater esta injustiça e crueldade do substituto do rei e do Sheriff de Nottingham , Robin Hood lidera um famoso bando de foras-da-lei, escondidos na impenetrável floresta de Sherwodd, roubando aos ricos, quase sempre ao rei e seus comparsas, para distribuir pelos pobres e desfavorecidos.

Robin Hood conta com grandes companheiros de luta, tal como o forte João Pequeno, o glutão Frei Tuck, Will Scarlet, entre outros. Depois, em cada episódio, o namoro e romance de Robin Hood com a bela Lady Marian é tónica presente e quase sempre motivo de encrencas para Robin e seu bando.
Cada episódio está recheado de perseguições a cavalo, lutas entre Saxões e Normandos, lutas com escudo e espada, torneios com arco e flechas, visitas ao castelo, e todo um conjunto de situações características desse tempo da Idade Média.

Soube bem recordar esta série de televisão.

Consulte no link abaixo um excelente sítio sobre esta série, de onde extraímos algumas fotos:

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