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05/01/2012

Cavaleiro Andante – 60 anos

 

Passam hoje 60 anos (5 de Janeiro de 1952) sobre a publicação do primeiro número da revista de banda desenhada “Cavaleiro Andante”.

Uma vez mais fica aqui a nossa evocação dessa fantástica revista que enriqueceu o mundo infanto-juvenil de muitos e muitos portugueses, com milhares de aventuras nos diversos géneros e abarcando os diversos tempos da História.

 

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- Tópicos mais ou menos relacionados:

“O Pajem” e “Andorinha”
O Mosquito

26/09/2011

Tex Willer - Sérgio Bonelli – O adeus

 

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A Banda Desenhada é aqui frequentemente uma das fontes das nossas memórias nostálgicas. São muitos os heróis que moldaram a nossa forma de ver e viver o mundo infanto-juvenil, sobretudo nas brincadeiras, e quase sempre essa paixão e  fascínio acompanha-nos já em adultos.


Um desses heróis, embora ainda não tendo tido aqui o destaque que merece, é o Tex Willer, ou simplesmente Tex. O seu universo é o do far-west ou western americano, o mundo dos índios e cowboys, mas a sua origem é italiana. Tex foi criado em 1948 pela dupla Giovanni Luigi Bonelli, argumentos, e Aurelio Gallepini, desenho. Ao longo de mais de cinquenta anos, o herói foi ganhando consistência tornando-se num caso de longevidade e sucesso, tanto na Itália como no Brasil e mesmo em Portugal onde tem alguns dos melhores coleccionadores e fás mundiais.

Por tudo isso, o Tex, no seu papel de "Ranger do Texas", e suas aventuras, quase sempre vividas pelos seus amigos "pards", Kit Karson e o índio Jack Tigre, faz parte das minhas memórias do passado mas igualmente do presente. Não surpreende assim que, mesmo não sendo coleccionador, eu tenha centenas de revistas nas suas diferentes edições e sempre que surge a oportunidade, acrescento mais uns números.

Certamente que voltaremos a este herói em particular, mas para já, e daqui a evocação, faleceu hoje o Sérgio Bonelli, filho do criador do herói e continuador da sua obra. Foi em Milão onde estava hospitalizado. Tinha 79 anos.


Sobre o assunto, nada melhor que visitar um dos excelentes espaços ( Tex Willer Blog) sobre tudo o que se relaciona com Tex e a editora Bonelli.

15/07/2011

“O Pajem” e “Andorinha”

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A revista de Banda Desenhada "Cavaleiro Andante", sobre a qual já aqui falámos, tinha uma particularidade interessante que eram os suplementos, sobretudo "O Pajem", numa determinada fase com características de paginação que permitiam a sua separação e numa outra fase integrado na própria revista, isto é, sem numeração própria e sem paginação que lhe conferissem autonomia. 

Do mesmo modo, também existia o suplemento "Andorinha", dedicado às meninas, embora este tivesse curta duração enquanto suplemento destacável, continuando depois como parte integrada da revista e a sua publicação era alternada com a do "O Pajem", ou seja, cada um dos suplementos era quinzenal.
Fica a memória embora para os mais velhos.

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17/02/2011

Fantasma – O Espírito que caminha

 

Completam-se hoje 75 anos (17 de Fevereiro de 1936) que o herói de Banda Desenhada, conhecido e popularizado entre nós como “O Fantasma”, apareceu pela primeira vez,  com publicação, em tiras, no jornal “New Yorker American Journal”, o que passou a fazer-se diariamente.

Em Portugal o herói deu à costa editorial em 1952, quase duas décadas depois, publicado na clássica revista de Banda Desenhada “Condor”. Seria, no entanto, popularizado sobretudo na revista “Mundo de Aventuras”, onde era presença mais ou menos assídua, quase sempre com belas capas do artista Carlos Alberto Silva. Apesar disso, o Fantasma e as suas aventuras encheram páginas de outras conhecidas publicações portuguesas, como o “Jornal do Cuto”, “Audácia”, Heróis Inesquecíveis” e outras mais.

Pessoalmente, temos vários números de várias colecções.

O Fantasma terá sido uma espécie de advento e percursor dos super-heróis “de pijama e collants”, já que a sua característica indumentária foi uma espécie de matriz para futuros heróis, sobretudo do universo da Marvel, realçando o aspecto físico e os movimentos na acção.

O Fantasma, conhecido como “o espírito que caminha” e “o homem que nunca morre”, tinha o palco da sua acção e aventuras numa selva africana, mais ou menos imaginária, chamada de Bengala, e tinha o seu refúgio numa caverna com a entrada em forma de caveira, de resto também a marca do seu famoso anel com que marcava o rosto dos bandidos e fora-da-lei que combatia numa luta interminável, quase sempre ao lado da sua bela namorada Diana Palmer (com a qual chegou a casar), o seu cavalo “Herói”, o seu cão “Diabo” e outros mais.

O Fantasma nasceu da inspiração de Lee Falk, “pai” do não menos famoso mágico do mundo da  Banda Desenhada, “Mandrake” e o desenhador  Sy Barry, que deu continuidade ao trabalho anterior de Ray Moore e Wilson McCoy, terá sido, quanto a nós, o que lhe imprimiu o seu traço mais característico. Na actualidade, rezam as crónicas que o trabalho criativo das tiras diárias do herói está a cargo de Paul Ryan.

O Fantasma é assim muito justamente, um dos muitos heróis fantásticos que povoaram o nosso imaginário de crianças e apesar da provecta idade, que afinal não faz mossa para quem se diz ser “imortal”, continua a sua infindável missão de combater os maus e estar ao serviço dos fracos e oprimidos, mesmo que continue a sua aura de mistério ou não fosse conhecido por Fantasma.

Faz falta um herói destes na selva da nossa sociedade portuguesa e não faltariam criminosos a precisar de ser marcados.

Do nosso espólio, ficam algumas das capas consagradas ao Fantasma.

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- Excelente sítio que nos fala do “Fantasma”


16/01/2011

O Mosquito

 

No dia 14 de Janeiro de 2010, portanto na última sexta-feira, passaram 75 anos sobre a publicação do 1º número de O MOSQUITO, jornal de banda desenhada fundado  por António Cardoso Lopes e Raúl Correia, dirigido ao público infanto-juvenil. A publicação depressa se tornou um caso sério de popularidade e para isso em muito contribuiu o baixo preço praticado (50 centavos), comparativamente a publicações semelhantes existentes à época (Mickey - 1$50, Senhor Doutor - 1$50, Tic-Tac - 1$00 e O Papagaio - 1$00).

Arrancou assim em 14 de Janeiro de 1936, com uma tiragem de 5000 exemplares. O jornal, com o slogan “O semanário da rapaziada”, era distribuído pelo Diário de Notícias o que também explica a propagação. Devido ao sucesso imediato, ao 6º número a tiragem foi aumentada para o dobro (10000 ex.) e em pouco tempo (Dezembro de 1942) a periodicidade passou de semanal  para bi-semanal, atingindo tiragens de 30000 exemplares (60000 por semana). Das 8 páginas iniciais chegou às 16. No período de maior expansão, a publicação tinha muitas assinaturas as quais correspondiam a cerca de 15% das vendas.

O Mosquito publicava banda desenhada dos bons autores portugueses, mas sobretudo de origem inglesa já que esta era mais acessível em termos de custos e direitos do que a americana.

A publicação durou 17 anos a que corresponderam 1412 números, para além de suplementos como A Formiga, dirigida às raparigas, Almanaque e outras, tendo o seu desfecho a 24 de Fevereiro de 1953, numa altura em que vinha perdendo mercado para outras populares edições, nomeadamente O Cavaleiro Andante, iniciada em 1952, outro ícone da banda desenhada em Portugal.  Apesar disso, a quebra de rendimento já vinha a ocorrer desde o final dos anos 40, em grande parte devido à ampla introdução no mercado de revistas  de BD provenientes do Brasil. As tiragens começaram a caír e a publicação encerrou com números à volta de 7000 exemplares.
Depois disso, já nos anos 60 e 70, houve algumas tentativas, dando origem às 2ª, 3ª e 4ª séries, com poucos números publicados, mas os tempos e o mercado já não eram os mesmos e a coisa não teve continuidade.

Nos anos 70, ainda à volta do título e da popularidade, o jornal O Cuto editou uma série de compilações com a designação Enciclopédia O Mosquito, que deu lugar a 10 números. Nos anos 80, em jeito de homenagem a alguns dos emblemáticos desenhadores da publicação, como E.T. Coelho, Jesus Blasco e Jayme Cortez, surgiu o Almanaque O Mosquito, que teve várias edições anuais.


Finalmente, nos anos 80 (1º número em Abril de 1984) apareceu em formato revista, de propriedade de Carlos & Reis, L.da e dirigida por José Chaves Ferreira, designada de 5ª série, que deu lugar a 12 números.
Por tudo isso, O Mosquito é um dos nomes incontornáveis das publicações de banda desenhada em Portugal fazendo justamente parte da sua História e marcou de forma indelével várias gerações de portugueses.

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- Notícia relacionada: Link


17/08/2010

OLIVER – Robin Hood

 

KALAR, OGAN, OLIVER e SANDOR são quatro heróis da Banda Desenhada, publicados na origem pela editora francesa Editions Imperia. Em Portugal, cada um destes heróis foi publicado com frequência nas revistas de pequeno formato TIGRE e FALCÃO e ao longo dos tempos tornaram-se muito apreciados..
Aqui no Santa Nostalgia já falei do KALAR e do OGAN. Hoje trago à memória o OLIVER, nome na versão francesa para ROBIN DOS BOSQUES ou ROBIN HOOD.

As belas capas originais foram desenhadas por diversos artistas da Editions Imperia, como Juan Vilajoana, Andre Rey e outros. As histórias foram igualmente desenhadas por diversos artistas mas nem sempre com grande qualidade artística ou de impressão. Estas relatam o conhecido universo de Robin dos Bosques, com os seus companheiros nas florestas de Sherwood, nas suas intermináveis aventuras e lutas contra os vilões Xerife de Nottingham, Príncipe João, Gisborne e outros.
Tal como com outros heróis, OLIVER era uma fonte inspiradora mas as nossas brincadeiras e aventuras.
Abaixo publico algumas das capas de revistas que possuo deste herói inesquecível.

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