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25/01/2010

Filuminismo – Carteiras de fósforos com desportistas

 

 

No início da década de 60, a Sociedade Nacional de Fósforos - Lisboa, editou e comercializou uma excelente e interessante colecção de carteiras de fósforos com desenhos em caricatura de desportistas portugueses, onde predominam os jogadores de futebol, mas também hoquistas, ciclistas e outros.


A colecção é composta por 90 carteiras, muito bem desenhadas pelo ilustrador caricaturista José Pargana (1928-1988).
Para além da caricatura e o nome popular do atleta estampados na parte frontal da carteira, a parte posterior integrava alguns dados biográficos, como o nome completo, local e data de nascimento, modalidade e clubes representados.


Para quem gosta de filuminismo e de cromos, esta colecção é tipo 2 em 1, sendo assim um artigo apetecível pelos coleccionadores de ambos os temas.
Esta colecção de carteiras de fósforos já tem aparecido à venda, umas vezes completa e outras incompleta, mas quase sempre por um valor muito razoável tendo em conta a sua antiguidade e popularidade do tema focado, mas também o estado de conservação. Ainda há pouco tempo vi a colecção completa com as carteiras ainda com a totalidade dos fósforos.


Pessoalmente tenho a colecção completa, já sem fósforos, adquirida há já alguns anos, adquirida a um amigo que a coleccionou. Aos poucos, pretendo ir colando por aqui alguns desses excelentes exemplares, recordando alguns dos nossos conhecidos desportistas de outros tempos mas intemporais.

 

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22/07/2009

Filuminismo – Perigo de incêndio

 

Estamos em pleno período de incêndios florestais. Aliás, este período deixou de estar marcadamente relacionado com o Verão já que sempre que se regista uns dias de sol, mesmo no Inverno, lá surgem os incêndios, como praga dos nossos dias. Ainda hoje está a chover mas se amanhã voltar o sol voltam os incêndios.

Pessoalmente não tenho a mínima dúvida em considerar que 99% dos incêndios nas nossas florestas são de origem criminosa e nem quero ir pela teoria da conspiração de que as empresas que alugam ao Estado os meios de combate aéreos são elas próprias as primeiras interessadas nos incêndios e por conseguinte surgem como potenciais suspeitas na deflagração de muitos focos; Esse é um assunto da responsabilidade das autoridades.

Seja como for, localizado entre o mar e a serra, sempre vivi numa zona de muita floresta, mato e pinhal, onde predomina o pinheiro bravo, o eucalipto e outras espécies de menor representação, como o carvalho, o castanheiro e a acácia. Durante toda a minha infância e juventude, nunca tive a oportunidade de assistir a um incêndio, mesmo nos verões terrivelmente quentes, com semanas consecutivas de tempo seco e altas temperaturas. Algumas situações contribuiam para isso: Por um lado os matos e pinhais estavam sempre impecavelmente limpos. Todos os resíduos (tojo, carqueja, urze, esteva) eram aproveitados pelos lavradores para a cama dos animais e assim produzirem estrume natural para fertilizar as terras. Os resíduos de lenha eram totalmente utilizados para o lume, para aquecimento e para cozinhar. Os caminhos vicinais, públicos e de servidão, estavam sempre impecavelmente transitáveis para pessoas, carros-de-bois e até tractores. Finalmente, não menos importante, nesses tempos a autoridade e a justiça eram mesmo exercidas, muitas vezes reconhecidamente de forma exagerada e desproporcionada, mas que não davam lugar à criminalidade banalizada que hoje se regista.

Hoje em dia, com o abandono das terras, os campos, matos e pinhais estão de um modo geral abandonados, desmazelados e entregues à Natureza e à mão maldosa do homem. Este, por sua vez, goza de uma impunidade gritante e a autoridade pouco ou nada pode fazer; as condenações efectivas dos poucos criminosos apanhados são ridículas e permissivas.

Com todo este conjunto de situações, não surpreende que de ano para ano as nossas manchas florestais estejam a ser dizimadas para prejuízo económico e sobretudo do ambiente.

O Governo todos anos gasta enormes recursos económicos no combate a incêndios mas muito ainda está por fazer na área da prevenção, tanto a nível legislativo como no da educação e fiscalização permanente das nossas florestas. De algum modo, os proprietários deveriam ser obrigados ou incentivados a fazer limpezas periódicas; Os caminhos deveriam manter-se limpos e transitáveis, entre outras medidas. Estou certo que uma grande fatia do dinheiro gasto com bombeiros, aviões e helicópteros, se fosse distribuido pelas populações e proprietários para aplicação na gestão da floresta e da sua limpeza, os incêndios teriam uma acção reduzida, longe das proporções atingidas actualmente. Todavia, esta política de gastos importa a muita gente menos aos proprietários. Terminar com os incêndios seria pôr cobro a interesses instalados e aos lucros fáceis de muita gente.

Dentro deste contexto das medidas de prevenção, publicamos hoje uma sequência de carteiras de fósforos, editadas pela Fosforeira Portuguesa – Espinho, creio que no final dos anos 70, já com uma componente educativa.

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

 

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26/09/2008

Filuminismo - Série Pelourinhos

 

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Série Pelourinhos

Colecção de 30 carteiras de fósforos, da Sociedade Nacional de Fósforos - SNF - Lisboa - Anos 70.

Série filuminística muito bonita com aguarelas de alguns dos mais belos pelourinhos portugueses.

Recordo-me dos meus tempos de criança em que coleccionei esta bela série de carteiras de fósforos. Mais tarde tive o privilégio de adquirir a série em carteiras espalmadas, produzidas especialmente para coleccionadores.

Esta, como muitas outras séries filuminísticas, demonstra uma forte componente cultural, constituindo-se com um excelente documento sobre o nosso património. Filuminismo não é apenas um hobbie ou um mero passatempo mas também um importante veículo cultural.

Abaixo reproduzimos a totalidade da colecção.

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25/09/2008

Fósforos Pátria

 

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Antigo postal publicitário aos velhinhos fósforos Pátria. Recordo-me em criança de ver estas caixas de fósforos, ainda produzidas em folha de madeira, sempre presentes junto ao pial da lareira, uma espécia de bancada de pedra, negra do fumo, na casa do meu avõ paterno, um dos grandes lavradores da aldeia.

A palavra fósforo, tem origem nos termos gregos phos (luz) e phóros (que conduz), traduzindo-se naquele que traz a luz.

A origem dos fósforos remonta a meados de séc. XVII, mais concretamente em 1669, quando Henning Brand, um alquimista alemão descobriu acidentalmente uma susbtância proveniente da urina humana que depois de seca brilhava no escuro para além de arder com intensidade.

Leia na Wikipédia a história mais detalhada do percurso da descoberta deste simples mas importante produto.

É certo que nos nossos dias os fósforos são menos utilizados, devido em grande parte à sua substituição por isqueiros, tanto na utilização por fumadores como no lar. Jà não se acende o fogão com fósforos mas com isqueiros adaptados e até os modernos fogões dispõem de sistemas de auto-acendimento. No entanto, no passado, relativamente recente, os fósforos, em caixas ou em carteiras, em palitos de madeira ou em rolinhos de papel encerado, eram presença constante nas casas mas também nos bolsos dos fumadores.

Por arrasto da mudança de hábitos de consumo, as grandes e importantes fábricas fosforeiras portugueses, que produziram durante décadas autênticos objectos de colecção, que alimentaram o filuminismo, acabaram por entrar em decadência e encerrar. Hoje a produção de fósforos já não tem a importância económica de outrora e quase não se produzem peças com valor filuminístico.

17/08/2008

Filuminismo - Humor nas olimpíadas - Augusto Cid

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Como ainda continuam a decorrer os Jogos Olímpicos de Pequim, na China, dentro da linha de oportunidade do anterior post sobre filuminismo, onde demos a conhecer a série "Humor nas Olimpíadas", desenhada pela mão do João Martins, trazemos hoje à memória uma série similar e posterior, mas desta feita desenhada pelo consagrado Augusto Cid, com o seu inconfundível estilo.
Este cartoonista, pela sua qualidade, não precisa de referências nem de inspirações de terceiros, mas atrevo-me a dizer que seria quase impossível que esta série não fosse inspirada na sua semelhante do João Martins.

Esta colecção, da série Quinas, da Sociedade Nacional de Fósforos, de Lisboa, é composta por 30 carteiras. Em cada carteira, para além do cartoon referente a uma determinada modalidade olímpica, é representado um quadro classificativo referente à respectiva prova decorrida na edição de 1984, em Los Angeles, Estados Unidos. Por sua vez, na carteira número 1, referente ao quadro "Chama Olímpica", é feita uma breve introdução aos Jogos, sendo feita uma referência aos jogos seguintes, que se realizariam em 1988 em Seoul, na Coreia do Sul. Deduz-se assim que esta colecção filuminística terá sido editada entre 84 e 88. Provavelmente próximo da edição de 88.

Tal como na edição anterior, as modalidades são representadas por ordem alfabética.
Sendo duas colecções semelhantes no conceito, produzidas pela mesma empresa fosforeira, podemos deduzir que a primeira série terá tido bastante êxito pelo que se decidiu repetir a dose, sendo também uma motivo de se associar ao grande evento dos Jogos Olímpicos de 1988.

Pessoalmente, por vários motivos, até pela minha ligação a ambas as colecções, prefiro a primeira, sendo que reconheço que esta segunda série é mais informativa, nomeadamente pela inclusão dos tais quadros de classificações. Seja como for, são duas colecções que não devem falta no espólio de um qualquer filuminista.

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