Poster da equipa de futebol do Vilanovense F.C. do ano de 1976.
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Michel Platini, antigo futebolista francês e actual presidente da UEFA, está hoje de parabéns já que completa 58 anos (nasceu em 21 de Junho de 1955).
Como presidente do principal organismo do futebol europeu não tem sido uma figura concensual, por ideias e posições um pouco recambolescas, mas como futebolista tem lugar na história do futebol como um excelente virtuoso executante, tendo passeado classe pelos diversos clubes que representou, sobretudo ao serviço do clube francês Saint Etienne e depois na italiana Juventus.
-na actualidade
- no Saint Etienne
- na Juventus
- em baixo vários cromos com Platini ao serviço da selecção de França
O Sporting Clube de Portugal é indiscutivelmente um dos três grandes clubes portugueses. Infelizmente atravessa no presente graves problemas financeiros agravados pela crise directiva e desportiva e todos estes factores estão obviamente interligados e por isso cada um por si determinante sobre os demais.
Será já neste Sábado, 23 de Março, que o clube vai a votos com três listas concorrentes.
Não sou sportinguista, mas paradoxalmente sou um benfiquista que gosta do Sporting, pelo que desejo com sinceridade que o clube e a sua equipa de futebol retomem rapida e sustentavelmente o sucesso porque fazem falta ao panorama desportivo, futebolista e social do país.
Abaixo publico uma foto da excelente equipa leonina da época 78/79. Recorde-se que nesta época o clube de Alvalade ficou-se pelo 3º lugar atrás do FC Porto (1º) e Benfica (2º). Contudo viria a ser campeão na época seguinte (79/80), seguindo-se-lhes o FC do Porto em 2º e o Benfica em 3º.
Em baixo, uma equipa do Sporting da época 77/78 (3º lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão), extraída de uma colecção de cromos de caramelos, a Ballstar´s, da Sorcácius, com um interessante esquema de cromos que misturavam a fotografia (rostos) com o desenho (corpos).
Poster da equipa de futebol do Sporting Clube da Covilhã, do ano de 1976.
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Passam hoje 105 anos sobre a data de fundação do Leixões Sport Club (28 de Novembro de 1907), um clube desportivo sediado em Matosinhos, de que se destaca a sua equipa de futebol, associada ao epíteto de “homens do mar”. Ao longo dos tempos por ali passaram e saíram excelentes jogadores.
Ao longo de décadas e da sua história, o Leixões Sport Club foi sempre uma boa referência nos diversos campeonatos de futebol, de modo especial no campeonato principal. Infelizmente nas últimas duas décadas, com raras excepcções, tem andado arredado da principal competição nacional, o que é pena já que tem uma massa adepta abrangente e bastante fiel.
Em jeito de simples homenagem, deixamos aqui uma das boas equipa dos “homens do mar”, da época de 67/68, extraída de uma das clássicas cadernetas de cromos, edição da Agência Portuguesa de Revistas.
| emblema | Fonseca | Geraldinho | ||
| Moreira | Nicolau | Raúl | ||
| Teixeira | Bené | Praia | ||
| Horácio | Necas | Rosas | ||
| Gentil | emblema |
Tenho na minha colecção, centenas de diferentes cadernetas de cromos, incluindo as do tema futebol. A maior parte coleccionada no devido tempo, com uma ou outra adquirida fora de prazo. Com tanta colecção, até já equacionei fazer como alguns espertalhões da nossa praça que digitalizam e vendem em DVDs, estes com a agravante de meterem no mesmo saco coisas que receberam de à borla de outros coleccionadores. Mas não! Claro que não! Há mínimos.
Destas muitas cadernetas, existem por conseguinte algumas que são marcantes, por um ou outro motivo, mas desde logo por estarem associadas ao tempo infanto-juvenil. É o caso da colecção “Futebol 77 – A Grande Selecção”.
Trata-se de uma edição da Acrópole, referente à época 76/77. É constituída por 190 cromos (a colar), sendo que na realidade são mais, já que esta colecção tinha, entre outras, uma particularidade especial: é que em plena fase de apuramento para o Campeonato do Mundial de Futebol 78, que teve lugar na Argentina, as páginas centrais destinavam-se à selecção portuguesa de futebol, com a possibilidade do coleccionador fazer a sua própria equipa das quinas, escolhendo os preferidos entre as diversas opções. Por conseguinte, os cromos dos jogadores da selecção não tinham numeração, mas apenas os últimos três (188, 189 e 190), que se referiam ao seleccionador nacional (Pedroto), o treinador (Juca) e o preparador físico (Rodrigues Dias.
Esta formação da equipa nacional traduzia-se num concurso promovido pela própria editora e que se baseava precisamente na possibilidade de cada coleccionador tentar adivinhar qual a formação mais regular durante três dos jogos que Portugal disputaria na fase de apuramento para o Mundial 78, concretamente o Portugal-Polónia, em 16/10/11976, o Portugal – Dinamarca, em 17/11/1976 e o Chipre-Portugal, em 05/12/1976.
Para o efeito, o coleccionador deveria colar os jogadores que entendesse serem os que alinhariam nas referidas partidas e depois de destacar as páginas centrais da caderneta (uma aberração, diga-se), teria que enviar por correio registado para a editora.
Os prémios incluíam, a cinco acertadores da formação inicial, 5 viagens para casais, acompanhando a selecção nacional precisamente a Chipre, à Dinamarca e à Polónia.
Para além da formação, devia-se tentar adivinhar o resultado, o que serviria para casos de desempate. Caso os vencedores fossem mais do que cinco, então haveria lugar a sorteio.
Finalmente ainda outro possível prémio, já que caso a selecção portuguesa ficasse apurada para o Mundial 1978, a caderneta que fosse a mais votada receberia 5$00 por cada uma das cadernetas submetidas a concurso. Portugal, infelizmente, não se apurou e o prémio gorou-se e a editora teve menos essa despesa.
Resta acrescentar que a editora aconselhava os coleccionadores a lerem a sua revista “Panorama Desportivo” onde poderiam acompanhar o dia-a-dia da selecção nacional e com isso ficarem informados sobre as perspectivas de poder acertar no onze.
Para além da questão do concurso, a caderneta tem aspectos muito interessantes, desde a disposição dos jogadores nas páginas, como se ocupassem os seus lugares no terreno de jogo, até à questão dos cromos da selecção nacional. A qualidade gráfica é inconsistente pois oferece excelentes cromos, bons instantâneos em movimento, como também cromos com jogadores quase irreconhecíveis ou em posições pouco ortodoxas (Barros – Benfica, Branco – Boavista, Tito – V.Guimarães, Rui Rodrigues – Ac. de Coimbra, Gilberto-Montijo) ou mesmo em grande estilo (Artur-Benfica, Botelho-Boavista, Luis Horta – Belenenses, Almiro e Abreu -V.Guimarães, Lito e sabú – V. Setúbal, Mário Wilson – Atlético, Celestino – Montijo.
Também de assinalar o facto de muitos jogadores, nomeadamente os da selecção nacional, terem os equipamentos pintados à mão (o que se compreende face aos artesanais meios de edição gráfica da altura). De referir também as equipas do Leixões, Portimonense e Montijo, exibindo-se em campos pelados.
Seja como for, esta “Futebol 77 – A Grande Selecção” é uma caderneta de cromos que nos faz transbordar de recordações e nostalgias.
Ontem fui ao futebol. Com uns amigos, como não podia deixar de ser.
Fomos a Aveiro assistir ao Beira-Mar - Benfica, a contar para mais uma jornada do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, que por acaso agora até tem um nome esquisito, tipo qualquer coisa como Super Liga Zon Sagres. Adiante, pois bem sabemos que estas coisas hoje em dia andam ao ritmo do dinheiro e a competição maior do nosso futebol terá sempre o nome de quem mais pagar, seja de canais de televisão, marcas de cerveja, de papel higiénico, pasta de dentes ou pastilhas para a azia, o que, diga-se, até viria a propósito pois muito do que vamos vendo no nosso futebol, no propriamente dito e no que à volta dele se diz ou faz, só nos desperta a vontade de ir à casa de banho, sujar a boca de asneirada e encher o estómago com tanta acidez.
Seja como for, fui à bola, o que é raro. Todavia, não pude deixar de evocar as diferenças de uma ida ao futebol noutros tempos, quando em vez de roulotes a despachar cachorros, bifanas e coca-colas era o bar do clube a fornecer de couratos e copos de tinto o apetite e sede da malta. Não havia seguranças nem stewards mas meia-dúzia de ge-ene-erres a fazerem a companhia aos bandeirinhas como que a partilhar os mesmos impropérios e palavrões.
Não havia torniquetes nem revistas nem lugares marcados por portas, sectores e cadeiras. Não era necessário estar no estádio antes duas horas e a malta chegava mesmo em cima da apitadela inicial.
Nesses tempos os jogadores quase pagavam para jogar e tinham mesmo amor àquela camisola grossa e suada que vestiam e ao clube que representavam. Naquele tempo os jogadores eram mesmo homens; raçudos, de bigodaças e cabeleiras revoltas. Hoje têm todos caras de meninos, vaidosos, empertigados, no geral bem pagos e tratados como príncipes.
É claro que o futebol, há muito que mudou. Continua a despertar entusiasmo e a mover multidões, é certo, mas se calhar de forma mais irracional, ainda com paixão mas com menos amor; Ora bem sabemos que as paixões normalmente são cegas e mancas.
Por outro lado, não deixa de ser questão para reflectir como é que um clube sobrevive à paixão dos adeptos quando, veja-se o Benfica, dos 14 que jogaram no relvado de Aveiro apenas por lá andou um rapazito mesmo português, o Rúben Amorim, e isto porque o uruguaio do Maxi está a contas com uma lesão. Dá que pensar ou nem por isso, já que este mal de estrangeirismo é quase global? Pois é mesmo.
Por tudo isto, deixem-me que lhes diga, tenho verdadeira saudade da ida à bola à moda de outros tempos.
Outra coisita: Só mesmo o Benfica e a sua imensa massa adepta para tirar as teias de aranha das cadeiras deste elefante branco às cores do Estádio Municipal de Aveiro, como outros, edificado em plena bebedeira do Euro 2004.
No dia 1 de Agosto de 1966, chegava ao Aeroporto da Portela - Lisboa, a selecção portuguesa de futebol, "Os Magriços", proveniente de Inglaterra onde brilhantemente participara no Mundial de Futebol, conseguindo um excelente 3º lugar.
A selecção foi recebida em apoteose por milhares de adeptos que esperaram pelo equipa até de madrugada.
Durante quase 40 anos este 3º lugar manteve-se como o melhor feito da nossa selecção principal de futebol, sendo ultrapassado apenas em 2004 quando, em casa, conseguimos o 2º lugar do Campeonato da Europa, perdendo, todavia, de forma inglória para os gregos que nos castigaram duplamente na prova já que igualmente nos venceram no jogo de abertura.
Passam hoje 52 anos sobre o nascimento de Chalana, um dos nomes incontornáveis do futebol do S.L. Benfica dos meados dos anos 70 e 80.
Fernando Albino Sousa Chalana, nasceu no Barreiro, em 10 de Fevereiro de 1959. Das camadas jovens do F.C. Barreirense, abalou para o Benfica onde chegou na época 76/77, jogando até à época 83/84. Em 1984, teve um dos momentos altos da carreira, quando participou pela selecção nacional no Europeu de 84, realizado em França (que nos eliminou nas meias-finais por 3-2 após prolongamento). Então foi contratado pelo clube francês Bordeús, onde esteve de 84/85 até 87/88, regressando ao Benfica para as duas épocas seguintes. Já em final de carreira, passou pelo Belenenses (90/91) e Estrela da Amadora (91/92).
Arrumada a carreira de futebolista enveredou pela natural carreira de treinador, nomeadamente no Benfica como adjunto e treinador do futebol de formação e ainda em clubes como o Paços de Ferreira (adjunto) e o Oriental.
Avançado genial, com um sobrebo pé-esquerdo e boa capacidade de finta.
Chalana é por tudo isso um dos grandes nomes do nosso futebol.
Para a memória, ficam aqui alguns cromos do Chalana.