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26/09/2011

Tex Willer - Sérgio Bonelli – O adeus

 

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A Banda Desenhada é aqui frequentemente uma das fontes das nossas memórias nostálgicas. São muitos os heróis que moldaram a nossa forma de ver e viver o mundo infanto-juvenil, sobretudo nas brincadeiras, e quase sempre essa paixão e  fascínio acompanha-nos já em adultos.


Um desses heróis, embora ainda não tendo tido aqui o destaque que merece, é o Tex Willer, ou simplesmente Tex. O seu universo é o do far-west ou western americano, o mundo dos índios e cowboys, mas a sua origem é italiana. Tex foi criado em 1948 pela dupla Giovanni Luigi Bonelli, argumentos, e Aurelio Gallepini, desenho. Ao longo de mais de cinquenta anos, o herói foi ganhando consistência tornando-se num caso de longevidade e sucesso, tanto na Itália como no Brasil e mesmo em Portugal onde tem alguns dos melhores coleccionadores e fás mundiais.

Por tudo isso, o Tex, no seu papel de "Ranger do Texas", e suas aventuras, quase sempre vividas pelos seus amigos "pards", Kit Karson e o índio Jack Tigre, faz parte das minhas memórias do passado mas igualmente do presente. Não surpreende assim que, mesmo não sendo coleccionador, eu tenha centenas de revistas nas suas diferentes edições e sempre que surge a oportunidade, acrescento mais uns números.

Certamente que voltaremos a este herói em particular, mas para já, e daqui a evocação, faleceu hoje o Sérgio Bonelli, filho do criador do herói e continuador da sua obra. Foi em Milão onde estava hospitalizado. Tinha 79 anos.


Sobre o assunto, nada melhor que visitar um dos excelentes espaços ( Tex Willer Blog) sobre tudo o que se relaciona com Tex e a editora Bonelli.

17/02/2011

Fantasma – O Espírito que caminha

 

Completam-se hoje 75 anos (17 de Fevereiro de 1936) que o herói de Banda Desenhada, conhecido e popularizado entre nós como “O Fantasma”, apareceu pela primeira vez,  com publicação, em tiras, no jornal “New Yorker American Journal”, o que passou a fazer-se diariamente.

Em Portugal o herói deu à costa editorial em 1952, quase duas décadas depois, publicado na clássica revista de Banda Desenhada “Condor”. Seria, no entanto, popularizado sobretudo na revista “Mundo de Aventuras”, onde era presença mais ou menos assídua, quase sempre com belas capas do artista Carlos Alberto Silva. Apesar disso, o Fantasma e as suas aventuras encheram páginas de outras conhecidas publicações portuguesas, como o “Jornal do Cuto”, “Audácia”, Heróis Inesquecíveis” e outras mais.

Pessoalmente, temos vários números de várias colecções.

O Fantasma terá sido uma espécie de advento e percursor dos super-heróis “de pijama e collants”, já que a sua característica indumentária foi uma espécie de matriz para futuros heróis, sobretudo do universo da Marvel, realçando o aspecto físico e os movimentos na acção.

O Fantasma, conhecido como “o espírito que caminha” e “o homem que nunca morre”, tinha o palco da sua acção e aventuras numa selva africana, mais ou menos imaginária, chamada de Bengala, e tinha o seu refúgio numa caverna com a entrada em forma de caveira, de resto também a marca do seu famoso anel com que marcava o rosto dos bandidos e fora-da-lei que combatia numa luta interminável, quase sempre ao lado da sua bela namorada Diana Palmer (com a qual chegou a casar), o seu cavalo “Herói”, o seu cão “Diabo” e outros mais.

O Fantasma nasceu da inspiração de Lee Falk, “pai” do não menos famoso mágico do mundo da  Banda Desenhada, “Mandrake” e o desenhador  Sy Barry, que deu continuidade ao trabalho anterior de Ray Moore e Wilson McCoy, terá sido, quanto a nós, o que lhe imprimiu o seu traço mais característico. Na actualidade, rezam as crónicas que o trabalho criativo das tiras diárias do herói está a cargo de Paul Ryan.

O Fantasma é assim muito justamente, um dos muitos heróis fantásticos que povoaram o nosso imaginário de crianças e apesar da provecta idade, que afinal não faz mossa para quem se diz ser “imortal”, continua a sua infindável missão de combater os maus e estar ao serviço dos fracos e oprimidos, mesmo que continue a sua aura de mistério ou não fosse conhecido por Fantasma.

Faz falta um herói destes na selva da nossa sociedade portuguesa e não faltariam criminosos a precisar de ser marcados.

Do nosso espólio, ficam algumas das capas consagradas ao Fantasma.

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- Excelente sítio que nos fala do “Fantasma”


22/11/2010

Vasco da Gama – A caminho da Índia

Há 503 anos, em 22 de Novembro de 1497, Vasco da Gama dobra o Cabo da Boa Esperança, sensivelmente a meio de uma longa e imprevisível viagem  marítima, iniciada em 8 de Julho do mesmo ano, em Lisboa, e  que o levaria à India, onde atracou em Calecute, na costa ocidental, em 20 de Maio de 1498.

É uma data memorável para Portugal dos Descobrimentos. Todavia, o Cabo tinha sido dobrado pela primeira vez uns anos antes, em 1488 pelo navegador Bartolomeu Dias, então um feito assinalável  e fundamental para a posterior viagem de Gama. Esse acidente geográfico na costa sul do continente africano, devido às dificuldades de navegação, tinha sido baptizado pelo mesmo Bartolomeu como o Cabo das Tormentas ou Tormentoso, obscura e temida morada do Adamastor, mas quando vencido o medo e dobrado o “bicho de mares nunca dantes navegados”, fez renascer uma nova esperança para a empreitada das navegações quinhentistas pelo que foi rebaptizado por D. João II por ver no feito uma abertura da ampla porta que conduziria à Índia.

Pessoalmente, o mesmo 22 de Novembro é uma data sempre presente pois corresponde ao nascimento da minha filha, primeiro fruto surgido 3 anos e pouco após o casamento. Quase seis anos depois, seguiu-se mais um rebento, desta feita um rapaz.
Há assim datas que têm o dom de ter um duplo significado, seja colectivo ou pessoal.

A aprendizagem da História de Portugal no ensino primário teve sempre um peso significativo noutros tempos (actualmente nem tanto e apenas numa fase mais tardia) pelo que as grandes datas e os grandes heróis fazem parte da bagagem cultural e patriótica da malta da minha geração e o Vasco da Gama e o seu enorme feito, é uma espécie de 2+2, ou seja, coisa sabida e de fácil memória. É claro que igualmente muitos outros, mas o Gama e a sua viagem, que mudou indelevelmente o trajecto da nossa História, será sempre uma das primeiras figuras.

Para lembrar o facto e a data, deixo aqui uma das belas páginas do meu Livro de História da 4ª classe, o tal com o castelo de Almourol na capa. (Podem ser ampliadas).

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A seguir, do Google Maps, algumas imagens do Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope), território da África do Sul, símbolo ou ponto de passagem do Oceano Atlântico para o Oceano Índico.

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17/08/2010

OLIVER – Robin Hood

 

KALAR, OGAN, OLIVER e SANDOR são quatro heróis da Banda Desenhada, publicados na origem pela editora francesa Editions Imperia. Em Portugal, cada um destes heróis foi publicado com frequência nas revistas de pequeno formato TIGRE e FALCÃO e ao longo dos tempos tornaram-se muito apreciados..
Aqui no Santa Nostalgia já falei do KALAR e do OGAN. Hoje trago à memória o OLIVER, nome na versão francesa para ROBIN DOS BOSQUES ou ROBIN HOOD.

As belas capas originais foram desenhadas por diversos artistas da Editions Imperia, como Juan Vilajoana, Andre Rey e outros. As histórias foram igualmente desenhadas por diversos artistas mas nem sempre com grande qualidade artística ou de impressão. Estas relatam o conhecido universo de Robin dos Bosques, com os seus companheiros nas florestas de Sherwood, nas suas intermináveis aventuras e lutas contra os vilões Xerife de Nottingham, Príncipe João, Gisborne e outros.
Tal como com outros heróis, OLIVER era uma fonte inspiradora mas as nossas brincadeiras e aventuras.
Abaixo publico algumas das capas de revistas que possuo deste herói inesquecível.

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15/06/2010

Lone Ranger – O cavaleiro solitário – O Mascarilha - Zorro

 

Hoje trago à memória o lendário LONE RANGER, em português conhecido como O CAVALEIRO SOLITÁRIO. Também como O Mascarilha e Zorro.

Reza a história do herói Lone Ranger que John Reid fazia parte de um grupo de "Rangers", liderado pelo seu irmão e capitão Dan Reid, que um dia sofreu uma traiçoeira emboscada inimiga da quadrilha de Butch Cavendish.  John, apesar de bastante ferido a ponto de ser dado como morto pelos bandidos, foi o único sobrevivente e mesmo assim graças a um índio que por ali passou, o descobriu e tratou dos seus ferimentos e recuperação. Esse índio era TONTO, presumivelmente da tribo Potawatamie.
Desde essa altura, John Reid decide vingar-se dos seus colegas  e do irmão Dan que fazia parte do grupo atacado e passa a assumir a identidade de Lone Ranger, O Cavaleiro Solitário.  Para manter a ideia geral de que estava morto, é simulado o seu enterramento, e adopta para disfarce a sua mística máscara negra para os olhos, para assim não ser reconhecido e inicia uma luta justiceira combatendo os seus inimigos e foras-da-lei.


Desde essa altura que o amigo índio, Tonto, também conhecido por Kemo Sabe, com o seu cavalo Scout, passa também a ser o seu inseparável companheiro, pelo que a terminologia de solitário acaba por ser um paradoxo.
Outra das emblemáticas características do Lone Ranger é o seu belo cavalo branco, o Silver, e as balas de prata que usa nas suas duas pistolas. Dizem que essas balas eram fundidas com a abundante prata que extraía numa secreta mina que herdara de um velho amigo. Também o incitamento ao seu cavalo ficou popularizado. Hi-Yo, Silver, awaaaay

A figura de Lone Ranger foi criada em 1933 por George W.Trendle com a ajuda do desenhador Fran Striker, para novelas de uma rádio de Detroi. Este show radiofónico durou até 1954.
A popularidade do herói permitiu a sua transposição com sucesso para diversos formatos como a literatura e televisão, incluindo em 1938 uma série de 15 episódios com o título de “The Lone Ranger” e com os actores Lee Powell a desempenhar a figura do “herói” e o Chief Thundercloud no papel do índio Tonto.

Um dos mais emblemáticos e populares formatos foi a série televisiva produzida pela ABC de 1949 a 1957, num total de 221 episódios, com Lone Ranger a ser interpretado por Clayton Moore (169 episódios) e John Hart (52 episódios) e Tonto por Jay Silverheels (221 episódios). Calyton Moore e Jay Silverheels ainda hoje permanecem como os rostos oficias da dupla de heróis.

Famoso ficou também o tema de abertura com a música de fundo extraída de um clássico do compositor italiano Gioachino Rossini, a abertura da ópera Guilherme Tell, que ainda hoje retrata a ideia geral de um cavalo ou cavalaria a galope.

Para além desta série, sem dúvida a mais emblemática, foram realizados vários filmes e até mesmo uma série de desenhos animados que tenho ideia de ter passado entre nós na RTP.

Um dos suportes mais emblemáticos do Lone Ranger foi sempre a Banda Desenhada, os Comics, onde sempre teve muita tradição, tendo mesmo sido desenhado pelo próprio Fran Striker ainda nos anos 30  e seguido posteriormente por outros desenhadores.

Entre nós, a figura mítica de Lone Ranger, popularizada como O Mascarilha, ficou imortalizada na nossa memória também pela Banda Desenhada, nos anos 70, nomeadamente pela revista mensal MASCARILHA, propriedade de Aguiar & Dias, L.da, com distribuição da Agência Portuguesa de Revistas, como suplemento do Mundo de Aventuras e que durou 116 números, de 1972 a 1983. Parte destas histórias retomavam as publicações de outra anterior edição emblemática com origem no Brasil, denominada de ZORRO, publicada nos anos 60 pela EBAL e distribuída em Portugal pela Bertrand, que teve muita popularidade e que em face do seu nome (mal aplicado) o Lone Ranger acabou por ficar mesmo conhecido por Zorro, gerando uma confusão com o herói de capa e espada (Don Diego de La Vega), criação de Johnston McCulley.

Escusado será dizer que o Lone Ranger inspirou muitas das nossas brincadeiras na infância. Da Banda desenhda, consegui guardar algumas dezenas de exemplares da colecção MASCARILHA e da qual abaixo são reproduzidas algumas capas.

 

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Algumas capas da Banda Desenha MASCARILHA:

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Um dos famosos cartões de cowboys, com o Lone Ranger, interpretado pelo Clayton Moore.

- Links:

- Lone Ranger Fan Club