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23/04/2009

Heróis e factos da nossa História – Aniceto do Rosário e Aleixo Corte-Real

 

D.Aleixo Corte-Real, o régulo de Timor e o militar Aniceto do Rosário, sub-chefe da polícia da província de Diu, da Índia Portuguesa, sempre foram apontados na História de Portugal como dois dos seus heróis e mártires pela defesa da unidade da Pátria.

É caso para se dizer que são de facto heróis da História, mas de um passado já distante. No presente, duvido que alguém esteja disposto a sacrificar-se a este nível por esta coisa mais ou menos parecida com uma Pátria, chamada Portugal. Desde os seus governantes e seus militares, até aos mais humildes súbditos, vulgo cidadãos, todos buscam essecialmente um modo de vida, sem lamechices para com a dita Pátria. O sentido de dever, honra e serviço, conceitos tão valiosos nos antigamentes, são hoje meros banalismos.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

 

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*****SN*****

07/04/2009

Viagens pelos livros escolares - 3 - O alcaide do castelo de Faria

 

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O Alcaide do Castelo de Faria, é uma das inesquecíveis histórias que muitos portugueses aprenderam das páginas do livro de leitura da terceira classe, ao longo de mais de um década, entre finais dos anos 50 e até meados dos anos 70.
Simultaneamente, este é um episódio da nossa história, imortalizado pela pena de Alexandre Herculano, na sua obra "Lendas e Narrativas". Será, pois, uma lenda, como muitas que povoam a História de Portugal, mas certamente não andará longe da verdade.


O episódio demonstra o valor da fidelidade e da coragem, mesmo numa situação dramática e que, no caso, custou a vida a Nuno Gonçalves.

Hoje em dia, todos sabemos que alguns dos valores aprendidos e incutidos pelos antigos livros escolares, pelos nossos professores e em casa pelos nossos pais, são meros fantasmas de um tempo que já lá vai. Valores ou princípios de fidelidade, respeito e disciplina, entre outros, andam pelas ruas da amargura e nalguns casos até são considerados retrógados e conservadores.

A fidelidade vale o que vale, isto é, pouco ou nada, e nem sequer apenas num plano do casamento, mas em muitas outras situações. O respeito perdeu-se completamente, não só pelos outros, a começar pelos mais próximos, crianças e idosos, como por nós próprios. A disciplina, essa há muito que lhe fizeram o funeral e nem é bem vinda em qualquer sector da sociedade, incluindo a escola. Para o fomento da disciplina é necessária autoridade e esta sabemos que pouco importância já tem, sendo mesmo escassa a quem supostamente a deveria usar em benefício comum, ou seja, as forças de segurança.

Face a isto, este episódio do alcaide do castelo de Faria, como muitos outros que realçam velhos valores, morais e cívicos, soa-nos já a uma velharia, que ainda pode ser vista e apreciada mas inadequada ao uso para que foi concebida.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

 

*****SN*****

23/03/2009

História de Portugal para a 4ª classe

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Hoje trago à memória o meu livro de História de Portugal para a 4ª classe. Trata-se de um manual de autoria de Pedro de Carvalho, edição da Porto Editora, de 1972. O livro apresenta um formato de 183 x 243 mm e possui 88 páginas.

Como não podia deixar de ser, trata-se de um livro que deixou fortes recordações de factos ligados à nossa História, de modo especial os quadros designados como Figuras Exemplares da História Nacional, retratando, entre outros, Egas Moniz, Infante D.Henrique, Luis de Camões, D. Filipa de Vilhena, Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Na capa é reproduzida uma fotografia do castelo de Almourol e na contra-capa uma fotografia da Anta de Tourais - Montemor-o-Novo.

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20/03/2009

Heróis e factos da nossa História - Egas Moniz

 

É indesmentível que nos tempos actuais a História de Portugal já não merece a importância ao nível do ensino escolar comparativamente com a de há 30 anos para trás, tanto no ensino básico (primário) como no secundário. A própria disciplina foi aglutinada à componente das ciências, designando-se agora de Meio Físico e Social, perdendo a identidade intrínseca.


Não importa aqui discutir critérios curriculares, mas é óbvio que na actual configuração resulta necessáriamente num menor aprofundamente geral da História de Portugal. Dito de outra forma, há temas ou períodos que foram relegados para um nível de importância básica, sendo ensinada a correr e de modo muito superficial, como gato sobre brasas.


Esta apreciação resulta do acompanhamento que faço do percurso escolar dos meus dois filhos (uma a acabar o 12º ano e outro a meio do básico) incluindo a leitura atenta dos próprios manuais.
Não me surpreende, pois, que quer um quer outro, apesar da cabeça fresca, se mostrem incapazes de responder às questões que profundamente aprendi na primária há 30 anos.

Por essas e por outras, resulta que os conhecimentos adquiridos nessa altura pela quarta classe (sem pré-primária) mostram-se hoje nitidamente superiores aos condizentes com o nono ano. Isto em todas as matérias, salvo na componente de TIC (tecnologias de informação e comunicação, que na altura computadores era coisa de cientistas) e até dou como perdida a informação sobre as nossas ex-províncias ultramarinas, de Cabo Verde a Timor, onde a sua história e geografia tinha que estar na ponta-da-língua, desde os rios, as serras, os caimhos-de-ferro, as províncias, capitais, etc.


Claro que são outros os tempos e os contextos, mas nesta realidade podem residir algumas das respostas ao actual estado geral de insucesso e indisciplina escolares.


Bom, tudo isto para dizer que por aqui, no Santa Nostalgia, iremos publicando alguns trechos da nossa História, desde os factos aos heróis, ilustrados quer por imagens dos antigos manuais escolares, quer através de cromos.

Neste sentido, e dando corpo a este propósito, começamos hoje por relembrar um dos heróis da nossa História, Egas Moniz, o aio de D. Afonso Henriques, conhecido pelo seu gesto nobre de honradez perante o rei Afonso VII de Leão.

As imagens foram retiradas do meu Livro de História de Portugal da 4ª Classe, sobre o qual noutra altura falarei.

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