Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

10/03/2011

Art Sullivan – Em Portugal em Outubro de 1976

 

art_sullivan_portugal

Como o tempo passa, e estão já quase decorridos dois anos e meio após termos recordado aqui uma das figuras musicais da segunda metade dos dos anos 70, o belga Art Sullivan, que na plenitude do seu êxito e popularidade, com as suas canções românticas  arrebatou o coraçao de muitas portuguesas.

Hoje relembramos uma das suas passagens por Portugal, com um cartaz publicitário estampado numa das revistas da época.

O espectáculo, “a pedido das suas admiradoras”, estava marcado para o Pavilhão dos Desportos, em cascais, no dia 10 de Outubro de 1976, pelas 21:45 horas.


04/02/2011

Torneró – I Santo Califórnia

 

Hoje veio-me à memória uma das inesquecíveis baladas italianas, exactamente "Torneró", dos "I Santo Califórnia", um grupo italiano formado em meados dos anos 70, composto por Pietro Barbella (vozes e teclado), Gianni Galizia (guitarra), Donato Farina (bateria), Domenico Ajello (baixo) e Massimo Caso (guitarra).


"Torneró" (Voltarei), foi de facto o seu maior êxito e extravasou a Itália para se tornar popular em todo o mundo com um registo superior a 10 milhões de cópias vendidas.


Os “I Santo Califórnia”  participaram em 1977 no clássico festival musical "San Remo" com o tema "Mónica" que se classificou em 3º lugar.
Com o tempo o grupo foi perdendo notoriedade mas em função de "Torneró" fará sempre parte das boas recordações dos temas românticos italianos dos anos 70. Continua assim a ser escutado com agrado, principalmente naqueles momentos mais melancólicos. Para além da música, a letra também se “põe a jeito”.

 

- Uns anos depois…

i santa california 2

i santa california

Tornerò
Rivedo ancora il treno
allontanarsi e tu
asciughi quella lacrima
Tornerò

Com'è possibile
un anno senza te.

Adesso scrivi aspettami
il tempo passerà
un anno non è un secolo
Tornerò

Com'è difficile
restare senza te.

Sei
sei la vita mia
quanta nostalgia
senza te
Tornerò, tornerò.

Da quando sei partito è, cominciato per me la solitudine
intorno a me c'è il ricordo dei giorni belli del nostro amore
la rosa che mi hai lasciato si è ormai seccata
ed io la tengo in un libro che non finisco mai di leggere.

Ricominciare insieme
ti voglio tanto bene
il tempo vola aspettami
Tornerò

pensami sempre sai
e il tempo passerà.

Sei
sei la vita mia (amore mio)
quanta nostalgia (un anno non è un secolo)
senza te
Tornerò
Tornerò
pensami sempre sai
tornerò
tornerò


10/10/2010

Harmónica – Gaita de Beiços

 

crianca hamonica 

Por um mero acaso - as coisas interessantes chegam ao nosso conhecimento quase sempre dessa forma aleatória - hoje cheguei a um blog (Janela Aberta) onde o assunto gira à volta das harmónicas e dos seus mais famosos intérpretes, nomeadamente os portugueses, que sempre foram mestres na arte de soprar na gaita. Repleto de documentos e apontamentos, é um excelente sítio para os entusiastas do instrumento.


A harmónica, popularmente designada de "gaita de beiços", pela sua sonoridade algo parecida com a concertina ou acordeão, desde tempos antigos que foi um instrumento com fortes raízes populares. No tempo da meninice de meus pais e avós, era frequente armar-se um bailarico ao som da harmónica, que alguém sacava do bolso no momento mais oportuno. É claro que quando a ela se juntava uma viola braguesa ou um cavaquinho, então a festa tornava-se mesmo concorrida e animada.

Para além da harmónica como elo de vários grupos da especialidade, desde duos, trios, quartetos, quintetos, etc, e recordo sobretudo o famoso Trio Harmonia, que frequentemente passava na RTP de outras eras, este instrumento tornou-se companheiro de vários estilos musicais, nomeadamente dos blues. Uma das figuras mais conhecidas pela utilização frequente da harmónnica, nomeadamente nos seus primeiros tempos, é Bob Dylan.
Nas minhas memórias de infância, a harmónica também tem lugar porque nesses tempos era em si própria um brinquedo, sendo frequentemente comprada nas feiras e romarias. Nessa altura tinham alguma qualidade, sonora e construtiva, mas depois começaram a surgir as "Made in China" e a gaita em pouco tempo desafnava e enferrujava.
Por conseguinte, cheguei a ter várias harmónicas e alguém dizia que até tinha jeito no assopro.

Cheguei a ter uma excelente Hohner (muito semelhante à da ternurenta imagem do bébé) tal como nos acordeões e concertinas, uma das marcas mais prestigiadas e sinónimo de qualidade. Pena foi que nas curvas do tempo ficasse pelo caminho e fosse ter aos beiços de algém que a desviou. Mas fica a memória e o eco dos viras e rusgas que dela arrancava a força de pulmões  e calo nos beiços.

image

- Alguns dos actuais modelos de hamónicas constantes do catálogo da Hohner.

image

- Bob Dylan, umas das figuras da música que frequentemente usava a harmónica nas suas interpretações.

image

- Quarteto Português de Harmónicas


“Fazem parte da história da harmónica em Portugal. Seus nomes, da esquerda para a direita: Manuel Gonçalves, José Peralta, Hermenegildo Mendes e Bastos de Almeida. O ano? 1957.”  Fonte: Janela Aberta.

image

- Trio Harmonia

“O Trio Harmonia ao longo dos seus 25 anos de existência conheceu três formações. Assim a 1ª formação, de 1957 a 1966, foi constituído por Hermenegildo Mendes - Raul Mendes - José Peralta.
De 1966 a 1969 conheceu a 2ª formação Hermenegildo Mendes - Raul Mendes - Carlos Pais.
E finalmente a terceira e última formação Hermenegildo Mendes - Raul Mendes - José Correia.” – fonte: Janela Aberta

13/06/2010

HandySound Yamaha – O instrumento com jogos!

 

handysound yamaha

 

Quem se recorda deste interessante órgão musical electrónico que fazia furor entre a criançada no início dos anos 80?
Desde logo pela qualidade da Yamaha, não só fabricante de motos mas também de instrumentos musicais. Para além de tudo, para além do teclado e da música, este brinquedo também tinha os tão apetecidos jogos electrónicos. 5 jogos, ainda que musicais. Uma maravilha.
É verdade que em criança nunca tive a felicidade de ter um brinquedo com esta qualidade, mas felizmente, já em adulto adquiri um excelente sintetizador da mesma fabricante, um Yamaha PSR 640, que na altura (vai para 10 anos, custou uma pipa de massa. Ainda está como novo e de vez em quando lá sai música.
Este cartaz publicitário não deixa de evocar o fascínio que esse instrumento brinquedo despertava em quem o lia. Depois, era sonhar ou, com uns papás endinheirados, como aparenta o rapazito do anúncio, com cara de intelectual e filhinho de papá, era pedir e esperar pelo Natal ou pelo aniversário.
Quem sabe se a partir desde HandySound não nasceram bons múiscos. Quem sabe...

É bestial!

28/05/2010

Duo Tony Lemos

 

Hoje são as figuras principais da banda "Santamaria", que arrancou em 1997, mas muito antes os dois irmãos, Tony e Marlene Filipa, como Duo Tony Lemos,  já se exibiam pelos palcos das romarias, sobretudo na zona norte. Ele no órgão electrónico e ela na voz.
Hoje trazemos uma capa de cassete editada em 1985, então com a pequenita Marlene Filipa com apenas 7 anitos e o irmão com 12 anos, interpretando canções como “As nossas brincadeiras”, “O Sineiro”, “O meu amigo balão”, “Ai, ai, avozinha”, “Meu querido, meu velho, meu amigo”, “Vou levar-te comigo” e “Os meninos de Huambo”.

duo tony lemos 1

Abaixo, algumas fotos de um recente – Agosto 2009 -  espectáculo da banda “Santamaria”, com a Filipa, que esqueceu a Marlene, já uma mulheraça e pêras. O tempo faz-nos destas coisas.

santamaria filipa lemos 1

santamaria 2

10/02/2010

Joselito – A voz de rouxinol

jose_01

 Em finais dos anos 60 e também pelos anos 70 fora, aos Domingos à tarde a RTP brindava-nos com a exibição de muitos e bons filmes, nomeadamente os incluídos na popular rubrica "Tarde de Cinema". Foram tantos e tantos que é impossível elencar os mesmos, mas, com os meus gostos de criança, preferia sobretudo os filmes recheados de aventura e emoção, incluindo o clássico Tarzan e uma variante, o Bomba, designado de filho de Tarzan, bem como umas boas e valentes cowboyadas e até filmes de capa-e-espada, como Os Três Mosqueteiros, Zorro, Robin Hood, filmes de corsários e piratas e outros mais.

Entre esta miríade de aventuras, por vezes lá vinham os clássicos filmes portugueses, com os inesquecíveis António Silva, Vasco Santana, Ribeirinho e Beatriz Costa, os filmes humorísticos, com Charlot, os irmãos MarxCantiflas, e também filmes marcadamente musicais, com o popular Gianni Morandi, Elvis Presley, Cliff Richards,  The Beatles e outros. Destes outros, porque recordo-me de ver vários, trago à memória a figura de Joselito, uma criança cantora, espanhola, e que teve muita popularidade nos anos 50 e 60, pelos seus discos e pelos seus filmes, tanto em Espanha, como em Portugal e na América Latina. Entre nós era muito admirado e quase ninguém gostava de perder os seus filmes, sobretudo as mulheres e raparigas, mais dadas a lamechices.
Actualmente, no Youtube, é possível recordar Joselito em alguns dos seus filmes e múiscas.

Não vou entrar em detalhes da sua vida, tanto de criança como de adulto (com menos popularidade) até porque podem ser consultados numa excelente página sobre o artista, recheada de aspectos biográficos, fotos, discos e outros. A página está em francês mas tem versão em inglês e facilmente pode ser traduzida para português.
Joselito e a sua voz vibrante, de rouxinol, de facto nessa época cantava e encantava e pelo meio de uns filmes de aventuras, também sabia bem ver e ouvir Joselito.

Quem se recorda?


jose_07_100000

joselito_01

joselito pastor

27/01/2010

W. A. Mozart – Faria hoje 254 anos

 

 

mozart

 

Se fosse vivo, qual uma das grandes figuras bíblicas, Wolfgang Amadeus Mozart completaria hoje 254 anos, pois nasceu na cidade de Salzburgo, na Áustria, em 27 de Janeiro de 1756.
Adoro a música clássica no geral, mas sobretudo a música de Mozart e sou apreciador do artista e da sua genialidade que, infelizmente para a música e para o tesouro artístico da humanidade, desapareceu precocemente, às portas de completar 36 anos, em 5 de Dezembro de 1791 (este 5 de Dezembro coincide com a data de falecimento de meu pai).
Tenho em CD a maior e mais significativa parte da sua obra musical, desde música de câmara, concertos, missas, sinfonias e óperas, bem como vários livros biográficos.
Situada no chamado período clássico, a sua música é intemporal e Mozart ainda hoje é dos autores mais apreciados, exaltados e executados.
Porque faz assim parte das minhas memórias musicais e artísticas, é merecida esta lembrança no dia em que se evoca o seu nascimento.

*

*

*

20/10/2009

Patrick Hernandez – Born to be alive

 

Estávamos no final da década de 70 e a chamada disco music estava mais ou menos no seu apogeu, muito à custa da populariadde de filmes como "Saturday Night Fever", de 1977, com John Travolta e a banda sonora dos famos Bee Gee.

No meio deste reboliço musical, surgiu um francês chamado Patrick Hernandez que fez sucesso em 1979 com o tema “Born to be alive”. O sucesso estendia-se desde a venda do disco até à sua passagem constante na rádio, na televisão e nas discotecas.

É certo que Patrick Hernandez ainda teve um tema que também vendeu bem, “Loosing sleep over you”, até porque no Brasil fez parte da banda sonora de uma popular telenovela, “Baila Comigo”, mas praticamente desapareceu a partir de meados de 80. Todavia, a partir daí, e ainda quase até aos nossos dias, continuou a ser solicitado para cantar esse seu grande êxito. Deste modo, Patrick Hernandez é sinónimo de “Born to be alive”.

Pessoalmente este tema traz-me fortes memórias do meu tempo de adolescente, e obviamente todo esse ambiente e essa cultura que foi o disco music. Só por esse facto, Patrick Hernandez, apesar do seu estilo algo piroso, merece ser aqui recordado.

 

patrick hernandez born to be alive santa nostalgia

 

*

*

*

04/09/2009

MINI POP – My Holyday Girl – Menina de Luto

 

No início dos anos 70, o conjunto MINI POP obteve um relativo êxito no nosso panorama musical, principalmente junto das crianças e adolescentes.
Esta banda, que surgiu em 1969 na cidade do Porto, era formada por quatro crianças, com idades entre os 8 e 12 anos, os irmãos Mário, Eugénio e Pedro Barreiros, filhos de Mário Barreiros que era o manager do grupo e ainda  Abílio Queiróz. Estas crianças que foram crescendo, tornando-se adolescentes, seguiam a linha da moda musical de então, exibindo roupas extravagantes e cabelos compridos à ”Beatles”. Cantavam em português e em inglês.

O primeiro êxito do grupo foi uma versão da conhecida musica popular “Era uma casa muito engraçada”.
Os MINI POP tornaram-se mais populares depois da sua participação no Festival RTP da Canção, onde interpretaram a canção "Menina de Luto" com a qual obtiveram um sétimo lugar. Contudo, já antes, em 1971, participaram no Festival de Vilar de Mouros.


Durante a sua carreira, para além de um grande número de espectáculos, o grupo gravou perto de uma dezena de singles, dos quais destaco o "My Holiday Girl", com composições do conhecido Paulo de Carvalho.
Como curiosidade final, o grupo, depois de uma tentativa de internacionalização, com o nome de TANGA, nomeadamente em Espanha,  depois de 12 anos de percurso, terminou já na década de 80 dando lugar à conhecida banda "JÁFUMEGA", a que se juntaram aos irmãos Barreiros outros elementos como o vocalista Luis Portugal. Os JÁFUMEGA surgiram no chamado movimento do rock português, sensivelmente na mesma altura de Rui Veloso, UHF, Trabalhadores do Comércio, GNR, entre muitos outros.

 

mini pop my holiday girl santa nostalgia

 

barra2

18/06/2009

Paul McCartney – 18 de Junho de 1942

 

the beatles 01 santa nostalgia

O Sr. Paul MacCartney, um dos famosos da banda rock The Beatles, faz hoje 67 anos, já que nasceu a 18 de Junho de 1942. Tal como os seus ex-colegas da banda, John Lennon (já desaparecido), Ringo Starr e George Harrison, é uma figura por demais conhecida pelo que qualquer coisa que se pretenda dizer sobre ela será uma mera redundância, para além de que não falta boa informação ao alcance de um simples clique.

É minha intenção, num destes dias, trazer a lume algumas das  memórias particulares relacionadas com os The Beatles, já que é uma das minhas bandas preferidas e que aprendi a conhecer e a gostar desde os princípios dos anos 70, então ainda no activo.

Para já fica este simples registo sobre esta efeméride. Muitos anos de vida a sir Paul MacCartney e muitos mais êxitos musicais!

 

*****SN*****

06/05/2009

Blondie – Heart of Glass - Atomic

 

Em 1980, os teenagers de então, onde me incluía, não tinham os actuais leitores de MP3 nem telemóveis artilhados com as modernas tecnologias, mas tinham leitores de cassetes e os famosos walkmans, da Sony. Por isso, mesmo sem memórias internas ou pen-drives, usavam as clássicas cassetes de fita magnética, nomeadamente as produzidas pela BASF e TDK, entre outras. Era frequente irem às lojas de discos onde era possível escolher os temas para as suas compilações.


Nesse ano, uma das músicas quase obrigatórias era o single Atomic, do grupo “Blondie”, extraído do álbum “Eat to the Beat”, de 1979. Este tema, um dos mais conhecidos desta banda norte-americana de características New Wave/Punk Rock, foi um êxito mundial logo após o seu lançamento e em Outubro, chegou ao número 1 do top de vendas no Reino Unido e Estados Unidos (no  Billboard's Hot Dance Club Play Chart, chegando ainda a lugares cimeiros em muitos outros países, não só da Europa como na Austrália e Nova Zelândia.


"Blondie", era um grupo constituído inicialmente por Deborah Harry, a vocalista loura e único elemento feminino do grupo, Chris Stein, Clem Burke, Jimmy Destri e Gary Valentine. Antes da adopção do nome Blondie, o grupo era designado de “Angel and the Snakes”.
A explosiva Deborah Harry era de facto a figura principal da banda, sendo vista como uma sex-symbol da época. O seu álbum de estreia, "Blondie" foi lançado em 1978 mas o êxito e popularidade chegariam em 1978 com o single "Heart of Glass" do álbum "Parallel Lines" (que vendeu milhões de cópias), obtendo um êxito a nível mundial. O êxito da banda continuou com a sua participação na banda sonora do conhecido filme "American Gigolo", nomeadamente com o tema "Call Me" e depois com o  já referido “Atomic”, de 1979, do álbum “Eat to the Beat”.

Entretanto, a banda teve alguns problemas internos mas volvido algum tempo, em 1982, gravou o álbum “The Hunter”  e depois dele só voltou a juntar-se para gravar em 1999, produzindo o álbum “No Exit”, onde o principal tema viria a ser “Maria”. Pelo meio, Deborah (Debbie) realizou alguns trabalhos  a solo.

Por tudo isto, e independentemente do estilo musical  tão característico dos anos 80, “Blondie” e os seus principais êxitos, fazem parte da minha memória musical e, certamente, de muitos portugueses. Apesar dos anos, são temas que ainda hoje se ouvem com alguma frequência e, diga-se, com agrado e nostalgia.

 

blondie atomic 03

blondie atomic 01

(Heart of Glass)

(Atomic)

 

*****SN*****

21/04/2009

Al Bano & Romina Power - Uma dupla musical

 

Hoje quero trazer à memória uma das mais populares duplas da canção internacional dos anos 80 e 90, precisamente Al Bano e Romina Power. Ele italiano, nascido Albano Carrisi, em 1943 e ela, uma bela norte-americana, nascida em 1951, filha do conhecido actor Tyrone Power.
Conheceram-se durante a rodagem do filme "Nel Sole", em 1967 e casaram um Julho de 1970.
O primeiro álbum conjunto da dupla, "Dialogo" surgiu em 1975, depois de alguns trabalhos ligados ao cinema e de Romina como solista depois de interromper a sua carreira de actriz.

A popularidade deste duo pode dizer-se que começou em 1976 pela sua participação no Euro Festival da Canção (ano em que Portugal foi representado por Carlos do Carmo, com "Flor de verde pinho"), em representação de Itália, com o tema "E Fu Subito Amore", que obteve um excelente sétimo lugar. No ano seguinte, em 1976, um novo impulso na popularidade do casal, com a participação no prestigiado festival de S. Remo, conseguindo o segundo lugar com o tema "Felicita", que veio a tornar-se numa das suas músicas mais emblemáticas e que em pouco tempo vendeu milhões de cópias em toda a Europa.

Em 1984 voltaram a S. Remo para vencerem com a música "Ci Sara", outra das mais conhecidas da sua discografia.
Durante os anos 80 o casal de cantores continuou a sua saga de êxitos e popularidade, com a edição de diversos álbuns.
A sua participação no S. Remo voltou a acontecer em 1991, com o tema "Oggi Sposi", no ano em que comemoraram bodas-de-prata (25 anos) de carreira e de novo em 1996, interpretando "È La Mia Vita".

O drama bateu à porta do casal, em 1997, com o desaparecimento da filha Ylenia, que, ao que se sabe, não mais voltou a aparecer, apesar da mãe continuar a alimentar a esperança de que ainda continue viva.


Como não há bela sem senão, este famoso casal, unido pelo amor e pela música, talvez pelo cansaço de uma longa carreira e pelo drama do desaparecimento da filha, acabaram por se separar em 1999.
Romina Power mudou-se em 2008 para os Estados Unidos, exercendo uma vida de artista, sobretudo como escritora e pintora (veja o seu sítio), enquanto que Al Bano se ficou pela sua Itália, novamente como Albano Carrisi (visite o seu sítio), continuando uma carreira a solo e como homem de negócios explorando a sua propriedade vinícola e o seu hotel.

Curiosamente, visitando os sítios destas duas figuras, é impressionante a forma como ambos quase omitem a forte interligação de mais de 30 anos, quer como casal quer como artistas, como se toda essa fantástica carreira fosse para esquecer. Aliás, o sítio de Romina acompanha-nos com uma sombria e pesarosa música de fundo, emprestando um ambiente mais de tristeza do que contemplação. É pena que seja assim, mas as coisas são como são e nem sempre o presente se serve das boas heranças do passado.


Al Bano e Romina Power formaram assim, durante mais de 30 anos, um casal unido pela música, sempre com a popularidade em alta, deixando um legado de belas canções, num estilo pop-ligeiro, mas sempre com o romantismo presente, bem à maneira italiana.
Muitas das suas obras ficaram para sempre na nossa memória musical.
Pessoalmente dava comigo muitas vezes a cantarolar os seus principais êxitos, como "Felicitá", "Vivirlo otra vez" e  "Ci Sara", tentando imitar a característica voz aguda do Al Bano.

Quem não se recorda das muitas músicas deste casal musical?

Vivirlo otra vez

Sharazan

Sempre sempre

Santa Maria

Gli Innamorati

Domani domani

Fragile

Impossibili

Angeli

Abbandonati

Grazie

image

image

image

image 

("Felicitá", apresentada em S.Remo, em 1976).

 

*****SN*****

17/02/2009

Procol Harum - A whiter shade of pale

 image
Pronto. Chamem-me o que quiserem, mas para mim o tema "A whiter shade of pale", da banda inglesa "Procol Harum", é uma das melhores músicas de sempre. Pelo menos está seguramente entre o Top Ten da minha lista pessoal.

Para além deste emblemático tema, a banda, classificada como de rock progressivo, tem muitos outros, igualmente de forte sonoridade, pelo que estão sempre presentes no meu leitor MP3.

Esta ligação aos Procol Harum e ao "A whiter shade of pale",  não é, obviamente, de agora. Já vem do início dos meados dos anos 70, era eu pouco mais do que uma criança. Posso até dizer que a minha paixão pelos Procol Harum é ainda anterior aos The Beatles, outra das minhas paixões musicais. Digamos que foi paixão à primeira audição, mesmo que num dos pequenos rádios (transistores) a pilhas, daqueles que tinham uma interminável antena, imensamente maior do que o pequeno rádio do tamnho de um sabonete.

Resta acrescentar que "A whiter shade of pale",  é consideras como uma das músicas mais passadas na rádio, desde sempre.



A whiter shade of pale
We skipped a light fandango,
Turned cartwheels 'cross the floor.
I was feeling kind of seasick,
But the crowd called out for more.

The room was humming harder,
As the ceiling flew away.
When we called out for another drink,
The waiter brought a tray.
And so it was that later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.
She said there is no reason,
And the truth is plain to see
That I wandered through my playing cards,
And would not let her be

One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast.
And although my eyes were open,
They might just as well have been closed.
And so it was later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.

image

image

26/11/2008

Ritchie - Menina Veneno

 image

Estávamos no ano de 1983 quando foi lançada a música "Menina Veneno", interpretada pelo inglês (Richard David Court) radicado no Brasil, de nome artístico Ritchie
 
A música pegou de estaca e depressa se tornou num êxito tanto no Brasil quanto cá em Portugal.
No Brasil, nesse ano, foi o tema que mais passou na rádio. Por cá não deve ter andado longe do pódio. 
 
Recordo muito bem esse tempo e o tema a passar em tudo quanto era rádio. Nas discotecas da altura era tema obrigatório e em alguns dos meus namoricos da época estão associados à "Menina Veneno". Como não podia deixar de ser, mandei gravar a faixa numa cassete das melhores, a BASF Chrome Extra II 9. Ainda deve andar por alguma das velhas gavetas. Durante algum tempo, "Menina Veneno"  foi um tema que frequentemente interpretava com o meu violão.

"Menina Veneno" foi escrita em parceria com Bernardo Vilhena e fazia parte do álbum "Voo do Coração", com a etiqueta da Sony.
A música de facto teve muito êxito e ao longo dos tempos já conheceu diversas versões interpretadas por reputados artistas, nomeadamente a Rita Lee.

image

image 



image

Foi numa cassete como esta que gravei o êxito do Ritchie, "Menina Veneno", que mandei gravar numa loja de discos da minha zona.

Sobre Ritchie, pode visitar a sua página, onde são dados a conhecer alguns pormenores da sua biografia, carreira e discografia.
Aqui fica a letra da famosa música dos anos 80:

Menina Veneno

Ouço passos na escada
Vejo a porta abrir
Um abajur cor de carne
Um lençol azul
Cortinas de seda
O seu corpo nu

Menina Veneno
O mundo é pequeno demais pra nós dois
Em toda cama que eu durmo
Só dá você, só dá você,
Só dá você, (yeah, yeah, yeah, yeah)
Seus olhos verdes no espelho
Brilham para mim
Seu corpo inteiro é um prazer
Do principio ao sim
Sozinho no meu quarto
Eu acordo sem você
Fico falando pras paredes
Até anoitecer

Menina Veneno
Você tem um jeito sereno de ser
E toda noite no meu quarto
Vem me entorpecer, me entorpecer
Me entorpecer, (yeah, yeah, yeah, yeah)
Meia-noite no meu quarto
Ela vai surgir
Eu ouço passos na escada
Vejo a porta abrir
Você vem não sei de onde
Eu sei vem me amar
Eu nem sei qual o seu nome
Mas nem preciso chamar

12/09/2008

Nazareth - Love Hurts

 

nazareth santa nostalgia 1

nazareth santa nostalgia 3

nazareth santa nostalgia 2

"Love Hurts", no YouTube

 

Hoje quero trazer à memória uma canção que integra o portfólio das minhas recordações musicais dos idos anos de 70. Trata-se de "Love Hurts", dos NAZARETH, uma banda rock escocesa. Poder-se-ía pensar que daquelas terras altas das ilhas Britânicas apenas existissem tocadores de gaitas de foles, trajados com as tradicionais saias, as "kilts", mas não; também saíu bom rock.


Creio que já falei nisso numa memória anterior, mas recordo a romaria da minha aldeia como uma fonte de memórias musicais pois nessa altura, antes uns dias da data da festa, era montada no arraial a aparelhagem sonora, com aqueles clássicos altifalantes, a que chamavam "bocas" ou "cornetas" (1). O dono da mesma aparelhagem trazia então uma carrada de caixas com carradas de discos de vinil, singles e LP,s. Era uma alegria quando ele permitia que déssemos uma desfolhadela ao conteúdo das caixas. Então, os Nazareth, com o "Love Hurts" era presença habitual, sendo uma das músicas mais passadas.


É, pois, com nostalgia que trago à memória esta preciosidade que ainda hoje se ouve pelas rádios.
Os Nazareth, escoceses, como disse, formaram-se nos anos 60, na cidade de Dunfermline, com Dan McCafferty (vocalista), Manny Charlton (guitarrista), Pete Agnew (baixista) e Darrell Sweet (baterista).
A banda mudou-se no início dos anos 70 para Londres e foi melhorando, nomeadamente com a junção ao produtor Roger Glover, que imprimiu à banda um som mais hard. Para além de "Love Hurts", a banda teve muitos outros sucessos, tais como "Broken Down Angel" e "Bad Bad Boy". Ao nível de álbuns, merece destaque o "Hair of the Dog", de 1975.
Pode ler a história detalhada da banda no seu sítio oficial.

 

Letra da música:

Love hurts

Love hurts
love scares
love wounds and mares any heart
Not tough nor strong enough to take a lot of pain
Take a lot of pain
love is like a cloud
holds a lot of rain.
Love hurts
love hurts
I'm young I know but even so
I know a thing or two I've learned from you
I've really learned a lot
really learned a lot.
Love is like a stove
burns you when it's hot.
Love hurts
love hurts
some fools rave of happiness

Blissfulness
togetherness
some fools fool themselves
I guess

But they're not fooling me I know it isn't true

No
it isn't ture. Love is just a lie made to make you blue.
Love hurts
love hurts.

Love hurts
love scares
love wounds and mares any heart

 

(fonte: URL)

(1) o altifalante, "boca" ou "corneta", a que acima referia. Aparelhos que "vomitavam" muita da música que agora faz parte das minhas memórias e nostalgias.

altifalante santa nostalgia 1

altifalante santa nostalgia 2