14/03/2009
Vestuário - roupas dos anos 60 - 2
07/03/2009
Vestuário - roupas dos anos 60 - 1
15/01/2009
As calças de ganga Lois
A empresa espanhola, com sede em Valência, não resistia às dificuldades do mercado, um pouco à semelhança de muitas outras empresas ligadas ao sector têxtil, não sendo alheia a esta crise, a proliferação e aumento das exportações da China.
Mais recentemente, já este ano, li na revista Sábado que ainda estavam a ser estudadas algumas possibilidades de salvação, que não da empresa, pelo menos da mítica marca. Uma hipótese poderia residir na aquisição por parte do grupo Inditex que detém a cadeia de vestuário Zara. Estão em aberto várias hipóteses. O certo é que a marca ganhou mais prestígio e em alguns sites de leilões e vendas, as calças da LOIS têm vindo a ser transaccionadas a preços elevados.
A Lois era a marca emblemática do grupo Sáez Merino, nascida em 1962. A marca sempre teve muito prestígio, nomeadamente nos anos 70, com campanhas publicitárias protagonizadas pelo grupo musical sueco Abba, o cantor Rod Stewart e o tenista sueco Bjorn Borg.
As calças de ganga LOIS eram conhecidas pelo símbolo inconfundível de um touro preto, com um grafismo estilizado. Também ficaram famosas as casacas (jackets) exportadas para França que saíram com o defeito das mangas compridas. O defeito tornou-se feitio pois tornou-se moda usar as casacas com parte da manga arregaçada. Ainda hoje é frequente ver esta situação.
Em adolescente recordo-me de possuir pelo menos dois pares de calças desta marca. Eram de facto excelentes, quase sempre ajustadas ao corpo. Tinham tanta fama e prestígio quanto as Levi´s, as Lee ou as portuguesas Número 1. Era das minhas calças preferidas e era com orgulho e vaidade que ostentava o touro. Claro que custavam uma pipa de massa, muito acima do custo de um par de calças de qualquer outra marca inferior.
As calças de ganga, hoje designam-se popularmente de jeans e estão universalizadas. De um vestuário grosseiro, fundamentalmente de trabalho, passou a fazer parte da indumentária do dia-a-dia, tanto na aldeia como na cidade, tanto no campo como no escritório, em ocasiões informais ou até em cerimónias.
12/09/2008
Penélope - A rapariga de cabelos compridos com chapéu.
Recordo aqui uma moda, ou mesmo mania, que teve o seu início no princípio dos anos 80 (se a memória me não atraiçoa).
Trata-se do famoso autocolante da rapariga de cabelos compridos e com chapéu, e que por essa altura andava colada em tudo quanto era automóvel; Uns no vidro dianteiro, outros no posterior, ou até mesmo de lado ou até na própria chaparia.
A Penélope está representada num grafismo estilizado, quase sempre monocromático, principalmente em preto (original) mas também noutras cores e variações devido à comercialização da imagem.
Ao que parece esta moda foi importada (ou exportada) da discoteca espanhola "Penelope", da zona balnear de Benidorm. Efectivamente, esse grafismo da rapariga de cabelos compridos e com chapéu,de olhar enigmático, ainda hoje é o logotipo da famosa discoteca, que está a celebrar 40 anos de existência.
Será sempre intrigante a forma como a coisa rapidamente se espalhou, quase como uma nuvem radioactiva, para mais tendo em conta que na altura não existia a tecnologia de informação e comunicação que é a Internete, onde as modas, mitos e lendas urbanas se espalham num abrir e fechar de olhos.
Seja como for, a Penélope foi mesmo moda e mania e ainda hoje subsiste em muitos automóveis (novos e chaços).
Na altura, a quem aderia a esta moda adquirindo e fixando o autocolante da Penélope, era classificado como "azeiteiro". Penso que ainda hoje existe esta conotação.
Deste modo, seria uma injustiça que o autocolante da Penélope não figurasse nas minhas e vossas memórias e nostalgias.
21/08/2008
Vestuário em Dralon - Fibra acrílica da Bayer
