Mostrar mensagens com a etiqueta Modas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Modas. Mostrar todas as mensagens

14/03/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 2

vestuario anos 60 santa nostalgia 02

vestuario anos 60 santa nostalgia 01

vestuario anos 60 santa nostalgia 03

vestuario anos 60 santa nostalgia 04

Vejam como as beldades dos anos 60 se vestiam. Certamente que alguns modelos não diferem muito dos da actualidade, sendo que as moças de agora andam nitidamente muito mais despidas e nem será pelo efeito estufa ou aquecimento global.
Por outro lado, o conceito de elegância e bem-vestir anda um pouco pela rua da amargura. Sinais dos tempos.

07/03/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 1

vestuario anos 60 santa nostalgia 01

vestuario anos 60 santa nostalgia 02

vestuario anos 60 santa nostalgia 03

Actualmente o vestuário do dia-a-dia, tanto das crianças como dos jovens, é de gosto duvidoso e prima por uma base de calças de ganga, largas e disformes, de cinta baixa, mostrando parte do traseiro e umbigo e também de t´shirts muito estampadas e polos, mas tudo num grande desalinho e com combinações algo confusas. Resumindo, andamos muito mal vestidos ou quase bem despidos.
É claro que a cada época correspondem novas modas e estilos e quanto a isso nada a fazer. Foi sempre assim ao longo dos tempos e da história do vestuário, da indumentária.

A roupa dos anos 60, que acima reproduzimos, primava fundamentalmente por modelos de corte muito simples, muito estilizada, tanto nas crianças como nos jovens e adultos, constituindo um estilo muito próprio e que caracterizou fortemente a década de 60, altura em que foi criada a revolucionária mini-saia. Os media, a televisão e as revistas, de modo especial, contribuíram para a definição dessas modas e tendências, incutindo gostos e estilos junto da sociedade.

A generalização das fibras sintéticas, como o nylon, o poliester e a lycra, vieram revolucionar a indústria do vestuário. Foi também o período em que a roupa deixou de ser feita predominantemente por medida, no alfaiate ou costureira da aldeia, para passar a ser vendida já pronta em lojas chamadas de pronto-a-vestir.
Doravante e periodicamente, iremos publicar por aqui algumas imagens com modelos de roupa dos anos 60, especialmente de criança.

15/01/2009

As calças de ganga Lois


image

image

image

image

Em Outubro de 2008, a imprensa dava-nos conta da falência do grupo grupo Sáez Merino, detentor da marca de jeans (calças de ganga) LOIS.
A empresa espanhola, com sede em Valência, não resistia às dificuldades do mercado, um pouco à semelhança de muitas outras empresas ligadas ao sector têxtil, não sendo alheia a esta crise, a proliferação e aumento das exportações da China.

Mais recentemente, já este ano, li na revista Sábado que ainda estavam a ser estudadas algumas possibilidades de salvação, que não da empresa, pelo menos da mítica marca. Uma hipótese poderia residir na aquisição por parte do grupo Inditex que detém a cadeia de vestuário Zara. Estão em aberto várias hipóteses. O certo é que a marca ganhou mais prestígio e em alguns sites de leilões e vendas, as calças da LOIS têm vindo a ser transaccionadas a preços elevados.

A Lois era a marca emblemática do grupo Sáez Merino, nascida em 1962. A marca sempre teve muito prestígio, nomeadamente nos anos 70, com campanhas publicitárias protagonizadas pelo grupo musical sueco Abba, o cantor Rod Stewart e o tenista sueco  Bjorn Borg.

As calças de ganga LOIS eram conhecidas pelo símbolo inconfundível de um touro preto, com um grafismo estilizado. Também ficaram famosas as casacas (jackets) exportadas para França que saíram com o defeito das mangas compridas. O defeito tornou-se feitio pois tornou-se moda usar as casacas com parte da manga arregaçada. Ainda hoje é frequente ver esta situação.

Em adolescente recordo-me de possuir pelo menos dois pares de calças desta marca. Eram de facto excelentes, quase sempre ajustadas ao corpo. Tinham tanta fama e prestígio quanto as Levi´s, as Lee ou as portuguesas Número 1. Era das minhas calças preferidas e era com orgulho e vaidade que ostentava o touro. Claro que custavam uma pipa de massa, muito acima do custo de um par de calças de qualquer outra marca inferior.

As calças de ganga, hoje designam-se popularmente de jeans e estão universalizadas. De um vestuário grosseiro, fundamentalmente de trabalho, passou a fazer parte da indumentária do dia-a-dia, tanto na aldeia como na cidade, tanto no campo como no escritório, em ocasiões informais ou até em cerimónias.
Apesar do conceito do corte e do estilo não ter alterado substancialmente ao longo da sua história, actualmente as calças de ganga estão mais diversificadas, vendendo-se, inclusive, já com rasgões, coçadas, esfarrapadas e quase sem cinta, em contraponto aos anos 70 em que as cintas eram demasiado altas e as pernas demasiado largas, chamadas de boca-de-sino. Neste aspecto, apesar do estilo inconfundível, as calças de ganga, ou jeans, não deixaram de se adaptar às modas e às tendências.
Por tudo isto, esperemos que a LOIS continue por muitos anos pois faz parte das memórias e nostalgias de várias gerações.

12/09/2008

Penélope - A rapariga de cabelos compridos com chapéu.

 

penelope santa nostalgia 04

penelope santa nostalgia 01

penelope santa nostalgia 02

penelope santa nostalgia 03

Recordo aqui uma moda, ou mesmo mania, que teve o seu início no princípio dos anos 80 (se a memória me não atraiçoa).

Trata-se do famoso autocolante da rapariga de cabelos compridos e com chapéu, e que por essa altura andava colada em tudo quanto era automóvel; Uns no vidro dianteiro, outros no posterior, ou até mesmo de lado ou até na própria chaparia.

A Penélope está representada num grafismo estilizado, quase sempre monocromático, principalmente em preto (original) mas também noutras cores e variações devido à comercialização da imagem.


Ao que parece esta moda foi importada (ou exportada) da discoteca espanhola "Penelope", da zona balnear de Benidorm. Efectivamente, esse grafismo da rapariga de cabelos compridos e com chapéu,de olhar enigmático, ainda hoje é o logotipo da famosa discoteca, que está a celebrar 40 anos de existência.
Será sempre intrigante a forma como a coisa rapidamente se espalhou, quase como uma nuvem radioactiva, para mais tendo em conta que na altura não existia a tecnologia de informação e comunicação que é a Internete, onde as modas, mitos e lendas urbanas se espalham num abrir e fechar de olhos.
Seja como for, a Penélope foi mesmo moda e mania e ainda hoje subsiste em muitos automóveis (novos e chaços).
Na altura, a quem aderia a esta moda adquirindo e fixando o autocolante da Penélope, era classificado como "azeiteiro". Penso que ainda hoje existe esta conotação.
Deste modo, seria uma injustiça que o autocolante da Penélope não figurasse nas minhas e vossas memórias e nostalgias.

21/08/2008

Vestuário em Dralon - Fibra acrílica da Bayer


publicidade antiga_santa nostalgia_dralon_01
publicidade antiga_santa nostalgia_dralon_02
publicidade antiga_santa nostalgia_dralon_03

Três cartazes publicitários à fibra acrílica alemã DRALON, uma marca da BAYER. Três modelos de vestuário a fazer inveja a muitas mulheres portuguesas.
Era uma época em que a forma de vestir das mulheres lusas estava em forte mudança, repercutindo-se, embora com atraso, no que estava a acontecer nos Estados Unidos e na Europa. Por isso era muito frequente nesta altura a publicidade a vestuário, aos seus modelos de linhas simples mas ousados e, claro, a par das maravilhas apregoadas às novas fibras sintéticas.
A DRALON foi introduzida em Portugal em 1965, tendo sido um êxito, como aconteceu com todas as fibras sintéticas dessa época.

Hoje em dia valorizam-se as fibras naturais, como a lã, o algodão, a seda e o linho, e evitam-se as sintéticas, pelo menos ao nível de roupas que contactam directamente com o corpo, como as cuecas, peúgas e camisas, mas nem sempre foi assim, pois nos anos 60 e 70 estas fibras, produzidas a partir do período pós II Guerra Mundial, eram muito populares pelo seu preço acessível, facilidade de manutenção, tratamento e sua durabilidade. Por conseguinte, são muito comuns dessas décadas os reclames publicitários tanto ao Dracon como ao Terylene e ao Nylon. Estas fibras, constituindo tecidos a 100% ou misturadas com as fibras naturais, permitiram um maior desenvolvimento da indústria têxtil e por acrescento, da moda e do vestuário.

As fibras sintéticas são produzidas a partir de polímeros derivados do petróleo e carvão. Os polímeros mais conhecidos são o Poliamida, o Polyester e o Acrílico. A partir destes três principais,  produzem-se o Nylon, a partir do Poliamida, o Terylene, Trevira e Dracon, a partir do Polyester e o Acrilon, Courtelle, Orlon e o nosso Dralon a partir dos polímeros de Acrílico.
A Dralon foi vendida pela Bayer em 2001 à Italy's Fraver Group.

- Dralon - url