Mostrar mensagens com a etiqueta Objectos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Objectos. Mostrar todas as mensagens

11/03/2009

Detergente JUÁ - A Régua Mágica e outros brindes

 detergente jua santa nostalgia 01
image

image

 O detergente JUÁ era fabricado pela SONADEL - Sociedade Nacional de Detergentes, por sua vez parte do grupo CUF.

O detergente  JUÁ foi sem dúvida um dos mais populares nas décadas de 60 e 70, sendo, no entanto, ainda comercializado pelo menos em parte dos anos 80. Este produto de limpeza de roupa mas também de louça, tornou-se popular, se não pela sua eficiência, seguramente pelos inúmeros brindes que fazia distribuir em cada caixa do pó azul. Desde as úteis molas (por cá na terra conhecidas por pregadeiras) destinadas a segurar a roupa no arame do estendal, até porta-chaves, passando por artigos de uso na cozinha, como copos e taças em vidro, mas sobretudo por bonecos em miniatura moldados em plástico e outros brinquedos, o que eram então a alegria dos mais novos. Hoje em dia, os que sobrevivceram são objectos cobiçados por coleccionadores e saudosistas.

Ora quanto aos inúmeros brindes oferecidos pelo JUÁ, quem se lembra do detergente de lavar roupa marca JUÁ, com o seu slogan: "Juá a lavar é sol a corar!" ? Este detergente, que creio que rivalizava com as marcas OMO, PRESTO, e TIDE, já desapareceu do mercado mas tornou-se muito popular nos anos 60 e 70, não tanto pelas suas qualidades, que de resto não seriam inferiores aos concorrentes, mas sobretudo pela vasta gama de brindes que oferecia.
É caso para se dizer que os jornais actuais copiaram o conceito ao JUÁ. De resto na época a oferta de brindes era uma éstratégia usada por muitas marcas, nomeadamente as ligadas a produtos de uso doméstico e da alimentação.
Recordo-me sobretudo dos brindes na forma de bonecos em PVC, monocromáticos. Pessoalmente cheguei a ter dezenas deles, a que juntava outros semelhantes oferecidos pelos gelados Olá.

Para além dos bonecos, que actualmente são muito procurados, a JUÁ oferecia outras coisas, tal como copos. A minha mãe até ainda há pouco tempo tinha uma interessante colecção de copos castanhos.
O poster publicitário acima publicado, datado de 1963, refere-se à oferta de um fervedor. Para o efeito, à dona-de-casa, bastaria acrescentar 19$50 a uma tampa da caixa gigante, ou a duas tampas das caixas grandes ou a três tampas das caixas pequenas.

De todos os brindes proporcionados pelo detergente JUÁ, um dos mais originais chamava-se "Régua Mágica", que hoje sabemos que funcionava pelo princípio do Espirógrafo (Spirograph).

A régua de que me lembro (idêntica à exibida acima), e que infelizmente alguém desviou do lote dos meus brinquedos, era composta por um conjunto de 2 círculos dentados interiormente, abertos na própria régua e 3 rodas dentadas móveis, de diferentes tamanhos, por sua vez cada uma com um conjuntos de orifícios feitos a diferentes distâncias do centro. A ideia era inserir a ponta do lápis ou da esferográfica num dos orifícios da roda dentada móvel e fazendo girar a mesma entre si que por sua vez percorria a circunferência dentada do círculo fixo.

De acordo com os tamanhos das rodas e do ponto de inserção da esferográfica, os desenhos realizados apresentavam-se diferentes mas todos fascinantes para a imaginação de crianças.
Claro está que a combinação das diferentes rodas e de diferentes cores, era possível desenhar umas coisas giras, para admiração dos colegas da escola.

Hoje em dia, com as ferramentas da Internet, até podemos brincar com Espirógrafos virtuais e assim, de certa maneira, recriar aqueles momentos inesquecíveis com a "Régua Mágica" oferecida pelo detergente JUÁ.

10/03/2009

Fósforos Pátria - Postal publicitário

fosforos patria postal santa nostalgia

Publicamos hoje mais um postal publicitário dos Fósforos Pátria.
Neste caso trata-se da alusão a um concurso promovido pela marca, do qual desconhecemos pormenores. Sei que, nos anos 30, a marca promoveu um concurso designado de Fósforos de Ouro, que premiava com 50$00 quem encontrasse nas caixas algum fósforo dourado. Será que este postal refere-se a este concurso?
Entretanto descobri que a famosa fábrica de porcelanas Vista Alegre, produziu nos anos 40 um modelo de cinzeiro (criado em 1931), pintado à mão, para a marca fosforeira. A encomenda comportava a produção de 3298 peças. Número interessante. É também desconhecido o critério de atribuição dos cinzeiros, mas possivelmente a clientes importantes da marca.
A peça é bonita e tem a curiosidade de integrar um elemento adaptado ao encaixe da caixa de fósforos, conforme o demonstram as imagens abaixo
Encontrei, numa leiloeira, com data de 2007, esta peça avaliada no valor de 50 euros mas têm sido vendidos exemplares por valores substancialmente superiores, tendo em conta a sua raridade bem como a importância da origem da casa fabricante.

image

image

06/03/2009

A importância dos botões

 

botoes santa nostalgia

Botões e mais botões.
Estes simpáticos objectos são intemporais e existem desde há milhares de anos, quase desde o tempo em que o homem sentiu necessidade de se vestir.

Os botões estão presentes em quase todo o tipo de vestuário, desde a roupa interior até às camisas, casacos, calças e sobretudos, mas também em calçado e outros acessórios.
Para além da sua função, prática ou meramente decorativa, os botões sempre foram feitos com variados materias, desde osso ao moderno plástico, passando por pedra, madeira, metal, vidro, etc. Há ainda os botões num determinado material base mas revestidos com outro, como tecido, couro e metal.


Apesar de existirem em diversos tamanhos e formatos, não deixam de ser objectos pequeninos e predominantemente de forma circular.
Há botões com dois ou mais buracos e também sem buracos, com sistema de argola na base.


Os botões estão integrados num grupo de artigos a que se chama de retrosaria. Sempre achei piada a esta designação e desconheço a sua origem concreta, sendo que deriva do substantivo retrós, um termo ligado à costura, assim como sempre me intrigou o termo marroquinaria, para os acessórios de couro, como cintos e malas.


Nos meus tempos de criança os botões eram uma preciosa moeda de troca e de participação em muitos jogos, incluindo o do pião, o rapa, as cartas e outros. Por conseguinte, era norma cada criança ter uma latinha ou caixinha repleta de botões, desde os mais pequenos e discretos até aos maiores, coloridos e exóticos. Para abastecer as necessidades, muitas vezes os botões eram propositadamente surripiados à roupa pelo que normalmente faltavam botões nas camisas, no casaco e até na braguilha. Recordo ainda que tinha umas primas costureiras pelo que frequentemente por lá dava a volta sempre pronto a roubar um ou outro botão.


Aos botões grandes, normalmente de casacões ou sobretudos, chamávamos de pincholas. Desconheço se o termo é usado noutras regiões.
É claro que, a modos do dinheiro, a uma pinchola correspondia o valor de vários botões, porque eram naturalmente mais raras e valiosas.


Há ainda quem coleccione botões, mas sendo um artigo tão diversificado, é uma colecção que nunca mais tem fim.
Pode parecer uma minudência, mas foi bom recordar a importância dos botões nas nossas brincadeiras de criança.

Ah, já agora, o desenho que ilustra este post foi desenhado por mim, para que o não reclamem....

 

Assunto relecionado, ou não:

Rei, capitão, soldado, ladrão...

 

*****

26/02/2009

Santuário de Lourdes - Postais

 O Santuário de Fátima é um dos locais mais conhecidos e visitados de Portugal, pelo que já há pouco mais a dizer que possa acrescentar alguma coisa à sua popularidade. É conhecido como um dos grandes Santuários Marianos a nível mundial e a ele ocorrem todos os anos, largos milhares de peregrinos católicos, tanto do país como do estrangeiro, com predominância nos dias 13 dos meses de Maio a Outubro.

Hoje, porém, não pretendemos falar do Santuário de Fátima, de modo especial, mas sim de um outro conhecido Santuário, o de Lourdes, localizado na região dos Pirinéus, no sul de França.

image

Vista aéra do Santuário de Lourdes, obtida no Google Earth.

Tudo começou com os aparecimentos da Virgem Maria a uma menina chamada Bernardette Soubirous, em 1858. Depois da aprovação dos acontecimentos pela Igreja Católica, o local transformou-se num destino de peregrinação internacional que rivaliza com Fátima.

Lourdes tornou-se assim num local de culto, de peregrinações de fé mas também de turismo. Ora onde há turismo, e o mesmo acontece em Fátima, há venda de souvenirs e recordações, incluindo os clássicos postais. Neste aspecto, pela sua posição na montanha e com o rio Gave bem ao lado, o Santuário de Lourdes é muito mais fotogénico do que o congénere de Fátima.
Neste contexto, hoje publicamos alguns antigos mas belos postais adquiridos em Lourdes, nos anos 60.

santa nostalgia lourdes franca 1

santa nostalgia lourdes franca 2

santa nostalgia lourdes franca 4

santa nostalgia lourdes franca 5

santa nostalgia lourdes franca 3

30/01/2009

"Que quereis de nós, Senhor?" - Catecismo da segunda classe

catecismo que quereis de nos senhor_capa
<7center>
 Já falamos aqui no Santa Nostalgia do catecismo "Quem Sóis Vós, Senhor?", da primeira classe de catequese do início dos anos 70 e que esteve em vigor durante pelo menos duas décadas.

Na sequência desta série, seguia-se o catecismo da segunda classe "Que quereis de nós, Senhor". Ou seja, depois de durante a primeira classe ficarmos a saber quem era Deus, na classe seguinte interrogávamos sobre o que Deus pretendia de nós. Era assim uma caminhada de descoberta sequencial.

As imagens que a seguir publicamos são precisamente desse catecismo "O que quereis de nós, Senhor", da segunda classe de catequese.
O catecismo está magnificamente ilustrado com desenhos do artista Zé Manel.
Estou certo de que este catecismo reavivará memórias e nostalgias a todos quantos, em criança, aprenderam a doutrina cristã com este delicioso catecismo.

image



catecismo que quereis de nos senhor_01_01

catecismo que quereis de nos senhor_07

catecismo que quereis de nos senhor_06

catecismo que quereis de nos senhor_05

catecismo que quereis de nos senhor_04

catecismo que quereis de nos senhor_03

catecismo que quereis de nos senhor_08

27/01/2009

Crónica Feminina - Nº 617

 

cronica feminina 617 santa nostalgia

Revista CRÓNICA FEMININA. Edição Nº 617 de 19 de Setembro de 1968.

Entretanto pode recordar os nossos anteriores artigos sobre a popular revista Crónica Feminina:

Link 1

Link 2

15/01/2009

As calças de ganga Lois


image

image

image

image

Em Outubro de 2008, a imprensa dava-nos conta da falência do grupo grupo Sáez Merino, detentor da marca de jeans (calças de ganga) LOIS.
A empresa espanhola, com sede em Valência, não resistia às dificuldades do mercado, um pouco à semelhança de muitas outras empresas ligadas ao sector têxtil, não sendo alheia a esta crise, a proliferação e aumento das exportações da China.

Mais recentemente, já este ano, li na revista Sábado que ainda estavam a ser estudadas algumas possibilidades de salvação, que não da empresa, pelo menos da mítica marca. Uma hipótese poderia residir na aquisição por parte do grupo Inditex que detém a cadeia de vestuário Zara. Estão em aberto várias hipóteses. O certo é que a marca ganhou mais prestígio e em alguns sites de leilões e vendas, as calças da LOIS têm vindo a ser transaccionadas a preços elevados.

A Lois era a marca emblemática do grupo Sáez Merino, nascida em 1962. A marca sempre teve muito prestígio, nomeadamente nos anos 70, com campanhas publicitárias protagonizadas pelo grupo musical sueco Abba, o cantor Rod Stewart e o tenista sueco  Bjorn Borg.

As calças de ganga LOIS eram conhecidas pelo símbolo inconfundível de um touro preto, com um grafismo estilizado. Também ficaram famosas as casacas (jackets) exportadas para França que saíram com o defeito das mangas compridas. O defeito tornou-se feitio pois tornou-se moda usar as casacas com parte da manga arregaçada. Ainda hoje é frequente ver esta situação.

Em adolescente recordo-me de possuir pelo menos dois pares de calças desta marca. Eram de facto excelentes, quase sempre ajustadas ao corpo. Tinham tanta fama e prestígio quanto as Levi´s, as Lee ou as portuguesas Número 1. Era das minhas calças preferidas e era com orgulho e vaidade que ostentava o touro. Claro que custavam uma pipa de massa, muito acima do custo de um par de calças de qualquer outra marca inferior.

As calças de ganga, hoje designam-se popularmente de jeans e estão universalizadas. De um vestuário grosseiro, fundamentalmente de trabalho, passou a fazer parte da indumentária do dia-a-dia, tanto na aldeia como na cidade, tanto no campo como no escritório, em ocasiões informais ou até em cerimónias.
Apesar do conceito do corte e do estilo não ter alterado substancialmente ao longo da sua história, actualmente as calças de ganga estão mais diversificadas, vendendo-se, inclusive, já com rasgões, coçadas, esfarrapadas e quase sem cinta, em contraponto aos anos 70 em que as cintas eram demasiado altas e as pernas demasiado largas, chamadas de boca-de-sino. Neste aspecto, apesar do estilo inconfundível, as calças de ganga, ou jeans, não deixaram de se adaptar às modas e às tendências.
Por tudo isto, esperemos que a LOIS continue por muitos anos pois faz parte das memórias e nostalgias de várias gerações.

01/01/2009

Pensos Hansaplast - Um homem nunca chora

hansaplast_publicidade antiga_santa nostalgia

Ao publicar este antigo anúncio aos pensos Hansaplast, não posso deixar de me lembrar das crianças (quase sempre de etnia cigana) que os vendem junto de grandes aglomerados de pessoas, como nos parques de estacionamento, praias, romarias, etc. Com caras tristes e maozitas estendidas, oferecendo os packs de pensos, são, de facto, uma imagem associada a estas tirinhas plásticas que são conhecidas e usadas em todo o mundo.
A Hansaplast é uma marca da conhecida empresa Beiersdorf, com sede em Hamburgo, Alemanha, também detentora da conhecida marca de creme Nívea. É líder mundial em produtos de tratamentos ligeiros de feridas superficiais.

A Hansaplast comemorou, em 2007, 85 anos, tendo, na ocasião, sido lançada no mercado uma caixa comemorativa, que abaixo reproduzimos, contendo diversos tipos de pensos. Também com esse pretexto lançou dois inovadores produtos, o Gel Anti-Bolhas e o penso em spray.
A marca comercializa pensos para todos os tipos de ferimentos e situações, continuando um caminho de inovação, iniciado no longínquo ano de 1922. De referir que na Inglaterra e em muitos outros países, o produto é vendido com o nome de Elastoplast.

Como não podia deixar de ser, este produto, os pensos da Hansaplast, está ligado às minhas memórias de criança, pois sempre que surgia um ferimento ligeiro, um arranhão ou picadela, resultante das brincadeiras, o penso da cor de pele surgia como um curandeiro milagroso. Contudo, sempre fiquei com a sensação de que o penso pouco resultado dava. Como a zona central, com o algodão, não aderia à pele, quase sempre não impedia a entrada de sujidade para a ferida. Por outro lado, a zona onde colava, depois de retirada, volvidos alguns dias, deixava uma marca de cola que só saía passando álcool.

Seja como for, desde que me conheço que me habituei a ver por casa estes práticos pensos da Hansaplast. Há cerca de dois ou três anos comprei numa farmácia uma malinha plástica contendo um conjunto de pensos e compressas para várias ocasiões, incluindo uma tesourinha e uma pinça. Felizmente foram poucos os ferimentos pelo que o conjunto, o kit, está quase intacto.

image

image

image

 image
- Embalagem metálica, comemorativa dos 85 anos da marca.
- Documento com listagem de vários produtos da Hansaplast
- Beiersdorf - Portugal
- Um pouco da história da Hansaplast - Espanhol

30/12/2008

Kodak - Como é fácil tirar fotografias!

 

publicidade_kodak_19022007

kodak brownie reflex_01

 

Que fácil! Que prático! Que graça!... Tirar fotografias aos seus amigos, à namorada, a todos os incidentes da vida! Sem um aparelho "Kodak" perderá mil oportunidades que não voltam. Porque espera? Se ainda não possui um "Kodak" visite o seu revendedor "Kodak", escolha o modelo que lhe convém.

Este anúncio publicitário, do final dos anos 40, poderia muito bem referir-se a um qualquer dos muitos modelos de máquinas fotográficas digitais que actualmente se comercializam, com alta tecnologia e a preços francamente acessíveis. De facto nunca foi tão fácil, prático e divertido fotografar, não só a namorada e os amigos como também o cão, as flores, o jardim e tudo o mais que se queira imaginar. Qualquer assunto é pretexto para se captar imagens que depois se acumulam no computador.


Mas, não! Este anúncio é do final dos anos 40, altura em que na Grã-Bretanha se produzia este modelo histórico da Kodak, o  Kodak Brownie Reflex. Este modelo foi produzido nos Estados Unidos entre Maio de 1940 e Agosto de 1942 (modelo não sincronizado) e entre Setembro de 1941 a Maio de 1952 (modelo sincronizado) e de 1946 a 1960 no Reino Unido.

De facto, durante muito tempo, Kodak foi sinónimo de máquina ou câmara fotográfica. Ainda hoje é frequente esta denominação ou analogia.


Nos meus tempos de criança, recordo-me que o tirar uma fotografia, com o irrealista conceito de fácil, prático e divertido, era um privilégio de poucos. Por isso, quando se precisave do boneco, recorria-se a casas da especialidade, normalmente no centro da vila, apenas para momentos especiais como a fotografia para o bilhete de identidade, a carta de condução ou então uma reportagem, a preto-e-branco, nas festas da comunhão solene e no casamento.
Fora destes contextos, a fotografia era muito inacessível.

A partir de meados dos anos 70, a coisa tornou-se mais fácil, com a vulgarização de modelos compactos como a Kodak Instamatic, e com a introdução e generalização dos rolos de película a cores, com as câmaras a conhecerem uma ampla expansão. Mesmo assim, devido ao custo elevados dos rolos de película e revelação, os cliques eram reservados para situações mais ou menos especiais.


Por tudo isto, pode-se dizer que o texto do reclame publicitário acima publicado, só se tornou concretizado já no séc. XXI. Até aí, mesmo em plena era do digital, os preços eram pouco acessíveis. Ainda há meia dúzia de anos comprei a minha primeira máquina digital, uma Sony de 3.1 Megapixels, pelo preço de 520 euros. Hoje por este preço adquire-se uma boa câmara com características Reflex. Mas mesmo antes disso, na minha empresa comprou-se uma Sony Mavica, muito grande, que gravava numa disquete, com baixa resolução, mas que custou uma pipa de massa.


Como vêem, a publicidade sempre andou avançada em relação ao seu verdadeiro tempo.

20/12/2008

Postais de Natal

postal de natal

O postal de Natal, para além da sua história e da sua origem, é um elemento nostálgico e profundamente actual, ligado a esta festividade cristã.

Hoje em dia, com a Internet, vulgarizou-se o envio dos chamados postais electrónicos, não só em imagens estáticas, como também com efeitos e mensagens animadas. Para além dos temas clássicos, como a sagrada família, o presépio, as paisagens com neve, anjos, pastores, reis magos e noites estreladas e cintilantes, proliferam também temas pouco dignificantes e adulterados misturando erotismo e humor despropositado.

Todavia, para além destes negativos sinais dos tempos em que o Natal tende a tornar-se numa festa pagã, dedicada ao Santo Consumismo, filho do Santo Comércio e da Santa Economia, com o Pai Natal a fazer figura de vendedor de propaganda consumista, os postais de Natal na forma clássica ainda continuam a ter o seu lugar mas, verdade seja dita, tendem a desaparecer.

No meu caso pessoal, desde criança que os postais de Natal me fascinaram pela beleza das suas ilustrações e cores.
Recordo-me desde há muito de receber postais lindíssimos, e calendários de mesa, com quadros pintados por deficientes, uns pintados com o pé, outros com a boca. Sempre  valorizei estes postais e por diversas vezes os adquiri para distribuir por familiares e amigos.

Com todo este fascínio, ainda guardo um bom lote de postais mais ou menos antigos e, independentemente da época do ano, é com especial carinho e fascínio que os contemplo e sempre os associo à festividade do nascimento de Jesus.
Reproduzo aqui alguns postais, incluindo alguns retirados de sítios da Internet.

postal de natal

postal de natal

postal de natal


postal de natal

postal de natal

- Mais alguns dos nossos postais de Natal em: Santa Nostalgia Docs
- Mais aqui

04/12/2008

Quase Natal

 Natal - Santa Nostalgia

Por tradição, 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, é a data a partir da qual o ambiente da Natal entre na minha família e creio que na de muitos portugueses.
Eu sei que o natal consumista entre cada vez mais cedo em nossas casas e não tarda que isso aconteça ainda em pleno Verão, mas tradição é tradição e só a partir desse dia é que é montado o presépio e, por conseguinte, principia a contagem decrescente para o tão esperado dia, sempre num ambiente e espírito natalícios.

Sou de uma família católica, por isso é natural que o Natal tenha ainda o verdadeiro significado de uma festa cristã, onde a figura principal é o Menino Jesus, bem como toda a mensagem humana a ele subjacente.

É extremamente difícil alhearmo-nos dele, mas o natal consumista e comercial, regra geral, não é bem-vindo. O pai natal é assim uma figura menor, por ser uma figura ridícula e ridicularizada, aproveitada indecentemente por tudo quanto é comércio.

Dentro do verdadeiro espírito de Natal, o cristão e não o comercial ou pagão, durante este mês de Dezembro e até ao Dia de Reis (6 de Janeiro) faremos por publicar aqui memórias e nostalgias relacionadas com a festividade, com a quadra.

Hoje principiámos com uma série de postais de Natal,  pintados pela mão da talentosa Laura Costa, para uma edição dos CTT, em 1942, repletos de ternura e que nos reportam a um tempo de meninice, já passado mas que ainda vive nas nossas memórias e na nossa alma.

Natal - Santa Nostalgia 

03/10/2008

Andar de andas - As nossas perigosas brincadeiras

 

andas santa nostalgia

Quantos de nós, em criança, não já tiveram a oportunidade de se movimentar com umas andas?
As andas consistem num par de paus, com altura variável, mas em regra com cerca de dois metros e com um suporte horizontal,com uma extensão entre 10 a 20 cm, pregado ou afixado a uma certa altura de chão.
Conforme demonstra as imagens acima, os suportes servem para apoiar os pés e assim ficarmos elevados. Portanto, quanto maior a distância dos suportes relativamente ao chão, maior a altura que conseguimos obter.
Para se caminhar com as andas é necessário algum treino mas é relativamente fácil, obviamente dependendo da altura dos suportes.
Para que a anda fique completa, o ideal é ser revestida nos topos inferiores com um material anti-derrapante, como um bocado de couro ou um taco de borracha. Também os suportes dos pés devem ter alguma aderência, mas de modo a não prender demasiado os pés, pois em caso de queda fica-se sem movimento para saltar. Nos casos em que se enfiam umas calças compridas, é uma situação arriscada pelo que deve ser feita por quem tem muita experiência a caminhar com as andas.


Como não podia deixar de ser, em criança, aí pelos meus doze anitos, juntamente com os meus irmãos mais chegados, também construímos as nossas andas e, não fizemos por menos, com os suportes colocados a quase  1 metro de altura. Ficámos uns autênticos pernas-longas. Claro que tivemos um imenso êxito junto dos colegas que ficaram de boca aberta com o espectáculo. A moda pegou por alguns dias e era ver toda a rapaziada no largo da aldeia a caminhar com andas. Parecia uma terra de gigantes.


É claro que em tudo isto, o desafio e o risco estão sempre de mãos dadas, pelo que, não satisfeitos com o simples andar no terreiro plano ou com pouca inclinação, o nosso desafio era subir a escada exterior da casa de meus pais, com cerca de 16 degraus. Claro que conseguimos subir e descer várias vezes, mas quando a minha mãe descobriu o número de circo, a palhaçada acabou com um outro festival de porrada. E foi bem merecida pois era uma brincadeira demasiado perigosa. Uma queda a meio da escada era cabeça partida pela certa.


Bons tempos aqueles, mas cheios de traquinice e brincadeiras muito arriscadas. Mas como diz o ditado "à criança e ao borracho, põe Deus a mão por baixo". Seja como for, por uma brincadeira bem menos perigosa, fracturei em criança o meu tornozelo esquerdo e já com os meus dezoito anos também fracturei o meu pulso esquerdo. Mas isso será motivo para uma nova e futura memória.


Hoje em dia as andas não estão esquecidas e embora não façam parte das brincadeiras quotidianas das crianças, é comum vê-las em acção em alguns eventos ou espectáculos de rua.

30/09/2008

Tampões TAMPAX

 

tampax publicidade antiga santa nostalgia

aqui falamos dos tampões TAMPAX.

Pela sua importância e até raridade, aqui publicamos mais um cartaz publicitário deste famoso produto da higiene íntima da mulher.

Neste cartaz é dado ênfase à questão da aplicação, um dos aspectos que provocava alguma renitência no seu uso. A mensagem expressa tenta desmistificar essa problema com o chamado aplicador especial.

Para quem ainda não leu o artigo anterior, pode fazê-lo neste link.