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25/05/2020

"Os Jovens Rebeldes" - "The Young Rebels" - Série TV



Por meados dos anos 70 a RTP exibia a série de televisão "Jovens Rebeldes", do original dos Estados Unidos "The Young Rebels".
Foi originalmente transmitida pela estação ABC a partir de Outubro de 1970. 
A série traduzia-se num total de 15 episódios com cerca de 60 minutos cada,  correspondentes a uma temporada. 

Quanto à sinopse da série, tratava-se das aventuras de um grupo de amigos que no período da Guerra da Revolução Americana, ou Guerra da Independência, lutavam pela causa da independência, fazendo parte de um grupo denominado de "Yankee Doodle Society", com localização na cidade de Chester, na Pensilvânia, no ano de 1777. Em situações de espionagem, sabotagem e outras que requeriam coragem discrição e inteligência, o grupo de amigos lá ia conseguindo minar acções e operações ofensivas dos militares ingleses.

Os quatro personagens principais eram Jeremy (Richard Ely), filho do mayor de Chester, Isak (Louis Gossett Jr. ), um negro ex- escravo , Henry ( Alex Henteloff ), um jovem brilhante e de óculos, intelectual e engenhoso, admirador do famoso Benjamin Franklin, a quem procurava imitar com suas invenções e engenhocas, e Elizabeth (Hilary Thompson), a bonita namorada de Jeremy. 
Por sua vez, o grupo era ajudado em muitas situações pelo também jovem rebelde militar francês, o Marquês de Lafayette (Philippe Forquet).



Parece que a ideia subjacente à série por parte da ABC, era incutir na juventude da época o espírito patriótico e nacionalista, mas dizem que a coisa falhou porque, na realidade, os jovens americanos do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, passe o exagero, estavam mais virados para a cultura pop, drogas e rock and roll, bem como apoquentados pelo quase permanente estado de guerra, na altura em pleno conflito no Vietname que ceifou largos milhares de vítimas.

29/04/2020

Bana e Flapi - O valor da amizade

Já trouxemos aqui à memória a série de desenhos animados "Bana e Flapi". Hoje, decidimos rabiscar e "passar a limpo" uma das características ilustrações da série. O desenho foi feito em formato vectorial, o que significa que podemos aumentar para grandes dimensões sem perder qualidade. Todavia,  a imagem acima é em formato PNG pelo que é apenas uma amostra.

20/02/2020

Vitorino Nemésio - Se bem me lembro...

Passam hoje 42 anos sobre a morte de Vitorino Nemésio (19 de Dezembro de 1901 - 20 de Fevereiro de 1978).

Figura ímpar da cultura portuguesa e açoreana. Poeta, romancista,cronista e académico. 
De tudo quanto se possa dizer da vida e obra de Vitorino Nemésio, de um modo geral ficou associado popularmente ao programa na RTP "Se bem me lembro...", que apresentou entre 1969 e 1975. Semanalmente até 1974 e depois de forma quinzenal. Durante cerca de 30 minutos o professor discorria sobre diversos temas, desde a cultura em geral até aos diferentes contextos da vida e sociedade. Com um estilo muito próprio, certo é que as suas conversas eram sempre agradáveis de ouvir porque revelavam o poder da comunicação e profundidade de conhecimentos e cultura.

14/02/2020

Chefe, mas pouco - Who's the Boss?


A RTP Memória tem estado a passar a série "Chefe, mas Pouco", do original "Who's the Boss?". Trata-se de um série no registo de comédia, sitcom, com origem no sítio do costume, os Estados Unidos, tendo sido exibida originalmente pela ABC entre 20 de Setembro de 1984 e 25 de Abril de 1992. Em Portugal iniciou em 1989. Uma criação e produção de de Martin Cohan e Blake Hunter, com realização de Asaad Kelada e Tony Singletary.
Foram oito temporadas com um total de 193 episódios coma  duração de aproximadamente 25 minutos cada.
A base da história é simples, como nos diz a própria RTP na apresentação da série:

"A vida de Tony Micelli sofreu um grande abalo depois da sua mulher ter morrido e também devido ao facto de uma lesão, o ter impedido de continuar a jogar baseball.
Apesar de tudo, resolve provar que é capaz de educar sozinho a sua filha pré-adolescente, tendo para isso, que mudar de cidade. Depois de conhecer Angela Bower, uma executiva que também tem alguns problemas ligados à educação do filho de sete anos, decide ser seu empregado doméstico.
Muitas peripécias acabam por acontecer,mas o maior problema é saber quem é o chefe de família..."

Principal elenco:
Tony Danza como Tony Micelli
Judith Light como Angela Robinson Bower
Alyssa Milano como Samantha Micelli
Danny Pintauro como Jonathan Bower
Katherine Helmond como Mona Robinson

De todos os actores, talvez a que veio a ter maior fama, terá sido Alyssa Milano, sendo que tanto Judith Light como Tony Danza ainda continuam ligados à televisão. 

A série foi muito popular,  de resto percebe-se pela sua duração. Um estilo muito ligeiro, porventura demasiado infantil, mas sempre com alguns apontamentos de destaque de bons princípios e valores sobretudo os ligados à família. O empregado, Tony, sempre num registo descontraído acaba por ser mais que um funcionário e de algum modo torna-se parte daquela família. Em quase todos os episódios transparece a atracção mútua entre Tony e Angela mas que nunca deu em nada, nem podia, pois afinal de contas era o sal que temperava a série.

18/10/2019

Telejornal da RTP - 60 anos


O Telejornal, serviço noticioso da RTP, completa neste dia 18 de Outubro de 2019, 60 anos.  Durante estes anos o programa diário passou por muitas alterações, de estilo e de apresentadores, de resto acompanhando os tempos e os desenvolvimentos tecnológicos. 
Dos cenários simplistas a "preto e branco", e genéricos de abertura a condizer, em que os apresentadores, ditos locutores, nesses tempos com nomes como Manoel Caetano, Gomes Ferreira, Henrique Mendes, José Mensurado e Fialho Gouveia, liam literalmente as notícias escritas em folhas de papel, até aos modernos tempos dos cenários virtuais e tele-pontos, muita coisa se passou. 
A magia da coisa, essa ficou para trás e só mesmo estas datas redondas para a relembrar e trazer à memória.

03/03/2018

"Os Vingadores" - Série de TV


Hoje, com algum atraso, e porque a RTP Memória a tem estado a passar, trazemos à recordação a série de televisão "Os Vingadores", do original inglês "The Avengers".  
Esta série foi exibida originalmente entre Janeiro de 1961 e Maio de 1969, com 161 episódios de cerca de 60 minutos cada, ao longo de 6 temporadas. Na RTP do preto-e-branco, pois, claro, foi igualmente exibida ainda nos anos 60. Tornou-se, a par de "O Santo", e muitas outras, numa série de culto dos anos 60.

Os primeiros 26 episódios foram filmados a preto-e-branco e os restantes a cores. A série chegou a ser produzida especificamente para o mercada dos Estados Unidos tendo ali sido exibida em horário nobre pela ABC.

Originalmente a série começou com um rumo que depressa viria a ser mudado já que a figura principal, John Steed (Patrck Macnee) passou de figura secundária para o personagem principal, com o abandono após a primeira temporada da figura do Dr. David Keel. Para além da figura carismática de Steed, tornaram-se populares as suas belas assistentes, como Cathy Gale (Honor Blackman), Venus Smith (Julie Stevens), Emma Peel (Diana Rigg) e ainda, mais tarde, Tara King (Linda Thorson). Pode ser uma opinião discutível mas creio que a mais famosa das assistentes, de 1965 a 1968, foi mesmo a bela Emma Peel, interpretada por Diana Rigg. A série, nas diferentes temporadas e de acordo com as assistentes de Steed, e ainda do acompanhamento dos interesses do mercado televisivo, foi tendo diversos estilos de performance, em muitos aspectos diferenciadores, pelo que para muitos era uma série de algum modo desmultiplicada em várias séries.

"The Avengers foi produzido pela Associated British Corporation (ABC), uma cadeia dentro da rede ITV. Após uma fusão em julho de 1968, o ABC tornou-se a Thames Television, que continuou a produção da série, embora ainda fosse transmitida sob o nome ABC. Em 1969, os Vingadores foram transmitidos em mais de 90 países.[wikipedia]".

A série girava à volta do tema de investigação e espionagem, com acção, mistério e suspense e algum humor, sobretudo na fase da dupla Steed e Emma Peel, contudo num registo sempre leve e descontraído, mesmo que demasiado previsível.  Nesta fase, a série era abrilhantada por temas algo futuristas com referências à ficção científica e de fantasia e mesmo vanguardistas na exibição de alguns elementos como os da moda e associados à Sr.ª Peel. De certo modo foram temas ousados e avançados para a época. Foi possível ver já nessa altura computadores, robôs e até mesmo aviões telecomandados no que hoje são os vulgares drones.

No Youtube é possível ver e rever esta popular série que faz  parte do nosso imaginários de quem nasceu por esses tempos.



02/12/2017

Programação da RTP de 12 de Fevereiro de 1966

Na programação da então jovem RTP para o dia 12 de Fevereiro de 1966, um sábado, não deixa de ser curioso que a mesma fosse dividida em dois períodos, um deles dedicado ao Curso Unificado da Telescola e um segundo com a programação normal. Por conseguinte, esta particularidade, de por esse tempo a Telescola ter aulas ao sábado de tarde, é deveras curiosa e de algum modo ilustrativa das especificidades de outros tempos.

1º Período:
15:00 H - Canto Coral
15:30 H - Religião e Moral
15:50 H - Trabalhos Manuais
16:20 H - Educação Física
16:45 H - Orientações C.U.T. (Curso Unificado da Telescola)
17:00 H - Ginástica Infantil

2º Perído:
17:30 H - Abertura e Telejornal - Edição da tarde
17:45 H - Thunderbirds


18:30 H - TV Educativa - Educação Musical
19:00 H - Programa Juvenil
19:30 H - Vida Sã em Corpo São - Pelo Dr. Ramiro da Fonseca
19:45 H - Diário de Bordo
20:15 H - Naquele Tempo
20:30 H - Teledesporto
21:00 H - Telejornal - Edição da Noite


21:25 H - Informação sobre o Tempo
21:35 H - Cartaz TV - Por Jorge Alves


21:45 H - Folclore - Transmissão dos estúdios do Porto com apresentação de Pedro Homem de Melo


22:15 H - Reportagem do Exterior
23:15 H - Uma História por Semana - Texto e interpretação de Henrique Santana - Realização de Fernando Frazão
23:40 H - Telejornal - Últimas Notícias
23:45 H - Meditação e Fecho

06/06/2017

Jogos Sem Fronteiras







A RTP Memória tem estado a passar o popular e histórico programa de entretenimento televisivo “Jogos Sem Fronteiras”.
Este emblemático programa, com conceito criado por Guy Lux, Pierre Brive, Claude Savarit e Jean-Louis Marest, foi contudo inicialmente pensado por Charles de Gaulle, esse mesmo o histórico presidente francês, como um elemento de amizade entre países europeus, numa época ainda com fortes feridas da II Guerra Mundial.
 
A primeira edição dos jogos  teve lugar no ano de 1965 participando apenas quatro países, concretamente, França, Bélgica, Alemanha e Itália.
Grosso modo, o conceito resumia-se a vários jogos com uma forte componente de força, resistência e destreza física por parte dos elementos das equipas, num cenário divertido e com elementos cómicos e caricaturais, muitas vezes realizados em ambientes aquáticos. A água e as consequentes quedas e banhadas eram um elemento quase omnipresente nas diversas edições.
 
Por sua vez, cada país participante, em cada diferente edição, era representado por uma cidade ou vila. Do mesmo modo, em cada época , cada edição era organizada e realizada em cada um dos diferentes países.
Os  jogos eram disputados na época do verão e transmitidos para muitos países da Europa via Eurovisão.
 
Os jogos tornaram-se muito populares em Portugal na primeira metade dos anos 70, deliciando as famílias aos sábados à noite, e por isso em 1979 também entrou nos jogos, com a participação de Braga. Por sua vez nesse ano, e como organizador, a primeira edição realizada no nosso país teve lugar na Praça de Touros de Cascais, com a equipa Estoril-Cascais que acabou por ficar em penúltimo do conjunto de oito países participantes. Na grande final desse ano, realizada em Bordéus - França, a equipa de Braga ficou num "honroso" último lugar da classificação ganha pela equipa francesa de Bar Le Duc.
Como curiosidade, a edição em Portugal em 5 de Setembro de 1979 foi transmitida a cores mas apenas para os países que já tinha essa tecnologia televisiva pois por cá o arco-íris televisivo só chegou em 1980 com a transmissão do Festival RTP da Canção.

Umas das imagens de marca da transmissão dos jogos, eram os habituais apresentadores portugueses Eládio Clímaco e Fialho Gouveia, bem como os árbitros dos primeiros jogos Gennaro Olivieri (1965–1982) e Guido Pancaldi (1966–1989).
 
Portugal participou em 15 edições das quais venceu 5 finais (1980, 1981, 1988, 1989, 1997), só ultrapassado pela Alemanha com 6 vitórias em 16 edições. o que faz do nosso país um dos principais vencedores e que demonstrou de facto de ter jeito para a coisa. Vilamoura foi a primeira equipa portuguesa a vencer, na final em 10 de Setembro de 1980 em jogos realizados na Bélgica (Namur - Esplanade de la Citadelle). A localidade algarvia de Vilamoura conquistou o direito a participar na final pois na época de 1980 foi a melhor classificada com o segundo lugar precisamente na edição organizada pelo nosso país nesse ano.
 
A vitória portuguesa na final do ano de 1981, realizada em 8 de Setembro, em Belgrado - Jugoslávia, foi conseguida por Lisboa, ex-aequo com a localidade de Dartmouth da Grã-Bretanha. Lisboa conquistou o direito a participar na final desse ano com a vitória caseira em Belém junto à Torre de Belém, em 24 de Junho de 1981. Em 1988 venceu a Madeira em edição realizada em Bellagio - Itália, em 15 de Setembro desse ano. Em 1989 venceu a representação dos Açores, com vitória na final realizada na Madeira, em 23 de Setembro de 1989. Finalmente, em 7 de Setembro de 1997 venceu a localidade da Amadora em final realizada em Lisboa, junto à Torre de Belém. Foi a última das 5 vitórias em finais por representações portuguesas, sendo que dois anos depois terminariam os Jogos Sem Fronteiras. Obviamente que para além das 5 grandes finais, muitas outras localidades portuguesas venceram durante as jornadas das diversas épocas. Como se depreende, as equipas de cada país que participavam na grande final eram aquelas que durante a época tinham obtido melhores classificações.

Certo é que tendo terminado os Jogos Sem Fronteiras em 1999, ainda houve intenções e projectos para os retomar em 2007 mas perante crises financeiras e outras, a ideia foi sendo adiada e e mesmo arrumada pelo que parece ter morrido. Faz agora parte da nossa memória televisiva colectiva e com toda a justiça como um dos grandes e históricos programes de entretenimento. É caso para se dizer, já não se fazem programas assim.

26/12/2016

Sequim de Ouro (Zecchino D´oro)

 

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Hoje trago à memória o Zecchino d'Oro (Sequim de Ouro), Festival Internacional da Canção para Crianças, de origem italiana, que anualmente e desde 1959 marca esta quadra natalícia já que, embora seja realizado em Novembro, é transmitido pela televisão italiana - RAI, com difusão por muitas outras estações europeias e mundiais no dia de Natal ou muito próximo deste. 

O festival acontece na cidade italiana de Bolonha, no Teatro Antoniano, onde os pequenos artistas são superiormente acompanhados pelo "Piccolo Coro Mariele Ventre dell Antoniano" dirigido por Sabrina Simoni. Uma grande figura deste festival e seu impulsionador, foi o apresentador Cino Tortorella, já retirado.


O Festival teve a sua primeira transmissão pela rede Eurovisão em 1969 e em 1976 tornou-se internacional com a admissão de crianças e canções estrangeiras.
Em Portugal este Festival passou a despertar as atenções depois da participação da pequenita Maria Armanda, na 23ª edição, no ano de 1980, que venceu com a canção "Eu vi um sapo" (Ho visto un rospo).

Um ano antes, com a mesma canção, a pequenita Maria Armanda participou e venceu a I Gala Internacional dos Pequenos Cantores, realizada na Figueira da Foz. Apesar disso, Portugal já tinha tido uma anterior representação neste Sequim de Ouro no ano de 1978, com a conhecida canção “Foi na Loja do Mestre André” (Nella bottega di Mastro Andrè) interpertada pela pequenita Ana Rita Marques Guimarães, quedando-se, no entanto, por um humilde ante-penúltimo lugar na classificação.

“Eu vi um sapo” tornou-se um tema popular e durante gerações andou na boca dos portugueses, sobretudo da criançada. Contribuiu de facto para o interesse no Zecchino D´Oro no nosso país e este durante décadas tornou-se parte tradicional da quadra de Natal. Nos dias de hoje (ainda vi esta semana a versão de 2016 - 59ª edição), o festival  já não desperta o mesmo interesse nem terá a mesma popularidade. No entanto, ao contrário do Festival Eurovisão da Canção que tem sido alterado e desfigurado, o Zecchino D´Oro continua igual a si mesmo, sem grandes alterações, onde as crianças e as canções são a parte principal e a sua maior riqueza. Oxalá que continue por muitos mais anos, este “Património para uma cultura de paz”, reconhecido como tal pela UNESCO no ano de 2008 aquando das suas bodas de ouro (edição 50).

- Vencedora da edição de 2016

19/10/2016

A visita da Cornélia–Concurso da RTP

 

O concurso televisivo "A Visita da Cornélia" foi um dos mais marcantes dos muitos exibidos pela RTP. De autoria de Fialho Gouveia e Raúl Solnado, com apresentação deste, o concurso foi exbido de Junho a Novembro, às segundas-feiras, no ano de 1977, por isso ainda no tempo da nossa televisão a "preto-e-branco". Por esses tempos, mais popular do que este concurso só mesmo a telenovela brasileira “Gabriela” que se estreara também nesse ano.

As sessões tinham público assistente e tinham lugar na sala do Villaret, à Fontes Pereira de Melo.
Cada sessão do concurso colocavam em disputa 3 pares de concorrentes os quais tinham que levar a cabo um conjunto de 10 diferentes provas com as quais se pretendia valorizar as componentes de aprendizagem, criatividade e destreza. Tais provas reuniam disciplinas como canto, dança, teatro, pontuadas pelo jurí (de que fizeram parte Raúl Calado, Maria Josão Seixas, Maria Leonor e Luis de Sttau Monteiro, bem como perguntas e passatempos com temas como Cultura Geral, Código da Estrada, Constituição Portuguesa e Direitos do Homem.

Pelo meio, Raúl Solnado no seu estilo muito próprio ía conversando com a Cornélia, uma simpática vaca de olhos enormes e grande laçarote ao pescoço, com manchas aos corações, feita em cartão, e que ía abanando a cabeça ao ritmo dos diálogos, numa voz feminina e lamechas. Aos olhos das técnicas televisivas e meios de produção de hoje, a Cornélia e o seu boneco eram de facto rudimentares, mas tendo em conta que a televisão era o principal meio de entretenimento das famílias, dos miúdos aos graúdos, o concurso teve de facto muita popularidade e ninguém queria perder pitada.
No final de cada sessão, os concorrentes mais pontuados ocupavam um pódio que mantinham nas sessões seguintes até que fossem ultrapassados em votação.  O grande vencedor do concurso foi Vasco Raimundo, seguido de José Fanha e Rui Guedes (quanto a esta classificação, já li algures uma versão de que o grande vencedor terá sido Gonçalo Lucena – não tenho memória de quem realmente foi o vencedor e cinjo-me a informações pesquisadas). Pelo concurso passaram como concorrentes algumas figuras que vieram a ter algum protagonismo posterior como Tozé Martinho e sua mãe Tareka, Fernando Assis Pacheco, José Fanha e outros mais.

Uma das curiosidades: ao fim de uma dúzia de sessões o boneco da Cornélia foi reformulado, ficando com um ar mais jovial e dizem que com uma cabeleira roxa. Por outro lado Raúl Solnado em entrevista na época dizia que o concurso tinha muitas afinidades com o também popular programa Zip-Zip, que, com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, também apresentou no ano de 1969. Todavia, dizia, com a diferença de que naquele os participanmtes eram convidados enquanto que na Cornélia era sorteados. Questionado quanto ao muito dinheiro que se dizia estar a ganhar como apresentador do concurso, respondeu que ninguém tinha nada a ver com isso, mas a contra-gosto lá foi dizendo que ganhava pouco. Muito menos que qualquer outro apresentador em qualquer sítio do mundo.

Pela popularidade alcançada, o concurso deu lugar ao lançamento de uma revista, a "Vacavisão" bem como uma colecção de cromos de que tenho uma caderneta que guardo na minha tralha.

Nos anos 1990, já com melhores meios técnicos e em plena era da cor, a RTP voltou a pegar no conceito e produziu o concurso "A Filha da Cornélia" então apresentado por Fialho Gouveia , mas despertou pouco interesse e ficou longe da popularidade do concurso dos anos 70. Ficou-se assim por apenas uma temporada.

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- Acima, os boletins de inscrição para o sorteiro de participação no concurso, publicados em revistas e jornais da época.

30/07/2016

Sangue na Estrada–Programa da RTP

 

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Entre 1965 e 1974, a RTP, ainda a "preto-e-branco", exibia semanalmente o “Sangue na Estrada” um  programa sobre prevenção e segurança rodoviária , com apresentação de Joaquim Filipe Nogueira, um expert na matéria rodoviária pois para além de jornalista e escritor era dirigente e praticante desportivo como piloto de automóveis vencedor de vários prémios, ainda produtor e locutor de rádio. Ainda na RTP teve outros programas de temática automóvel como o “TV Motor” e o “Ida e Vola”.


O programa para além dos aspectos de prevenção e segurança rodoviária, fazia eco dos acidentes e problemas das nossas estradas, já que na epoca, apesar de Portugal praticamente não ter auto estradas nem vias rápidas, os acidentes e mortes eram o pão nosso de cada dia e o país seguia no topo de acidentes e mortes nas estradas, em parte devido à fraca qualidade destas, sua sinalização e iluminação, mas muito devido a uma fraca educação cívica dos condutores e falta de regras, obrigatoriedade de seguros, bem como a falta de controlo e penalizações por conduta sobre o efeito do álcool.

O apresentador era invariavelmente duro nas críticas e nas imagens, o que era um feito digno de realce num tempo em que o Estado censurava quem pusesse em causa os defeitos do regime e subdesenvolvimento do país.


O programa teve vários horários. Por exemplo, em 1973, já perto do fim, era exibido às quintas-feiras logo a seguir ao Telejornal do fim da tarde.

27/07/2016

"E o resto são cantigas"




Em 1981 a RTP exibiu a série de entretenimento "E o resto são cantigas", com apresentação de Raúl Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, o trio que anos antes, em 1969, apresentou o "Zip-Zip", um  dos mais populares e emblemáticos programas dos primórdios da televisão portuguesa. Teve realização de Oliveira e Costa e Pedro Martins e direcção e arranjos musicais de Jorge Machado.

"E o resto são cantigas" teve doze episódios, gravados no Teatro Maria Matos, em Lisboa, dedicados a grandes autores, compositores e maestros dos tempos dourados da música ligeira portuguesa. 
Eram entrevistadas pessoas ligadas às figuras em destaque, nomeadamente familiares, e pelo meio eram interpretadas em cenário e registo de revista muitas das mais populares cantigas de autoria dos homenageados, na voz de figuras convidadas, como Amália Rodrigues, José Viana, Simone de Oliveira, Rosa do Canto, Carlos do Carmo, Maria da Fé, Herman José e muitas outras. O próprio Raúl Solnado subia ao palco para também ele cantar e alegrar no seu registo inconfundível.

Lista dos episódios e as respectivas figuras em destaque.
Episódio 1: Raúl Ferrão; Episódio 2: Jaime Mendes; Episódio 3: Max; Episódio 4: Marchas Populares de S.to António; Episódio 5: Fernando Carvalho e Carlos Dias; Episódio 6: Alves Coelho; Episódio 7: Frederico de Brito e António Melo; Episódio 8: João Nobre; Episódio 9: Raúl Portela; Episódio 10: Frederico Valério; Episódio 11: Frederico de Freitas; Episódio 12: Maestro Belo Marques.






29/03/2016

Blackadder - Série inglesa





















Está a passar na RTP Memória (de segunda a sexta-feira, por volta das 21:30 horas, a série inglesa "Blackadder" que na RTP passou originalmente em meados dos anos 80. A série foi produzida na primeira metade dos anos 80 e serviu de catapulta artística de Rowan Atkinson que veio a ser popularizada pela interpretação de Mr. Bean.

Descrição da série a partir da Wikipédia:
Blackadder (em português Víbora negra) é a denominação de quatro séries de televisão da BBC One. Foram produzidas por John Lloyd e estreladas por Rowan Atkinson (conhecido por interpretar Mr. Bean) como o anti-herói epónimo "Edmund Blackadder" e Tony Robinson como seu subalterno/criado, Baldrick.

A primeira temporada foi escrita por Richard Curtis e Rowan Atkinson, e as 3 outras foram escritas por Curtis and Ben Elton.

Apesar de cada série ambientar-se em diferentes épocas, todas seguem as fortunas (ou melhor, infortúnios) de Edmund Blackadder (Interpretado por Atkinson), quem em cada série é um membro de uma dinastia familiar inglesa presente em muitos significantes períodos e lugares na História Inglesa.

Embora o personagem comece sendo pouco inteligente na primeira série e gradualmente se torna inteligente e mais perceptivo através de cada passagem de geração (ao mesmo tempo cai seu status social), cada Blackadder é cínico, covardemente oportunista interessado com a manutenção e o crescimento de seu próprio status e fortuna, independentemente do que o cerca. Em cada série, Blackadder é usualmente uma cínica (quase moderna) voz que mostra suas pretensões e estupidez daqueles que estão ao seu redor, e que podem ser vistas (através de seus modernos olhos) como as mais ridículas e insanas peripécias da história.

A vida de cada um dos Blackadders é também entrelaçadas com seus serventes, todos da família Baldrick (interpretados por Tony Robinson). Cada geração atua como o capacho de seu respectivo Blackadder. Eles ficam cada vez mais burros (e cada vez mais porcos) assim como o intelecto de seu mestre aumenta. Cada Blackadder e Baldrick estão acompanhados de um aristocrata estúpido, cuja presença Blackadder de certa forma tolera. Esse papel foi interpretado nas duas primeiras séries por Lorde Percy Percy (Tim McInnerny), na terceira série por Príncipe George, Príncipe Regente e na quarta pelo Tenente George, os dois últimos interpretados por Hugh Laurie (Dr. House).

Cada série foi ambientada em períodos diferentes da História Inglesa, começando em 1485 e terminando em 1917, compreendendo seis episódios de meia hora. A primeira série, feita em 1983, foi chamada The Black Adder. Seguida de Blackadder II em 1985, Blackadder the Third em 1987 e finalmente Blackadder Goes Forth em 1989.

15/02/2016

Yes Minister–Yes Prime Minister –Série TV

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A quem pretender trazer à memória uma lista das muitas e boas séries de televisão produzidas na Inglaterra entre os anos 70 e 80, será imperdoável que nela não inclua "Yes Minister" ("Sim Senhor Ministro") e sua sequela “Yes Prime Minister”.

Esta série com textos saídos da pena de Sir Antony Jay e Jonathan Lynn, foi protoganizada por Paul Eddington no papel de Jim Hacker, ministro dos Assuntos Administrativos, Nigel Howthorne como Sir Humphrey Appleby, o secretário permanente do ministro e Derek Fowlds como o secretário particular do ministro Bernard Woolley.

Foi exibida originalmente pela BBC entre 1980 e 1984, em três temporadas, sendo composta por 21 episódios de cerca de 30 minutos cada e um episódio mais longo (60 minutos). Seguiu-se a sequela “Yes, Prime Minister” (Sim, Primeiro Ministro), entre 1986 e 1988 com 16 episódios e com os mesmos atores.

A série procura retratar com o inigualável humor británico os meandros do Governo de sua majestade e as relações entre todo o pessoal político e administrativo, a socieade e os média. Por outro lado descreve um ministro novo e cheio de boas intenções, disposto a efectuar cortes de despesas e redução da pesada máquina do funcionalismo britânico mas invariavelmente esbarra ou embate mesmo no próprio aparelho protagonizado pelo seu secretário permanente que, sempre numa ardilosa teia de interesses e teorias feitas de um discurso emaranhado, confunde o ministro e acaba por o demover ou fazer gorar as suas intenções. Claro está que com o desenrolar da série o próprio ministro acaba por trocar o passo ao seu secretário mas de um modo geral vê-se obrigado a desistir, a protelar ou mesmo a inverter as suas posições muitas vezes tomadas tendo em vista a sua boa imagem face aos média. Acima de tudo, salve-se o cargo.

A série é pois um constante manancial de bom humor inglês com protagonistas à altura e um excelente retrato satírico dos meandros da política e governantes, não fosse o facto dos escritores terem assessores que trabalhavam na própria máquina do Governo. Não custa nada a acreditar que “Yes Minister” é um retrato demasidp real de muitos dos governos democráticos desta nossa Europa.

Esta série, para além de ter dado azo a outros subsidiários televisivos, em Portugal inspirou séries como “A mulher do Sr. Ministro”, com Ana Bola e Vitor de Sousa  (um pseudo-ministro do Governo de António Guterres, a sua sequala “A Senhora Ministra”  e mais recentemente “A Mãe do Senhor Ministro”, 20 anos depois ainda com Ana Bola, Vitor de Sousa e Manuel Marques no papel de ministro. Obviamente que apesar da boa fonte da inspiração, estas três versões lusitanas nunca passaram de engraçadas e quase sempre com enredos e piadas pobres e a viver em muito da força humorística dos intérpretes, nomeadamente Ana Bola e Manuel Marques. Mas foi o que se arranjou.

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18/12/2014

Eu Show Nico

 

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Hoje trago à memória o programa de entretenimento televisivo “Eu Show Nico”, de autoria e apresentação do conhecido Nicolay Breyner, com produção da EDIPIM e realização de Nuno teixeira.

Foram duas as séries produzidas, a primeira exibida em 1980/1981 e a segunda já quase no final da década, em 1987/1988. Ambas as séries tinham aspectos comuns, desde logo o humor como tema central, com várias personagens a serem interpretadas pelo Nicolau, sendo que na primeira havia momentos musicais com artistas convidados, de que recordo particularmente o Carlos Paião. Para além das figuras vividas pelo autor do programa, ficou na memória colectiva a interpretação do Badaró  com o seu chinesinho que para se “isplicar” só complicava.

Uma das rubricas da primeira série era “Moita Carrasco”, designada jocosamente de primeira telenovela portuguesa e que de algum modo brincava com as populares telenovelas brasileiras da época. Curiosamente, não sendo obviamente uma telenovela a sério, antecedeu aquela que foi considerada a primeira telenovela portuguesa, a “Vila Faia”, onde também participou o Nicolau Breyner como João Godunha, o motorista.

Já na segunda série, baseada essencialmente em sketchs humorísticos bem mais elaborados, ficou na memória o quadro “Os Piratas”, que terminava com uma ´canção que brincava com as situações políticas e do dia-a-dia da época, que ficou no ouvido dos portugueses e se tornou popular:

Somos Piratas!
Somos Piratas!
Só não trazemos as gravatas
não sabemos fazer nós
Há mais Piratas,
E com gravatas,
que usam luvas
mas Piratas somos nós!

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A RTP Memória tem reposto este recreativo e ainda ontem passou precisamente o último programa da primeira série.

Creio que o “Eu Show Nico” faz merecidamente parte do património de programas da RTP e na área do humor e entretenimento tem um lugar de destaque e por isso é sempre recordado com saudade e ainda é bom de rever.

26/08/2012

Gorila Maguila

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Estávamos em 1967 e a RTP, em plena era do “preto e branco” entre as várias séries de desenhos animados provenientes dos Estados Unidos, exibia a “Gorila Maguila” (no original “The magilla Gorilla Show”), composta por 31 episódios produzidos entre 1964 e 1967 pela Hanna-Barbera (casa produtora de inúmeras séries de sucesso, como os “The Flintstones”, “The Roman Holidays”, “Jabberjaw”, “Jetsons”, “Scooby-Doo”, “Top Cat”, entre outras).

O Maguila era um gorila de aspecto divertido que vivia na vitrina de uma loja de animais pertencente ao Sr. Peebles, a este causando sempre problemas pois, embora sendo vendido por diversas vezes, acabava invariavelmente por regressar à loja para desespero do dono que, para além das habituais confusões, tinha a despesa de o alimentar com bananas.

O Show do Maguila englobava outras figuras como o “Coelho Ricochete” e o “Vistas Curtas”.
O “Gorila Maguila” é assim uma figura que traz boas recordações a quem por meados dos anos 60 vivia no feliz mundo infanto-juvenil.
(tema de abertura)

gorila maguila

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