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25/05/2020

"Os Jovens Rebeldes" - "The Young Rebels" - Série TV



Por meados dos anos 70 a RTP exibia a série de televisão "Jovens Rebeldes", do original dos Estados Unidos "The Young Rebels".
Foi originalmente transmitida pela estação ABC a partir de Outubro de 1970. 
A série traduzia-se num total de 15 episódios com cerca de 60 minutos cada,  correspondentes a uma temporada. 

Quanto à sinopse da série, tratava-se das aventuras de um grupo de amigos que no período da Guerra da Revolução Americana, ou Guerra da Independência, lutavam pela causa da independência, fazendo parte de um grupo denominado de "Yankee Doodle Society", com localização na cidade de Chester, na Pensilvânia, no ano de 1777. Em situações de espionagem, sabotagem e outras que requeriam coragem discrição e inteligência, o grupo de amigos lá ia conseguindo minar acções e operações ofensivas dos militares ingleses.

Os quatro personagens principais eram Jeremy (Richard Ely), filho do mayor de Chester, Isak (Louis Gossett Jr. ), um negro ex- escravo , Henry ( Alex Henteloff ), um jovem brilhante e de óculos, intelectual e engenhoso, admirador do famoso Benjamin Franklin, a quem procurava imitar com suas invenções e engenhocas, e Elizabeth (Hilary Thompson), a bonita namorada de Jeremy. 
Por sua vez, o grupo era ajudado em muitas situações pelo também jovem rebelde militar francês, o Marquês de Lafayette (Philippe Forquet).



Parece que a ideia subjacente à série por parte da ABC, era incutir na juventude da época o espírito patriótico e nacionalista, mas dizem que a coisa falhou porque, na realidade, os jovens americanos do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, passe o exagero, estavam mais virados para a cultura pop, drogas e rock and roll, bem como apoquentados pelo quase permanente estado de guerra, na altura em pleno conflito no Vietname que ceifou largos milhares de vítimas.

20/02/2020

Vitorino Nemésio - Se bem me lembro...

Passam hoje 42 anos sobre a morte de Vitorino Nemésio (19 de Dezembro de 1901 - 20 de Fevereiro de 1978).

Figura ímpar da cultura portuguesa e açoreana. Poeta, romancista,cronista e académico. 
De tudo quanto se possa dizer da vida e obra de Vitorino Nemésio, de um modo geral ficou associado popularmente ao programa na RTP "Se bem me lembro...", que apresentou entre 1969 e 1975. Semanalmente até 1974 e depois de forma quinzenal. Durante cerca de 30 minutos o professor discorria sobre diversos temas, desde a cultura em geral até aos diferentes contextos da vida e sociedade. Com um estilo muito próprio, certo é que as suas conversas eram sempre agradáveis de ouvir porque revelavam o poder da comunicação e profundidade de conhecimentos e cultura.

18/10/2019

Telejornal da RTP - 60 anos


O Telejornal, serviço noticioso da RTP, completa neste dia 18 de Outubro de 2019, 60 anos.  Durante estes anos o programa diário passou por muitas alterações, de estilo e de apresentadores, de resto acompanhando os tempos e os desenvolvimentos tecnológicos. 
Dos cenários simplistas a "preto e branco", e genéricos de abertura a condizer, em que os apresentadores, ditos locutores, nesses tempos com nomes como Manoel Caetano, Gomes Ferreira, Henrique Mendes, José Mensurado e Fialho Gouveia, liam literalmente as notícias escritas em folhas de papel, até aos modernos tempos dos cenários virtuais e tele-pontos, muita coisa se passou. 
A magia da coisa, essa ficou para trás e só mesmo estas datas redondas para a relembrar e trazer à memória.

24/08/2018

Amigos Inseparáveis - The Odd Couple - Série TV



Pelo ano de 1973 a RTP exibia a série norte-americana "Amigos Inseparáveis", do original "The Odd Couple" exibida pela cadeia ABC entre 24 de Setembro de 1970 e 7 de Março de 1975. Foram produzidos 114 episódios ao longo das 5 temporadas.

A série retrata, num registo de comédia, a vida de dois homens adultos (Felix Ungelm, interpretado por Tony Randall e Oscar Madison, interpretado por Jack Klugman), ambos divorciados, e que por um acaso acabam por se conhecer e assim passam a viver juntos, partilhando um apartamento em Nova Iorque. Todavia, com estilos e personalidades bem diferentes, mesmo opostas, as peripécias à volta das contradições acabam invariavelmente por ser o sumo e o fio condutor de todos os episódios.
Félix, fotógrafo, é o tipo certinho, muito organizado, amigo das limpezas e da cozinha. O outro, Óscar, jornalista desportivo, é o oposto, desleixado e impulsivo.

Em Portugal, baseada em "The Odd Couple", nos anos 90 a RTP produziu a série "Sozinhos e Casa", com  Henrique Viana e Miguel Guilherme, numa realização de Fernando Ávila, com 52 episódios, exibidos originalmente entre 15 de Setembro de 1993 e 25 de Setembro de 1994. Esta adaptação portuguesa absorveu todos os aspectos essenciais da série original, nomeadamente os nomes dos personagens, profissões, estilos e personalidades.

16/08/2018

Escrever é Lutar





Pelo ano de 1974, logo após a revolução do 25 de Abril, a RTP iniciou  o programa "Escrever é Lutar", que se traduzia numa série de entrevistas concedidas por figuras públicas do momento ligadas à literatura, no contexto do rescaldo da revolução aos jornalistas José Carlos Vasconcelos e Fernando Assis Pacheco.

José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, José Tengarrinha, Maria Velho da Costa, Jorge Reis, Baptista Bastos, Manuel da Fonseca, António José Saraiva, José Augusto Seabra e Manuel Alegre, entre muitos outros, foram algumas das figuras entrevistadas num estilo muito próprio desses tempos em que a nossa  televisão era a preto-e-branco.

A rubrica decorreu entre os anos de 1974 a 1976. Cada entrevista tinha uma duração aproximada de 25 minutos. No arquivo da RTP onde felizmente é possível aceder, ver e ouvir muitas dessas entrevistas, estão disponíveis 26 episódios, sendo que não conseguimos apurar se tal número corresponde ao total de entrevistas produzidas se apenas uma parte.

Seja como for, o material disponível é muito abrangente e, em larga medida, todos os episódios são hoje importantes documentos  e testemunhos desse período muito específico, pela visão e pensamento de figuras ligadas à literatura.

04/06/2018

Baretta - Série TV


Pelo final do ano de 1978 a RTP ainda na era do "preto-e-branco" transmitia às quintas-feiras à noite a série policial norte-americana "Baretta". 
Tony Baretta, interpretado por Robert Blake, era um detective policial no Estado da Califórnia, filho de humildes imigrantes italianos, com uma personalidade muito própria, mesmo algo excêntrica, desde logo porque tinha como amigo e companheiro um cacatua macho de nome Fred.

Tony Baretta tinha assim um estilo muito próprio para desvendar os casos que lhe iam surgindo, recorrendo a disfarces para se misturar nos ambientes que investigava e contando com a ajuda de alguns informadores, como Galo, interpretado por Michael D. Roberts. Investigação, acção, alguma violência mas também algum humor, sobretudo pela interacção com Galo, eram os ingredientes base da série, para além dos permanentes dasaguisados e problemas entre o estilo de Baretta e os seus superiores.

A série, uma criação de Stephen J. Cannel, produzida pela Roy Huggins-Public Arts e Productions e Universal Television, foi exibida originalmente na cadeia televisiva ABC, de 17 de Janeiro de 1975 a 18 de Maio de 1978. Como se percebe pela introdução do artigo, a exibição em Portugal aconteceu logo de seguida. Teve um total de 80 episódios de 60 minutos cada, aproximadamente, divididos por quatro temporadas. Nalgumas fontes é referido como sendo 82 episódios.

01/06/2018

Duplas humorísticas da nossa televisão

Na história dos programas de entretenimento e humor da televisão portuguesa, sobretudo até meados dos anos 80, foram surgindo parelhas de actores humorísticos que ficaram célebres pelas personagens e rábulas que interpretavam, ficando assim na memória colectiva dos portugueses pela popularidade que alcançaram.
 
Desde logo, em 1975, a dupla "Senhor Feliz e Senhor Contente", interpretada por Nicolau Breyner e Herman José, este no início da sua carreira televisiva. A rábula era presença semanal no popular programa "Nicolau no País das Maravilhas".
 
Uns anos mais tarde, mais concretamente em 1978, dentro do mesmo contexto de sátira social e política ao Portugal de então, teve êxito a parelha de vagabundos maltrapilhos "Olho Vivo e Zé de Olhão", soberbamente interpretada por Herman José e Joel Branco, que no programa "A Feira" deliciavam os telespectadores.
 
Já nos anos 80, logo em 1981 no programa "Sabadabadu",, tornou-se famosa a dupla de borrachões "Agostinho e Agostinha" interpretada pelos populares Camilo de Oliveira e Ivone Silva, novamente num registo de sátira política e social.
Estas três duplas foram de facto as mais populares e marcantes mas outras mais, quase sempre no mesmo registo, foram passando pela nossa televisão, sobretudo pela RTP.



Era uma vez...o Homem - Série de animação



Hoje trazemos à memória a série animada de televisão "Era uma vez... o Homem", do original francês "Il était une fois… l'homme".
Apesar de só agora lhe darmos destaque, poderia perfeitamente ser das primeiras evocações tal foi a sua importância e impacto que teve, tanto com entretenimento como momento de cultura e formação.
Embora o título o sugira, a série poderia perfeitamente designar-se de "História Universal". De facto é explicada a História mundial, desde os primeiros sinais da humanidade até aos dias da modernidade e mais além. Claro que, sendo em animação, foi concebida num registo ligeiro e com bastante humor, adequado ao gosto do público infanto-juvenil, a quem se direccionava, mas muito do agrado de outras idades.

A série, criada por Albert Barillé, foi produzida em França, pela Procidis, no ano de 1978, exibida pelo Canal France 3, com um total de 26 episódios de aproximadamente 30 minutos cada. Contou com a co-produção de vários canais europeus, nomeadamente a TVE de Espanha, RAI de Itália, mas ainda da Bélgica, Suiça, Holanda, Noruega, Suécia, mas também do Canadá e Japão.

 Por si só, o genérico de abertura, com o célebre tema musical da Tocata e Fuga em Ré Menor, BWV 565 de Johann Sebastian Bach, era todo ele um resumo da evolução do homem e da civilização.
Uma das particularidades da série era o facto de todos os episódios terem como elemento comum e caracterizador um grupo de personagens mais ou menos fixo, de que não faltavam os "maus da fita", estes sempre prontos a complicar as contas da História e da evolução da Humanidade. 

Em Portugal a série passou pela primeira vez na RTP logo após a sua produção, portanto ainda fresquinha, de 1978 a 1979, por isso exibida ainda na era do preto-e-branco. A exibição em Portugal era legendada, por isso  narrada em francês por Roger Carel. Em exibições posteriores a série foi dobrada para português.

Com a mesma filosofia e da mesma produção, foram realizados outros spin-offs, alguns dos quais também foram exibidos em Portugal nos anos seguintes, nomeadamente "Era uma vez...a Vida", esta essencialmente sobre o corpo humano, "Era uma vez...o Espaço" e ainda os Exploradores, o Planeta Terra, os Inventores e As Américas.
A série foi muito popular e não supreende que por isso tenha dado lugar a diversos sucedâneos, hoje ditos produtos de merchandising, incluindo livros, colecções de cromos, etc.

Hoje em dia creio que é possível adquirir a série em DVD ou mesmo visualizar os episódios disponíveis em canais como o Youtube, embora aqui com uma qualidade de imagem que deixa muito a desejar. Mas serve, sim, para matar saudades e rever, uma vez que os factos ensinados são intemporais.

Por tudo isto e mais alguns motivos, a série "Era uma vez... o Homem" foi sem dúvida uma das mais emblemáticas que passaram na nossa velhinha RTP e que de algum modo foram marcantes para quem por esses idos tempos do final da década de 70 era criança ou adolescente. Ainda hoje, pela sua actualidade e intemporalidade, sabe bem ver e rever.

09/04/2018

Eleonora - Mini-série de televisão


"Eleonora" é uma mini-série de televisão italiana, produzida pela RAI em 1972, escrita por Tullio Pinelli e realizada por Silverio Blasi e que pouco tempo depois foi exibida na RTP. Foram 6 episódios de muita "choradeira" já que a história se prestava a isso.
Eleonora era uma jovem da burguesia de Milão cuja ligação amorosa com um artista pouco convencional para a época, traduzia-se num intempestivo relacionamento com a pai, bem como uma relação de amor entre o dramático, conflituoso e intenso. Como não podia deixar de ser, a série apesar de curta prendeu os espectadores, sobretudo mulheres, e tornou-se muito popular e ainda  hoje, por Itália, é considerada das melhores se sempre.
Eleonora era interpretada pela famosa Giulietta Masina, que foi mulher do igualmente famoso Federico Fellini, no que em muito ajudou à popularidade.

Elenco principal de "Eleonora"
Giulietta Masina > Eleonora
Giulio Brogi > Andrea
Roldano Lupi > Carlo Fontana
Vittorio Sanipoli > Paolo
Enrica Bonaccorti > Olga

03/03/2018

"Os Vingadores" - Série de TV


Hoje, com algum atraso, e porque a RTP Memória a tem estado a passar, trazemos à recordação a série de televisão "Os Vingadores", do original inglês "The Avengers".  
Esta série foi exibida originalmente entre Janeiro de 1961 e Maio de 1969, com 161 episódios de cerca de 60 minutos cada, ao longo de 6 temporadas. Na RTP do preto-e-branco, pois, claro, foi igualmente exibida ainda nos anos 60. Tornou-se, a par de "O Santo", e muitas outras, numa série de culto dos anos 60.

Os primeiros 26 episódios foram filmados a preto-e-branco e os restantes a cores. A série chegou a ser produzida especificamente para o mercada dos Estados Unidos tendo ali sido exibida em horário nobre pela ABC.

Originalmente a série começou com um rumo que depressa viria a ser mudado já que a figura principal, John Steed (Patrck Macnee) passou de figura secundária para o personagem principal, com o abandono após a primeira temporada da figura do Dr. David Keel. Para além da figura carismática de Steed, tornaram-se populares as suas belas assistentes, como Cathy Gale (Honor Blackman), Venus Smith (Julie Stevens), Emma Peel (Diana Rigg) e ainda, mais tarde, Tara King (Linda Thorson). Pode ser uma opinião discutível mas creio que a mais famosa das assistentes, de 1965 a 1968, foi mesmo a bela Emma Peel, interpretada por Diana Rigg. A série, nas diferentes temporadas e de acordo com as assistentes de Steed, e ainda do acompanhamento dos interesses do mercado televisivo, foi tendo diversos estilos de performance, em muitos aspectos diferenciadores, pelo que para muitos era uma série de algum modo desmultiplicada em várias séries.

"The Avengers foi produzido pela Associated British Corporation (ABC), uma cadeia dentro da rede ITV. Após uma fusão em julho de 1968, o ABC tornou-se a Thames Television, que continuou a produção da série, embora ainda fosse transmitida sob o nome ABC. Em 1969, os Vingadores foram transmitidos em mais de 90 países.[wikipedia]".

A série girava à volta do tema de investigação e espionagem, com acção, mistério e suspense e algum humor, sobretudo na fase da dupla Steed e Emma Peel, contudo num registo sempre leve e descontraído, mesmo que demasiado previsível.  Nesta fase, a série era abrilhantada por temas algo futuristas com referências à ficção científica e de fantasia e mesmo vanguardistas na exibição de alguns elementos como os da moda e associados à Sr.ª Peel. De certo modo foram temas ousados e avançados para a época. Foi possível ver já nessa altura computadores, robôs e até mesmo aviões telecomandados no que hoje são os vulgares drones.

No Youtube é possível ver e rever esta popular série que faz  parte do nosso imaginários de quem nasceu por esses tempos.



02/01/2018

"The Hardy Boys" - "Aventuras dos Hardy" - Série TV


Nos anos 70,  a RTP passou uma série de desenhos animados "Aventuras dos Hardy", no original dos Estados Unidos "The Hardy Boys".
Esta série, produzida pela Filmation Studios e exibida na cadeia ABC entre 1969 a 1971, era baseada na popular série de aventuras publicadas em livro a partir dos anos 30, "The Hardy Boys", de autoria de  Franklin W. Dixon, pseudónimo de Edward L. Stratemeyer.
A série teve 34 episódios com uma duração de cerca de 30 minutos cada.
Nesta série em particular, num desempenho certamente não sonhado pelo criador original, os "The Hardy Boys" eram uma banda de música de "rock and roll", formada por um grupo de adolescentes, em que paralelamente à música e suas actuações íam resolvendo casos e mistérios nas aventuras em que entravam.
Paralelamente, recrutada pela produção, existia uma banda real com músicos profissionais, a qual interpretava e dava voz às músicas da série, incluindo o genérico de abertura, participando pelo país em excursões promocionais, chegando mesmo a gravar dois discos, embora estes com sucesso relativo. Os personagens animados eram obviamente inspirados nas figuras reais escolhidas para a banda, também com o mesmo nome "The Hardy Boys".
Uma das curiosidades desta série é que foi a primeira em desenho animado a incluir uma personagem de cor, no caso o guitarrista Pete. A única rapariga do grupo era a bela Wanda.
O tema das aventuras dos Hardy continuou a ser popular, dando lugar a séries posteriores em televisão com personagens reais, intitulada "The Hardy Boys Mysteries". Foram também tema para jogos de computador.

Em certos aspectos, mesmo no do estilo Bubblegum Pop, esta série tem muitas semelhanças com as também populares séries de Scooby Doo, da Hanna Barbera, nomeadamente no enredo e no desvendar de misteriosos casos e no conceito musical da série "The Archie Show", esta também produzida na mesma altura e pela mesma produtora a Filation Studios. O sucesso desta última série, com um tema que foi êxito, "Sugar, Sugar", acabou por dar lugar à banda real para participar em diversos espectáculos.


07/12/2017

A Ilha da Fantasia - Série TV



A RTP Memória está a passar a série de televisão "A Ilha da Fantasia", do original norte-americano "Fantasy Island". 
Esta série foi produzida pela ABC, de 1978 a 1984, com sete temporadas, tendo sido realizados 157 episódios com a duração de cerca de 60 minutos cada. Em Portugal foi exibida originalmente pela RTP, em meados da década de 80, por isso já na parte final da produção.
Na paradisíaca ilha da Fantasia, algures no Pacífico sul, os vários visitantes podem ver as suas fantasias ou desejos realizados, pagando um preço para o efeito. Todavia nem sempre estes desejos são realizados, nomeadamente quando de carácter negativo ou maldoso.
Grosso modo, para além de muitas nuances algo misteriosas e fantasiosas que envolvem a ilha e o seu anfitrião, como convinha a cada história, a série tem muito do enredo de outras populares dessa época, como o "Barco do Amor", em que algumas situações e enredos recambolescos, criminais e amorosos e outros mais, acabam por ser resolvidos com a ajuda ou orientação do anfitrião e super-intendente da ilha, o galante e misterioso Sr. Roarke, sempre impecavelmente trajado de fato branco, acompanhado pelo seu amigo e ajudante, o simpático anão Tattoo.
Pelos vários episódios foram passando, em participação especial e esporádica, vários famosos actores.
No Youtube é possível rever vários episódio desta série, muito característica da primeira metade dos anos 80.

Intérpretes e personagens:
Ricardo Montalbán - Sr. Roarke (1978-1984)
Hervé Villechaize - Tattoo (1978-1983)
Kimberly Beck - Cindy (1978-1979)
Wendy Schaal - Julie (1980-1982)
Christopher Hewett - Lawrence (1983-1984)


02/12/2017

Programação da RTP de 12 de Fevereiro de 1966

Na programação da então jovem RTP para o dia 12 de Fevereiro de 1966, um sábado, não deixa de ser curioso que a mesma fosse dividida em dois períodos, um deles dedicado ao Curso Unificado da Telescola e um segundo com a programação normal. Por conseguinte, esta particularidade, de por esse tempo a Telescola ter aulas ao sábado de tarde, é deveras curiosa e de algum modo ilustrativa das especificidades de outros tempos.

1º Período:
15:00 H - Canto Coral
15:30 H - Religião e Moral
15:50 H - Trabalhos Manuais
16:20 H - Educação Física
16:45 H - Orientações C.U.T. (Curso Unificado da Telescola)
17:00 H - Ginástica Infantil

2º Perído:
17:30 H - Abertura e Telejornal - Edição da tarde
17:45 H - Thunderbirds


18:30 H - TV Educativa - Educação Musical
19:00 H - Programa Juvenil
19:30 H - Vida Sã em Corpo São - Pelo Dr. Ramiro da Fonseca
19:45 H - Diário de Bordo
20:15 H - Naquele Tempo
20:30 H - Teledesporto
21:00 H - Telejornal - Edição da Noite


21:25 H - Informação sobre o Tempo
21:35 H - Cartaz TV - Por Jorge Alves


21:45 H - Folclore - Transmissão dos estúdios do Porto com apresentação de Pedro Homem de Melo


22:15 H - Reportagem do Exterior
23:15 H - Uma História por Semana - Texto e interpretação de Henrique Santana - Realização de Fernando Frazão
23:40 H - Telejornal - Últimas Notícias
23:45 H - Meditação e Fecho

06/06/2017

Jogos Sem Fronteiras







A RTP Memória tem estado a passar o popular e histórico programa de entretenimento televisivo “Jogos Sem Fronteiras”.
Este emblemático programa, com conceito criado por Guy Lux, Pierre Brive, Claude Savarit e Jean-Louis Marest, foi contudo inicialmente pensado por Charles de Gaulle, esse mesmo o histórico presidente francês, como um elemento de amizade entre países europeus, numa época ainda com fortes feridas da II Guerra Mundial.
 
A primeira edição dos jogos  teve lugar no ano de 1965 participando apenas quatro países, concretamente, França, Bélgica, Alemanha e Itália.
Grosso modo, o conceito resumia-se a vários jogos com uma forte componente de força, resistência e destreza física por parte dos elementos das equipas, num cenário divertido e com elementos cómicos e caricaturais, muitas vezes realizados em ambientes aquáticos. A água e as consequentes quedas e banhadas eram um elemento quase omnipresente nas diversas edições.
 
Por sua vez, cada país participante, em cada diferente edição, era representado por uma cidade ou vila. Do mesmo modo, em cada época , cada edição era organizada e realizada em cada um dos diferentes países.
Os  jogos eram disputados na época do verão e transmitidos para muitos países da Europa via Eurovisão.
 
Os jogos tornaram-se muito populares em Portugal na primeira metade dos anos 70, deliciando as famílias aos sábados à noite, e por isso em 1979 também entrou nos jogos, com a participação de Braga. Por sua vez nesse ano, e como organizador, a primeira edição realizada no nosso país teve lugar na Praça de Touros de Cascais, com a equipa Estoril-Cascais que acabou por ficar em penúltimo do conjunto de oito países participantes. Na grande final desse ano, realizada em Bordéus - França, a equipa de Braga ficou num "honroso" último lugar da classificação ganha pela equipa francesa de Bar Le Duc.
Como curiosidade, a edição em Portugal em 5 de Setembro de 1979 foi transmitida a cores mas apenas para os países que já tinha essa tecnologia televisiva pois por cá o arco-íris televisivo só chegou em 1980 com a transmissão do Festival RTP da Canção.

Umas das imagens de marca da transmissão dos jogos, eram os habituais apresentadores portugueses Eládio Clímaco e Fialho Gouveia, bem como os árbitros dos primeiros jogos Gennaro Olivieri (1965–1982) e Guido Pancaldi (1966–1989).
 
Portugal participou em 15 edições das quais venceu 5 finais (1980, 1981, 1988, 1989, 1997), só ultrapassado pela Alemanha com 6 vitórias em 16 edições. o que faz do nosso país um dos principais vencedores e que demonstrou de facto de ter jeito para a coisa. Vilamoura foi a primeira equipa portuguesa a vencer, na final em 10 de Setembro de 1980 em jogos realizados na Bélgica (Namur - Esplanade de la Citadelle). A localidade algarvia de Vilamoura conquistou o direito a participar na final pois na época de 1980 foi a melhor classificada com o segundo lugar precisamente na edição organizada pelo nosso país nesse ano.
 
A vitória portuguesa na final do ano de 1981, realizada em 8 de Setembro, em Belgrado - Jugoslávia, foi conseguida por Lisboa, ex-aequo com a localidade de Dartmouth da Grã-Bretanha. Lisboa conquistou o direito a participar na final desse ano com a vitória caseira em Belém junto à Torre de Belém, em 24 de Junho de 1981. Em 1988 venceu a Madeira em edição realizada em Bellagio - Itália, em 15 de Setembro desse ano. Em 1989 venceu a representação dos Açores, com vitória na final realizada na Madeira, em 23 de Setembro de 1989. Finalmente, em 7 de Setembro de 1997 venceu a localidade da Amadora em final realizada em Lisboa, junto à Torre de Belém. Foi a última das 5 vitórias em finais por representações portuguesas, sendo que dois anos depois terminariam os Jogos Sem Fronteiras. Obviamente que para além das 5 grandes finais, muitas outras localidades portuguesas venceram durante as jornadas das diversas épocas. Como se depreende, as equipas de cada país que participavam na grande final eram aquelas que durante a época tinham obtido melhores classificações.

Certo é que tendo terminado os Jogos Sem Fronteiras em 1999, ainda houve intenções e projectos para os retomar em 2007 mas perante crises financeiras e outras, a ideia foi sendo adiada e e mesmo arrumada pelo que parece ter morrido. Faz agora parte da nossa memória televisiva colectiva e com toda a justiça como um dos grandes e históricos programes de entretenimento. É caso para se dizer, já não se fazem programas assim.

15/01/2017

Amplificador de sintonia de televisão

 

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Estávanos no ano de 1974 e a televisão em Portugal ainda era uma adolescente. Os próprios aparelhos receptores eram obviamente ainda de tecnologia básica se comparada com a dos nossos dias e mesmo que rede de transmissores já cobrisse todo o país, nalgumas zonas o sinal era de fraca qualidade. Por conseguinte, imagens de baixa definição e com frequentes formigueiros  eram a tónica do dia-a-dia de quem assistia aos programas da nossa RTP. Não surpreende, pois, que no mercado fossem surgindo aparelhos anunciados como milagrosos quanto à melhoria da qualidade do sinal de recepção e de imagem. A COREPE, Comércio e Representações, S.A.R.L., anunciava a venda de um sintonizador, o qual aplicado de forma fácil na parte de trás do televisor permitia que o mesmo projectasse “imagens tão claras como o cinema”. 

Supostamente era um aparelho “empregue nos U.S.A. (Estados Unidos), que actuava como um filtro-ampliador de forma que as imagens se recebiam com grande potência, sem interferências, fantasmas ou névoas. Ao fim de alguns segundos de utilização desta tecnologia, notava-se logo a diferença”. Apregoava-se. Melhor de tudo, era possível um ensaio gratuito durante quinze dias. Findo tal prazo, em caso de insatisfação, poderia ser devolvido e reembolsado do seu custo que era de 109$00 ou mais 18$00 caso se optasse pela compra com pagamento contra reembolso.

Não temos dúvidas que as devoluções foram mais que muitas, mas por desmazelo ou por efeito placebo, seriam obviamente muitos os aparelhos vendidos como boa banha da cobra e por isso não devolvidos. O meu avô lá comprou um, convencido que ía terminar com o enxame de vespas que inundava o ecrã durante o TV Rural , impedindo-o de ver convenientemente as novidadas trazidas pelo saudoso Eng.º Sousa Veloso, mas nada, só mesmo com insecticida. Entre palavrões e chamada de “doutores” aos tipos que lhe venderam o apatrecho, lá se desmazelou na devolução e teve que ficar com a geringonça que mais parecia um termómetro. Andou a chorar os cento e tal escudos durante anos.

11/01/2017

Doris em apuros – “Doris Day Show” – Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Doris em Apuros", do original "Doris Day Show", produzida nos Estados Unidos ao longo de cinco temporadas, entre 1968 e 1973, num total de 128 episódios. Em Portugal passava na RTP em 1974, às quintas-feiras ao ínicio da tarde.
A principal protagonista, que interpretava o papel de Doris Martin, era a própria actriz Doris Day, que assim dava nome à série. Recorde-se que esta popular actriz entre muitos e embelmáticos filmes participou em várias séries, entre as quais “Por favor não comam os malmequeres”, a qual já aqui recordamos.
Cenas do quotidiano, sarilhos e encrencas, num registo de comédia ligeira, fizeram as delícias de muitos. Por conseguinte, devido à popularidade da actriz, e percebe-se pela sua duração, a série foi um êxito tanto nos Estados Unidos como nos países onde foi exibida, incluindo Portugal.

Uma das particularidades do genérico de abertura é a interpretação pela própria Doris Day da popular música de Livingston & Evans, "Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be).

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10/01/2017

A rapariga que sabia demais – Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "A rapariga que sabia demais", do original  "The Girl with Something Extra". Foi produzida nos Estados Unidos pela NBC, tendo sido exibida originalmente entre Setembro de 1973 e Março de 1974. Em Portugal passou na RTP também em 1974, sendo exibida às quintas-feiras ao início da tarde, por volta das 13:15 horas.
Foram produzidos apenas 12 episódios, com duração de cerca de 30 minutos cada, numa única temporada já que não obteve o êxito e interesse desejados.

Esta série, em registo de comédia ligeira, retratava as peripécias de Sally e o advogado John Burton, jovens e recém-casados, com o handicap de Sally ser dotada com um poder paranormal, capaz de ler a mente das pessoas próximas o que gerava situações caricatas ou inconvenientes.

A série procurou explorar o tema do EPS – Extra Sensory Perception (percepção extra-sensorial), um assunto que estava em voga no início dos anos 70, mas parece não ter resultado já que as audiências foram tudo menos paranormais. A série reunia um bom leque de actores, permanentes e convidados, como a principal intérprete, Sally Field que poucos anos depois (1979) venceu um óscar como melhor actriz no filme Norma Rae.

Principais intérpretes:
Sally Field (como Sally Burton); John Davidson como John Burton); Zohra Lampert (como Anne); Jack Sheldon (como Jerry Burton); William Windom.

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06/01/2017

Retrato de Dama Velada – Série TV

Hoje trago à memória a série de televisão “Retrato de Dama Velada”, do original italiano “Ritratto di donna velata”.  Foi produzida pela RAI no ano de 1974 e exibida originalmente entre  31 agosto e 14 de setembro 1975. Em Portugal passou na RTP entre Maio e Junho de 1977, sendo exibida às segundas-feiras por volta das 21:00 horas.
A série apenas contou com cinco episódios com a duração de aproximadamente 60 minutos cada. Tal como em Itália, teve sucesso e foi seguida com interesse e suspense, de resto dentro da qualidade das séries de televisão italianas da época.
A acção da série tem lugar em Toscana, entre Florença e Volterra. Envolve  Luigi Certaldo (Nino Castelnuovo), jovem piloto de testes,  com a jovem estudante de arqueologia,   Elise (Daria Nicolodi) a qual parece assumir a reencarnação de uma misteriosa mulher que ostenta um véu que dá nome à série), retratada numa pintura datada do séc. XVI.
O enredo dos episódios, num ambiente gótico, que mistura também elementos e cenários de arqueologia ligados à civilização etrusca, englobam  aparições de figuras misteriosas provenientes do passado, mortes estranhas e inexplicáveis e acasos perturbadores. O jovem pilto vê-se assim envolvido numa trama misteriosa.
Principais intérpretes e personagens:
Nino Castelnuovo: Luigi Certaldo
Daria Nicolodi: Elisa
Luciano Zuccolini: Romano
Manlio De Angelis: Sergio
Luciana Negrini: Sandra
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05/01/2017

Floris Von Rosemund – Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Floris Von Rosemund", realizada na Alemanha mas com linguagem holandesa,  datada de 1975, composta por 19 episódios de aproximadamente 30 minutos de duração cada. Tratava-se de um remake da série com o nome “Floris”, com origem na Holanda, esta realizada no ano de 1969, criada por Paul Verhoeven, composta por 12 episódios produzidos a preto-e-branco. Terá sido inspirada pela popular série inglesa, "Ivanhoe", que também passou na RTP, pelo que as suas histórias, num tema de aventura com toques de comédia, desenrolam-se em ambiente do séc. XVI, já no final da Idade Média.

Floris é um destemido cavaleiro, exímio no uso da espada e da besta, sempre ajudado e acompanhado pelo seu fiel amigo árabe Sindala. Floris regressa de uma longa viagem como aventureiro e quando chega à sua terra, o castelo Rosemund, deixado em herança por seus parentes, está tomado pelo mau da fita, o duque Herzog Grauberg, e seus lacaios. São assim várias as lutas entre eles de modo a reaver o que é seu de pleno direit bem como lutas contra as tiranias.

A versão alemã, manteve o mesmo ator principal, Rutgger Haner, no papel do cavaleiro Floris, mas com alteração nos actores secundários.

Em Portugal passou originalmente em meados dos anos 70, logo após a sua produção. Tenho a informação que em 1975 passava às segundas-feiras a seguir ao Telejornal 1, por volta das 13:30 horas e com direito a reposição no mesmo dia pelas 20:30 horas no 2º Progrma.

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No Youtube, pesquisando pelo nome da série é possível ver vários episódios da versão de 1969 bem como da versão remake.

26/12/2016

Sequim de Ouro (Zecchino D´oro)

 

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Hoje trago à memória o Zecchino d'Oro (Sequim de Ouro), Festival Internacional da Canção para Crianças, de origem italiana, que anualmente e desde 1959 marca esta quadra natalícia já que, embora seja realizado em Novembro, é transmitido pela televisão italiana - RAI, com difusão por muitas outras estações europeias e mundiais no dia de Natal ou muito próximo deste. 

O festival acontece na cidade italiana de Bolonha, no Teatro Antoniano, onde os pequenos artistas são superiormente acompanhados pelo "Piccolo Coro Mariele Ventre dell Antoniano" dirigido por Sabrina Simoni. Uma grande figura deste festival e seu impulsionador, foi o apresentador Cino Tortorella, já retirado.


O Festival teve a sua primeira transmissão pela rede Eurovisão em 1969 e em 1976 tornou-se internacional com a admissão de crianças e canções estrangeiras.
Em Portugal este Festival passou a despertar as atenções depois da participação da pequenita Maria Armanda, na 23ª edição, no ano de 1980, que venceu com a canção "Eu vi um sapo" (Ho visto un rospo).

Um ano antes, com a mesma canção, a pequenita Maria Armanda participou e venceu a I Gala Internacional dos Pequenos Cantores, realizada na Figueira da Foz. Apesar disso, Portugal já tinha tido uma anterior representação neste Sequim de Ouro no ano de 1978, com a conhecida canção “Foi na Loja do Mestre André” (Nella bottega di Mastro Andrè) interpertada pela pequenita Ana Rita Marques Guimarães, quedando-se, no entanto, por um humilde ante-penúltimo lugar na classificação.

“Eu vi um sapo” tornou-se um tema popular e durante gerações andou na boca dos portugueses, sobretudo da criançada. Contribuiu de facto para o interesse no Zecchino D´Oro no nosso país e este durante décadas tornou-se parte tradicional da quadra de Natal. Nos dias de hoje (ainda vi esta semana a versão de 2016 - 59ª edição), o festival  já não desperta o mesmo interesse nem terá a mesma popularidade. No entanto, ao contrário do Festival Eurovisão da Canção que tem sido alterado e desfigurado, o Zecchino D´Oro continua igual a si mesmo, sem grandes alterações, onde as crianças e as canções são a parte principal e a sua maior riqueza. Oxalá que continue por muitos mais anos, este “Património para uma cultura de paz”, reconhecido como tal pela UNESCO no ano de 2008 aquando das suas bodas de ouro (edição 50).

- Vencedora da edição de 2016