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19/05/2016

Silvestre & Tweety


A série de desenhos animados "Silvestre & Tweety", no original "Sylvester and Tweety", é daquelas que não pode faltar em qualquer lista de séries que se classifiquem como emblemáticas ou clássicas no panorama da televisão, ao mesmo nível de muitas outras como "Tom & Jerry", de resto com muitas semelhanças de estilo e enredo substituindo-se o passarinho pelo ratito.Faz parte da época dourada da animação norte-americana.
As histórias são por demais conhecidas e resumem-se às constantes perseguições e tramóias do gato Silvestre para apanhar e comer o passarinho Tweety, mas, por atrapalhação, esperteza do pássaro ou intromissão da dona, a vóvó, as coisas correm invariavelmente mal para o bichano que, contudo, nunca desiste, apesar da porrada a que se sujeita.
"Silvestre e Tweety" foi produzida pela Looney Tunes com distribuição pela Warner Brothers, entre 1942 e 1964, comportando 46 episódios. Tweety foi criado por Robert Clampett em 1942 e Sylvester por Friz Freleng em 1945.
Esta série foi criada para rivalizar com a famosa dupla "Bugs Bunny & Daffy Duck". Foi nomeada por três vezes para os óscares tendo sido premiada por duas, a primeira logo em 1947 e a segunda dez anos depois.
Da mesma produção, o gato Sylvester também fez dupla com o também famoso ratito Speedy Gonzalez, mantendo-se a filosofia do binómio perseguidor/perseguido em que ao primeiro tudo corre mal por esperteza e rapidez do perseguido.

17/04/2016

Colditz–Série TV

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Hoje, com algum atraso, trago à memória "Colditz", uma das boas séries TV que passou na RTP pelos idos anos 70. Foi co-produzida pela BBC e Universal Studios e exibida originalmente entre 1972 e 1974. Teve duas séries ou temporadas e comporta 28 episódios com cerca de 50 minutos cada. Em Portugal foi exibido originalmente no ano de 1977, com início em Abril e não teve dia nem hora certos de exibição tendo passado às terças, quartas e quintas tanto pelas 21:00 como 22:00 horas.

A revista Tele Semana de 3 de Junho de 1977, edição Nº 228, quando já tinham sido exibidos 8 episódios, dedicava-lhe um destacável com um descrição detalhada de cada um dos episódios restantes até ao 28º e último, intitulado “Libertação”, em que a fortaleza nazi foi tomada pelos aliados.

Colditz, com o nome de código Oflag IV-C, era um castelo alemão convertido em prisão de alta segurança pelo regime nazi em plena II Guerra Mundial destinada a oficiais britânicos, americanos e franceses capturados no teatro de guerra, tidos como tipos duros e alguns já evadidos de outras prisões. A trama girava em torno das relações entre prisioneiros e guardas, os planos e várias e elaboradas tentativas de fuga. Tinha por isso uma boa dose de aventura, ainda que confinada ao castelo, e muito suspense.

Algumas das figuras principais: Robert Wagner no papel de Tenente Phill Carrington, David McCallum como Tenete Simon Carter, Peter Chapman como capitão George Brent, Bernard Hepton como comandante da fortaleza de Colditz, Jack Hedley como Tenente Coronel John Preston, Richard Heffer como Capitão Tim Downing. Obviamente muitos outros personagens alguns dos quais participaram apenas em alguns episódios.

Este tema de Colditz deu posteriormente motivo a uma mini-série, com duas partes, no ano de 2005.
Alguns dos episódios de “Colditz” podem facilmente ser encontrados e visualizados no Youtube.

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29/03/2016

Blackadder - Série inglesa





















Está a passar na RTP Memória (de segunda a sexta-feira, por volta das 21:30 horas, a série inglesa "Blackadder" que na RTP passou originalmente em meados dos anos 80. A série foi produzida na primeira metade dos anos 80 e serviu de catapulta artística de Rowan Atkinson que veio a ser popularizada pela interpretação de Mr. Bean.

Descrição da série a partir da Wikipédia:
Blackadder (em português Víbora negra) é a denominação de quatro séries de televisão da BBC One. Foram produzidas por John Lloyd e estreladas por Rowan Atkinson (conhecido por interpretar Mr. Bean) como o anti-herói epónimo "Edmund Blackadder" e Tony Robinson como seu subalterno/criado, Baldrick.

A primeira temporada foi escrita por Richard Curtis e Rowan Atkinson, e as 3 outras foram escritas por Curtis and Ben Elton.

Apesar de cada série ambientar-se em diferentes épocas, todas seguem as fortunas (ou melhor, infortúnios) de Edmund Blackadder (Interpretado por Atkinson), quem em cada série é um membro de uma dinastia familiar inglesa presente em muitos significantes períodos e lugares na História Inglesa.

Embora o personagem comece sendo pouco inteligente na primeira série e gradualmente se torna inteligente e mais perceptivo através de cada passagem de geração (ao mesmo tempo cai seu status social), cada Blackadder é cínico, covardemente oportunista interessado com a manutenção e o crescimento de seu próprio status e fortuna, independentemente do que o cerca. Em cada série, Blackadder é usualmente uma cínica (quase moderna) voz que mostra suas pretensões e estupidez daqueles que estão ao seu redor, e que podem ser vistas (através de seus modernos olhos) como as mais ridículas e insanas peripécias da história.

A vida de cada um dos Blackadders é também entrelaçadas com seus serventes, todos da família Baldrick (interpretados por Tony Robinson). Cada geração atua como o capacho de seu respectivo Blackadder. Eles ficam cada vez mais burros (e cada vez mais porcos) assim como o intelecto de seu mestre aumenta. Cada Blackadder e Baldrick estão acompanhados de um aristocrata estúpido, cuja presença Blackadder de certa forma tolera. Esse papel foi interpretado nas duas primeiras séries por Lorde Percy Percy (Tim McInnerny), na terceira série por Príncipe George, Príncipe Regente e na quarta pelo Tenente George, os dois últimos interpretados por Hugh Laurie (Dr. House).

Cada série foi ambientada em períodos diferentes da História Inglesa, começando em 1485 e terminando em 1917, compreendendo seis episódios de meia hora. A primeira série, feita em 1983, foi chamada The Black Adder. Seguida de Blackadder II em 1985, Blackadder the Third em 1987 e finalmente Blackadder Goes Forth em 1989.

15/02/2016

Yes Minister–Yes Prime Minister –Série TV

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A quem pretender trazer à memória uma lista das muitas e boas séries de televisão produzidas na Inglaterra entre os anos 70 e 80, será imperdoável que nela não inclua "Yes Minister" ("Sim Senhor Ministro") e sua sequela “Yes Prime Minister”.

Esta série com textos saídos da pena de Sir Antony Jay e Jonathan Lynn, foi protoganizada por Paul Eddington no papel de Jim Hacker, ministro dos Assuntos Administrativos, Nigel Howthorne como Sir Humphrey Appleby, o secretário permanente do ministro e Derek Fowlds como o secretário particular do ministro Bernard Woolley.

Foi exibida originalmente pela BBC entre 1980 e 1984, em três temporadas, sendo composta por 21 episódios de cerca de 30 minutos cada e um episódio mais longo (60 minutos). Seguiu-se a sequela “Yes, Prime Minister” (Sim, Primeiro Ministro), entre 1986 e 1988 com 16 episódios e com os mesmos atores.

A série procura retratar com o inigualável humor británico os meandros do Governo de sua majestade e as relações entre todo o pessoal político e administrativo, a socieade e os média. Por outro lado descreve um ministro novo e cheio de boas intenções, disposto a efectuar cortes de despesas e redução da pesada máquina do funcionalismo britânico mas invariavelmente esbarra ou embate mesmo no próprio aparelho protagonizado pelo seu secretário permanente que, sempre numa ardilosa teia de interesses e teorias feitas de um discurso emaranhado, confunde o ministro e acaba por o demover ou fazer gorar as suas intenções. Claro está que com o desenrolar da série o próprio ministro acaba por trocar o passo ao seu secretário mas de um modo geral vê-se obrigado a desistir, a protelar ou mesmo a inverter as suas posições muitas vezes tomadas tendo em vista a sua boa imagem face aos média. Acima de tudo, salve-se o cargo.

A série é pois um constante manancial de bom humor inglês com protagonistas à altura e um excelente retrato satírico dos meandros da política e governantes, não fosse o facto dos escritores terem assessores que trabalhavam na própria máquina do Governo. Não custa nada a acreditar que “Yes Minister” é um retrato demasidp real de muitos dos governos democráticos desta nossa Europa.

Esta série, para além de ter dado azo a outros subsidiários televisivos, em Portugal inspirou séries como “A mulher do Sr. Ministro”, com Ana Bola e Vitor de Sousa  (um pseudo-ministro do Governo de António Guterres, a sua sequala “A Senhora Ministra”  e mais recentemente “A Mãe do Senhor Ministro”, 20 anos depois ainda com Ana Bola, Vitor de Sousa e Manuel Marques no papel de ministro. Obviamente que apesar da boa fonte da inspiração, estas três versões lusitanas nunca passaram de engraçadas e quase sempre com enredos e piadas pobres e a viver em muito da força humorística dos intérpretes, nomeadamente Ana Bola e Manuel Marques. Mas foi o que se arranjou.

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02/02/2016

O Vitinho faz hoje 30 aninhos


O Vitinho faz hoje 30 anos. Ficou conhecido por durante 10 anos, na RTP, ao final da tarde, dar o sinal de dormida para os mais pequenos numa ternurenta animação.
O Vitinho cresceu foi estudar, tirou o curso de psicologia infantil e está ainda desempregado a viver à custa dos pais. Pelo meio vai fazendo uns contratozitos de alguns meses em superfícies comerciais, a repor chouriços e toucinho nas prateleiras da charcutaria. Namora, mas não pensa em casar pois a namorada, engenheira química, também está desempregada e também a viver à custa dos pais. Afinal esta é uma opção mais em conta para cada vez mais jovens mesmo já a passar dos trintas. À custa disso, os pais perdem cada vez mais a esperança de terem um reforma um pouco desafogada pois continuam a ter que dar conta do recado da vida dos filhinhos e quantas vezes já dos netos.
Será esta a geração do Vitinho, ou nem por isso?

Notícia sobre a efeméride: link

16/09/2015

Bonanza – Mapa de Ponderosa

Gosto de mapas geográficos, reais ou imaginários e sobretudo os mais antigos.
Um dos mapas mundialmente conhecido é o do rancho de Ponderosa, no estado norte-americano do Nevada, uma vasta propriedade rural pertencente à família Cartwright, imaginário palco e cenário de "Bonanza", uma popular série de televisão, de temática western, produzida pela NBC entre os anos de 1959 e 1973 e que em Portugal passou na RTP, ainda a "preto-e-branco" nos anos 60 e 70 e que, normalmente ao sábado à tarde,  prendia a atenção e o fascínio da rapaziada de então.

O mapa de Ponderosa foi elaborado a partir de uma zona geográfica real, situada no estado do Nevada, incluindo elementos como os Lagos Tahoe e Washoe e as cidades de Virginia City, Carson City e Reno. Todavia tem algo de imaginário porque apresenta várias imprecisões relativamente à orientação e à escala. De facto o mapa não está orientado a norte porque, justificou o autor, para um melhor enquadramento. Esta imprecisão seria resolvida com a introdução da rosa dos ventos indicando o norte mas o mapa não tinha, obviamente, que ser rigoroso.

Alguém procurou sobrepor o mapa da série ao mapa real e seguindo a configuração geométrica e a sua relação com o Lago Tahoe, concluiu que o rancho Ponderosa teria uma área aproximada a 220 km2. Por outro lado a distância da cidade de Virginia City, que os Cartwright visitavam com frequência, ao limite mais próximo do rancho, em linha recta, seria à volta de 20 km (40 ida e volta) o que, mesmo a cavalo, seria pouco provável ser visitada com a frequência e sobretudo com a rapidez com o que na série se fazia supor.

O mapa aparecia no genérico de abertura da série, a consumir-se em chama, para no plano de fundo aparecer a cavalo o grupo dos heróis da série.
O mapa foi desenhado pelo artista Robert Temple Ayres o qual faleceu em 2012 com 98 anos de idade. O mapa actualmente pertence a uma instituição (Autry National Center, em Los Angels)  ligada ao seu autor, tendo sido doado pelo criador e produtor da série, David Dortort, falecido em 2010.

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- o mapa
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- o autor ao lado do mapa

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- os Cartwright

18/12/2014

Eu Show Nico

 

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Hoje trago à memória o programa de entretenimento televisivo “Eu Show Nico”, de autoria e apresentação do conhecido Nicolay Breyner, com produção da EDIPIM e realização de Nuno teixeira.

Foram duas as séries produzidas, a primeira exibida em 1980/1981 e a segunda já quase no final da década, em 1987/1988. Ambas as séries tinham aspectos comuns, desde logo o humor como tema central, com várias personagens a serem interpretadas pelo Nicolau, sendo que na primeira havia momentos musicais com artistas convidados, de que recordo particularmente o Carlos Paião. Para além das figuras vividas pelo autor do programa, ficou na memória colectiva a interpretação do Badaró  com o seu chinesinho que para se “isplicar” só complicava.

Uma das rubricas da primeira série era “Moita Carrasco”, designada jocosamente de primeira telenovela portuguesa e que de algum modo brincava com as populares telenovelas brasileiras da época. Curiosamente, não sendo obviamente uma telenovela a sério, antecedeu aquela que foi considerada a primeira telenovela portuguesa, a “Vila Faia”, onde também participou o Nicolau Breyner como João Godunha, o motorista.

Já na segunda série, baseada essencialmente em sketchs humorísticos bem mais elaborados, ficou na memória o quadro “Os Piratas”, que terminava com uma ´canção que brincava com as situações políticas e do dia-a-dia da época, que ficou no ouvido dos portugueses e se tornou popular:

Somos Piratas!
Somos Piratas!
Só não trazemos as gravatas
não sabemos fazer nós
Há mais Piratas,
E com gravatas,
que usam luvas
mas Piratas somos nós!

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A RTP Memória tem reposto este recreativo e ainda ontem passou precisamente o último programa da primeira série.

Creio que o “Eu Show Nico” faz merecidamente parte do património de programas da RTP e na área do humor e entretenimento tem um lugar de destaque e por isso é sempre recordado com saudade e ainda é bom de rever.

17/11/2014

Anthímio de Azevedo

 

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Soube pelos jornais que nesta segunda-feira faleceu Anthímio José de Azevedo, com 88 anos. Nascera em 27 de Abril de 1926.
Natural de Ponta Delgada - Açores, formado em Ciências Geofísicas, tornou-se numa das figuras mais populares da RTP do tempo do preto-e-branco, por via da sua presença e apresentação diária do Boletim Meteorológico, em épocas em que os mapas e gráficos eram desenhados rudimentarmente a giz num quadro de ardósia.


Com a RTP colaborou desde 1 de Novembro de 1964 a 1967, de 1971 a 1977 e de 1981 a 1990, altura em que este serviço foi interrompido, apesar de protestos significativos dos tele-espectadores.
Entre 1992 e 1996 esteve também ao serviço da TVI.


Hoje em dia os boletins meteorológicos naturalmente evoluíram e são apresentados em elaborados quadros digitais, com elevada qualidade, e são presença habitual como aplicação nos smartphones, mas para quem foi espectador dos anos 60 e 70 percebe a nostalgia e saudade desses tempos e de modo especial da rubrica que Anthímio de Azevedo, e colegas, apresentavam diariamente.

12/08/2014

Maria Leonor–Tele Semana


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Pois é… o tempo passa. Exactamente  37 anos sobre a data de edição  Nº  238 da revista de televisão Tele Semana. 12 de Agosto de 1977.
Na capa, a popular e conhecida figura ligada à história da RTP, Maria Leonor.
Maria Leonor Leite Pereira Magro, nasceu em 1920 e faleceu em 1987, com 67 anos de idade, vítima de cancro. Foi casada com o também popular locutor de rádio Pedro Moutinho.
Foi uma das primeiras locutoras e apresentadoras da RTP - Rádiotelevisão Portuguesa, onde se tornou numa figura de grande popularidade. É ainda hoje lembrada pela sua presença habitual no espectáculo "Natal dos Hospitais", que tantas vezes apresentou.
Antes do seu ingresso na televisão pública, no início dos anos cinquenta era a voz que através dos serviços telefónicos anunciava as horas aos portugueses.
Para além da RTP, foi figura proeminente na Emissora Nacional, para onde entrou em 1946,  destacando-se sobretudo no teatro radiofónico, mas também prestou serviços ligados à BBC e ORTF.
Em 1981 foi agraciada com as insígnias da Ordem do Infante D. Henrique, como reconhecimento da sua personalidade e carreira.

Maria Keil

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É já este sábado, dia em que se celebraria o 100.º aniversário da pintora portuguesa, que o segundo canal do Estado exibe o documentário 'Memórias de Autores Portugueses - Maria Keil'
A conversa, conduzida por Ribeiro Cardoso e realizada por Helena Santos faz parte do último documentário filmado com a artista ainda viva.
Maria Keil foi uma das pintoras portuguesas mais conhecidas do século XX e rompeu com os cânones do seu tempo, integrando o grupo dos modernistas portugueses. Foi ainda ilustradora, fotógrafa e decoradora.
Memórias de Autores Portugueses - Maria Keil para ver este sábado, pelas 21.50 na RTP2.

Maria Keil, para além da sua vasta e riquíssima obra artística, foi co-ilustradora (com Luis Filipe de Abreu) dos belos livros de leitura da primeira e segunda classes utilizados na escola primária  entre o final dos anos 60 e princípios de 70.

28/03/2014

A Aldeia da Roupa Branca

 

Ontem a RTP Memória passou o popular filme português “Aldeia da Roupa Branca”, realizado por Chianca de Garcia, com Beatriz Costa num dos principais papéis. Este filme de 1938, estreado no início de 1939, é um dos incluídos  na chamda idade de ouro do cinema português. Apesar das inúmeras vezes que tem passado na televisão, é sempre agradável de ver e recordar pelo pitoresco das personagens e sobretudo pela enorme rixa entre povo e músicos na cena da romaria.

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Aqui ficam as letras de duas das músicas cantadas pela Beatriz Costa

ALDEIA DA ROUPA BRANCA

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Roupa no monte a corar
Vê lá bem tão branca e leve
Dá ideia a quem olhar
Vê lá bem que caiu neve

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Olha ali o enxoval
Vê lá bem de azul da esperança
Parece o monte um pombal
Vê lá bem que pombas brancas

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Ai rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormimos nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

 

AS PRINCESAS DA CIDADE

As princesas da cidade, oh, ai!
São bonequinhas de armar
Só a nossa “colidade”
É de lavar e durar
Só a nossa “colidade”
É de lavar e durar

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

Toma lá, dá cá
Quem não tem não dá
Quem estala a capa do canejo
Quem não deu, não dá
Quem já deu, dará
Não sejas tola
Dá-me um beijo

Nossos braços são quentinhos, oh ai!
Têm força para abraçar
E nos peitos redondinhos
Pode um homem descansar
E nos peitos redondinhos
Pode um homem descansar

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

Não temos bocas pintadas, oh ai!
Não temos a carne mole
“Semos” desenxovalhadas
E crestadas pelo sol
“Semos” desenxovalhadas
E crestadas pelo sol

Se o noivo é de Caneças
E a noiva é da Malveira
Já podem pedir meças
Á saloiada inteira
Mas se não for com essas
Vá lá doutra maneira
A noiva de Caneças
O noivo da Malveira

02/02/2014

Oh! Susana – Série TV

 

Em 1964 passava na RTP, às segundas-feiras, por volta das 20:15 horas,  a série de televisão “Oh! Suzana” do original “The Gale Storm Show – Oh! Susanna”. Foi produzida ao longo de quatro temporadas entre 1956 e 1960.

Composta por 126 episódios de cerca de 30 minutos cada, a série de origem norte americana era interpretada por Gale Storm como Susanna Pomeroy, ZaSu Pitts como Elvira Nugent, Roy Roberts como Captain Huxley e James Fairfax como Cedric. O argumento da série baseava-se numa directora de um cruzeiro que viajava à volta do mundo e as respectivas peripécias do dia-a-dia da vida no navio S.S. Ocean Queen.  A série foi exibida primeiramente na estação CBS e a sua parte final na ABC.

Num certo sentido, é possível encontrar semelhanças na posterior e popular série dos anos 80  “O Barco do Amor”.

Frequentemente em vários episódios participavam actores convidados como Pat Boone, Francis De Sales, Lorne Greene (Ben Cartwright da série Bonanza), Doug McClure e muitas outras vedetas do cinema e televisão da época.

Como curiosidade, o título “Oh! Susanna” tem dado azo a vários formatos, desde a popular canção de Stephen Foster, de 1847, frequentemente integrante de métodos de violão e órgão electrónico,  até novelas e filmes western.

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- Abertura, no Youtube

31/01/2014

A Morgadinha dos Canaviais

 

Está a passar na RTP Memória, às quintas-feiras, ao serão, a série de televisão "A Morgadinha dos Canaviais", baseada na obra homónima de Júlio Dinis.
Trata-se de uma série de 1990, com Virgílio Castelo, no papel de Henrique de Souselas, São José Lapa, no papel de Morgadinha dos Canaviais, Eunice Muñoz como Tia Doroteia, Curado Ribeiro, Natália Luiza, António Assunção, Luís Mascarenhas e muitos outros.

Para além de ser uma das mais populares obras de Júlio Diniz, “A Morgadinha dos Canaviais”  já havia dado argumento para o filme com o mesmo nome no remoto ano de 1949, uma produção dos Estúdios Cinelândia, L.da, realizado pelos italianos  Amadeu Ferrari e o italiano Caetano Bonucci.  O papel de morgadinha foi então interpretado por Eunice Muñoz, curiosamente a participar na série mais recente de que acima falamos, mas agora como tia Doroteia.

Quanto ao livro, que havia lido há mais de 25 anos, a reboque da série estou agora a reler. Os livros são assim, intemporais.

 

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30/01/2014

Dr. Kildare – Série TV

 

Em 1963 a então jovem RTP passava a série de televisão “Dr. Kildare”, um original norte-americano exibido originalmente pela NBC entre Setembro de 1961 e Setembro de 1965, ao longo de cinco temporadas.

A série retratava o quotidiano de um jovem médico, Dr. Kildare, interpretado por Richard Chamberlain, num hospital metropolitano.  As relações pessoais e profissionais, incluindo os seus doentes, eram pontos de partida para os diversos episódios (58 episódios de 30 minutos cada e 132 episódios de 60 minutos cada).

Talvez por ser uma das primeiras a ser exibida na RTP, esta é uma das séries que fizeram história entre os tele-espectadores portugueses e por muitos ainda é recordada.

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- Genérico de entrada no Youtube

27/01/2014

Fury – Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Fury", que passava na RTP em 1966. Esta série de origem norte-americana é composta por 116 episódios de cerca de 30 minutos cada, produzidos ao longo de 5 temporadas, entre 1955 e 1960 e exibidos originalmente pela estação NBC.


"Fury" é a história, em registo western actual  de um rapaz órfão, Joey (interpretado por Bobby Diamond), que é adoptado pelo criador de cavalos e proprietário do rancho “Broken Whell”,  Jim Newton (interpretado por Peter Graves, bem conhecido pela sua participação posterior na popular série "Missão Impossível").

Fury, por sua vez é um belo cavalo selvagem que foi capturado e domado por Jim. Entre Fury e Joey estabelece-se uma relação de afeição que é uma das marcas da série.

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- Genérico de entrada, no Youtube

26/01/2014

The Waltons – Série TV


Nos anos 70, concretamente em Maio de 1977, passava na RTP do "preto e branco" (aos sábados por volta das 18:00 horas) uma nova temporada da série de televisão, "Os Waltons", do original norte-americano "The Waltons. Episódios de temporadas anteriores já tinha sido exibidos uns anos antes na nossa televisão. Esta séria foi baseada no romance autobiográfico do escritor Earl Hamner Jr. 

Trata-se de uma série bastante longa, composta por 221 episódios de cerca de 50 minutos cada e que se desenvolveu ao longo de 9 temporadas. Apesar da sua longevidade, desconheço se em Portugal foi exibida na sua totalidade.

De forma resumida, até porque está bem documentada na web, a série abordava uma família rural norte-americana, no Estado da Virgínia, durante os difíceis anos da depressão (anos 30) estendendo-se até à altura da 2ª Guerra Mundial. A série decorria numa narrativa sob o ponto de vista na do filho mais velho dos Waltons, o Jhon Boy, com 17 anos.
A família é formada pelo casal John e Olivia e seus sete filhos ainda e os pais de John, Zebulon "Zeb" Tyler e Esther Walton.
Num tempo de crise, a família vivia graças ao seu espírito de entreajuda e dos escassos rendimentos de uma serração explorada por John Walton e seus pais e que conta com a ajuda de toda a filharada.

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Links:
Waltons na actualidade

20/01/2014

Banacek – Série TV


Hoje trazemos à memória a série de televisão "Banacek", de género policial. Original dos Estados Unidos, foi exibida pela NBC entre 1972 e 1974. Em Portugal foi exibida em 1974 e passava às segundas-feiras a partir das 22:00 horas.
 
Thomas Banacek, era um detective privado, com origens polacas, ao serviço de empresas seguradores e que procurava descobrir crimes de burlas e outras falcatruas (trabalhasse no Portugal dos últimos tempos e não teria mãos a medir). Os episódios tinham como pano de fundo a cidade de Boston.

Como curiosidade, referia-se que George Peppard, o intérprete principal, uns anos mais tarde, nos anos 80, participou na série de acção e humor "Soldados da Fortuna", do original "The A-Team", que ficou muito popular entre nós. Nessa série interpretava o papel do Coronel John "Hannibal" Smith, chefe da equipa de veteranos da guerra do Vietnam que, perseguidos injustamente pela polícia militar, iam ajudando muitas pessoas a resolver conflitos com maus e vilões, sempre num registo de comédia..

A série é composta por 16 episódios de cerca de 90 minutos cada e ainda por um episódio piloto. No Youtube é possível assistir a vários episódios.

Principais intérpretes – personagens:
George Peppard - Thomas Banacek
Ralph Manza - Jay Drury
Murray Matheson - Felix Mulholland


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