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19/11/2016

Crónica Feminina - 393

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 393 de 04 de Junho de 1964. O  menino José Manuel Matias Braga em pose de artisa. 

Que será feito dele?

17/11/2016

Crónica Feminina - 252

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 252 de 21 de Setembro de 1961. A  menina Maria Paula de Carvalho e Sousa Magalhães vestida de branco.

Que será feito dela?

12/11/2016

Crónica Feminina - 215

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 215 de 05 de Janeiro de 1961. O  pequenito Luis Pedro Viegas da Silva num cenário de Inverno, com muita neve, quiçá na Serra da Estrela. Claro está, muito bem agasalhado. Que será feito dele?

04/11/2016

Crónica Feminina - 203

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 203 de 13 de Outubro de 1960.

Uma capa impensável para as revistas similares dos dias de hoje. Não por já não se venderem a 15 tostões mas porque predominam temas nada condizentes com a candura e ar feliz do rapazinho. Enredos de telenovelas, mortes, traições, divórcios, erotismo a roçar a pornografia, dicas de sexo, etc, são o actual pão-nosso  do que a casa gasta. Um fartote.

É certo que os tempos ditam a evolução das coisas e obviamente da imprensa escrita, jornais ou revistas. Não se poderia esperar que, 56 anos passados, uma revista de mexericos fizesse capa com uma criancinha, a não ser que fosse o Cristianinho Ronaldo ou outro rebento de um qualquer jet-set. Todavia, porventura, passamos de um 8 muito condicionado por um regime fechado e conservador para um 80 desbragado e excessivo. O meio termo nunca foi apanágio dos portugueses pelo que as coisas são como são, no bom e no menos bom.

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29/09/2016

Major Alvega



Quem já não ouviu falar do Major Alvega, herói da aviação militar inglesa durante a II Guerra Mundial? Que mais não fosse, pela série portuguesa com o mesmo nome realizada  e passada pela RTP no final dos anos 90 com Ricardo Carriço a interpretar o aviador e António Cordeiro no papel do militar nazi Von Block e narrativa do saudoso Fernando Pessa, a qual tinha a particularidade dos cenários terem um look de animação.
Mas o Major Alvega é sobretudo conhecido pelas suas aventuras na Banda Desenhada e que entre nós foi presença habitual e regular sobretudo na emblemática revista "O Falcão"
Pela parte que me toca, para além deste herói da aviação, os meus outros heróis preferidos que iam desfilando semanalmente nas aventuras ilustradas da revista "O Falcão", eram o Ogan, Kalar, Sandor e Oliver (Robin dos Bosques).




De acordo com a descrição na Wikipedia: Major Alvega é uma personagem fictícia, ás da aviação anglo-portuguesa da RAF (Royal Air Force, a Força Aérea Britânica)....No título original em inglês chamava-se "Battler Britton - England's Fighting Ace of Land, Sea and Air" e foi criado em 1956 para a revista britânica Sun, por Mike Butterworth (argumento) e Geoff Campion (desenho) e chegou a ser desenhado por vários desenhistas de renome tais como, Hugo Pratt, José Ortiz, Dino Battaglia ou Luigi (Gino) D'Antonio para a editora Fleetway [2]. Foi protagonista das mais variadas aventuras, todas caracterizadas por muita acção, suspense e um toque de humor, nas quais defrontou (e venceu) alguns dos mais importantes intervenientes da Segunda Guerra Mundial: Rommel, Goering, Hitler e Mussolini. No entanto, numa época em que a censura (ao serviço de um Estado Novo fervorosamente nacionalista) obrigava todos os heróis do género a figurarem nomes portugueses (e por consequência alguma forma de ascendência lusa), o protagonista seria rebaptizado por Mário do Rosário, director da revista "O Falcão", e por Anthímio de Azevedo, o tradutor, para Jaime Eduardo de Cook e Alvega, um ribatejano por via paterna e inglês por via materna, que teria estudado em Coimbra, tendo também sido alterada a sua patente de tenente-coronel para Major.






26/07/2016

Revista GINA



Quem das gerações de 60 e 70 não leu, mesmo que às escondidas, a revista GINA, com o sub-título Histórias Sexy Internacionais? Na realidade, convenhamos, a leitura e as histórias eram o menos interessante da coisa, antes as fotos coloridas e brilhantes, mas esta revista quando entrou no mercado marcou o até então quase inexistente ou clandestino panorama da pornografia em Portugal e aproveitou-se com êxito desse vazio, num momento oportuno, no período pós revolução do 25 de Abril de 1974, em que o povo andava sedento de liberdade mas também de outras coisas mais carnais.

Esta revista, publicada desde Setembro de 1974 até 2005, ao que dizem com um historial de 196 números, foi de imediato um estrondoso êxito e o preço inicial de 25 escudos (fica a dúvida se 25 ou 30) ia sendo alterado ao ritmo da crescente procura, galgando por aí fora até pelo menos aos 600 escudos. As tiragens de largos milhares suplantaram muitas das revistas populares da época.

A revista produzida pela editora Pirâmide, de Mário Gomes e o seu irmão Acácio, tinham na essência conteúdos adquiridos ao já libertino e abundante mercado alemão e traduzidos ou adaptados com textos do próprio Mário, obviamente sem qualquer rigor literário. As capas, de modo a poderem ser expostas no estendal dos quiosques, regra geral eram púdicas, com rostos de mulheres larocas, com ares de virgens inocentes, o oposto das cenas interiores, bem mais ousadas. O papel era brilhante, com tons coloridos e algo resistente a humidades, como convinha.

Como tantos títulos, do fulgor e novidade iniciais, a coisa tornou-se vulgar e mais uma entre muitas outras, ou seja mais do mesmo, pelo que a GINA foi perdendo gás e a estocada final veio com a popularidade e facilidade do acesso grátis à pornografia tanto na TV por cabo como sobretudo na Internet que se começava a generalizar. Nos últimos tempos era vendida a preço de saldo em sacos com outras revistas da editora, tipo pague uma e leve meia-dúzia, mas o destino estava traçado e acabou por terminar.
Hoje, passados quase quatro décadas, a GINA é recordada como um produto emblemático de um tempo pós revolução e que na justa medida ajudou à descoberta da sexualidade mesmo que num registo de pornografia ordinária. É pois neste contexto que a GINA ainda mexe nalguns alfarrabistas e quem compre por pura saudade.

06/05/2016

Gaiola Aberta - O fado provisório


Capa da revista "Gaiola Aberta", correspondente ao Nº 6 com data de 15 de Agosto de 1974. 

No inconfundível traço do José Vilhena, três dos grandes protagonistas da cena política  do pós-revolução do 25 de Abril desse ano: Mário Soares, Sá Carneiro e Álvaro Cunhal. Dos três, ainda por cá o Soares, embora já debilitado pela idade.

Quarenta e picos anos passados sobre esse momento da nossa História, mudaram-se as caras dos políticos mas as coisas e as vontades parecem ser as mesmas e Portugal parece viver na meia-luz do interior de uma casa de fados onde fadistas mais ou menos "artistas" vão, norma geral com mau acompanhamento, entoando fadunchos à medida da clientela que, já de ouvido treinado, vai perdoando a desafinação.

23/04/2016

O casamento do Fantasma


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Já tivemos a oportunidade de falar aqui do Fantasma, herói de banda-desenhada que foi criado por Lee Falk, também autor do não menos famoso Mandrake.
Como é apanágio de muitos dos heróis da banda-desenhada, há quase sempre uma mulher nas suas vidas. Recorde-se Lois Lane no Super Homem, Mary Jane no Homem Aranha, a Pamela no Kalar e Princesa Narda no Mandrake, entre outras.
No caso do Fantasma a sua namorada era a bela Diana Palmer e hoje trazemos à memória algumas páginas da revista Mundo de Aventuras, Nº 249 de 6 de Julho de 1978 onde é publicada a história em que ambos se casam. Argumento de Lee Falk e desenho de Sy Barry.
Para além do enlace, a particularidade de aparecer o Mandrake e seu amigo Lothar como convidados, o que se compreende pelo facto de, como atrás explicado, tanto o Fantasma como o Mandrake serem criações do Lee Falk embora com desenhadores diferentes.
Fica, pois, a evocação deste momento emblmático e particular das aventuras deste herói da nona arte.

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22/04/2016

Matt Marriot–Tony Weare

 

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Da Banda Desenhada que lia pelos anos 70 e por aí fora, no que a cowboyadas diz respeito, tenho para mim como das melhores as aventuras de Matt Marriot, do autor inglês Tony Weare (1912-1994).
As aventuras deste cowboy, sempre acpmpanhado pelo seu companheiro Luke "Powder" Horn, com o seu característico chapéu militar, foram publicadas no diário inglês London Evening News, no clássico formato de tiras diárias e a dominicais. A sua publicação teve início no ano de 1955 e terminou em 1977, 22 anos depois. As histórias eram escritas por Jim Edgar

Em Portugal Matt Marriot andou sobretudo pelas páginas da revista Mundo de Aventuras, da colecção Tigre, Condor, Jornal do Cuto, mas outras mais

A arte de Tony Weare é intensa  e expressiva, genial mesmo, de traço inconfundível caracterizado por fortes constrastes de luz e sombras, sobretudo pelo uso de tramas que em muitos dos quadros dispensa e substitui o contorno.

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30/03/2016

Pastorinhos de Fátima - Fotografia



É uma das mais conhecidas e emblemáticas fotografias dos pastorinhos de Fátima (Lúcia, Jacinta e Francisco). Todavia, serão poucos os que saberão algo mais da sua história. A sua autoria está atribuída a Joshua Benoliel (Lisboa, 13 de Janeiro de 1873 — Lisboa, 3 de Fevereiro de 1932), judeu, nascido em Portugal, descendente de uma família hebraica que se havia instalado em Gibraltar.
A fotografia foi publicada originalmente em 29 de Outubro de 1917 (ano das aparições) na revista "Ilustração Portuguesa", do jornal "O Século" para o qual trabalhava o referido fotógrafo.
Joshua Benoliel é considerado o principal fotógrafo português do inicio do século XX. A sua vasta obra retrata os principais acontecimentos da época bem como paisagens e cenas do quotidiano. Conforme se pode respigar na Wikipedia "...fez a cobertura jornalística dos grandes acontecimentos da sua época, acompanhando os reis D. Carlos e D. Manuel II nas suas viagens ao estrangeiro, assim como a Revolução de 1910, as revoltas monárquicas durante a Primeira República, assim como exército português que combateu na Flandres durante a Primeira Guerra Mundial. As suas fotografias caracterizam-se pelo intimismo e humanismo com que abordava os temas."


- Joshua Benoliel


- página da revista "Ilustração Portuguesa" de 29 de Outubro de 1917, onde é publicada a fotografia dos três pastorinhos de Fátima



09/01/2016

Revista Selecções Femininas - 1955


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Capa da revista “Selecções Femininas” de Dezembro de 1955.
Na altura tinha como directora Berta de Sá e Alves de Oliveira como director artístico, editor e proprietário – Distribuição da Agência Portuguesa de Revistas.
De forma mais exaustiva, toma-se a liberdade de reproduzir aqui um artigo de Daniel Costa, publicado aqui no Sol:

“”Destinadas especialmente ao público feminino, sempre houve publicações, actualmente não tão vocacionadas apenas nesse sentido, porque entretanto a mulher mais se vem emancipando. Convém recordar que ao tempo as escolas existiam com separação de sexos, mais um dos absurdos próprios do Estado Novo.
Havia a revista Selecções Femininas dirigida por Berta de Sá, tendo como Director Artístico, Editor e Proprietário, Alves de Oliveira.
A revista era impressa pelo processo de tipográfico na Bertrand & Irmãos do Dafundo, sendo vendida ao preço de 10$00, funcionando mais a venda por assinaturas 100$00/ano, para o Continente, Ilhas e Ultramar e 120$00 para o estrangeiro, tinha o formato de 15,5 X 22 mm.
Sendo mensal, tenho presente o número de Julho de 1968. Em 1969 a impressão tipográfica, estava definitivamente a dar o lugar ao ofsset.
Consequentemente Alves de Oliveira, por já não ser novo, vendeu o título a Donas de Casa, que procedeu a uma reciclagem. Continuou com a mesma casa impressora, e passou editá-la por padrões mais modernos e atraentes.
O formato passou a ser menor – 15 X 18,5 mm – tipo de capa mais adequado aos novos tempos, visto que o Ofsset dava outras possibilidades, nesse aspecto.
A Direcção passou a ser da nova proprietária, a inefável Marisabel de Sousa. Como, ao tempo, não vinham indicados na ficha técnica os nomes dos redactores, apenas o do chefe de publicidade, J. A. Bezelga e o do pintor Armando Anjos, que tratava dos arranjos gráficos.
Porém, além destes, conhecia pessoalmente os redactores, como por exemplo, Maria João Rolo Duarte. O marido, Rolo Duarte, que aparecia muito na gráfica, seria consultor.
Escolhi o número 12 desta II série, para através desta fazer a viagem, diga-se de saudade, mais de recordação.
É isso. Recordação!...
Publicidade, o suporte financeiro, por excelência, dos periódicos. Temos verso da capa, contracapa e verso da contracapa a cores, depois mais oito anúncios de página e meia com um. Pouco, muito pouco para uma sustentabilidade eficaz.
Começo de novo, agora voltando ao principia para ver os temas: Começa com um artigo de dez páginas, com o título, “Para Salvar as Crianças de Todo o Mundo” – um tema eterno, as pobres crianças!....
Segue, anúncio, da casa, de duas páginas dedicadas a prestigiar a revista “Donas de Casa”. A seguir, “os TEEN-AGERS – vistos por um sociólogo”, mais dez páginas; “Seus Filhos Estarão em Perigo? Oito páginas; “Ricos e Super-Ricos”, assinado por Thomás G. Bwchanan, artigo de sete páginas. Segue-se anúncio de página, da casa com cupão de assinatura da revista.
A seguir vem “A Dignificação do Sexo”, pelo Dr. Ramiro da Fonseca, muito conhecido da Televisão, que também nos diz em “Educação Sexual”, como responder “A Perguntas Embaraçosas”.
Outro artigo tem a assinatura de Walter de la Maré, designa-se “Remédios”.
Depois destaco a “Galeria” com a entrevista ao amigo Martinez. De facto o desenhador gráfico da Agência de publicidade Lintas, era o Cartoonista “free lacer “ de “Donas de Casa”e passou a sê-lo também desta revista, onde ocupa dezasseis páginas com os seus cartoons, só em três está a entrevista escrita e a sua fotografia.
Martinez, que também conheci assim como o filho e a nora, com quem cheguei a trabalhar, era merecedor da homenagem. Era homem afável e sobretudo competente, até o seu humor era atempado e sério. O regime em que se vivia, não permitiria que tivesse outros horizontes.
Mais duas páginas da casa dedicadas ao programa C.C.D. (Clube das Donas de Casa, do R.C.P. conduzido pelo saudoso Henrique Mendes e Maria João Aguiar, fotografias e texto do lado direito, sendo o lado esquerdo reservado às de vários cantores, como Elis Regina, Madalena Iglésias, António Calvário, Amália Rodrigues, Tony de Matos e outros.
“EM LONDRES – TEATRO DE FANTOCHES”, artigo e várias diversidades fecham a revista, que se apresenta bastante e bem ilustrada a preto.
A distribuição esteve a cargo da Livraria Bertrand – Venda Nova /Amadora.
Recordei pedaços de vida já, que na altura, fazia parte dos quadros da empresa impressora. Dividia a sala com o colega que tratava do assunto, como de tudo o que vinha de editoras de revistas, enquanto eu de livrarias. Muitas vezes o substituía e ele vice-versa,
De modo, que tive contacto com a gente mencionada, com exclusão da uma pessoa, a que dirigiu a revista na primeira fase.

Daniel Costa “”

06/12/2015

Toalhas lavadas com OMO

 

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- clicar na imagem para ampliar

Cartaz publicitário ao detergente OMO, publicado em 1955 na revista “Selecções Femininas”

12/08/2014

Maria Leonor–Tele Semana


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Pois é… o tempo passa. Exactamente  37 anos sobre a data de edição  Nº  238 da revista de televisão Tele Semana. 12 de Agosto de 1977.
Na capa, a popular e conhecida figura ligada à história da RTP, Maria Leonor.
Maria Leonor Leite Pereira Magro, nasceu em 1920 e faleceu em 1987, com 67 anos de idade, vítima de cancro. Foi casada com o também popular locutor de rádio Pedro Moutinho.
Foi uma das primeiras locutoras e apresentadoras da RTP - Rádiotelevisão Portuguesa, onde se tornou numa figura de grande popularidade. É ainda hoje lembrada pela sua presença habitual no espectáculo "Natal dos Hospitais", que tantas vezes apresentou.
Antes do seu ingresso na televisão pública, no início dos anos cinquenta era a voz que através dos serviços telefónicos anunciava as horas aos portugueses.
Para além da RTP, foi figura proeminente na Emissora Nacional, para onde entrou em 1946,  destacando-se sobretudo no teatro radiofónico, mas também prestou serviços ligados à BBC e ORTF.
Em 1981 foi agraciada com as insígnias da Ordem do Infante D. Henrique, como reconhecimento da sua personalidade e carreira.

27/03/2014

Vida Mundial – Revista-magazine

 

A revista-magazine "Vida Mundial", com o lema "O mundo numa semana"  nasceu a partir da transformação do jornal semanário homónimo, fundado no ano de 1939 por José Cândido Godinho. Efectivamente, a partir do Nº 1456, de 5 de Maio de 1967 passou para o formato de revista, igualmente com tiragem semanal.

A “Vida Mundial”  durou até 1979, sendo então exitinta por falta de viabilidade económica, o mesmo acontecendo com as demais publicações da proprietária Sociedade Nacional de Tipografia, S.A.R.L.

Não consegui confirmar se o semanário "Vida Mundial Ilustrada - Semanário Gráfico de Actualidades", também fundado por José Cândido Godinho é o mesmo a que foi dada continuidade em 1967 como formato revista. Terá sido uma publicação autónoma ou mesmo um suplemento? Tanto quanto consegui apurar, terá sido publicado entre 1941 e 1946.  É um assunto a necessitar de confirmação.

Por ter atravessado o período da revolução do 25 de Abril de 1974, como naturalmente o antes e o depois, a revista "Vida Mundial" é um importante documento sobre esse abrangente espaço temporal, social e político. O exemplar que corresponde à semana em que ocorreu e revolução pode ser descarregado na Hemeroteca Digital.

Durante o Estado Novo esteve sujeita ao lápis azul da Comissão de Censura, o que de resto anunciava normalmente na página 2.
Apesar dos seus conteúdos serem visados pelo olho estatal, a revista conseguia semana após semana trazer ao leitor importantes assuntos nacionais e internacionais o que constituía uma excelente fonte de informação sobretudo de actualidade política (mormente no que se referia ao estrangeiro), mas também social e cultural.

Em Fevereiro de 1998, com direcção de José Goulão e Miguel Portas, foi lançada uma revista com o mesmo título, tendo durado 23 números, até Dezembro de 1999. Não consegui apurar, contudo, qual a relação de ambos os títulos, se foi uma forma de ressurgimento  ou somente um projecto distinto que apenas usou o mesmo título.

As informações acima prestadas podem ser escassas e incompletas mas a verdade é que no que se refere à sua história,  a revista “Vida Mundial” está ainda muito mal referênciada. Felizmente, em sítios de vendas e leilões, bem como em alfarrabistas, ainda é possível adquirir vários exemplares, sobretudo dos anos 70, cujos preços oscilam entre 3 a 10 euros.

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28/11/2013

TV Semanário da Radiotelevisão Portuguesa

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Antes da revista de televisão, Tele Semana, iniciada em Janeiro de 1973 e que durou quase toda a década de 70, existiu no panorama das publicações portuguesas a revista TV - Semanário da Radiotelevisão Portuguesa, propriedade da própria RTP e com Eduardo Freitas da Costa como director. A Empresa Nacional de Publicidade – E.N.P. era a responsável pela composição, impressão e distribuição. Uma assinatura de 13 números custava em 1966 37$00, 26 números 71$00 e 52 números 134$00.

É perfeitamente compreensível que a propriedade fosse da própria RTP, já que era uma forma de divulgar o interesse por esta realidade audiovisual que em Portugal tinha arrancado há escassos anos, em meados da década de 50 (emissões experimentais em Setembro de 1956 e emissões regulares em Março de 1957). Também por isso,  nesses primeiros tempos a RTP tinha loja própria onde vendia aparelhos de televisão bem como um serviço de reparação e assistência.

As referências na web sobre esta revista  são praticamente inexistentes, pelo que não tenho dados concretos quanto às suas datas de início e de fim. Todavia, tendo em conta a numeração, e num pressuposto de regularidade semanal, o seu início terá ocorrido em Abril de 1963, já que, por exemplo, o Nº 64 correspondia ao II Ano de publicação, com a data de 1964; O Nº 150 correspondia ao III Ano, com a data de 10 de Março de 1966. Quanto ao seu fim, porventura terá ocorrido no final dos anos 60 ou mesmo nos princípios dos anos 70. Tenho várias dezenas de números mas o mais alto que possuo é o 226 de 24 de Agosto de 1967, portanto no seu 5º ano de publicação.

A revista tinha um formato A4, com um número de páginas a rondar a meia centena, com boa impressão, incluindo as capas e cartazes publicitários a cores.
Muitos dos números continham ainda uma espécie de suplemento no formato de jornal, em tamanho A3, portando dobrado para se integrar no interior da revista. Para além de assuntos vários sobre a televisão, este suplemento continha a programação. Não sabemos com rigor o motivo deste suplemento porque os assuntos eram similares aos da revista, mas eventualmente prendia-se com uma forma mais fácil e económica de actualizar os assuntos e a própria programação a qual frequentemente era alterada quase na última hora o que dificultaria a regularidade da impressão/distribuição da revista.

Em 1964 tinha um preço de capa de  3$00 e no ano de 1967 aumentou para 4$00.
Como é natural, a revista para além da programação semanal, que, como atrás referimos, em certos números era incluída no suplemento em formato jornal, abordava assuntos relacionados com a vida da televisão, os apresentadores, os artistas, os programas incluindo os muito populares concursos. O mundo artístico português e internacional era também um tema quase sempre a fazer parte da ementa editorial.
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