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25/05/2020

"Os Jovens Rebeldes" - "The Young Rebels" - Série TV



Por meados dos anos 70 a RTP exibia a série de televisão "Jovens Rebeldes", do original dos Estados Unidos "The Young Rebels".
Foi originalmente transmitida pela estação ABC a partir de Outubro de 1970. 
A série traduzia-se num total de 15 episódios com cerca de 60 minutos cada,  correspondentes a uma temporada. 

Quanto à sinopse da série, tratava-se das aventuras de um grupo de amigos que no período da Guerra da Revolução Americana, ou Guerra da Independência, lutavam pela causa da independência, fazendo parte de um grupo denominado de "Yankee Doodle Society", com localização na cidade de Chester, na Pensilvânia, no ano de 1777. Em situações de espionagem, sabotagem e outras que requeriam coragem discrição e inteligência, o grupo de amigos lá ia conseguindo minar acções e operações ofensivas dos militares ingleses.

Os quatro personagens principais eram Jeremy (Richard Ely), filho do mayor de Chester, Isak (Louis Gossett Jr. ), um negro ex- escravo , Henry ( Alex Henteloff ), um jovem brilhante e de óculos, intelectual e engenhoso, admirador do famoso Benjamin Franklin, a quem procurava imitar com suas invenções e engenhocas, e Elizabeth (Hilary Thompson), a bonita namorada de Jeremy. 
Por sua vez, o grupo era ajudado em muitas situações pelo também jovem rebelde militar francês, o Marquês de Lafayette (Philippe Forquet).



Parece que a ideia subjacente à série por parte da ABC, era incutir na juventude da época o espírito patriótico e nacionalista, mas dizem que a coisa falhou porque, na realidade, os jovens americanos do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, passe o exagero, estavam mais virados para a cultura pop, drogas e rock and roll, bem como apoquentados pelo quase permanente estado de guerra, na altura em pleno conflito no Vietname que ceifou largos milhares de vítimas.

14/02/2020

Chefe, mas pouco - Who's the Boss?


A RTP Memória tem estado a passar a série "Chefe, mas Pouco", do original "Who's the Boss?". Trata-se de um série no registo de comédia, sitcom, com origem no sítio do costume, os Estados Unidos, tendo sido exibida originalmente pela ABC entre 20 de Setembro de 1984 e 25 de Abril de 1992. Em Portugal iniciou em 1989. Uma criação e produção de de Martin Cohan e Blake Hunter, com realização de Asaad Kelada e Tony Singletary.
Foram oito temporadas com um total de 193 episódios coma  duração de aproximadamente 25 minutos cada.
A base da história é simples, como nos diz a própria RTP na apresentação da série:

"A vida de Tony Micelli sofreu um grande abalo depois da sua mulher ter morrido e também devido ao facto de uma lesão, o ter impedido de continuar a jogar baseball.
Apesar de tudo, resolve provar que é capaz de educar sozinho a sua filha pré-adolescente, tendo para isso, que mudar de cidade. Depois de conhecer Angela Bower, uma executiva que também tem alguns problemas ligados à educação do filho de sete anos, decide ser seu empregado doméstico.
Muitas peripécias acabam por acontecer,mas o maior problema é saber quem é o chefe de família..."

Principal elenco:
Tony Danza como Tony Micelli
Judith Light como Angela Robinson Bower
Alyssa Milano como Samantha Micelli
Danny Pintauro como Jonathan Bower
Katherine Helmond como Mona Robinson

De todos os actores, talvez a que veio a ter maior fama, terá sido Alyssa Milano, sendo que tanto Judith Light como Tony Danza ainda continuam ligados à televisão. 

A série foi muito popular,  de resto percebe-se pela sua duração. Um estilo muito ligeiro, porventura demasiado infantil, mas sempre com alguns apontamentos de destaque de bons princípios e valores sobretudo os ligados à família. O empregado, Tony, sempre num registo descontraído acaba por ser mais que um funcionário e de algum modo torna-se parte daquela família. Em quase todos os episódios transparece a atracção mútua entre Tony e Angela mas que nunca deu em nada, nem podia, pois afinal de contas era o sal que temperava a série.

24/08/2018

Amigos Inseparáveis - The Odd Couple - Série TV



Pelo ano de 1973 a RTP exibia a série norte-americana "Amigos Inseparáveis", do original "The Odd Couple" exibida pela cadeia ABC entre 24 de Setembro de 1970 e 7 de Março de 1975. Foram produzidos 114 episódios ao longo das 5 temporadas.

A série retrata, num registo de comédia, a vida de dois homens adultos (Felix Ungelm, interpretado por Tony Randall e Oscar Madison, interpretado por Jack Klugman), ambos divorciados, e que por um acaso acabam por se conhecer e assim passam a viver juntos, partilhando um apartamento em Nova Iorque. Todavia, com estilos e personalidades bem diferentes, mesmo opostas, as peripécias à volta das contradições acabam invariavelmente por ser o sumo e o fio condutor de todos os episódios.
Félix, fotógrafo, é o tipo certinho, muito organizado, amigo das limpezas e da cozinha. O outro, Óscar, jornalista desportivo, é o oposto, desleixado e impulsivo.

Em Portugal, baseada em "The Odd Couple", nos anos 90 a RTP produziu a série "Sozinhos e Casa", com  Henrique Viana e Miguel Guilherme, numa realização de Fernando Ávila, com 52 episódios, exibidos originalmente entre 15 de Setembro de 1993 e 25 de Setembro de 1994. Esta adaptação portuguesa absorveu todos os aspectos essenciais da série original, nomeadamente os nomes dos personagens, profissões, estilos e personalidades.

04/06/2018

Baretta - Série TV


Pelo final do ano de 1978 a RTP ainda na era do "preto-e-branco" transmitia às quintas-feiras à noite a série policial norte-americana "Baretta". 
Tony Baretta, interpretado por Robert Blake, era um detective policial no Estado da Califórnia, filho de humildes imigrantes italianos, com uma personalidade muito própria, mesmo algo excêntrica, desde logo porque tinha como amigo e companheiro um cacatua macho de nome Fred.

Tony Baretta tinha assim um estilo muito próprio para desvendar os casos que lhe iam surgindo, recorrendo a disfarces para se misturar nos ambientes que investigava e contando com a ajuda de alguns informadores, como Galo, interpretado por Michael D. Roberts. Investigação, acção, alguma violência mas também algum humor, sobretudo pela interacção com Galo, eram os ingredientes base da série, para além dos permanentes dasaguisados e problemas entre o estilo de Baretta e os seus superiores.

A série, uma criação de Stephen J. Cannel, produzida pela Roy Huggins-Public Arts e Productions e Universal Television, foi exibida originalmente na cadeia televisiva ABC, de 17 de Janeiro de 1975 a 18 de Maio de 1978. Como se percebe pela introdução do artigo, a exibição em Portugal aconteceu logo de seguida. Teve um total de 80 episódios de 60 minutos cada, aproximadamente, divididos por quatro temporadas. Nalgumas fontes é referido como sendo 82 episódios.

01/06/2018

Era uma vez...o Homem - Série de animação



Hoje trazemos à memória a série animada de televisão "Era uma vez... o Homem", do original francês "Il était une fois… l'homme".
Apesar de só agora lhe darmos destaque, poderia perfeitamente ser das primeiras evocações tal foi a sua importância e impacto que teve, tanto com entretenimento como momento de cultura e formação.
Embora o título o sugira, a série poderia perfeitamente designar-se de "História Universal". De facto é explicada a História mundial, desde os primeiros sinais da humanidade até aos dias da modernidade e mais além. Claro que, sendo em animação, foi concebida num registo ligeiro e com bastante humor, adequado ao gosto do público infanto-juvenil, a quem se direccionava, mas muito do agrado de outras idades.

A série, criada por Albert Barillé, foi produzida em França, pela Procidis, no ano de 1978, exibida pelo Canal France 3, com um total de 26 episódios de aproximadamente 30 minutos cada. Contou com a co-produção de vários canais europeus, nomeadamente a TVE de Espanha, RAI de Itália, mas ainda da Bélgica, Suiça, Holanda, Noruega, Suécia, mas também do Canadá e Japão.

 Por si só, o genérico de abertura, com o célebre tema musical da Tocata e Fuga em Ré Menor, BWV 565 de Johann Sebastian Bach, era todo ele um resumo da evolução do homem e da civilização.
Uma das particularidades da série era o facto de todos os episódios terem como elemento comum e caracterizador um grupo de personagens mais ou menos fixo, de que não faltavam os "maus da fita", estes sempre prontos a complicar as contas da História e da evolução da Humanidade. 

Em Portugal a série passou pela primeira vez na RTP logo após a sua produção, portanto ainda fresquinha, de 1978 a 1979, por isso exibida ainda na era do preto-e-branco. A exibição em Portugal era legendada, por isso  narrada em francês por Roger Carel. Em exibições posteriores a série foi dobrada para português.

Com a mesma filosofia e da mesma produção, foram realizados outros spin-offs, alguns dos quais também foram exibidos em Portugal nos anos seguintes, nomeadamente "Era uma vez...a Vida", esta essencialmente sobre o corpo humano, "Era uma vez...o Espaço" e ainda os Exploradores, o Planeta Terra, os Inventores e As Américas.
A série foi muito popular e não supreende que por isso tenha dado lugar a diversos sucedâneos, hoje ditos produtos de merchandising, incluindo livros, colecções de cromos, etc.

Hoje em dia creio que é possível adquirir a série em DVD ou mesmo visualizar os episódios disponíveis em canais como o Youtube, embora aqui com uma qualidade de imagem que deixa muito a desejar. Mas serve, sim, para matar saudades e rever, uma vez que os factos ensinados são intemporais.

Por tudo isto e mais alguns motivos, a série "Era uma vez... o Homem" foi sem dúvida uma das mais emblemáticas que passaram na nossa velhinha RTP e que de algum modo foram marcantes para quem por esses idos tempos do final da década de 70 era criança ou adolescente. Ainda hoje, pela sua actualidade e intemporalidade, sabe bem ver e rever.

09/04/2018

Eleonora - Mini-série de televisão


"Eleonora" é uma mini-série de televisão italiana, produzida pela RAI em 1972, escrita por Tullio Pinelli e realizada por Silverio Blasi e que pouco tempo depois foi exibida na RTP. Foram 6 episódios de muita "choradeira" já que a história se prestava a isso.
Eleonora era uma jovem da burguesia de Milão cuja ligação amorosa com um artista pouco convencional para a época, traduzia-se num intempestivo relacionamento com a pai, bem como uma relação de amor entre o dramático, conflituoso e intenso. Como não podia deixar de ser, a série apesar de curta prendeu os espectadores, sobretudo mulheres, e tornou-se muito popular e ainda  hoje, por Itália, é considerada das melhores se sempre.
Eleonora era interpretada pela famosa Giulietta Masina, que foi mulher do igualmente famoso Federico Fellini, no que em muito ajudou à popularidade.

Elenco principal de "Eleonora"
Giulietta Masina > Eleonora
Giulio Brogi > Andrea
Roldano Lupi > Carlo Fontana
Vittorio Sanipoli > Paolo
Enrica Bonaccorti > Olga

03/03/2018

"Os Vingadores" - Série de TV


Hoje, com algum atraso, e porque a RTP Memória a tem estado a passar, trazemos à recordação a série de televisão "Os Vingadores", do original inglês "The Avengers".  
Esta série foi exibida originalmente entre Janeiro de 1961 e Maio de 1969, com 161 episódios de cerca de 60 minutos cada, ao longo de 6 temporadas. Na RTP do preto-e-branco, pois, claro, foi igualmente exibida ainda nos anos 60. Tornou-se, a par de "O Santo", e muitas outras, numa série de culto dos anos 60.

Os primeiros 26 episódios foram filmados a preto-e-branco e os restantes a cores. A série chegou a ser produzida especificamente para o mercada dos Estados Unidos tendo ali sido exibida em horário nobre pela ABC.

Originalmente a série começou com um rumo que depressa viria a ser mudado já que a figura principal, John Steed (Patrck Macnee) passou de figura secundária para o personagem principal, com o abandono após a primeira temporada da figura do Dr. David Keel. Para além da figura carismática de Steed, tornaram-se populares as suas belas assistentes, como Cathy Gale (Honor Blackman), Venus Smith (Julie Stevens), Emma Peel (Diana Rigg) e ainda, mais tarde, Tara King (Linda Thorson). Pode ser uma opinião discutível mas creio que a mais famosa das assistentes, de 1965 a 1968, foi mesmo a bela Emma Peel, interpretada por Diana Rigg. A série, nas diferentes temporadas e de acordo com as assistentes de Steed, e ainda do acompanhamento dos interesses do mercado televisivo, foi tendo diversos estilos de performance, em muitos aspectos diferenciadores, pelo que para muitos era uma série de algum modo desmultiplicada em várias séries.

"The Avengers foi produzido pela Associated British Corporation (ABC), uma cadeia dentro da rede ITV. Após uma fusão em julho de 1968, o ABC tornou-se a Thames Television, que continuou a produção da série, embora ainda fosse transmitida sob o nome ABC. Em 1969, os Vingadores foram transmitidos em mais de 90 países.[wikipedia]".

A série girava à volta do tema de investigação e espionagem, com acção, mistério e suspense e algum humor, sobretudo na fase da dupla Steed e Emma Peel, contudo num registo sempre leve e descontraído, mesmo que demasiado previsível.  Nesta fase, a série era abrilhantada por temas algo futuristas com referências à ficção científica e de fantasia e mesmo vanguardistas na exibição de alguns elementos como os da moda e associados à Sr.ª Peel. De certo modo foram temas ousados e avançados para a época. Foi possível ver já nessa altura computadores, robôs e até mesmo aviões telecomandados no que hoje são os vulgares drones.

No Youtube é possível ver e rever esta popular série que faz  parte do nosso imaginários de quem nasceu por esses tempos.



02/01/2018

"The Hardy Boys" - "Aventuras dos Hardy" - Série TV


Nos anos 70,  a RTP passou uma série de desenhos animados "Aventuras dos Hardy", no original dos Estados Unidos "The Hardy Boys".
Esta série, produzida pela Filmation Studios e exibida na cadeia ABC entre 1969 a 1971, era baseada na popular série de aventuras publicadas em livro a partir dos anos 30, "The Hardy Boys", de autoria de  Franklin W. Dixon, pseudónimo de Edward L. Stratemeyer.
A série teve 34 episódios com uma duração de cerca de 30 minutos cada.
Nesta série em particular, num desempenho certamente não sonhado pelo criador original, os "The Hardy Boys" eram uma banda de música de "rock and roll", formada por um grupo de adolescentes, em que paralelamente à música e suas actuações íam resolvendo casos e mistérios nas aventuras em que entravam.
Paralelamente, recrutada pela produção, existia uma banda real com músicos profissionais, a qual interpretava e dava voz às músicas da série, incluindo o genérico de abertura, participando pelo país em excursões promocionais, chegando mesmo a gravar dois discos, embora estes com sucesso relativo. Os personagens animados eram obviamente inspirados nas figuras reais escolhidas para a banda, também com o mesmo nome "The Hardy Boys".
Uma das curiosidades desta série é que foi a primeira em desenho animado a incluir uma personagem de cor, no caso o guitarrista Pete. A única rapariga do grupo era a bela Wanda.
O tema das aventuras dos Hardy continuou a ser popular, dando lugar a séries posteriores em televisão com personagens reais, intitulada "The Hardy Boys Mysteries". Foram também tema para jogos de computador.

Em certos aspectos, mesmo no do estilo Bubblegum Pop, esta série tem muitas semelhanças com as também populares séries de Scooby Doo, da Hanna Barbera, nomeadamente no enredo e no desvendar de misteriosos casos e no conceito musical da série "The Archie Show", esta também produzida na mesma altura e pela mesma produtora a Filation Studios. O sucesso desta última série, com um tema que foi êxito, "Sugar, Sugar", acabou por dar lugar à banda real para participar em diversos espectáculos.


07/12/2017

A Ilha da Fantasia - Série TV



A RTP Memória está a passar a série de televisão "A Ilha da Fantasia", do original norte-americano "Fantasy Island". 
Esta série foi produzida pela ABC, de 1978 a 1984, com sete temporadas, tendo sido realizados 157 episódios com a duração de cerca de 60 minutos cada. Em Portugal foi exibida originalmente pela RTP, em meados da década de 80, por isso já na parte final da produção.
Na paradisíaca ilha da Fantasia, algures no Pacífico sul, os vários visitantes podem ver as suas fantasias ou desejos realizados, pagando um preço para o efeito. Todavia nem sempre estes desejos são realizados, nomeadamente quando de carácter negativo ou maldoso.
Grosso modo, para além de muitas nuances algo misteriosas e fantasiosas que envolvem a ilha e o seu anfitrião, como convinha a cada história, a série tem muito do enredo de outras populares dessa época, como o "Barco do Amor", em que algumas situações e enredos recambolescos, criminais e amorosos e outros mais, acabam por ser resolvidos com a ajuda ou orientação do anfitrião e super-intendente da ilha, o galante e misterioso Sr. Roarke, sempre impecavelmente trajado de fato branco, acompanhado pelo seu amigo e ajudante, o simpático anão Tattoo.
Pelos vários episódios foram passando, em participação especial e esporádica, vários famosos actores.
No Youtube é possível rever vários episódio desta série, muito característica da primeira metade dos anos 80.

Intérpretes e personagens:
Ricardo Montalbán - Sr. Roarke (1978-1984)
Hervé Villechaize - Tattoo (1978-1983)
Kimberly Beck - Cindy (1978-1979)
Wendy Schaal - Julie (1980-1982)
Christopher Hewett - Lawrence (1983-1984)


08/11/2017

Os Três Duques - "The Dukes of Hazzard"


Embora tardiamente, hoje trago à memória uma das emblemáticas séries de televisão, precisamente "Os Três Duques", no original "Dukes of Hazzard", com origem nos Estados Unidos e produzida pela CBS. 
A série original desenrolou-se em 147 episódios ao longo de sete temporadas entre 1979 e 1985. Estreou em 26 de Janeiro de 1979 e foi exibida até 8 de Fevereiro de 1985.

O enredo da série era muito básico mas repleto de situações engraçadas, por isso num estilo de comédia. Basicamente as histórias, que raramente tinham continuidade para o episódio seguinte (mas também), giravam em torno da família Duke composta pelo ancião tio Jesse (Denver Pyle) e os seus três sobrinhos e primos entre si, Bo Duke (John Schneider), Luke Duke (Tom Wopat) e a bela Daisy Duke (Catherine Bach). Para além destas personagens, tão principais quanto elas, desfilavam o chefe da polícia e de todo o condado de Hazzard o chefe  J. D. Hogg (Sorrel Booke), o xerife e seu cunhado  Rosco P. Coltrane e os ajudantes deste Enos e Cletus e ainda com muita frequência o mecânico amigo dos Dukes, Coater.

Com todas estas principais personagens e o não menos importante General Lee, o carro cor-de-laranja dos Dukes, um Dodge Charger de 1969, os episódios desenrolavam-se com perseguições de carros, invariavelmente entre os polícias e os primos  Dukes bem como todas as tramóias do J.D. Hogg, em certa medida o personagem principal, sempre a arranjar formas desonestas de prejudicar e prender os primos.

Esta série foi exibida originalmente em Portugal na RTP, ainda a preto e branco e mais tarde por outros canais.
Como não podia deixar de ser devido à sua popularidade, a série teve outras posteriores versões incluindo em filme.

À data em que escrevo estes apontamentos, a série está a passar na RTP Memória, por volta das 21:00 horas.
No Youtube facilmente se encontram episódios bem como o tema de abertura.

11/01/2017

Doris em apuros – “Doris Day Show” – Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Doris em Apuros", do original "Doris Day Show", produzida nos Estados Unidos ao longo de cinco temporadas, entre 1968 e 1973, num total de 128 episódios. Em Portugal passava na RTP em 1974, às quintas-feiras ao ínicio da tarde.
A principal protagonista, que interpretava o papel de Doris Martin, era a própria actriz Doris Day, que assim dava nome à série. Recorde-se que esta popular actriz entre muitos e embelmáticos filmes participou em várias séries, entre as quais “Por favor não comam os malmequeres”, a qual já aqui recordamos.
Cenas do quotidiano, sarilhos e encrencas, num registo de comédia ligeira, fizeram as delícias de muitos. Por conseguinte, devido à popularidade da actriz, e percebe-se pela sua duração, a série foi um êxito tanto nos Estados Unidos como nos países onde foi exibida, incluindo Portugal.

Uma das particularidades do genérico de abertura é a interpretação pela própria Doris Day da popular música de Livingston & Evans, "Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be).

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10/01/2017

A rapariga que sabia demais – Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "A rapariga que sabia demais", do original  "The Girl with Something Extra". Foi produzida nos Estados Unidos pela NBC, tendo sido exibida originalmente entre Setembro de 1973 e Março de 1974. Em Portugal passou na RTP também em 1974, sendo exibida às quintas-feiras ao início da tarde, por volta das 13:15 horas.
Foram produzidos apenas 12 episódios, com duração de cerca de 30 minutos cada, numa única temporada já que não obteve o êxito e interesse desejados.

Esta série, em registo de comédia ligeira, retratava as peripécias de Sally e o advogado John Burton, jovens e recém-casados, com o handicap de Sally ser dotada com um poder paranormal, capaz de ler a mente das pessoas próximas o que gerava situações caricatas ou inconvenientes.

A série procurou explorar o tema do EPS – Extra Sensory Perception (percepção extra-sensorial), um assunto que estava em voga no início dos anos 70, mas parece não ter resultado já que as audiências foram tudo menos paranormais. A série reunia um bom leque de actores, permanentes e convidados, como a principal intérprete, Sally Field que poucos anos depois (1979) venceu um óscar como melhor actriz no filme Norma Rae.

Principais intérpretes:
Sally Field (como Sally Burton); John Davidson como John Burton); Zohra Lampert (como Anne); Jack Sheldon (como Jerry Burton); William Windom.

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06/01/2017

Retrato de Dama Velada – Série TV

Hoje trago à memória a série de televisão “Retrato de Dama Velada”, do original italiano “Ritratto di donna velata”.  Foi produzida pela RAI no ano de 1974 e exibida originalmente entre  31 agosto e 14 de setembro 1975. Em Portugal passou na RTP entre Maio e Junho de 1977, sendo exibida às segundas-feiras por volta das 21:00 horas.
A série apenas contou com cinco episódios com a duração de aproximadamente 60 minutos cada. Tal como em Itália, teve sucesso e foi seguida com interesse e suspense, de resto dentro da qualidade das séries de televisão italianas da época.
A acção da série tem lugar em Toscana, entre Florença e Volterra. Envolve  Luigi Certaldo (Nino Castelnuovo), jovem piloto de testes,  com a jovem estudante de arqueologia,   Elise (Daria Nicolodi) a qual parece assumir a reencarnação de uma misteriosa mulher que ostenta um véu que dá nome à série), retratada numa pintura datada do séc. XVI.
O enredo dos episódios, num ambiente gótico, que mistura também elementos e cenários de arqueologia ligados à civilização etrusca, englobam  aparições de figuras misteriosas provenientes do passado, mortes estranhas e inexplicáveis e acasos perturbadores. O jovem pilto vê-se assim envolvido numa trama misteriosa.
Principais intérpretes e personagens:
Nino Castelnuovo: Luigi Certaldo
Daria Nicolodi: Elisa
Luciano Zuccolini: Romano
Manlio De Angelis: Sergio
Luciana Negrini: Sandra
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05/01/2017

Floris Von Rosemund – Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Floris Von Rosemund", realizada na Alemanha mas com linguagem holandesa,  datada de 1975, composta por 19 episódios de aproximadamente 30 minutos de duração cada. Tratava-se de um remake da série com o nome “Floris”, com origem na Holanda, esta realizada no ano de 1969, criada por Paul Verhoeven, composta por 12 episódios produzidos a preto-e-branco. Terá sido inspirada pela popular série inglesa, "Ivanhoe", que também passou na RTP, pelo que as suas histórias, num tema de aventura com toques de comédia, desenrolam-se em ambiente do séc. XVI, já no final da Idade Média.

Floris é um destemido cavaleiro, exímio no uso da espada e da besta, sempre ajudado e acompanhado pelo seu fiel amigo árabe Sindala. Floris regressa de uma longa viagem como aventureiro e quando chega à sua terra, o castelo Rosemund, deixado em herança por seus parentes, está tomado pelo mau da fita, o duque Herzog Grauberg, e seus lacaios. São assim várias as lutas entre eles de modo a reaver o que é seu de pleno direit bem como lutas contra as tiranias.

A versão alemã, manteve o mesmo ator principal, Rutgger Haner, no papel do cavaleiro Floris, mas com alteração nos actores secundários.

Em Portugal passou originalmente em meados dos anos 70, logo após a sua produção. Tenho a informação que em 1975 passava às segundas-feiras a seguir ao Telejornal 1, por volta das 13:30 horas e com direito a reposição no mesmo dia pelas 20:30 horas no 2º Progrma.

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No Youtube, pesquisando pelo nome da série é possível ver vários episódios da versão de 1969 bem como da versão remake.

16/12/2016

“O Casal McMillan”–Série de TV

 

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Hoje trago à memória "O Casal McMillan", do original "McMillan and Wife", uma série de televisão com origem nos Estados Unidos. Com um total de quarenta episódios com duração entre os 90 e 120 minutos, foi produzida e exibida pela NBC nos anos 70.
Stewart McMillan (Rock Hudson) e a esposa Sally (Susan Saint James), são um casal como muitos outros mas cuja vida é condicionada pela profissão de Stewart, comissário da polícia de S. Francisco.Não raras vezes, Sally envolvia-se nos casos do seu marido, ajudando mesmo à solução dos mesmos e a sua personalidade mais ligeira e bem disposta ajudava a contrabalançar a seriedade da vida policial de Stewart.
Na última das seis temporadas, entre 1976 e 1977, a série passou a designar-se de "McMillan" já que a actriz Susan Saint James abandonou o elenco.
Por curiosidade, esta série era exibida pela NBC de forma alternada cm outras populares séries do género policial, como "Columbo" e "McLoud"  integradas numa rubrica designada de “NBC Mystery Movie” entre os anos de 1971 e 1977.

Na RTP em 1973 a série passava às segundas-feiras por volta das 22:00 horas.

Intérpretes e personagens:

Rock Hudson como Comissário Stewart McMillan
Susan Saint James como Sally McMillan
John Schuck como Sargento Charles Enright
Nancy Walker como Mildred
John Astin como Sykes
Richard Gilliland como Sargento DiMaggio
Bill Quinn como Chefe Paulson
Martha Raye como Agatha
Gloria Stroock como Maggie

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09/11/2016

Crime, Disse Ela - Murder, She Wrote - Série TV




Está a passar na RTP Memória uma das populares séries de televisão dos anos 80. "Crime, disse ela", no original americano "Murder, she wrote".

Jessica Fletcher (interpretada por Angela Lansbury) é uma professora reformada e escritora, com um livro policial em mão com o título que dá nome à série "Murder, She Wrote", e que na comunidade local, Cabot, no Estado do Maine - Estados Unidos, frequentemente se intromete nas investigações policiais sobre casos de homicídio, assaltos, fraudes, etc, acabando por desvendar os crimes e revelar os autores, mesmo quando a polícia os dá como resolvidos ou por resolver, de resto um pouco à imagem de Miss Marple, de Agatha Christie. Não raras as vezes, pelo seu envolvimento, Jessica se vê ela própria em situações de perigo e mesmo como suspeita.

A série resultou de uma co-produção da CBS e Universal TV e depois com a Corymare Productions.
Foi uma série longa, com 12 temporadas com um total de 264 episódios com cerca de 50 minutos cada e ainda mais uns quatro filmes. Foi produzida e exibida entre os anos de 1984 e 1996. Em Portugal, na RTP, foi exibida sensivelmente no mesmo período.

22/10/2016

Gente Miúda - "The Brian Keith Show"–Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Gente Miúda" que a RTP transmitia no ano de 1973.
Esta série produzida nos Estados Unidos pela NBC, com filmagens no Hawaii, refere-se ao original "The Brian keith Show", por sua vez com origem no títiulo “The Little People”.
A série retratava um casal de médicos pediatras que trabalhavam numa clínica médica em Oahu, no Hawaii, lidando com os problemas e desafios próprios.

Os principais actores eram Brian Keith como Dr. Jamison, Victoria Young como esposa deste, no papel da enfermeira Puni, e a filha de Keith,  Dr.a Anne Jamison, interpretada por Shelley Fabares.
A série teve duas temporadas, com um total de 47 episódios com cerca de 30 minutos cada e foi produzida entre 1972 e 1974.

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Brian Keith – Dr. Jamison

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Shelley Fabares – Dr.a Anne Jamison

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Victoria Younk – Enfermeira Puni

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A família Jamison

21/10/2016

The Protectores–Os Protectores–Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Os Protectores", no original "The Protectors" exibida em 1973 pela RTP.
Trata-se de uma série inglesa, de acção, aventura, crime e suspense, com uma tripla de actores Robert Vaughn, Nyree Dawn Porter e Tony Anholt, interpretando Harry Rule, Condessa de Contini e Paul Buchet, respectivamente.
Foi produzida entre 1972 e 194 e teve duas temporadas com 52 episódios com duração de cerca de 25 minutos cada.
Harry e a Condessa de Contini são uma dupla de detectives pertencentes a uma organização chamada "Os Protectores". A série foi rodada em diversos países da Europa.

Na RTP tenho memória de vários episódios mas não consegui confirmar se a série foi ou não exibida na sua totalidade.

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No Youtube facilmente se podem visualizar vários episódios da série.