20/01/2014
Banacek – Série TV
01/01/2014
O Pão que o Diabo Amassou - Série TV
Hoje trago à memória a série de televisão "O Pão que o Diabo Amassou", do original francês "Le Pain Noir". Foi exibida originalmente na ORTF entre Dezembro de 1974 a Fevereiro de 1975. Em Portugal passou na RTP em 1977 entre Outubro e Dezembro, sendo exibida às sextas-feiras no 2º programa a partir das 22:05 até ao encerramento da emissão. Não consegui apurar a eventualidade da série ter sido difundida anteriormente no 1º programa.
Originalmente a série é composta por 8 episódios de 90 minutos cada. Não tenho a certeza mas, a avaliar pelo espaço na programação, creio que em Portugal seguiu o mesmo esquema.
A série, baseada na obra “Le Pain Noir” de Georges-Emmanuel Clancier, de 1956, retrata Catherine Charron (Cathie) e sua família pobre, acompanhando a transição de uma origem rural para outra realidade, a do mundo operário e de todas as complexidades do trabalho organizado e das suas convulsões numa época em que, a par de mudanças sociais e morais, se lutava pelos direitos sindicais e outros. No fundo, é o retrato de uma mudança de uma sociedade marcadamente rural para a de cariz industrial que viria a transformar a França entre as últimas décadas do séc. XIX e primeiras do séc. XX.
O cenário centraliza-se na zona de Limoges, numa fábrica de porcelana, e no bairro operário de Saint-Yrielx.
Quanto vi a série, era obviamente um adolescente e não pude perceber com profundidade este complexa história mas de um modo geral achava-a demasiado lúgubre e dramática.
Em Portugal e por essa época de exibição da série, a Europa-América lançou o respectivo romance de Georges-Emmanuel Clancier, em 4 volumes (Le Pain noir; La Fabrique du roi; Les Drapeaux de la ville; La Dernière Saison), no que ajudou a cimentar o êxito e popularidade desta mini-série. Para aqueles a quem a série deixou marcas, é possível adquirir a mesma em formato DVD. Basta procurar.
17/12/2013
The Simpsons
Parecendo que não, a série de animação "The Simpsons" completa neste dia 24 anos. Foi em 17 de Dezembro que a FOX transmitiu o primeiro episódio. Decorrido quase um quarto de século, foram exibidos 535 episódios e em Setembro passado teve início a sua 25ª temporada.Pelo meio, em 2007, uma versão em filme que, tal como a série, foi um êxito.
Nada mau para uns peculiares bonecos alaranjados que aos poucos se impuseram por todo o mundo com um humor mordaz e non-sense, afinal de contas o fiel reflexo de uma típica família urbana americana mas quase sempre o espelho de uma qualquer família de classe-média ocidental, mesmo à portuguesa. Quantas vezes não temos tido atitudes e opções à Homer e não revemos nos nossos filhos a Liza e o Bart? Quanta da nossa juventude, que cresceu a ver a família de Springfield não está bartizada, no bom e no mau exemplo?
A série criada por Matt Groening tem somado referências e prémios e por isso, vai continuando o seu percurso para gáudio dos milhões de seguidores das peripécias e trapalhadas de Hommer, Bart e C.ia.
06/12/2013
Paulo e Virgínia – Série TV
Ambas as mulheres, vivem as suas vidas e os seus dramas enquanto que seus filhos vão crescendo juntos, como irmãos, num mundo de beleza e exotismo. Dessa amizade fraternal e infantil, com a adolescência e com a descoberta de novas realidades, esses sentimentos puros evoluem para um forte amor e paixão, numa primeira fase quase que reprimido ou repudiado. Infelizmente, esse puro amor, por intervenção dos adultos, terminou em tragédia e a série, apesar da sua beleza, deixa-nos esse amargo de boca como um destino mal resolvido, bem ao contrário do habitual “happy end”.
30/10/2013
Candy Candy – Um vale de lágrimas
"Candy, Candy", é uma das míticas séries de animação japonesa, produzida entre 1975 e 1979 e que em Portugal, na RTP, foi exibida parcialmente entre os anos de 1983 e 1984.
Dos 115 episódios originais, no nosso país terão sido passados pouco mais de meia centena, já que a série foi retirada da grelha de programação, ao que parece por uma justificação de que estava a causar impactos indesejados junto do público alvo, adolescentes e pré-adolescentes, raparigas na sua maioria, por alegadamente transmitir uma carga de violência e pressão psicológicas negativas, que na série era vítima constante a figura principal.
Este será um dos poucos casos conhecidos na televisão portuguesa de auto-censura por parte de um canal. Infelizmente hoje em dias somos autenticamente torturados com realitys-shows e outras badalhoquices do entertenimento dos nossos canais, como o constante apelo ao “ligue ligue”” e não há quem se queixe ou quem faça auto-censura. Pelo contrário, a maioria parece gostar e consumir e o resultado, de forma maciça e constante, é mais do mesmo.
O argumento de "Candy Candy" girava à volta da vida de Candice White Ardlay, uma menina orfã, abandonada, com alguns bons amigos mas também com um grupo de pessoas más que de forma quase sistemática lhe faziam a vida difícil e a maltratavam psicológicamente, pelo que frequentemente cada episódio era uma sessão de choro e tristeza para os fãs da série. Ainda por cima, devido à suspensão, sem o “happy end” que seria a recompensa final por tanta dor e sofrimento. Deste modo, para milhares de adolescentes, “Candy Candy” deixou marcas profundas até porque nunca foi resolvida emocionalmente.
Apesar do registo de telenovela mexicana e do seu final precoce, a série foi um êxito e isso reflectia-se em toda a panóplia de produtos de merchandising, como é o exemplo da colecção de 165 cromos (imagem acima) editada em 1984 pela profícua Disvenda.
A série, como muitas outras do género e do universo do manga japonês, foi marcante para todos os adolescentes da década de 80 e hoje em dias poucos são aqueles que dela não se recordam.
“Candy Candy” está bem referenciada na web pelo que é fácil obter mais pormenores, nomeadamente a sinopse da história, bem como até ver alguns episódios no Youtube, mesmo que em espanhol.
24/10/2013
Os Césares – Série TV
Hoje trago à memória a série inglesa de televisão “Os Césares”, no original “The Caesars”, produzida em 1968 pela Granada Television. Em Portugal, na RTP, passou em 1973, tendo o primeiro dos seus seis episódios, com uma duração de cerca de 60 minutos cada, sido exibido na noite de uma quarta-feira, 11 de Julho de 1973.
Tal como o nome sugere, tratava-se de uma série em que de algum modo retratava as figuras de seis emblemáticos imperadores romanos, nomeadamente Augustus, Germanicus, Tibérius, Sejanus, Calígula e Cláudio. A cada episódio correspondia um dos imperadores.
O tema da Roma Imperial e suas figuras sempre exerceram um fascínio no público de televisão e cinema porque aliavam a História à conquista, aventura e acção, sempre salpicados por traições, intrigas e assassinatos. Não surpreende por isso que esta série, como outras posteriores, fossem bastante populares aquando da sua exibição original.
Roland Culver - Augustus
Eric Flynn - Germanicus
André Morell - Tiberius
Barrie Ingham - Sejanus
Ralph Bates - Caligula
Freddie Jones - Claudius
Sonia Dresdel - Livia
Nicola Pagett - Messalina
25/09/2013
Don Adams - “Olho Vivo” – Série TV
Passam hoje 8 anos sobre o falecimento de Don Adams (Donald James Yarmy) (Nova Iorque, 13 de Abril de 1923 — Los Angeles, 25 de Setembro de 2005).
O nome deste actor pouco ou nada dirá a muitos, sobretudo das novas gerações, mas se dissermos que entre nós ficou conhecido pela sua característica interpretação como Maxwell Smart na série de televisão "Olho Vivo", no original "Get Smart", então certamente a apreciação muda de figura.
De facto "Olho Vivo", com origem nos Estados Unidos, foi uma série muito popular, no que se prova pela sua longa lista de 138 episódios, com cerca de 30 minutos cada, produzidos ao longo de meia dúzia de anos (de 1965 a 1970). Na RTP passou também no final dos anos 60 e também nos anos 70 mas com reposições posteriores. De resto a série, ainda como o mesmo actor, teve uma sequela mais recente, em 1995, sendo que, obviamente, sem o encanto do original. Foi ainda a base para o filme de 2008, com o título de "Get Smart", com Steve Carell e Anne Hathaway.
"Olho Vivo" tinha como temas condutores acções de espionagem, investigações, e o contexto inevitável da Guerra Fria, muito na linha do agente 007, James Bond, de resto um dos pontos de partida ou de inspiração para a série, mas com um cunho de humor e comédia e muito non sense.
Para o sucesso da série, da personagem e intérprete, também contribuiu a frequente companheira de Maxwell, a agente 99, interpretada por Bárbara Feldon.
- Genérico de entrada - link
16/09/2013
Adeus Meus Quinze Anos – Série TV
Hoje trago à memória a série de televisão "Adeus Quinze Anos", do original francês "Adieu Mes Quinze Ans", composta por 19 episódios de cerca de 15 minutos cada.
Foi exibida originalmente no canal ORTF a partir de Maio de 1971. Na RTP começou a ser exibida em 1972 e terminou em Março de 1973.
O argumento centra-se na segunda metade dos 50, na localidade costeira de Boulogne-sur-Mer, e nas aventuras e cumplicidades de uma adolescente, Fanny, e o seu irmão mais velho, Guillaume (William), órfãos, e seu avô, o capitão Le Marroy e ainda o jovem e misterioso motorista, Yann.
Recordo a série com a nostalgia dos olhos de uma criança. A música melancólica do tema de abertura da série ajuda a ampliar essa doce nostalgia.
Principais intérpretes e personagens:
Patricia Calas : Fanny
Christian Baltauss : Yann
Lill Borgesson : Ingvild
Patrick Verde : Guillaume
Henri Guisol : Capitaine Le Marroy
Jany Holt : Mme Offlanges
- Fanny – Por Patricia Calas
- Fanny e Yann
14/09/2013
As Trapalhadas de Robin dos Bosques – Série TV
A figura e a lenda do Robin dos Bosques, serão porventura das mais aproveitadas pelo cinema e televisão. Das muitas obras sobre este herói, já tivemos a oportunidade de trazer à memória uma das mais emblemáticas no que se refere a séries de televisão, concretamente "As Aventuras de Robin Hood".
Ainda da década de 70, trazemos à memória outra curiosa série sobre este herói da Idade Média, com o título original "When Things Were Rotten", com a tradução aproximada de "Quando as coisas estavam podres", mas que em Portugal foi exibida sob o título "As trapalhadas de Robin dos Bosques".Como o título sugere, bem como considerando o seu criador, Mel Brooks, trata-se de um registo de comédia e paródia à figura do Robin e dos seus amigos.
A série com 13 episódios de cerca de 30 minutos cada, com origem nos Estados Unidos, foi produzida em 1975 e exibida originalmente pela ABC. Na RTP passou em 1976.
Intérpretes e personagens:
Richard Gautier - Robin Hood
Dick Van Patten - Friar Tuck
Bernie Kopell - Alan-a-Dale
Richard Dimitri - Bertram
Henry Polic II - Sheriff of Nottingham
Misty Rowe - Maid Marian
David Sabin - Little John
Ron Rifkin - Prince John
- Tema de abertura no Youtube: LINK
12/09/2013
O Segredo dos Flamengos – Série TV
Em 26 de Janeiro de 1975 estreava na RTP a série de televisão "O Segredo dos Flamengos", no original francês "Le Secret des Flamands", uma co-produção de 1972 da ORTF - Office de Radiodiffusion Télévision Française, RTBF - Radio Télévision Belge Francophone e RAI - Radiotelevisione Italiana e televisão suiça, realizada por Robert Valey. Uma série do género drama histórico com apenas 4 episódios de cerca de 55 minutos cada. Foi exibida originalmente pela ORTF em Janeiro de 1974.
Tendo em conta o sucesso da série, a RTP em 27 de Janeiro de 1976, uma terça-feira, iniciou a sua repetição. Todavia, consultando o horário da programação de então, em que era concedido à série um tempo de exibição de cerca 30 minutos, tudo indica que cada episódio original fosse dividido em duas partes, uma por semana. Terá assim tido uma duração de oito semanas. Não consegui apurar se tal situação ocorreu aquando da estreia um ano antes.
O argumento remete-nos para a época da renascença, no final do século XV e ao contexto da rivalidade entre os pintores italianos e flamengos, sobretudo depois destes terem inventado um processo de composição e mistura de ingredientes, pintura a óleo, que emprestava aos quadros um brilho e protecção até então impossíveis e desconhecidos em Itália onde ainda prevaleciam as técnicas de pintura do “fresco” e “têmpera”.
A história começa quando Giacomo Battestini completa o retrato do rei de Nápoles, Afonso V. Na apresentação do quadro ao monarca ele faz-se acompanhar por Antonello de Terracina (inspirado em Antonello de Messine), seu aluno. Está presente na sessão o mauzão, negociante de arte, Palestrino Cavalieri, que acaba de trazer da Flandres um quadro de autoria de Jan Van Eyck, pintado com uma técnica de materiais então considerada nova, secreta e do conhecimento dos pintores flamengos.
Battestini fica extasiado com o quadro do mestre flamengo e toma a decisão de ir à Flandres procurar descobrir o segredo de tal técnica, demanda essa que veio a pagar com a sua morte, tendo sido assassinado. O seu discípulo Antonello que conheceu Maria, a bela filha de Cavalieri, por quem se apaixona, decide, com a ajuda desta, ir à procura do seu mestre. Conhece Petrus Christus, aluno de Van Eyck, que o toma como aluno e revela-lhe o segredo, mas contra a promessa de não o divulgar antes da sua morte. Antonello regressa a Itália já com o segredo que aplica num quadro. Isso causa espanto na classe de pintores de então, incluindo Botticelli, e todos tentam pressioná-lo e até suborná-lo para que revele o segredo e a fórmula. Por outro lado, Antonello procura descobrir o misterioso autor do assassino do seu mestre. Toda esta trama implica uma série de situações de espionagem, crimes, intrigas, traições e até amor, o de Antonello por Maria, a bela filha de Palestrino Cavalieri. Este, juntamento com Giuliano de Médicis, intentam contra a vida do jovem pintor por este se recusar a revelar o segredo tão almejado.
A série “O Segredo dos Flamengos” foi filmada em cidades como Bruges Nápoles, Veneza e Florença e a par do excelente guarda-roupa, traduziu-se num bom momento de televisão. Para além do mais, revelou a bela e jovem actriz Isabelle Adjani, então no papel de Maria Cavalieri.
10/09/2013
Ana e o Rei – Série TV
Em Fevereiro de 1974 passava na RTP, a preto-e-branco, a série de televisão "Ana e o Rei", original dos Estados Unidos com o título "Anna and the King". Nos papéis principais, Yul Brynner, como o rei de Sião e Samantha Eggar como Anna Owens.
A série é composta por 13 episódios de 25 minutos cada e foi transmitida originalmente pela CBS entre Setembro e Novembro de 1972.
O argumento remete-nos para o ano de1862 quando Anna Owens, uma professora inglesa, muda-se para Sião (actual Tailândia) para educar as dezenas de filhos do rei daquele país asiático. As situações resultantes de conflitos de cultura e mentalidades e a relação de respeito e admiração que vai crescendo entre as personagens, são pontos de referência nesta interessante série.
Curiosamente, uns anos antes, em 1956, havia sido produzido um filme, do género musical, com o mesmo nome e também com Yul Brynner a interpretar o papel de rei de Sião e Deborah Kerr como Anna. Também mais recentemente, em 1999, novo filme com uma versão adaptada do tema, com Jodie Foster e Chow Yun-Fat. Como se vê, há temas ou argumentos que são autênticos filões na indústria do cinema/televisão.
Genérico de abertura da série (francês) no Youtube.
05/09/2013
Les Demoiselles de Suresnes
Hoje trago à memória a série de televisão "Les Demoiselles de Suresnes", que foi exibida pela RTP em meados de 1974, às segundas-feiras, no início da tarde, com repetição à noite no canal UHF. Como o título sugere, trata-se de uma série francesa, realizada por Pierre Goutas, tendo sido difundida originalmente a partir de Abril de 1968 no canal ORTF.
Em registo de comédia, o dia-a-dia de duas jovens raparigas (Mireille e Sylvette) que trabalham em Paris e que habitam numa das muitas cidades satélites nos subúrbios, a rotina das situações no emprego e o choque de gerações e mentalidades, numa década de grandes mudanças culturais e sociais, são os pontos chave do argumento da série.
"Les Demoiselles de Suresnes" é composta por 26 episódios de cerca de 15 minutos cada.
Infelizmente, são reduzidas ou quase inexistentes as referências complementares sobre esta série, pelo que à falta de melhores informações fica aqui pelo menos o seu registo.
Casting:
Jacqueline Holtz : Mireille
Catherine Lafond : Sylvette
Madeleine Barbulée : Mamie
Alain Franco : Jean-Paul
Jean-Pierre Lamy : Jojo
Gérard Croce : Gérard
Johnny Monteilhet : Doudou
Irène Ajer : Yolande
Sonya Koch : Greta
Jean Vinci : Le patron
Amarande : Sabine
Nathalie Dalyan : Nathalie
Raymond Bussières : Le rouspéteur
Marion Game : Muriel
Nicole Chausson : Madeleine
22/07/2013
McCloud – Série TV
Em 1974 a RTP exibia às segundas-feiras, por volta das 22:00 horas, a série "McCloud". De origem norte-america, foi produzida de 1970 a 1977. Teve um total de 46 episódios, sendo que com durações diferentes (20 episódios com 120 minutos cada, 19 com 90 minutos e 6 com 60 minutos). Desconheço se em Portugal a série foi exibida na totalidade, mas presume-se que sim.
A série, de género policial, girava em torno da carismática figura de Sam McCloud (interpretado por Dennis Weaver), um sheriff durão do Novo México, com estilo de cowboy, até pela sua indumentária, que é chamado a trabalhar em Nova Iorque. Os diferentes estilos de personalidade entre McCloud e os seus colegas e superiores, bem como os diferentes contrastes entre o anterior mundo da sua acção e a nova realidade da grande metrópole, resultavam muitas vezes em intervenções pouco ortodoxas comparativamente aos métodos citadinos e eram condimentos base da trama da série. O genérico de entrada da série, em que McCloud galopa a cavalo nas ruas de Nova Iorque, qual cowboy nos trilhos do oeste, é ilucidativo do estilo a série e do personagem.
“McCloud”, juntamente com “Columbo” e “McMillan & Wife", eram séries faziam parte de uma rubrica semanal da NBC denominada The NBC Mystery Movie, em que eram exibidas de forma alternadas.

