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19/10/2016

A visita da Cornélia–Concurso da RTP

 

O concurso televisivo "A Visita da Cornélia" foi um dos mais marcantes dos muitos exibidos pela RTP. De autoria de Fialho Gouveia e Raúl Solnado, com apresentação deste, o concurso foi exbido de Junho a Novembro, às segundas-feiras, no ano de 1977, por isso ainda no tempo da nossa televisão a "preto-e-branco". Por esses tempos, mais popular do que este concurso só mesmo a telenovela brasileira “Gabriela” que se estreara também nesse ano.

As sessões tinham público assistente e tinham lugar na sala do Villaret, à Fontes Pereira de Melo.
Cada sessão do concurso colocavam em disputa 3 pares de concorrentes os quais tinham que levar a cabo um conjunto de 10 diferentes provas com as quais se pretendia valorizar as componentes de aprendizagem, criatividade e destreza. Tais provas reuniam disciplinas como canto, dança, teatro, pontuadas pelo jurí (de que fizeram parte Raúl Calado, Maria Josão Seixas, Maria Leonor e Luis de Sttau Monteiro, bem como perguntas e passatempos com temas como Cultura Geral, Código da Estrada, Constituição Portuguesa e Direitos do Homem.

Pelo meio, Raúl Solnado no seu estilo muito próprio ía conversando com a Cornélia, uma simpática vaca de olhos enormes e grande laçarote ao pescoço, com manchas aos corações, feita em cartão, e que ía abanando a cabeça ao ritmo dos diálogos, numa voz feminina e lamechas. Aos olhos das técnicas televisivas e meios de produção de hoje, a Cornélia e o seu boneco eram de facto rudimentares, mas tendo em conta que a televisão era o principal meio de entretenimento das famílias, dos miúdos aos graúdos, o concurso teve de facto muita popularidade e ninguém queria perder pitada.
No final de cada sessão, os concorrentes mais pontuados ocupavam um pódio que mantinham nas sessões seguintes até que fossem ultrapassados em votação.  O grande vencedor do concurso foi Vasco Raimundo, seguido de José Fanha e Rui Guedes (quanto a esta classificação, já li algures uma versão de que o grande vencedor terá sido Gonçalo Lucena – não tenho memória de quem realmente foi o vencedor e cinjo-me a informações pesquisadas). Pelo concurso passaram como concorrentes algumas figuras que vieram a ter algum protagonismo posterior como Tozé Martinho e sua mãe Tareka, Fernando Assis Pacheco, José Fanha e outros mais.

Uma das curiosidades: ao fim de uma dúzia de sessões o boneco da Cornélia foi reformulado, ficando com um ar mais jovial e dizem que com uma cabeleira roxa. Por outro lado Raúl Solnado em entrevista na época dizia que o concurso tinha muitas afinidades com o também popular programa Zip-Zip, que, com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, também apresentou no ano de 1969. Todavia, dizia, com a diferença de que naquele os participanmtes eram convidados enquanto que na Cornélia era sorteados. Questionado quanto ao muito dinheiro que se dizia estar a ganhar como apresentador do concurso, respondeu que ninguém tinha nada a ver com isso, mas a contra-gosto lá foi dizendo que ganhava pouco. Muito menos que qualquer outro apresentador em qualquer sítio do mundo.

Pela popularidade alcançada, o concurso deu lugar ao lançamento de uma revista, a "Vacavisão" bem como uma colecção de cromos de que tenho uma caderneta que guardo na minha tralha.

Nos anos 1990, já com melhores meios técnicos e em plena era da cor, a RTP voltou a pegar no conceito e produziu o concurso "A Filha da Cornélia" então apresentado por Fialho Gouveia , mas despertou pouco interesse e ficou longe da popularidade do concurso dos anos 70. Ficou-se assim por apenas uma temporada.

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- Acima, os boletins de inscrição para o sorteiro de participação no concurso, publicados em revistas e jornais da época.

01/07/2016

Quando a televisão era rádio



Na revista "TV - Semanário da Radiotelevisão Portuguesa", Nº 36 de 2 de Janeiro de 1964, a RTP anunciava que para além da "alteração profunda no sector dos programas e até no tempo do aumento do tempo de emissão, o novo programa-tipo inclui uma inovação que constitui mais um atractivo para os possuidores de receptores. Assim, semanalmente e de 2ª a 6ª feira, das 15 às 17 horas, será transmitido o período de mira técnica destinado a afinação dos aparelhos e a orientação de antenas. Decidiu, porém, a RTP, preencher esse espaço de tempo com a transmissão de programas musicais ilustrando a emissão da mira técnica.
Os espectadores poderão cortar a imagem dos seus aparelhos, escurecendo totalmente os "écrans" por intermédio do botão de comando do brilho e ouvir os programas musicais que irradiarão com a excepcional qualidade de som que tanto distingue as emissões da RTP."

Estas emissões sonoras alternavam-se com música ligeira e clássica mas também de jazz incluindo "...trechos que sejam considerados como as maiores novidades musicais do momento.
Orá cá está: No que à luz dos nossos dias tecnológicos nos parece uma banalidade e até algo cómica, na altura era mesmo uma novidade e anunciada como tal.
Mundam-se os tempos...

16/06/2016

Laurel, o Estica




Fosse vivo e Stan Laurel, famoso artista pela sua interpretação como Laurel na dupla de comediantes "Laurel e Hardy", entre nós também conhecida como "Bucha e Estica", estaria de parabéns a festejar 126 anos.
Stan Laurel, nascido como Arthur Stanley Jefferson, nasceu no dia 16 de Junho de 1890 nos Estados Unidos, tendo falecido em 23 de Fevereiro de 1965.
Laurel, ou o Estica, era o magrinho da dupla, sempre com uma cara triste e invariavelmente, num encolher de ombros, apanhava uns sopapos do Hardy, o Bucha, mas, quase sempre de forma involuntária, acabava também ele por pregar partidas ao amigo.
Laurel e Hardy em muitos aspectos, desde logo por serem contemporâneos, seguiam o registo humorístico do então popular Charlot (Charles Chaplin) ou mesmo de Buster Keaton.
Uma coisa é certa: Ver a dupla Laurel e Hardy, o que na televisão era frequente pelos anos 70, era gargalhada garantida pelo que tanto Laurel como o seu colega artístico de mais de três décadas, são daquelas figuras que obrigatoriamente estão marcadas nas nossas melhores memórias ligadas à infância e à televisão a preto-e-branco.
Parabéns, Laurel!

17/04/2016

Colditz–Série TV

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Hoje, com algum atraso, trago à memória "Colditz", uma das boas séries TV que passou na RTP pelos idos anos 70. Foi co-produzida pela BBC e Universal Studios e exibida originalmente entre 1972 e 1974. Teve duas séries ou temporadas e comporta 28 episódios com cerca de 50 minutos cada. Em Portugal foi exibido originalmente no ano de 1977, com início em Abril e não teve dia nem hora certos de exibição tendo passado às terças, quartas e quintas tanto pelas 21:00 como 22:00 horas.

A revista Tele Semana de 3 de Junho de 1977, edição Nº 228, quando já tinham sido exibidos 8 episódios, dedicava-lhe um destacável com um descrição detalhada de cada um dos episódios restantes até ao 28º e último, intitulado “Libertação”, em que a fortaleza nazi foi tomada pelos aliados.

Colditz, com o nome de código Oflag IV-C, era um castelo alemão convertido em prisão de alta segurança pelo regime nazi em plena II Guerra Mundial destinada a oficiais britânicos, americanos e franceses capturados no teatro de guerra, tidos como tipos duros e alguns já evadidos de outras prisões. A trama girava em torno das relações entre prisioneiros e guardas, os planos e várias e elaboradas tentativas de fuga. Tinha por isso uma boa dose de aventura, ainda que confinada ao castelo, e muito suspense.

Algumas das figuras principais: Robert Wagner no papel de Tenente Phill Carrington, David McCallum como Tenete Simon Carter, Peter Chapman como capitão George Brent, Bernard Hepton como comandante da fortaleza de Colditz, Jack Hedley como Tenente Coronel John Preston, Richard Heffer como Capitão Tim Downing. Obviamente muitos outros personagens alguns dos quais participaram apenas em alguns episódios.

Este tema de Colditz deu posteriormente motivo a uma mini-série, com duas partes, no ano de 2005.
Alguns dos episódios de “Colditz” podem facilmente ser encontrados e visualizados no Youtube.

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15/02/2016

Yes Minister–Yes Prime Minister –Série TV

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A quem pretender trazer à memória uma lista das muitas e boas séries de televisão produzidas na Inglaterra entre os anos 70 e 80, será imperdoável que nela não inclua "Yes Minister" ("Sim Senhor Ministro") e sua sequela “Yes Prime Minister”.

Esta série com textos saídos da pena de Sir Antony Jay e Jonathan Lynn, foi protoganizada por Paul Eddington no papel de Jim Hacker, ministro dos Assuntos Administrativos, Nigel Howthorne como Sir Humphrey Appleby, o secretário permanente do ministro e Derek Fowlds como o secretário particular do ministro Bernard Woolley.

Foi exibida originalmente pela BBC entre 1980 e 1984, em três temporadas, sendo composta por 21 episódios de cerca de 30 minutos cada e um episódio mais longo (60 minutos). Seguiu-se a sequela “Yes, Prime Minister” (Sim, Primeiro Ministro), entre 1986 e 1988 com 16 episódios e com os mesmos atores.

A série procura retratar com o inigualável humor británico os meandros do Governo de sua majestade e as relações entre todo o pessoal político e administrativo, a socieade e os média. Por outro lado descreve um ministro novo e cheio de boas intenções, disposto a efectuar cortes de despesas e redução da pesada máquina do funcionalismo britânico mas invariavelmente esbarra ou embate mesmo no próprio aparelho protagonizado pelo seu secretário permanente que, sempre numa ardilosa teia de interesses e teorias feitas de um discurso emaranhado, confunde o ministro e acaba por o demover ou fazer gorar as suas intenções. Claro está que com o desenrolar da série o próprio ministro acaba por trocar o passo ao seu secretário mas de um modo geral vê-se obrigado a desistir, a protelar ou mesmo a inverter as suas posições muitas vezes tomadas tendo em vista a sua boa imagem face aos média. Acima de tudo, salve-se o cargo.

A série é pois um constante manancial de bom humor inglês com protagonistas à altura e um excelente retrato satírico dos meandros da política e governantes, não fosse o facto dos escritores terem assessores que trabalhavam na própria máquina do Governo. Não custa nada a acreditar que “Yes Minister” é um retrato demasidp real de muitos dos governos democráticos desta nossa Europa.

Esta série, para além de ter dado azo a outros subsidiários televisivos, em Portugal inspirou séries como “A mulher do Sr. Ministro”, com Ana Bola e Vitor de Sousa  (um pseudo-ministro do Governo de António Guterres, a sua sequala “A Senhora Ministra”  e mais recentemente “A Mãe do Senhor Ministro”, 20 anos depois ainda com Ana Bola, Vitor de Sousa e Manuel Marques no papel de ministro. Obviamente que apesar da boa fonte da inspiração, estas três versões lusitanas nunca passaram de engraçadas e quase sempre com enredos e piadas pobres e a viver em muito da força humorística dos intérpretes, nomeadamente Ana Bola e Manuel Marques. Mas foi o que se arranjou.

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02/02/2016

O Vitinho faz hoje 30 aninhos


O Vitinho faz hoje 30 anos. Ficou conhecido por durante 10 anos, na RTP, ao final da tarde, dar o sinal de dormida para os mais pequenos numa ternurenta animação.
O Vitinho cresceu foi estudar, tirou o curso de psicologia infantil e está ainda desempregado a viver à custa dos pais. Pelo meio vai fazendo uns contratozitos de alguns meses em superfícies comerciais, a repor chouriços e toucinho nas prateleiras da charcutaria. Namora, mas não pensa em casar pois a namorada, engenheira química, também está desempregada e também a viver à custa dos pais. Afinal esta é uma opção mais em conta para cada vez mais jovens mesmo já a passar dos trintas. À custa disso, os pais perdem cada vez mais a esperança de terem um reforma um pouco desafogada pois continuam a ter que dar conta do recado da vida dos filhinhos e quantas vezes já dos netos.
Será esta a geração do Vitinho, ou nem por isso?

Notícia sobre a efeméride: link

14/07/2015

Billy the Kid

 

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Passam hoje 134 anos (14 de Julho de 1881) sobre a morte de Billy the Kid, famoso pistoleiro e fora-de-lei do velho oeste americano. Foi morto pelo xerife de Lincoln, Pat Garrett, que por sua vez viria também a ser assassinado com tiros uns anos mais tarde.
A figura de Billy the Kid está fortemente ligada ao mítico farwest americano e como uma das suas incontornáveis figuras lendárias, tem sido motivo e pretexto para inúmeras obras musicais, cinema, televisão e banda desenhada onde nesta, entre muitas revistas, deu título a uma das aventuras do não menos famoso Lucky Luke, de Morris e Goscinny.

Segundo a lenda, Billy terá assassinado 21 homens, tantos quantos o seu número de anos de vida.Todavia, em concreto apenas foram registados os relatos de quatro mortes. A lenda e a fama certamente que extrapolaram os números e aspectos da sua curta mas recambolesca vida.

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02/02/2014

Oh! Susana – Série TV

 

Em 1964 passava na RTP, às segundas-feiras, por volta das 20:15 horas,  a série de televisão “Oh! Suzana” do original “The Gale Storm Show – Oh! Susanna”. Foi produzida ao longo de quatro temporadas entre 1956 e 1960.

Composta por 126 episódios de cerca de 30 minutos cada, a série de origem norte americana era interpretada por Gale Storm como Susanna Pomeroy, ZaSu Pitts como Elvira Nugent, Roy Roberts como Captain Huxley e James Fairfax como Cedric. O argumento da série baseava-se numa directora de um cruzeiro que viajava à volta do mundo e as respectivas peripécias do dia-a-dia da vida no navio S.S. Ocean Queen.  A série foi exibida primeiramente na estação CBS e a sua parte final na ABC.

Num certo sentido, é possível encontrar semelhanças na posterior e popular série dos anos 80  “O Barco do Amor”.

Frequentemente em vários episódios participavam actores convidados como Pat Boone, Francis De Sales, Lorne Greene (Ben Cartwright da série Bonanza), Doug McClure e muitas outras vedetas do cinema e televisão da época.

Como curiosidade, o título “Oh! Susanna” tem dado azo a vários formatos, desde a popular canção de Stephen Foster, de 1847, frequentemente integrante de métodos de violão e órgão electrónico,  até novelas e filmes western.

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- Abertura, no Youtube

31/01/2014

A Morgadinha dos Canaviais

 

Está a passar na RTP Memória, às quintas-feiras, ao serão, a série de televisão "A Morgadinha dos Canaviais", baseada na obra homónima de Júlio Dinis.
Trata-se de uma série de 1990, com Virgílio Castelo, no papel de Henrique de Souselas, São José Lapa, no papel de Morgadinha dos Canaviais, Eunice Muñoz como Tia Doroteia, Curado Ribeiro, Natália Luiza, António Assunção, Luís Mascarenhas e muitos outros.

Para além de ser uma das mais populares obras de Júlio Diniz, “A Morgadinha dos Canaviais”  já havia dado argumento para o filme com o mesmo nome no remoto ano de 1949, uma produção dos Estúdios Cinelândia, L.da, realizado pelos italianos  Amadeu Ferrari e o italiano Caetano Bonucci.  O papel de morgadinha foi então interpretado por Eunice Muñoz, curiosamente a participar na série mais recente de que acima falamos, mas agora como tia Doroteia.

Quanto ao livro, que havia lido há mais de 25 anos, a reboque da série estou agora a reler. Os livros são assim, intemporais.

 

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30/01/2014

Dr. Kildare – Série TV

 

Em 1963 a então jovem RTP passava a série de televisão “Dr. Kildare”, um original norte-americano exibido originalmente pela NBC entre Setembro de 1961 e Setembro de 1965, ao longo de cinco temporadas.

A série retratava o quotidiano de um jovem médico, Dr. Kildare, interpretado por Richard Chamberlain, num hospital metropolitano.  As relações pessoais e profissionais, incluindo os seus doentes, eram pontos de partida para os diversos episódios (58 episódios de 30 minutos cada e 132 episódios de 60 minutos cada).

Talvez por ser uma das primeiras a ser exibida na RTP, esta é uma das séries que fizeram história entre os tele-espectadores portugueses e por muitos ainda é recordada.

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- Genérico de entrada no Youtube

26/01/2014

The Waltons – Série TV


Nos anos 70, concretamente em Maio de 1977, passava na RTP do "preto e branco" (aos sábados por volta das 18:00 horas) uma nova temporada da série de televisão, "Os Waltons", do original norte-americano "The Waltons. Episódios de temporadas anteriores já tinha sido exibidos uns anos antes na nossa televisão. Esta séria foi baseada no romance autobiográfico do escritor Earl Hamner Jr. 

Trata-se de uma série bastante longa, composta por 221 episódios de cerca de 50 minutos cada e que se desenvolveu ao longo de 9 temporadas. Apesar da sua longevidade, desconheço se em Portugal foi exibida na sua totalidade.

De forma resumida, até porque está bem documentada na web, a série abordava uma família rural norte-americana, no Estado da Virgínia, durante os difíceis anos da depressão (anos 30) estendendo-se até à altura da 2ª Guerra Mundial. A série decorria numa narrativa sob o ponto de vista na do filho mais velho dos Waltons, o Jhon Boy, com 17 anos.
A família é formada pelo casal John e Olivia e seus sete filhos ainda e os pais de John, Zebulon "Zeb" Tyler e Esther Walton.
Num tempo de crise, a família vivia graças ao seu espírito de entreajuda e dos escassos rendimentos de uma serração explorada por John Walton e seus pais e que conta com a ajuda de toda a filharada.

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Links:
Waltons na actualidade

20/01/2014

Banacek – Série TV


Hoje trazemos à memória a série de televisão "Banacek", de género policial. Original dos Estados Unidos, foi exibida pela NBC entre 1972 e 1974. Em Portugal foi exibida em 1974 e passava às segundas-feiras a partir das 22:00 horas.
 
Thomas Banacek, era um detective privado, com origens polacas, ao serviço de empresas seguradores e que procurava descobrir crimes de burlas e outras falcatruas (trabalhasse no Portugal dos últimos tempos e não teria mãos a medir). Os episódios tinham como pano de fundo a cidade de Boston.

Como curiosidade, referia-se que George Peppard, o intérprete principal, uns anos mais tarde, nos anos 80, participou na série de acção e humor "Soldados da Fortuna", do original "The A-Team", que ficou muito popular entre nós. Nessa série interpretava o papel do Coronel John "Hannibal" Smith, chefe da equipa de veteranos da guerra do Vietnam que, perseguidos injustamente pela polícia militar, iam ajudando muitas pessoas a resolver conflitos com maus e vilões, sempre num registo de comédia..

A série é composta por 16 episódios de cerca de 90 minutos cada e ainda por um episódio piloto. No Youtube é possível assistir a vários episódios.

Principais intérpretes – personagens:
George Peppard - Thomas Banacek
Ralph Manza - Jay Drury
Murray Matheson - Felix Mulholland


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01/01/2014

O Pão que o Diabo Amassou - Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "O Pão que o Diabo Amassou", do original francês "Le Pain Noir". Foi exibida originalmente na ORTF entre Dezembro de 1974 a Fevereiro de 1975. Em Portugal passou na RTP em 1977 entre Outubro e Dezembro, sendo exibida às sextas-feiras no 2º programa a partir das 22:05 até ao encerramento da emissão. Não consegui apurar a eventualidade da série ter sido difundida anteriormente no 1º programa.


Originalmente a série é composta por 8 episódios de 90 minutos cada. Não tenho a certeza mas, a avaliar pelo espaço na programação, creio que em Portugal seguiu o mesmo esquema.

A série, baseada na obra “Le Pain Noir” de Georges-Emmanuel Clancier, de 1956, retrata  Catherine Charron (Cathie) e sua família pobre, acompanhando a transição de uma origem rural para  outra realidade, a do mundo operário e de todas as complexidades  do trabalho organizado e das suas convulsões numa época em que, a par de mudanças sociais e morais, se lutava pelos direitos sindicais e outros.  No fundo, é o retrato de uma mudança de uma sociedade marcadamente rural para a de cariz  industrial que viria a transformar a França entre as últimas décadas do séc. XIX e primeiras do séc. XX.
O cenário centraliza-se na zona de Limoges, numa fábrica de porcelana, e no bairro operário de Saint-Yrielx.

Quanto vi a série, era obviamente um adolescente e não pude perceber com profundidade este complexa história mas de um modo geral achava-a demasiado lúgubre e dramática.

Em Portugal e por essa época de exibição da série, a Europa-América lançou  o respectivo romance de Georges-Emmanuel Clancier, em 4 volumes (Le Pain noir; La Fabrique du roi; Les Drapeaux de la ville; La Dernière Saison),  no que ajudou a cimentar o êxito e popularidade desta mini-série. Para aqueles a quem a série deixou marcas, é possível adquirir a mesma em formato DVD. Basta procurar.

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06/12/2013

Paulo e Virgínia – Série TV

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Hoje trazemos à memória a série de televisão "Paulo e Virgínia", do original francês "Paul et Virginie", dirigido por Pierre Gaspard Huit (o mesmo realizador de outra fantástica série, “Os Pequenos Vagabundos”)  com base no famoso romance de Bernardin de Saint Pierre, publicado em 1788. Tal como o romance, a série reporta-se ao séc. XVII.

A série é composta por 13 episódios de 26 minutos cada, cuja primeira exibição ocorreu em Dezembro de 1974 nos canais da ORTF e FR3. Em Portugal, na RTP do “preto-e-branco” passou no Verão de 1976. Não tenho ainda referência da data de início mas estava a ser exibida em Julho e Agosto desse ano, segundas-feiras às 19:00 horas. Presumo que terá começado em Junho.

Paulo e Virgínia são dois adolescentes que nasceram na Ilha de França, actual ilha Maurícia,
Paulo é filho de Margarite, uma mulher que depois de abusada e ultrajada por um cavalheiro francês, vê-se obrigada a deixar a França e os preconceitos da sociedade da época, partindo com a sua vergonha para a Ilha de França. Virgínia é filha de Madame de La Tour, que após a morte do marido por doença, se vê abandonada com a filha de tenra idade nos braços.

Ambas as mulheres,  vivem as suas vidas e os seus dramas enquanto que seus filhos vão crescendo juntos, como irmãos, num mundo de beleza e exotismo. Dessa amizade fraternal e infantil, com a adolescência e com a descoberta de novas realidades, esses sentimentos puros evoluem para um forte amor e paixão, numa primeira fase quase que reprimido ou repudiado.  Infelizmente, esse puro amor, por intervenção dos adultos, terminou em tragédia e a série, apesar da sua beleza, deixa-nos esse amargo de boca como um destino mal resolvido, bem ao contrário do habitual “happy end”.

Casting:
Pierre-François Pistorio - Paul
Véronique Jannot - Virginie de la Tour
Michèle Grellier - Sophie de la Tour
Bachir Touré - Dominique
Georges Marchal - Le gouverneur
Maurice Teynac - Le philoosophe
Sarah Sanders - Marguerite
Claude Titre - Brizac
Christian Alers - Le baron
René Antelme - Le Capitaine du Saint-Gerand
Marcelle Arnold - La dame de compagnie
Jacques Buron - Monsieur de la Tour

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