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21/02/2020

Fósforos 8 Séculos


Cartaz publicitário da Sociedade Nacional de Fósforos. 1947.

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07/11/2018

Fósforos "Castelo"


Novamente a publicidade aos fósforos da Fosforeira Portuguesa - Espinho. Desta feita com a etiqueta "Castelo". Publicidade de 1945.

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22/10/2018

Miúdos - Fósforos graúdos


Como não há duas sem três...continuamos com a série de cartazes publicitários aos fósforos, esses pequenos e importantes objectos noutros tempos, mesmo ainda hoje. Desta feita o destaque aos "Miúdos", da Fosforeira Portugesa, de Espinho. Reclame de 1949.
Já anteriormente tinha aqui feito uma referência à etiqueta.

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21/03/2017

Fosforeira Portuguesa–Espinho

 

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Grafismo do logotipo da Fosforeira Portuguesa – Espinho, uma das grandes fabricantes de fósforos no nosso país  no séc. passado. Esta emblemática empresa, nascida no distante ano de 1926, já encerrou (em 2006) sendo que, excepto as instalações, foi então trespassada para novos empresários e que deram origem à empresa “Chama Vermelha” – Vila Nova de Gaia, sendo considera a única fábricante de fósforos instalada na Península Ibérica.

25/03/2011

Fósforos – Caixas antigas

 

Já temos tido aqui diversos artigos relacionados com o filumenismo, incluindo o último. Hoje publicamos aqui algumas das caixas mais antigas, produzidas pela Sociedade Nacional de Fósforos – Lisboa, por sua vez integrantes de uma colecção editada aquando do cinquentenário da SNF (1926-1976). Aos poucos contamos publicar o resto dos exemplares que integram a colecção.

 

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26/02/2010

Filuminismo – Figuras de sempre

 

No final dos anos 70 a Fosforeira Portuguesa – Espinho, lançou uma interessante colecção de carteiras de fósforos, com o tema “Figuras de Sempre”, retratando figuras ou profissões típicas do nosso Portugal. Não faltam profissões ou figuras como o vendedor de gravatas, o pedinte, o calceteiro, o soldado, a varina, a empregada doméstica, o vendedor de castanhas, o bêbado, o amolador, a fadista, etc.

Ao todo são 24 carteiras, com outros tantos belos desenhos num estilo caricaturado e deveras peculiar. Não consegui obter o nome do artista. Ainda cheguei a alvitrar o nome de Abel Manta, mas o estilo….Talvez os leitores possam ajudar a esclarecer esta autoria. Infelizmente, neste aspecto de obtenção de informações e dados sobre o filuminismo em Portugal, de facto constata-se uma lacuna enorme de informação. Sendo um tema clássico do coleccionismo, porventura a par da filatelia e numismática, e deveras interessante pela beleza e diversidade de temas, impressiona negativamente que quase não exista informação ao nível da web. Mesmo o Museu dos Fósforos, sediado na cidade de Tomar, que representa uma das maiores colecções europeias, não disponibiliza qualquer informação online,  o que seria interessante até para incentivo deste coleccionismo em particular. Mas, enfim…é o que temos.

Esta colecção, “Figuras de sempre”, embora de estilo diferente, está dentro da temática de outra colecção similar da mesma fábrica, a “Figuras Típicas”, também dos anos 70.

 

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20/08/2016

Champô Caspobril

 

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Cartaz publicitário de 1965 ao Champô CASPOBRIL.

Poucas ou nenhumas informações comerciais obtivemos sobre este produto e esta marca. Curiosamente encontramos um spot publicitário radiofónico com os seguintes lemas:

Cabelo saudável com o brilho do sol lavado com Caspobril.
Champô Caspobril lava o cabelo deixando-o mais forte e saudável.
Caspobril, cuida carinhosamente da vida do seu cabelo.
Caspobril, agora também em embalagem familiar.

Também encontramos o reclame numa caixa de fósforos o que indicia alguma popularidade pelos meados do anos 60.

07/02/2012

O livro dos calotes

 

Eu tenho um livro... não um livro  mais ou menos normal, como qualquer um das centenas que, entre velhos e novos, possuo na minha modesta estante, mas um livro que considero especial.


Este livro, grosso e estreito, não foi escrito por autor de nomeada nem composto por letra de forma. Não foi impresso em tinta indelével mas escrito à mão e a lápis.


Trata-se de um livro igual a muitos outros que nas mercearias e tabernas de aldeia serviam para apontar as contas, os calotes, as dívidas, o fiado, ou o que queiram chamar ao que resultava de compras que se não pagavam na hora ou a pronto. Hoje em dia, tudo isso é mais fino e chama-se de débito ou passivo e é registado num qualquer program informático. A um caloteiro já não se chama esse palavrão e diz-se sofisticadamente que está em falência técnica ou em insolvência.


Os portugueses estão atolados em dívidas e o incumprimento das obrigações financeiras é geral, desde pessoas e empresas até ao Estado e seu Governo, que nestas coisas de calotes é quem dá pior exemplo, sendo que no que toca a cobrar é com juros de mora que quem em poucos dias duplicam várias vezes.
É claro que não há livro de calotes, como o meu livro, capaz de albergar todas as despesas e gastos do Estado, por mais miudinha que seja a letra com que se aponte, seja para despesas da Saúde e Educação, seja para compra de carros topo de gama para ministros, secretários e outros que tais, seja ainda para comprar colunas maçónicas ou tapeçarias para decorar a gosto um gabinete de um qualquer elemento da esfera do Estado.

Pois bem, este livro de calotes, apesar de relatar gastos com coisas mais ou menos necessárias ao dia a dia e à sobreviência de uma qualquer família humilde de uma qualquer aldeia, como massa alimentícia, arroz, milho e batatas, entre uma ou outra lambarice, como bolachas e rebuçados, ou mais no registo do vício como o vinho e o tabaco,  também conta histórias e revela realidades.


Este livro, sobrou do que sobrou da mercearia que foi propriedade de meu avô e que depois transitou para um tio. Funcionou entre os anos 30 e 60, encerrando definitivamente por volta de 1970. Ainda vi homens encostados de barriga ao alto balcão, ao fim da tarde bebendo copos de vinho, fumando cigarros de enrolar, cantando, gemendo e chorando os sabores e dissabores do dia de trabalho, no campo ou no emprego. Ainda vi ser servido a granel, acúcar, massa, arroz, azeite e petróleo ou à unidade como bolachas, cigarros, etc.


Para além de se poder ler nele histórias de dificuldades, em que ao fim de semana ou à quinzena era um sacrifício o chefe de família poder abater parte do calote, em que a norma era que parte da dívida  transitasse ad perpetuam, sempre assinalada com a clássica entrada de "transporte" ou um menos rodoviário "resta". O dinheiro, pouco, era todo fruto do trabalho, de uma jorna, de uma quinzena de leite, de um alqueire de milho ou feijão, de uma cabeça de gado que se vendeu pelo tempo de vender.


Por este livro, no caso dos anos 50, é também possível saber os preços da maior parte dos bens essenciais de uma normal família de aldeia,  em que, ao contrário da família típica portuguesa dos dias actuais, vivia naturalmente com muitas dificuldades, mas nunca ou raramente acima das suas possibilidades. Por conseguinte, a maior parte dos compromissos financeiros, eram os relacionados com a alimentação e vestuário.

 

Vejamos, a título de curiosidade, alguns preços em 1959:

1 Kg de feijão: 4,50 escudos (bastante caro, parece-me);

1 melão: 2,30 escudos;

1 quartilho de vinho maduro: 1,00 escudo;

10 rebuçados: 0,50 escudos;

1 Kg de açúcar: 6,50 escudos;

1 Kg de farinha de pau: 5,00 escudos;

1 quartilho de azeite: 3,50 escudos;

1 Kg de arroz: 5,30 escudos;

1 caixa de fósforos: 0,30 escudos;

1/4 de sabão: 1,60 escudos;

1 Kg de batatas: 1,40 escudos;

1/2 Kg de bacalhau: 12,00 escudos;

1/4 Kg de farinha de triga: 1,60 escudos.

livro de calotes

livro dos calotes

livro calotes

24/03/2011

Carros tradicionais portugueses

 O carro-de-bois, será certamente um dos mais primitivos meios de transporte, remontando a sua origem a tempos imemoriais, à altura em que Homem inventou a roda e aprendeu a domesticar os animais e a colocar a sua força ao seu serviço, em diferentes formas e contextos.
Em Portugal foi sempre  um instrumento importante no desenvolvimento do país e da sociedade, assegurando o transporte dos produtos necessários ao do dia-a-dia das populações, da floresta ou da campo bem como da matéria prima necessária à construção das cidades, vilas e aldeias, como pedra, madeira, areias, argilas, etc.

Hoje em dia ainda é utilizado mas apenas em meios rurais interiorizados, em aldeias com difíceis acessos, servidas por caminhos estreitos e sinuosos, onde o tractor não chega. Mesmo assim já serão raros os exemplares que sobrevivem.
Todavia, até há cerca de duas décadas atrás, mesmo já com a vulgarização do tractor, que susbtituiu em rapidez e eficiência muitas das tarefas do campo e da floresta, o carro-de-bois era um elemento vulgar na maior parte das localidades rurais.
Neste momento na minha aldeia ainda sobrevive um exemplo, com um velho agricultor que ainda detém uma parelha de bois e o inevitável carro e alfaias, como a charrua, a grade e o arado. Mas recuando esses vinte ou trinta anos atrás, existiam vários carreteiros, ou laboreiros, que asseguravam a prestação do serviço de lavoura e transporte, para além de que muitos dos agricultores, como meu pai ou meu avô, tinham as suas próprias parelhas ou juntas de bois e os carros. Para além do carro normal, existia ainda a variante de carroça, a qual tendo a mesma configuração, era ligeiramente maior e dispunha de rodas raiadas e sistema de travões.

Em Portugal, para além da utilização do boi como animal de eleição, pelo seu bom trato, força e corpulência, e quase sempre em parelha ou junta, em algumas regiões do país, sobretudo na metade sul, como Ribatejo, Alentejo e Algarve, utilizava-se com regularidade o carro para um único animal, com frequência um cavalo, mula ou burro, situação bem mais rara na metade norte.

Extraídas de uma colecção de carteiras de fósforos, fica aqui um grupo de ilustrações de alguns carros tradicionais, representando várias províncias portuguesas, do Minho ao Algarve, passando pela Madeira e Açores.
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