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31/12/2019

Moça - Leite condensado - Nestlé


Cartaz publicitário de 1942 ao leite condensado "MOÇA", da Sociedade de Produtos Lácteos, de Avanca.

São já muitos os anos passados mas a marca continua a existir embora agora como parte do Grupo Nestlé. A Nestlé Portugal teve origem precisamente na empresa de Avanca, como se poderá constatar pelas informações abaixo.



Sobre a Nestlé Portugal - Datas Chave:


1923
Fundação da Sociedade de Produtos Lácteos, Lda., tendo como principal sócio o Prof. Egas Moniz, e nasce em Santa Maria de Avanca a primeira fábrica portuguesa de leite em pó simples, que será o embrião do que é hoje a NESTLÉ PORTUGAL.
1933
A Sociedade de Produtos Lácteos obtém o exclusivo da fabricação e venda dos produtos NESTLÉ. Início do crescimento da empresa.
1948
Início da comercialização dos produtos MAGGI.
1958
Início da comercialização de NESCAFÉ®.
1968
Fundação da Prolacto Lacticínios de S. Miguel, em São Miguel, nos Açores.
1971
Início das atividades do negócio Nestlé Foodservices, com uma gama diversificada de produtos para restauração, pastelaria e vending.
1973
A Sociedade de Produtos Lácteos passa a designar-se NESTLÉ PRODUTOS ALIMENTARES, S.A.R.L..
1974
Início do fabrico de NESCAFÉ® na Fábrica de Avanca.
1978
Início do fabrico de produtos culinários (Sopas e Caldos Maggi ) na Fábrica de Avanca.
1984
Início do fabrico e comercialização de produtos Ultra-Congelados Findus na Fábrica da Gafanha da Nazaré. Aquisição da fábrica de chocolates Rajá.
1985
Início do fabrico do Chocolate Nestlé na fábrica da Rajá. Aquisição da Tofa – Torrefacção de Cafés, Lda..
1986
Início da fabricação dos Cereais de pequeno-almoço na Fábrica de Avanca. Alteração da designação social para NESTLÉ PORTUGAL, S.A..
1987
Aquisição da empresa Casa Christina – Torrefacções. Aquisição da empresa Sical –Torrefacções.
1990
Aquisição de uma participação na Sociedade de Águas de Pisões – Moura, S.A..
1993
Aquisição da empresa Longa Vida (iogurtes e sobremesas lácteas) e da Buondi (café torrado).
1994
Aquisição internacional dos Gelados Motta. Lançamento do Nestea. Inauguração da nova sede da Nestlé Portugal, em Linda-a-Velha.
2001
A Nestlé adquire uma posição dominante na Société Générale des Eaux Minérales de Vittel, tornando-se o seu maior acionista. Aquisição da empresa francesa de águas Perrier.
2002
A Sociedade de Águas de Pisões – Moura, S.A. muda a sua designação social para Nestlé Waters Portugal, S.A.. Criação do negócio Nestlé Purina Pet-Care em Portugal.
2003
Incorporação da Nestlé S.G.P.S. na Nestlé Portugal, S.A. Celebração dos 80 anos da Nestlé em Portugal. Visita do Presidente da República Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, à Fábrica da Nestlé em Avanca. Em função da aquisição internacional do Grupo Powwow, integração no Grupo Nestlé em Portugal da empresa Selda – Comércio e Representações, Lda. Lançamento do negócio Nespresso em Portugal.
2005
A Selda – Comércio e Representações, Lda. Altera a sua denominação para Nestlé Waters Direct Portugal – Comércio e Distribuição de Produtos Alimentares, S.A..
2006
Constituição da joint venture Lactalis Nestlé Produits Frais para o negócio de iogurtes e sobremesas lácteas na Europa. Em Portugal, este negócio é gerido pela Sociedade Longa Vida – Indústrias Lácteas, S.A., que passa a integrar a joint venture Lactalis Nestlé Produits Frais.
2008
Comemoração dos 85 anos de presença Nestlé em Portugal.

[fonte: Nestlé]

03/04/2019

Nestlé - O melhor para todos os usos


Cartaz publicitário do ano de 1949

Já temos aqui falado e recordado temas relacionados à Nestlé, uma marca reconhecidamente global, nomeadamente no segmento de alimentos destinados às primeiras idades. Hoje damos à estampa um cartaz publicitário inserto em revista do ano de 1949, com grafismo bem ao estilo da época. 

20/12/2018

Nestlé - Leite condensado


Cartaz publicitário do ano de 1943, ao leite condensado da Nestlé, comercializado pela Sociedade de Produtos Lácteos, então sediada em Avanca. 
A Nestlé dispensa apresentações, sendo uma multinacional com origem na Suiça, no ano de 1866  através dos irmãos  George Page e Charles Page e Henri Nestlé (nascido Heinrich Nestlé) e depois em 1905 com a fusão das empresas  Anglo-Swiss Milk Company.

Quanto à sua actividade em Portugal e origem do que é na actualidade a Nestlé Portugal, reporta-se a mesma ao ano de 1923 com a fundação da Sociedade de Produtos Lácteos, Lda, tendo como principal sócio o conhecido Prof. Egas Moniz, e nasce em Santa Maria de Avanca, a primeira fábrica portuguesa de leite em pó simples.
Outras datas importantes da actividade em Portugal, em 1948 tem início a comercialização dos produtos MAGGI e em 1958 a comercialização dos produtos Nescafé e pelo tempo foram um crescimento em instalações e produtos que fazem da Nestlé uma das marcas mais reconhecidas globalmente no sector dos produtos alimentares.

17/08/2017

Batatas fritas "Douradas"



A origem da marca de batatas fritas "Douradas" remete-se à empresa "Agrícola de Lacticínios A Central de Perafita, L.da", a qual inicialmente fabricava os conhecidos iogurtes Longa Vida. De resto o nome da empresa, pela notoriedade da marca passou precisamente a chamar-se Longa Vida. Esta por sua vez foi adquirida pela Nestlé Portugal em 1993.
Actualmente as batatas fritas Douradas são produzidas pela empresa SiA, esta com origens em 1971 com a constituição da Empresa Pinhos & Silva, Lda e em 1990 com a constituição da SIA Aperitivos, Lda. O cruzamento das marcas dá-se com a Sia a ser adquirida pela Longa Vida em 1991. A SiA produz marcas próprias e fabrica para a maioria das grandes superfícies que as vendem com a marca própria ou marca "branca".

Na nossa memória, a marca "Douradas" é pois anterior a outras hoje muito conhecidas como a Lay´s (introduzidas em 1998 e líder de mercado), Ruffles ou Pringles.
A par das "Douradas", talvez partilhem idênticas memórias a marca "Pála-Pála" (criada em 1972 pela Laprovar e hoje um produto da Pepsico que adquiriu a  marca em 1987) e "D´Oro", esta fabricada numa unidade industrial em Camarate mas depois adquirida e absorvida pela Matutano outra marca do universo da Pepsico..

25/10/2016

Sopas Knorr


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Cartaz publicitário do ano de 1968 aos caldos Knorr.

A Knorr é uma marca alemã de produtos alimentares (caldos, misturas de sopas desidratadas e condimentos), propriedade da empresa anglo-holandesa Unilever, desde 2000 quando foi por esta adquirida à norte-americana Best Foods, por sua vez uma empresa com origem na  CPC - Corn Products Company que havia adquirido a Knorr em 1958.
A fundação da Knorr remonta a 1838 por Carl Heinrich Theodor Knorr, dono de uma mercearia, na sequência de uma demanda pela conservação de produtos para além do seu estado natural de modo a dar resposta às necessidades alimentares . Em 1838,  com seus filhos fundou a The Knorr Company na cidade de Heilbronn - Alemanha. A sua primeira fábrica começou por produzir chicória desidratada para fornecer a crescente indústria do café. Desde então a empresa conheceu uma evolução empresarial e tecnológica, não sem passar pelas dificuldades próprias decorrentes da travessia pelo período das duas grandes guerras.
Um dos grandes momentos de notoriedade e popularidade da sua história ocorreu em 1912 aquando da introdução do agora famoso caldo de carne concentrado num pequeno cubo e que veio revolucionar a forma de cozinhar e dar sabor a muitas das receitas. Este produto teve um rápido sucesso e ajudou em muito à popularidade e reconhecimento da marca.
Nos anos 60 e por aí fora, em Portugal a Knorr competia com a não menos popular marca de caldos Maggi, pertencente actualmente à Nestlé..Na actualidade a Knorr é uma das marcas mais vendidas pela Unilever e tem presença e notoriedade em muitos países, sendo que, curiosamente, não no Japão, onde  a Unilever não tem os direitos da marca.

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13/05/2016

Caldos Maggi–As donas de casa preferem-no

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Hoje trazemos à memória os caldos Maggi, em dois cartazes publicitários datados de 1964 e 1965.
Na época o uso deste produto era sinónimo de modernidade e facilitava a vida das donas de casa no tempero e acrescento de sabor de comidas. Tal como na actualidade, a Maggi concorria com a Knorr e obviamente a gama de produtos alargou-se muito para além dos caldos, nomeadamente com alimentos ultra-congelados. A Maggi actualmente faz parte da Nestlé.

Sobre a marca:
Maggi é uma marca de sopas instantâneas, cubos de sopa, ketchups, molhos, condimentos e macarrão instantâneo da Nestlé. A empresa original foi criada em 1872 na Suíça, quando Julius Maggi assumiu a fábrica de seu pai. Ele rapidamente se tornou um dos pioneiros da produção industrial de alimentos, com o objetivo de melhorar o consumo alimentar de famílias de trabalhadores. Maggi foi o primeiro a trazer farinha de leguminosas rica em proteínas para o mercado, e seguiu-se com uma sopa pronta à base de farinhas de leguminosas em 1886. Em 1897, Julius Maggi fundou a empresa Maggi GmbH na cidade alemã de Singen, onde está ainda hoje estabelecida.

Em partes da Europa, México, Malásia, Brunei, países de língua alemã e nos Países Baixos, República Checa, Eslovénia, Eslováquia, Polônia e França, "Maggi" ainda é sinônimo da marca "Maggi-Würze" (molho de condimentos Maggi), um molho escuro de proteínas hidrolisadas à base de vegetais que é muito semelhante ao molho de soja do leste asiático, salvo que na verdade não contêm soja.[1] Foi introduzido em 1886, como um substituto barato para o extrato de carne. Desde então se tornou uma parte bem conhecida da cultura culinária cotidiana na Suíça, Áustria e especialmente na Alemanha. É também bem conhecido na Polônia e Países Baixos.

O cubo de caldo de carne ou "cubo Maggi" foi introduzido em 1908, que foi outro produto para substituição da carne. Como caldos de frango e carne bovina são muito comuns nas cozinhas de diversos países, os produtos da empresa possuem um grande mercado mundial.

Em 1947, após várias mudanças na propriedade e estrutura corporativa, a holding Maggi se fundiu com a empresa Nestlé para formar a Nestlé-Alimentana SA, atualmente conhecida em sua sede francófona como Nestlé SA. (fonte: Wikipedia)

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Royco – Caldos, sopas e birras de crianças
Royco cup-a-soup – É do caneco…

23/12/2014

Leite Condensado PRIMOR – Martins & Rebello

 

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Cartaz publicitário de 1949 ao leite "PRIMOR".


Esta marca está associada à empresa Martins & Rebello, fundada em Lisboa em 1906 por António Cardoso Rebelo e Alfredo Martins, cuja actividade principiou com a comercialização da manteiga "União". Logo nesse ano a empresa instalou a sua produção em Pinheiro Manso - Vale de Cambra.


A empresa foi crescendo e diversificando os seus produtos lácteos, produzindo tanto manteigas como queijos e leite, incluindo o famoso achocolatado e pelos anos 60 era já considera a maior e mais importante empresa de lacticínios de Portugal, concorrendo com empresas como a Nestlé, sediada em Avanca, Lacticínios MAF e lacticínios SUIL, ambas do concelho de Vila da Feira (actual Santa Maria da Feira), todas relativamente próximas. Chegou a ter ao seu serviço 700 empregados no que demosntra a sua vitalidade.


Como lugar comum a muitas grandes empresas da época, as décadas seguintes trouxeram alterações nos mercados, novos concorrentes, novas exigências legais e alterações profundas no sector de produção agrícola e leiteiro decorrentes da entrada de Portugal na Comunidade Europeia, pelo que a Martins & Rebello entrou em queda e faliu no início do séc. XXI (2001). Todavia, pelo seu prestígio e história, a marca foi recuperada e continuada pela INDULAC - Indústrias Lácteas, S.A., esta fundada em 1988 por um familiar de António Cardoso Rebello, estando localizada na freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis, município vizinho de Vale de Cambra.

Sobre a marca Martins & Rebello, para além de outros produtos lácteos como leite em pó, manteiga e margarina, são produzidos e comercializados vários queijos de qualidade reconhecida tanto nacional como internacionalmente, nomeadamente o Côvo e o Alvelhe.

09/12/2013

Nesquik – Para achocolatar o leite

 

nesquik pub vintage

- Cartaz publicitário de 1965

Mais um belo cartaz vintage, dos anos 60, ao Nesquik, um produto que continua a ser popular mesmo que agora tenha a companhia do seu famoso e saudoso irmão, o Milo. É verdade: esta mítica marca está de regresso a Portugal, de resto numa tendência que parece ter vindo para ficar (a da reintrodução no mercado de marcas populares marcas de outros tempos).

Para matar saudades já adquiri uma lata de Milo e provei. Continua delicioso, de resto como é timbre dos produtos da Nestlé. Tem feito, por isso, parte do meu pequeno-almoço, misturado com leite, um reconfortante tónico para estes dias de Inverno que vão gelados.

 

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Toddy – É todo saúde e energia!

24/07/2013

Gelados “Olá” – …e a vida sorri!

 

Acredito que a “Olá”, marca de gelados, será seguramente uma das mais conhecidas (e saborosas) em Portugal e por conseguinte corresponde a um produto que nas variadas formas e sabores tem uma popular correspondência nas vendas. Em face disso, segundo dados reclamados pela empresa, esta detém pelo menos dois terços do mercado de  gelados em Portugal. A restante cota pertencerá sobretudo à Nestlé, que iniciou a sua venda em Portugal em 1988 através da sua marca Camy (agora Gelados Nestlé), à espanhola Menorquina, mas também à Globo, uma marca exclusivamente portuguesa e que remonta a 1936 (leia a História da Globo). Pena que a Globo, que tem excelentes gelados, tenha, pelo menos em determinada altura, seguido por uma estratégia de “quase imitação” dos gelados da “Olá”, tanto na forma como  nome (alguns com fonéticas semelhantes), em vez de se afirmar pela personalidade e inovação próprias. Felizmente parece que tem invertido, de forma positiva, esta situação.

A Fábrica de Gelados Olá nasce em 1959 a partir da compra da fábrica Esquimó de Ferreira & Trancosom pela joint-venture da Jerónimo Martins com a Unilever. A predominância do mercado foi conseguida a partir de 1970 altura em que foi adquirida a principal concorrente e uma das mais populares marcas de gelado do nosso país desses tempos, a Rajá. Ficou assim, estabelecida pela via do desaparecimento da concorrência, a liderança no mercado por parte da “Olá”.

Convém referir que em POrtugal  apenas em 1958 foi produzida legislação que passava a regulamentar o fabrico e venda de gelados. Até então, não havia regras e eram muitos os fabricantes, mas a larga maioria de forma artesanal e com expressão familiar e local. A Esquimó e a Rajá em Lisboa e a Globo no Porto seriam porventura as marcas mais expressivas.

A “Olá” ficou integrada na internacionalização da Unilever, pelo que muitos dos aspectos de fabrico e comercialização se tornaram globais, embora em cada país seja adoptado um nome específico bem como há formatos e sabores adaptados aos hábitos e gostos de cada um dos mercados. No caso de Portugal temos então a “Olá”, na Espanha, a “Frigo”, na França a “Miko”, na Itália, Grécia, Roménia, Rússia, Eslováquia, Hungria e Turquia a “Algida”, no Brasil a “Kibon”, na Suíça a “Lusso”, na Alemanha a “Langnese”, na Inglaterra a “Wall´s” e nos Estados Unidos a “Good Humor”, entre outras variantes mais. Curiosamente, há referência de que a “Olá” seja uma marca partilhada igualmente em países como a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e África do Sul.

Na década de 1990 foi lançado o logótipo com formato de coração que pretendeu globalizar a imagem do produto. O logotipo orginal português foi perdendo notoriedade.

Ao longo dos tempos foram sendo produzidos formatos e sabores que acabaram por ficar na nossa memória colectiva. Alguns ficaram pelo caminho e outros mantêm-se como ícones, nomeadamente o “cornetto”, tanto na variedade de morango como de chocolate. Todos os anos são lançados novos gelados e até algumas reedições, havendo até petições públicas para o seu regresso. Alguns dos nomes mais conhecidos da “Olá” no nosso mercado, incluindo alguns que já não se fabricam: Cornetto, Magnun, Solero, Fizz, Upa-Upa, Super-Maxi, Epá, Perna de Pau, Krisspi, Crok, Rol, Feast, Big Milk, Calippo, Tigre, e Popsi.

Uma fatia importante do mercado da “Olá” são os gelados de mesa, também apresentados em muitos dos nossos restaurantes como sobremesa da casa. Aqui o destaque vai para os sofisticados Vienetta e Carte D´Or.

A fábrica de gelados “Olá”, localiza-se em Santa Iria de Azóia e para além de fabricar para o mercado nacional, produz os gelados exclusivos do grupo Unilever para vários países estrangeiros, sobretudo para a Europa.

Da venda de gelados no nosso país, ficaram famosos os brindes, tanto da “Olá” como da “Rajá”. Brinquedos, bonecos  e até cromos, foram sempre uma forma de cativar os consumidores mais novos, as crianças (como se fora preciso).

Por toda a sua História mas sobretudo por si próprios, enquanto produto sempre apetecível, nomeadamente em dias quentes de Verão, os gelados “Olá” e a respectiva marca tornaram-se elementos que fazem parte do nosso quotidiano, mesmo durante todo o ano, como pretendem as acções de marketing,  bem como das nossas mais refrescantes memórias colectivas que reportam para uma qualquer praia e um gelado de gelo de laranja ou ananás, como os vários da Rajá que, pessoalmente em criança, me deliciaram algures nas praias de Espinho e Furadouro. ….E a vida sorri!

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ola gelados logotipo

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gelado ola tigre santa nostalgia

- Sítios: Clube Olá; Unilever-Olá; Olá.pt

05/10/2010

Milo – Nestlé – …e coisas da República


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O Milo, certamente um dos nostálgicos produtos alimentares  das gerações de 60 e 70, sobretudo, até porque já não se comercializa por cá, eventualmente em canais específicos, volta novamente ao Santa Nostalgia.
Desta feita um cartaz publicitário do início da década de 1960. NO caso, é feita a apologia dos benefícios da mistura do Milo com o leite da Nestlé, como forma de combater o cansaço, aumentando a energia e, por conseguinte, a capacidade de trabalho.
Em dia de comemoração do centenário de uma República que começou mal e nunca se encontrou, mas que vale pelo feriado com que anualmente nos presenteia, é caso para dizer que esta República estaria bem melhor se noutros tempos tivesse tomado MILO. Não tomou e agora são tomadas MIL medidas de austeridade para levaram a poupar mais uns MIL MILhões à custa dos pagadores do costume. De facto, em 100 anos esta República  pouco mais conseguiu do que se transformar numa república de bananas e de governantes  quase sempre incompetentes.
Várias revoluções, 17 presidentes (há quem diga 19), 71 Governos, quase uma centena de primeiros-ministros. Enfim, muita parra e pouca uva.

Ainda hoje, num ano em que o Governo anunciou o encerramento de 900 escolas, 500 para já, o mesmo Governo percorre o país para actos de inauguração de 100 novas escolas, algumas das quais inauguradas pelo…Ministro da Agricultura. Simbólico, mas paradoxal. Encerrar velhas e degradadas para abrir novas com melhores condições (pagas com fundos europeus), justificarão. Certamente, mas com isso o Governo rompe com algumas esperanças do combate à interioridade e nisso 100 anos pouco mudaram para além de algumas auto-estradas, e não surpreende que celebrado o centenário, o país se prepare para mais uma revolução, a das greves e protestos, a do apertar-do-cinto, a da indignação geral e transversal. Raio da crise, que dizem internacional, que tem umas costas largas do tamanho do mundo e que abanou tanto monarquias como principados e repúblicas. Até a nossa, que passou 100 vetustos anos com a tremideira nas maminhas e descaído o barrete frígio. No fundo, é simbólico, porque em 100 anos os portugueses não fizeram mais nada do que tremer e enfiar barretes e carapuços.

Tópicos relacionados:
Milo - Hummmm, que delicioso!
Publicidade nostálgica - Milo da Nestlé

21/11/2009

Leite sim, mas com Nesquik


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O Nesquik da Nestlé sempre foi um produto muito apreciado. Simples ou com leite, quente ou frio, era uma deliciosa maravilha, principalmente nos tempos frios. Fica aqui a recordação de um cartaz publicitário do princípio dos anos 80.

Hoje em dia continua a ser comercializado e com o mesmo sucesso de sempre, mesmo assim sem fazer esquecer o saudoso Toddy.

18/10/2009

Nestogeno - Nestlé

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A imagem de cima corresponde a um cartaz publicitário publicado em 1966. Refere-se ao produto Nestogeno, da conhecida Nestlé. Na actualidade o Nestogeno continua a vender-se e tal como nos anos 60 destina-se à alimentação dos bebés nos primeiros meses de vida.
É verdade que o nome do produto é um pouco esquisito e, convenhamos, pouco comercial, mas como está agarrado à marca Nestlé e ao seu prestígio, continua a vender-se bem. As 3 imagens de baixo referem-se ao produto em algumas das variedades actuais.

Hoje em dia a alimentação para bebés dispõe de uma enorme variedade de produtos mais ou menos sofisticados, embalados e pré-prontos. Noutros tempos, mormente nos anos 60 e 70, a regra eram os produtos naturais, preparados na hora, como as papas de farinha e fruta. É claro que já nessa altura tinham muita popularidade os produtos como a Maizena e Cerelac, mas não estavam ao alcance de todas as carteiras.

09/05/2009

Cafés Tofa

cafe tofa

cafe tofa logo

A Tofa nasceu nos anos 60, por um grupo de proprietários de fazendas de café em Angola, com o intuito de comercializar em Portugal parte da sua produção. Queiróz Pereira, então presidente da Companhia de Agricultura de Angola, é considerado o seu fundador.

A inauguração das instalações, fábrica e escritórios, ocorreu em Dezembro de 1962, com a designação de Torrefacção de Cafés de Portugal, S.A.
A empresa teve um rápido crescimento fruto de uma forte estratégia de marketing e venda e depressa se adaptou às exigências do mercado, nos seus diversos segmentos, nomeadamente de restauração e hotelaria.

A Tofa foi adquirida em 1985 pela multinacional Nestlé, que consolidou ainda mais a marca e o prestígio e qualidade dos seus produtos, nomeadamente no segmento de hotelaria e cafetaria profissional.

A Tofa é assim uma das populares marcas de café, já com uma longa história pelo que é um nome que acompanha as nossas memórias desde há bastante tempo, nomeadamente na categoria de café solúvel (comercializado desde 1969) sendo um produto alimentar que habitualmente mora nas prateleiras das nossas despensas.

09/03/2009

Milo - Uma delícia até no Verão

 

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Voltamos a falar do Milo, umas das míticas marcas da multinacional Nestlé, que apesar de ainda se continuar a fabricar e a vender em diversos países, em Portugal já só como produto de importação.

Neste poster publicitário de 1964, é salientada a importância do Milo servido fresco, apresentado como uma excelente bebida para os dias de calor, daí a cena na praia.

Confesso que das vezes que me deliciei com o Milo, este sempre foi servido bem quentinho, a fumegar bem na ponta do nariz. Na versão em frio, não me recordo de experimentar. Depois, na praia, o que sabia mesmo bem era uma laranjada fresquinha ou um gelado de ananás da Rajá.

 

Anteriores artigos sobre o MILO:

Milo - Hummmm, que delicioso!

Publicidade nostálgica - Milo da Nestlé

12/10/2008

Iogurte Longa Vida


iogurte longa vida santa nostalgia
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Confesso, desde já, que não sou apreciador nem consumidor de iogurtes. Sei que faço mal, é certo, mas nunca me habituei a estes  produtos, em quaisquer das suas múltiplas variedades. Talvez por não ser habituado desde cedo, numa altura  em que os lanches ou merendas eram à base de pão de milho e caldo com couves e feijão. As lambarices, mesmo que saudáveis, eram produtos fora do alcance das carteiras de quem vivia em constantes dificuldades. É certo que muitas vezes tínhamos o privilégio de beber leite natural mesmo acabadinho de ser colhido na teta dq vaca, mas a prioridade era para entregar o leite no posto de recolha mais próximo, sendo assim uma das poucas fontes de rendimento de quem vivia principalmente das coisas da terra, como era o caso dos meus pais nesses anos onde eu ainda era criança. Claro que aos poucos as coisas foram mudando.

Neste contexto, trago à memória a marca de iogurtes Longa Vida, de modo especial pela recordação de uma das fortes imagens da marca, que é exactamente aquele velhinho ternurento, com cara de Pai Natal, segurando um iogurte Longa Vida, do tempo em que estes eram comercializados nuns tradicionais boiões de vidro. Quem não se lembra das carrinhas de distribuição com este velhinho pintado a toda a largura?
Quanto à origem da Longa Vida, de acordo com texto recolhido em documento de autoria de Jorge Fernandes Alves, L. H. Sequeira de Medeiros e João Cotta Dias, "LEITE E LACTICÍNIOS EM PORTUGAL - Digressões históricas":


(...Em 1957, três lojistas do Porto (dois irmãos e um cunhado – Humberto Leite Tavares de Pinho, Albino Tavares de Pinho e Luís Henriques da Silva), herdeiros de uma leitaria da Praça Carlos Alberto, associaram-se para comprar um terreno em Perafita que trazia associado um alvará de indústria. Começaram a distribuir manteiga e queijo dos Açores, mas quando um deles foi ao dentista, em conversa com este, tomou conhecimento da facilidade em produzir iogurtes, de digestão fácil e alimentação saudável. E o dentista, um cultor de iogurtes domésticos, foi mais longe, emprestando-lhe uma incubadora e os fermentos necessários para uma primeira produção. Foi o incentivo para o arranque em produção industrial, logo agarrada, vindo a dar origem ao iogurte Longa Vida, produto inicialmente de difícil colocação, habitual nas farmácias como remédio, mas despontando depois do 25 de abril como produto de largo consumo, embora algumas unidades industriais portuguesas já o produzissem em Portugal, mas com oferta ainda restrita.)

(... Assim, a pequena leitaria inicial, a Longa Vida, como passou a ser conhecida a empresa depois, distribuía inicialmente os seus produtos lácteos pelo caminho-de-ferro ou por uma carrinha. Alargaria depois a sua capacidade produtiva, dedicando-se paralelamente à batata frita (“Douradas”), apontando-se, em determinada altura, 533 trabalhadores e uma frota automóvel de 220 viaturas, com documentos posteriores a mostrarem que a operação já se fazia com 400 viaturas a operarem a partir de 5 delegações, cobrindo o país em cerca de seis dias. A qualidade alcançada permitiu-lhe tornar-se o distribuidor exclusivo de marcas como Cadbury e Kraft. Em 1993, a Longa Vida foi adquirida pela Nestlé Portugal.)

No decorrer do aumento do mercado dos iogurtes, a Longa Vida foi integrada em 1993 na multinacional Nestlé e hoje é uma das marcas que procura fazer frente à Danone, líder do mercado. Recorde-se que o mercado de iogurtes no nosso país tem vindo sempre a crescer. Em dez anos, triplicou-se a quantidade consumida, passando de 60 mil para 300 mil toneladas. Significa que cada pessoa consome em média entre 16 a 18 kg de iogurte por ano. Claro que como eu sou um dos que não consome, é natural que ande por aí alguém a comer a minha parte. Bom proveito. Mesmo assim ainda estamos longe do consumo de outros países, como a França, por exemplo, onde em média cada pessoa consome 30 Kg anuais. No entanto, com o constante crescimento anual verificado, na ordem de 3 a 4%, vamos a caminho de obter valores semelhantes.

A Longa Vida é vendido tanto no segmento dos iogurtes clássicos, os naturais bem como os de aromas e pedaços. A título de curiosidade, no que se refere a iogurtes de aromas, os preferidos dos portugueses são os de sabor e padaços de morango.

Bom, fica aqui a memória dos iogurtes, da Longa Vida, e de modo especial a imagem clássica do seu velhinho com ar saudável e bonacheirão, a rivalizar bem como o Pai Natal da Coca Cola. Com a mudança de imagem das marcas, aparentemente o saudável velhinho deixou de circular nas carrinhas da distribuição. Outros tempos, outro marketing, outros alvos comerciais onde os iogurtes em termos de imagem são mais conotados com as crianças e com os jovens. Os velhinhos, mesmo que bonacheirões já não vendem.

20/08/2008

Publicidade nostálgica - Milo da Nestlé

 

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aqui falámos do Milo, o saboroso leite achocolatado da Nestlé. "Faça do seu filho um futuro campeão, graças ao MILO".

Considerando o actual momento dos Jogos Olímpicos de Pequim, na China, e à infrutífera participação portuguesa, muito criticada, diga-se, é caso para se dizer que o problema da maior parte dos atletas foi não tomarem Milo. A receita está dada: Para os próximos Jogos, em 2012, em Londes, Inglaterra, há que importar Milo e fazer dele o pequeno almoço diário dos futuros atletas, dos futuros campeões.

14/08/2008

Milo - Hummmm, que delicioso!


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Milo, leite achocolatado, que fazia as delícias dos nossos pequenos-almoços, antes da corrida para a escola primária. Claro que nem todos, pois, apesar de tudo, nos anos 70 tomar Milo era um luxo, ao alcance de poucas famílias. Eu próprio, e a maior parte dos meus colegas, era uma malga de caldo (sopa), logo pela manhã, e como lanche para a hora do recreio, um pedaço de broa de milho ou até mesmo só a côdea. Os meninos de famílias com melhores recursos, e principalmente em ambientes urbanos, esses deliciavam-se com Milo.
Milo é um produto da conhecida marca Nestlé, mas teve origem na Austrália (onde ainda se fabrica e é extremamente popular), desenvolvido por Thomas Mayne, em 1934. O nome deriva do lendário Milo de Creta.
Infelizmente parece que o Milo já não está à venda em Portugal, encontrando-se apenas em alguns locais como produto importado.
Beber Milo, bem como leites achocolatados, é uma prática extremamente saudável, em especial depois do exercício físico.
Por tudo isto, Milo é uma marca e produto que faz parte das nossas memórias.