03/09/2018
Cantigas e cantadores ao desafio
05/07/2018
Ciências Geográfico-Naturais - 1ª e 2ª Classe - Manual Escolar
27/07/2016
"E o resto são cantigas"
28/02/2015
Ciências Naturais – Prof. Pedro de Carvalho
15/09/2010
Santa Eufêmia – Paraíso – Castelo de Paiva
Hoje, dia 15 de Setembro, fui comprir uma tradição pessoal já com muitos anos. Fui à romaria de Santa Eufêmia que se realiza anualmente nos dias 14, 15 (dia grande) e 16 de Setembro, na freguesia de S. Pedro do Paraíso, concelho de Castelo de Paiva.
Esta santa, tem muita tradição em Portugal e a ela, sensivelmente por esta data, são dedicadas festas e romarias em algumas das nossas aldeias.
Por cá, das grandes romarias da nossa região e arredores, nomeadamente a Senhora da Saúde, em Carvalhos-Pedroso-Vila Nova de Gaia, S. João no Porto, Senhor da Pedra, em Gulpilhares - Vila Nova de Gaia, a Senhora da Saúde, em Gestoso -Vale de Cambra, S. Cosme, em Gondomar, S. Simão, em Urrô - Penafiel, S. Domingos da Queimada, Raiva - Castelo de Paiva, Senhora das Amoras, em Oliveira do Arda, Castelo de Paiva, Festa das Colheitas, em Arouca e Festa das Fogaceiras, em Santa Maria da Feira e outras mais, pessoalmente considero que a romaria de Santa Eufêmia na freguesia do Paraíso, em Castelo de Paiva, será aquela que ainda conserva as características quase genuínas herdadas e transmitidas de há muitas décadas, relatadas pelos nossos avós e bisavós. A contribuir para isso, o facto de se situar numa região relativamente interior, ainda muito caracterizada pela agricultura e também pela localização do arraial, que, ao contrário do que é normal, não está no alto de um monte (como S. Domingos da Queimada) mas sim num baixio encravado entre duas vertentes da serra e desenvolve-se em vários sucalcos ladeados de ruas estreitas.
Por conseguinte, a parnefália de enormes e ruidosos divertimentos, roulottes de vendas e grandes tendas comerciais, desde africanos a chineses, ciganos e marroquinos, que fazem parte da mobília das festas e romarias actuais, ali não têm lugar nem espaço e os vendedores ocupam os lugares desde há várias décadas. Apenas existe uma pequena pista de carrinhos, quase sempre parada e uma ou outra tenda de ciganos a vender roupas, mas no essencial todo o restante negócio está revestido das tais características tradicionais, assumindo plano de destaque a venda de doces, onde a primazia e a excelência recaem nos afamados doces de Serradelo, de fabrico familiar numa vizinha aldeia, próxima do Monte de S. Domingos da Queimada, e também os doces de Entre-Os-Rios, Sardoura e Pedorido, tudo aldeias ribeirinhas do rio Douro. Também marcam presença as tendas de cestaria, frutas, com destaque para uvas e melão de “pele-de-sapo”, enchidos, presunto e fumeiro, artesanato e brinquedos. Também ali já é possível beber o primeiro “vinho-doce” e comer as primeiras castanhas assadas
Apesar de tudo, a tradição e a fama da romaria de Santa Eufêmia assenta na devoção à santa, com pagamento de promessas, na actuação duas bandas de música (este ano com as bandas de Rio Mau - Penafiel e Bairros - Castelo de Paiva, e também nas afamadas barracas de comes-e-bebes onde o enorme bife de carne de vitela da raça arouquesa é rei, mas também a vitela estufada, dobrada ou feijoada. Normalmente são seis ou sete grandes barracas e quase sempre a abarrotar de gente esfaimada. Tanto na véspera como no dia, são milhares os forasteiros que chegam do concelho, Castelo de Paiva, mas também dos municípios vizinhos como Arouca, Santa Maria da Feira, Gondomar, Penafiel e não só.
Noutros tempos, recordo-me de nas imediações do proprio arraial se efectuar a matança de gado e mesmo ali, crucificadas num pinheiro, as rezes eram esquartejadas e cortadas em grandes bifes que depois eram fritos e acompanhados com batata e cebolada bem frita. Hoje em dia já não se mata ali o gado mas mata-se a mesma fome e a qualidade da carne é a de sempre bem como os modos de a preparar e servir. Impressiona, de facto, ver todo o movimento (durante o dia e pela noite fora) à volta das barracas improvisadas e numa luta com os enormes bifes bem regados com o grosso vinho verde da região de Paiva. Os clientes não conhecem idades nem classes sociais e misturam-se na mesma fartura os senhores doutores e engenheiros, vindos das cidades e vilas próximas (já por lá vi governadores civis, presidentes de câmaras e vereadores) com os operários e lavradores. Perante aquele quadro de abundância, seria difícil fazer alguém acreditar que estamos numa época de crise e fustigada pelo desemprego e falta de esperança no futuro.
Vê-se também muita gente e casais de idosos, que cumprem religiosamente votos, promessas e hábitos de décadas e para eles a Santa Eufêmia é um dia tão grande e alegre como um Natal ou Páscoa. Na freguesia é ponto de reunião de famílias que improvisam mesas onde os bifes serão a premissa da amizade fraternal. Os romeiros pagam as promessas, acendem velas e participam na missa e na procissão. Pelos músicos da Banda de Bairros, ouvem uma peçada de música e ficam com olhos enublados pelas emoções e sons da “1812” de Tchaikovsky, que não compreendem mas sentem. De seguida, já com a alma e o coração lavados, estendem uma ampla toalha no chão, à sombra de um carvalho, oliveira ou plátano, e espalham o farto farnel caseiro, com o a panela do arroz envolto em jornais passados, ainda a fumegar de quente e bom, este sim, de comer e chorar por mais. Na véspera são muitos os peregrinos que em ritmo de fé sobem as encostas do Arda e chegam a pé, ainda por devoção e promessas, percorrendo várias dezenas de quilómetros, vindos de aldeias vizinhas ou bem mais afastadas.
Quanto a Santa Eufêmia, que se diz protectora sobretudo de quem tem males de pele, era descendente de uma família nobre da Calcedónia, cidade próxima de Bizâncio, actual Istambul na Turquia, por preservar na sua fé a Cristo, foi mártir aos 15 anos, em 304 DC, morta por enormes leões numa cena de martírio no tempo das grandes perseguições aos cristãos, pelo imperador romano Diocleciano.
O seu corpo foi recolhido pelos cristãos e depositado numa pequena igreja. Mais tarde, em 620 DC a cidade foi alvo das invasões pelos persas pelo que o corpo da jovem mártir foi deslocado para outro local e guardado numa nova igreja mandada edificar para o efeito pelo imperador Constantino. Posteriormente, já com o imperador Nicéforo, voltaram as ameaças aos cristãos ao seu culto e símbolos pelo que com medo, os devotos de Santa Eufêmia voltaram a fazer nova mudança do corpo para lugar incerto. Depois disso, reza a lenda que a seguir a uma noite de violenta tempestade o sarcófago com a mártir desapareceu e em Julho do ano 800 acabou por dar á costa do mar Adriático, junto a Rovinj, na Croácia. Os locais abriram o sarcófago e nele observaram o corpo de uma bonita rapariga, vestindo um luxuoso vestido e junto dela, um pergaminho com a inscrição HOC EST CORPUS EUFEMIAE SANCTAE... (este é o corpo de Santa Eufémia, virgem e mártir da Calcedónia, filha de um nobre senador, nascida para o céu em Setembro 16, ano 304 AD...).
Os habitantes locais tentaram retirar das águas o sarcófago mas apesar dos esforços, a tarefa estranhamente parecia impossível e acabou por ser um rapazinho guiando uma parelha de bezerros quem o retirou facilmente e então foi depositado na igreja local, onde na actualidade na sua bela catedral se venera o corpo intacto da santa e mártir a qual atrai anualmente milhares de peregrinos e turistas.
Deixo alguns registos fotográficos da Santa Eufêmia e da sua romaria, em Paraíso, Castelo de Paiva.
29/09/2009
Caderneta de cromos de caramelos – ASES DAS MULTIDÕES – Universal – Época 55/56
Hoje trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos ASES DAS MULTIDÕES, uma edição da Universal referente à época futebolística de 55/56.
A caderneta representa 16 equipas: Benfica, Sporting, Belenenses, FC Porto, SC Braga, Académica, Atlético, GD CUF, V. Setúbal, FC Barreirense, SC Covilhã, Lusitânio de Évora, Boavista, V. Guimarães, Torreense e Caldas SC.
Convém salientar que destas 16 equipas o V. Guimarães e o Boavista não fizeram parte desse campeonato (então com 14 equipas), já que desceram na época anterior.
Esta imprecisão no alinhamento das equipas, relativamente às participantes em cada época, era mais ou menos uma constante das colecções de cromos de então. Conveniências de ordem económica e logística, certamente.
Cada um dos cromos individuais faziam parte de um puzzle que por sua vez constituía a equipa. Apesar deste conceito de estrutura gráfica não ser novidade, fugia, contudo, da norma tradicional de representação de jogadores de forma individual. Para além do mais, os cromos de cada equipa não tinham todos o mesmo tamanho, já que os cromos das extremidades eram mais largos. Por outro lado há equipas constituídas por 12 cromos e outras por 13.
Outra curiosidade, a equipa do Sporting da Covilhã apresenta-se como cromo único.
A capa representa a selecção nacional vencedora do jogo com a selecção de Inglaterra, por 3-1, no Estádio das Antas em 22 de Maio de 1955, tendo então alinhado, Passos, Carvalho, Pedroto, Juca, Caldeira, C. Pereira, Dimas, Matateu, Travassos, J. Águas e J. Pedro.
Nessa época de 55/56 do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, o campeão foi o FC do Porto, com os mesmo 47 pontos do Benfica, mas com melhor confronto directo e diferença de golos. Na terceira posição ficou o Belenenses, com 37 e o Sporting obteve o 4º lugar com 36 pontos.
Como era norma com nestas colecções de cromos, ou estampas, em cada caixa de caramelos saíam diversos brindes cujas senhas estavam dentro dos invólucros. Eis os brindes indicados: Canivetes, lapiseiras, esferográficas, bolas de borracha de vários tamanhos, apara-lápis, apitos, emblemas de metal, estampas coloridas e cadernetas.
04/09/2009
MINI POP – My Holyday Girl – Menina de Luto
No início dos anos 70, o conjunto MINI POP obteve um relativo êxito no nosso panorama musical, principalmente junto das crianças e adolescentes.
Esta banda, que surgiu em 1969 na cidade do Porto, era formada por quatro crianças, com idades entre os 8 e 12 anos, os irmãos Mário, Eugénio e Pedro Barreiros, filhos de Mário Barreiros que era o manager do grupo e ainda Abílio Queiróz. Estas crianças que foram crescendo, tornando-se adolescentes, seguiam a linha da moda musical de então, exibindo roupas extravagantes e cabelos compridos à ”Beatles”. Cantavam em português e em inglês.
O primeiro êxito do grupo foi uma versão da conhecida musica popular “Era uma casa muito engraçada”.
Os MINI POP tornaram-se mais populares depois da sua participação no Festival RTP da Canção, onde interpretaram a canção "Menina de Luto" com a qual obtiveram um sétimo lugar. Contudo, já antes, em 1971, participaram no Festival de Vilar de Mouros.
Durante a sua carreira, para além de um grande número de espectáculos, o grupo gravou perto de uma dezena de singles, dos quais destaco o "My Holiday Girl", com composições do conhecido Paulo de Carvalho.
Como curiosidade final, o grupo, depois de uma tentativa de internacionalização, com o nome de TANGA, nomeadamente em Espanha, depois de 12 anos de percurso, terminou já na década de 80 dando lugar à conhecida banda "JÁFUMEGA", a que se juntaram aos irmãos Barreiros outros elementos como o vocalista Luis Portugal. Os JÁFUMEGA surgiram no chamado movimento do rock português, sensivelmente na mesma altura de Rui Veloso, UHF, Trabalhadores do Comércio, GNR, entre muitos outros.
23/03/2009
História de Portugal para a 4ª classe
Como não podia deixar de ser, trata-se de um livro que deixou fortes recordações de factos ligados à nossa História, de modo especial os quadros designados como Figuras Exemplares da História Nacional, retratando, entre outros, Egas Moniz, Infante D.Henrique, Luis de Camões, D. Filipa de Vilhena, Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Na capa é reproduzida uma fotografia do castelo de Almourol e na contra-capa uma fotografia da Anta de Tourais - Montemor-o-Novo.

















