Hoje trago à memória a série de TV "A Pedra Branca". No original "Den Vita Stenen", foi realizada na Suécia, e exibida pelo canal local SVT em 1973 e constava de 13 episódios com duração de 30 minutos.
Entre nós passou na RTP poucos anos mais tarde, mas creio que ainda nessa década, e aos sábados, a seguir ao almoço. Teve assinalável êxito na Suécia mas também em Portugal, Noruega, Espanha, França, Alemanha e Holanda, entre outros.
A série foi baseada no livro infantil de autoria da escritora Gunnel Linde, datado de 1963.
Era a história de dois amigos (um rapaz e uma rapariga, com idades de 10 anos), oriundos de diferentes classes sociais. Ela menina rica e ele menino pobre. A menina chamava-se Fia e o rapaz Hampus. Eram interpretados por Ulf Hasseltorp (ele) e Julia Hede-wilkens (ela).
A história decorre nos anos de 1930 numa vila do interior. Fia é filha da senhora Petterson, uma melancólica professora de piano, por sua vez filha de um juiz.
A vivência na casa da família é marcada pela personalidade forte e pouco simpática da governanta Malin.
Num certo Verão, Hampus chega à aldeia com a sua família,seu padrasto, um sapateiro pobre, sua esposa e seis irmãos.
Hampus é pouco acarinhado pelos membros da sua família, que o chamam de estúpido e o culpam constantemente dos seus problemas, que os levam a mudar de residência com frequência.
Por sua vez Fia também vive num mundo muito próprio, pois na escola é provocada e marginalizada pelas colegas, com acusações de que tem uma mãe inútil e preguiçosa e que só sabe tocar piano. Em casa é muito reprimida pela governanta.
Ambos, em especial a menina, eram muito introvertidos e viviam à margem de todas as restantes crianças, sempre num jogo de mistério e encanto mas com toda a carga dramática decorrente dos seus diferentes estatutos sociais, espartilhados pelos adultos, no caso de Fia principalmente pela governanta da casa, que assim vivia num ambiente de recolhimento, sempre longe das outras crianças.
Certo é que estas duas crianças, num certo sentido solitárias e marginalizadas pelos contextos familiares e escolar, acabam por travar uma amizade muito especial, em que a pedrinha branca assume uma ligação de fantasia, coragem, aventura e lealdade.
Recordo também o genérico de abertura e a sua linda música. Melancólica mas profunda e que pautava toda a trama. A menina tinha a pedra branca na mão e depois afagava-a no rosto. Lindo e terno.
Ulf Hasseltorp - Hampus
Ulf G. Johansson - Häradshövdingen - Juíz
Betty Tuvén - Tant Malin
Monica Nordquist - Fru Pettersson
Håkan Serner - Skomakaren
Maj-Britt Lindholm - Skomakarfrun
Ingemar Hasseltorp - Henning
Cecilia Nilsson - Eivor
Gunilla Söderholm - Siri
Ann-Charlotte Lithman - Nanna
Joakim Rundberg - Ture
Robert Rundberg - Lulle
Fanny Gjörup - Britta
Börje Mellvig - Livsmedelshandlaren
Eva Dahlqvist - Essay
Pia Skagermark - Solbritt
Björn Gustafson - Bagare Emilsson
Ove Tjernberg - Farornas Konung
Willy Peters - Doktorn


