07/07/2008

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Cartaz publicitário aos refrigerantes Sucol, uma marca da Sumo.

06/07/2008

Art Sullivan

 

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Art Sullivan. Nos anos 70 viveu um êxito tremendo, que transbordou da sua Bélgica natal e passou por Portugal, onde esteve nessa altura (1977) arrastando multidões.

As suas canções, muito melódicas e sentimentais, aliadas à sua boa figura tornaram-no adorado pelas suas fãs femininas.

Por tudo isso, ainda hoje, entre as quarentonas deste país Art Sullivan  tem vivas verdadeiras paixões à sua música e sua pessoa. Para matar saudades, voltou a Portugal em 2007, onde deu dois concertos no Coliseu de Lisboa e Coliseu do Porto. Pelo meio tinha participado no Big Show SIC há uns anos atrás, em 2000 e em 2005 novamente na SIC no programa do Herman José. Pode-se dizer, que Portugal foi de facto um marco importante no percurso deste artista.

Para recordar ficaram muitos êxitos:

Jenny, Jenny lady

Vien prés de moi

Donne, donne moi

Sans Toi

L´enfant perdu

Si tu veux

Petit demoiselle

Monsieur Tu, Madame Vous

Adieu sois heureuse

Ensemble

 

- Sítio oficial de Art Sullivan

Bana e Flapi


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Uma série de animação que fez as delícias de muita pequenada, foi "Bana e Flapi".
Bana era um esquilo que foi separado da sua família quando ainda muito pequeno, vítima do abate dos carvalhos na floresta onde tinha nascido. Um rapaz, o Tino, encontrou-o assim desamparado e teve a ideia de o entregar à sua gata para que ela o adoptasse. A gata, apesar de criticada pelos outros animais, sentiu um enorme carinho e instinto maternal por aquele ser indefeso e assim cuidou dele como seu filho protegendo-o contra os perigos, mesmo até contra o cão da quinta. Bana foi assim tratado e educado como um gato, aprendendo até a gostar de leite.

Um dia aconteceu um incêndio na quinta, que destrói a casa e Bana, apanhado na tragédia, vê-se separado da sua mãe adoptiva, já que os donos salvaram apenas os animais domésticos. Bana, abandonado, foge para a sua floresta de origem, mas no início é um mundo novo e perigoso para ele.

Aos poucos, porém, vai-se integrando e descobre novos amigos, como  Flapi, um esquilo fêmea, com a sua idade bem como outros, tais como o Avô Mocho, o Ladão, o Cleto, a Lória, o Sr. Sénior, o Sr. Riscado, os ratos Não e Nem, o Gocha, o Coati, etc. Também conhece a inimiga matreira a Sr.ª Raposa, sempre numa azáfama para apanhar  Bana e os seus amigos esquilos. Bana, com os conhecimentos adquiridos na quinta, ajuda os seus amigos em muitas situações de perigo com os cães e os caçadores e da própria raposa e da doninha.

A figura de Bana é muito característica, com a sua ruiva pelagem, o seu colete verde e o inseparável guizo. Flapi, a sua amiga ou mesmo namorada, tem uma pelagem castanha e uma flor junto à orelha.

A série foi realizada em 1979  por um estúdio japonês, Nippon Animation Co. Ltd, em co-produção com a Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF), baseada no livro de Earnest Thompson Setón, com cenário nas terras do Este americano, aquando da colonização.

A série, de 26 episódios, passou entre nós, na RTP, na primeira metade dos anos 80 já em plena era da cor. Uns anos mais tarde a série foi novamente exibida, mas com nova dobragem e novos temas musicais e até com outro nome pois Bana chamava-se Puchi. Nunca se percebeu bem esta mudança. Foi também editada em DVD, podendo ser adquirida em vários locais.

Como memória palpável, guardo uma caderneta de cromos, editada na ocasião pela Disvenda, tendo ficado incompleta, mas a faltar poucos cromos. Sabe bem recordar.

02/07/2008

Rendas de papel

santa nostalgia renda de papel 2

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Recordo hoje uma das coisas que aprendi desde cedo. na disciplina de trabalhos manuais, que era exactamente a "renda-de-papel". À falta de melhor papel, que os dinheiros nesse tempo não abundavam, o habitual era usar-se uma folha de jornal. Dobrava-se um pedaço de folha em 4 ou 8 triângulos e com a tesoura recortava-se de forma aleatória a silhueta que depois de desdobrada dava origem a uma figura mais ou menos circular e com um belo efeito resultante da repetição simétrica das respectivas partes. Desde os mais simples aos mais complexos, o efeito final era invariavelmente uma incógnita, mas sempre deslumbrante.

À falta de outros materiais, recordo ainda que alguns dos meus colegas durante o exame da quarta-classe, uma coisa séria nesse tempo, apresentaram como trabalho manual precisamente uma dessas rendas, executada no emblemático papel de lustro, o qual só era usado em ocasiões e motivos especiais.

Para além do mais, recordo que à falta de rendas verdadeiras ou panos decorativos, as pessoas mais pobres recortavam precisamente em folhas de jornal as suas rendas para decorarem as prateleiras do seu pobre mobiliário da cozinha (ver aqui). Mais tarde começou a haver esse tipo de papel produzido de forma industrial, bem recortado e com bonitos motivos coloridos mas com tempo caíram em desuso.

A arte de recortar papel é milenar e nos países orientais, sobretudo no Japão e China existem fantásticos artistas.

01/07/2008

"Jogo da Malha"

 

santa nostalgia - jogo da malha

De todos os jogos populares do nosso Portugal, o "Jogo da Malha" é sem dúvida um dos mais tradicionais e com forte presença em todo o território, onde é jogado com algumas variantes quer no equipamento quer nas regras. É sobretudo um jogo de homens, embora possa ser jogado por crianças ou mulheres. É um jogo que exige algum esforço físico e sobretudo muita destreza.


O jogo é disputado por por duas equipas de dois elementos cada. O equipamento é constituído por dois pares de malhas (discos ou patelas de ferro) e dois mecos. Existem variantes na forma e no peso mas, por regra, cada malha pesa entre 500 a 600 gramas. Pode ser circular mas normalmente apresenta uma forma octagonal para melhor adaptação à mão e com um raio aproximado de 5 a 6 cm. Para se distinguir os dois pares de malhas, por norma um par dispõe de um furo a meio ou outras marcas ou sulcos. Os mecos por regra são de ferro, maciços, para resitir aos choques, com uma altura aproximada de 15 cm, em cilindro ou sensivelmente em cone, com uma base com diâmetro de 3 a 5 cm. Em certas regiões é chamado de "pilas", "pilão", "belho" e outros nomes.
A distãncia entre os mecos é variável, sendo definida pelos participantes conforme a força dos mesmos, mas por norma oscila entre os 15 a 20 m. O meco é assente numa base definida por uma cruz traçada pelo próprio meco. O derrube do meco designa-se de viro. Sempre que o meco é derrubado deve ser recolocado no mesmo sítio.


Os jogadores das duas equipas distribuiem-se em dois pares, alternados na posição, isto é, de forma cruzada. Por regra cada jogador a partir da linha definida pela posição do meco só pode avançar um passo com o impulso do arremesso da malha.


A atribuição dos pontos depende da região do país. Na minha zona o virar do meco vale 2 pontos (há regiões em que vale 3 ou 4). A malha mais próxima do meco vale 3 pontos. Se forem duas malhas da mesma equipa a localizarem-se mais próximo do meco valem 4 pontos, ou seja, 3 + 1 pontos. Significa que deste modo, o máximo de pontos numa jogada  para o mesmo jogador pode ir aos 8 pontos (2 derrubes do meco e duas malhas próximas. A aferição da posição e proximidade das malhas ao meco é feita a olho pelos jogadores mas frequentemente há situações em que se torna necessário fazer uma medição, sendo usado de forma expedita um pauzinho, uma palha ou, no caso de torneios, recorre-se mesmo a uma fita métrica. Apesar disso, não raras vezes, há desentendimentos sobre a medição o que só serve para tornar mais renhida a partida. 

Ganha a partida a equipa que primeiro completar 30 pontos. À equipa que não consegue obter 15 pontos diz-se que "apanha uma rolha".
O jogo pode ser estipulado à melhor de 3 ou cinco partidas.
Por regra é permitido aos jogadores trocarem de posição depois de se ultrapassar 15 pontos.


Dependendo do tipo de terreno, liso, irregular, macio ou duro, há jogadores especialistas em cada um deles. Uma das técnicas mais conhecidas é o jogar "picado", isto é, lançar a malha com uma altura adequada e efeito de malha de forma a que esta fique espetada quando cai. Outra técnica é o jogar "corrido" ou "rasteiro", em que se lança a malha de forma a que esta deslize pelo terreno. Um jogador que se considere especialista não discute o tipo de terreno e até gosta de terrenos difíceis, "dançando conforme a música", como gostam de dizer.

Este tradicional jogo popular ainda é bastante disputado, sendo frequentemente organizados concorridos torneios, principalmente no decorrer de festas e convívios de aldeia e colectividades. Em jogo pode estar uma vistoça taça, ou mesmo dinheiro ou mais popularmente um galo ou um presunto, bem à maneira portuguesa.

Demis Roussos

 

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A música, com as canções e os seus intérpretes, é um filão inesgotável de memórias e recordações. É pois, natural, que este tesouro revivalista nos reporte facilmente a tempos idos, a lugares e a momentos que nos marcaram indelevelmente.


Neste contexto, o cantor grego Demis Roussos, com a sua voz inconfundível, marcou toda a década de 70 com canções maravilhosas, tais como "Forever and ever", "Good by my love good by", "My Friend The Wind" e muitas, muitas outras que andavam na boca da malta jovem de então.

Recordo-me que quando tinha os meus dez anitos, no início de Agosto era montada a tradicional romaria na minha aldeia e logo que eram colocados os altifalantes, os discos de vinil soltavam a voz de Demis Roussos que enchia todo o arraial. Hoje, ao voltar a ouvir alguns dos seus temas musicais, é como um regresso a esse passado que agora recordamos com nostalgia

- Biografia

- Sítio oficial