17/08/2008
Filuminismo - Humor nas olimpíadas - Augusto Cid
Publicidade nostálgica - Reglex
16/08/2008
Caderneta de cromos - As minhas casinhas e os seus habitantes
Uma das cadernetas de cromos mais curiosas editadas em Portugal, é, sem dúvida alguma, a colecção "As minhas casinhas e os seus habitantes", publicada pela editora Disvenda, no ano de 1976.
A caderneta resume-se à divulgação de casas típicas de várias regiões do mundo bem como de trajos típicos associados às mesmas zonas.
Eis o editorial da caderneta:
" Desde que o homem e a mulher existem sobre a terra, a casa , a vivenda, foram sempre mais qualquer coisa que um lugar para proteger-se do frio ou resguardar-se do calor. A casa foi desde sempre o lugar onde se vai repousar, onde estamos com os seres queridos, onde nos alimentamos...enfim, a casa é o centro da vida.
A vida moderna mudou um pouco esses hábitos. Agora as vivendas sã todas iguais ou muito parecidas tanto aqui como no Japão ou na Nova Zelândia, mas antes da época actual a casa era construída de acordo com o clima, o país, a paisagem e os costumes. É por isso que há uma tão grande variedade de casas populares tradicionais.
A Disvenda tem muito orgulho em editar a colecção didáctica "As minas casinhas e os seus habitantes" que é uma amostra das casas mais típicas do mundo e que de certo te ajudará a perceber o habitat dos povos."
Relativamente a Portugal, a caderneta comporta as duas primeiras páginas, sendo ali representadas 11 casas e trajes típicos de várias regiões desde o Minho ao Algarve e ainda dos Açores.
Os cromos são diferentes do habitual, sendo peças em cartão, de forma irregular, coladas numa aba inferior dobrável, de modo a que em cada página possam sem colocados na posição vertical. Para o efeito, na página inicial é demonstrada a forma correcta de proceder à colagem do cromo.
A caderneta teve um relativo êxito, sendo uma das preferidas da criançada feminina dessa altura. Ainda hoje é frequentemente recordada com nostalgia e carinho. Esta colecção, para além da componente didáctica, servia assim de instrumento de brincadeira de acordo com a imaginação, sempre fértil, da pequenada.
A caderneta tem 20 páginas e é composta por um total de 157 cromos. Tem um formato de 340 x 237 mm (largura x altura), sendo que a parte superior é recortada contornando o telhado da casa de fundo.
15/08/2008
Publicidade Nostálgica - Joi Laranja
Hummm...Joi Laranja, que saudades daquele sabor. Mas também de maçã e maracujá.
Este cartaz tem exactamente 20 anos. Claro que ainda hoje existe a Joi, produzida pela Centralcer, mas o sabor já não é o mesmo. Pode ser apenas da nostalgia, pode ser.
Panini - O mundo dos cromos III
O acordo de exclusividade do SJPF com a Panini mantém-se até aos nossos dias e apenas algumas edições piratas, e outras variantes, de modo especial publicadas pelos jornais desportivos diários, vieram quebrar a monotonia editorial das colecções de cromos e cadernetas. É certo que a Panini trouxe uma nova qualidade gráfica, rompendo com algum convencionalismo que existia até então, mas hoje, volvidos quase 20 anos após o início desse período de reinado da editora italiana, é opinião concensual que a componente do coleccionismo de cromos ficou bastante empobrecida, pelos motivos atrás expostos.
Por outro lado, os efeitos deste monopólio traduziram-se também na repetição enfadonha do mesmo estilo Panini, ou seja, com boa qualidade gráfica, até demasiado extravagante, mas sem grandes inovações, insistindo quase sempre na representação em meio-corpo, um estilo retratista e pouco futebolista. Um cromo de futebol no seu esplendor deveria ser de corpo-inteiro, de modo a ser representado o equipamento na sua totalidade (meias, calções e camisola).
Nesta altura, os acérrimos coleccionadores e apreciadores de cromos de futebol, cujo movimento tem vindo a crescer, fruto de uma ampla divulgação ao nível da Internet (proliferam as páginas e blogues dedicados aos cromos), desejariam, com alguma nostalgia, que o estilo regredisse um pouco aos anos 70. A prova disso é que os cromos de caramelos, característicos do mercado de cromos dos anos 40, 50 e 60, principalmente, têm hoje enorme êxito e apreciadores, tornando-se assim em objectos de culto e até excessivamente caros, o que não é de admirar tendo em conta a sua raridade. Um cromo solto vale em média 1 euro e uma caderneta, até mesmo incompleta, pode valer entre os 250 e 1000 euros, dependendo da sua antiguidade, estado de conservação e grau de preenchimento.
Por tudo isto, a Panini vai continuar a imperar em Portugal e na Europa, protegida pelos chorudos contratos que em muito devem agradar aos jogadores profissionais e à sua representante da classe.
Quanto aos coleccionadores dos cromos têm que se contentar com essa pobreza quanto à diversidade e aguardar pelas colecções imaginativas produzidas pelos jornais desportivos.
Se calhar está na altura dos coleccionadores se juntarem numa Associação e também eles fazerem valer os seus interesses já que de um modo geral é notório o descontentamento com algumas políticas editoriais da Panini.
Veja-se o caso particular das últimas colecções da Liga Portuguesa de Futebol, com excessivo número de cromos, resultando num produto relativamente caro. Por outro lado, o esquema de cromos Bis e Últimas Transferências só servem para complicar e encarecer ainda mais a colecção.
Atente-se ainda no caso da colecção do Euro 2008, com um total de 535 cromos, demasiado extensa, ainda por cima sem qualquer rigor na edição dos cromos. Ditaram as leis e prazos do mercado e do marketing, pelo que a Panini armou-se em seleccionadora das diversas equipas nacionais, publicando antecipadamente jogadores que acabaram por não ser convocados nos vários países participantes. No caso de Portugal aconteceu com os jogadores Maniche e Tiago, que fizeram parte da colecção mas não foram convocados por Scolari. Para remediar a situação, depois de uma figura triste, a Panini, editou posteriormente os dois cromos substitutos, os chamados Bis ou upgrades, usando uma terminologia informática, com os jogadores João Moutinho e Raul Meireles. Para agravar a situação, fez isso apenas por cada país. Ora sendo uma colecção de âmbito internacional, editada simultaneamente nos vários países, deveriam ser disponibilizados também simultaneamente, em cada mercado, a totalidade dos cromos de substituição. Um bom coleccionador sabe que só desse modo é considerada completa a colecção. Como resultado dessa negativa política para os coleccionadores, o conjunto de todos os cromos substitutos têm aparecido à venda por valores acima dos 25 euros, o que a juntar ao custo da colecção é francamente excessivo.
Por outro lado, ainda em relação à caderneta do Euro 2008, foi adoptado um preço ao nível dos recursos de outros países europeus, pelo que para Portugal a colecção ficou extremamente cara. É uma questão de fazer contas. A colecção é composta por 535 cromos. Ora só para 500 cromos, não contando com repetidos, são necessários 60 euros. Acontece que a Panini é conhecida pela alta percentagem de cromos repetidos em cada caixa. No meu caso particular, em várias caixas que tenho adquirido, a média situou-se nos 25%. De grosso modo, por barato e aproveitando bem os fóruns de trocas, e mesmo aqui gasta-se dinheiro com envelopes enviados pelo Correio, a colecção nunca fica por menos de 80 euros, o que diga-se, é muito dinheiro para uma colecção de cromos em Portugal.
São estas artimanhas e desenrascanços editoriais que alimentam um grande descontentamento dos coleccionadores para com a Panini.
Seria bom que a empresa respeitasse mais os coleccionadores consumidores de cromos, indo de encontro às suas legítimas preocupações e tendo em conta o custo e nível de vida de cada país.
Pese todos estes aspectos negativos, e que são muitos, é incontornável o peso e importância da Panini no contexto da edição e coleccionismo de cromos, tanto de futebol como extra-futebol, não só em Portugal como no resto do mundo, com excepção de alguns redutos, como é o caso da Inglaterra onde domina a concorrente Merlin, que é reconhecida pela superior qualidade relativamente à Panini, mesmo ao nível de colecções extra-futebol.
- Capas das cadernetas já editadas pela Panini, relativas ao campeonato principal do futebol português:
14/08/2008
Milo - Hummmm, que delicioso!
Anos 70 - Programação RTP
A título de curiosidade, vejamos a programação da RTP para o dia 28 de Abril de 1974, um Domingo. Refira-se que ainda era no tempo do preto-e-branco e a data em causa é imediatamente a seguir à revolução do 25 de Abril de 1974. Trata-se de uma programação equlibrada, com assuntos para todos os gostos, desde a componente recreativa, informativa, cultural e desportiva.
Hoje em dia, entre centenas de canais, contando com a televisão por cabo e satélite, e até por Internet, o problema é decidir qual o programa ou o canal, mas naquela altura essa dificuldade não existia pois era "prato único". Palavras e conceitos como "zapping" estavam ainda por descobrir.
Programação da RTP de Domingo, 28 de Abril de 1974
10:58 - Mira Técnica
11:00 - Automobilismo (Fórmula 1 - Directamente do circuito de Jarama - Espanha, com os pilotos Emmerson Fitipaldi, Clay Regazzoni, Nicky Lauda, Carlo Reutmann e outros)
12:30 - Missa de Domingo
13:10 - Automobilismo (de novo Fórmula 1, em Jarama - Espanha)
13:35 - Hoje Pode Ver (cartaz dos principais espectáculos de Teatro e Cinema de Lisboa e Porto)
13:45 - Telejornal
14:00 - Expedição (documentário sobre a Tailândia)
14:25 - TV Educativa
14:50 - Danças e Cantares (programa de folclore apresentado por Pedro Homem de Melo)
15:15 - TV Rural (programa sobre agricultura apresentado pelo Eng.º Sousa Veloso)
15:45 - Tarde de Cinema (apresentação do filme "Ali Bábá e os 40 Ladrões")
17:20 - TV Infantil
18:10 - O mundo à nossa volta (documentário da BBC: Edison, o Grande Mágico - trabalho sobre a vida do grande inventor Thomas Edison)
19:10 - Domingo Desportivo (noticiário dos acontecimentos desportivos)
19:30 - Telejornal (na altura com emissões distintas para o norte e sul do país)
19:45 - Poly em Espanha (episódio da série juvenil em que a vedeta é um inteligente cavalinho que dá pelo nome de Poly)
20:00 - TV 7 (revista de actualidades da responsabilidade da RTP)
20:28 - UHF - Mira Técnica
20:30 - UHF - As solteironas (série)
21:00 - Cecília, médica de aldeia (primeiro episódio de uma nova série sobre uma jovem médica parisiense, que se decide instalar numa pequena cidade do interior)
21:00 - UHF - DÓ-Lá-Si (programa musical apresentado por Maria José Guerra)
21:30 - Telejornal (inclui o boletim meteorológico)
21:30 - UHF - Telejornal (em simultâneo com o 1º programa)
22:00 - 25 milhões de portugueses (programa de variedades gravado no Teatro Maria Matos, com a grande atracção Amália Rodrigues entre outros artistas)
22:00 - UHF - Noite de Cinema (exibição do filme "Noite após Noite")
23:30 - Domingo Desportivo (resumo dos principais encontros de futebol da jornada da tarde)
24:00 - Telejornal
00:05 - Meditação (encerramento da emissão)
(UHF: 2º canal)



