08/09/2008

Livrinho da Tabuada

 

tabuada_santa nostalgia_02

tabuada_santa nostalgia_03

tabuada_santa nostalgia_04

Já aqui tinha falado da Tabuada, que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um dos livrinhos onde se aprendia a mesma Tabuada. Para além das tabuadas propriamente ditas (somar, diminuir, multiplicar e dividir), este livrinho incluía a numeração, números cardinais, numeração romana e ainda trazia noções sobre as diversas operações aritméticas, incluindo os números decimais, números fraccionários, noções de moeda, sistema métrico, medidas de comprimento, de capacidade, massa ou peso, superfície, agrárias, volumes e ainda equivalências. Até mesmo medidas de lenha, como a Decaster, a Ester e Decister. Um pequeno grande livro onde estava toda a base de um bom aluno em aritmética. No meu tempo da escola primária, estas eram coisas que tinham que estar sempre na "ponta-da-língua". Será ainda assim actualmente?

07/09/2008

O livro da primeira classe - 1942

livro da primeira classe_santa nostalgia_capa

livro da primeira classe_santa nostalgia_02

livro da primeira classe_santa nostalgia_03

livro da primeira classe_santa nostalgia_04 

livro da primeira classe_santa nostalgia_05

livro da primeira classe_santa nostalgia_06

livro da primeira classe_santa nostalgia_07

livro da primeira classe_santa nostalgia_08 

livro da primeira classe_santa nostalgia_09

livro da primeira classe_santa nostalgia_10

Nota introdutória: O livro que agora trago à memória, "O livro da primeira classe", edição de 1942´, é a versão inicial do mesmo livro que há tempos já aqui falei, uma edição de 1954. A única diferença, está na imagem da capa. Nesta edição mais antiga, a capa é composta por uma ilustração de Raquel Roque Gameiro, com um menino e uma menina, fardados à Mocidade Portuguesa, a fazerem a característica saudação do Estado Novo à bandeira portuguesa.

Não temos informações que justifiquem a mudança da capa, talvez para renovar a imagem de um livro que foi usado durante mais de uma década.
Fica então, uma vez mais, a descrição do livro:

O Livro da Primeira Classe - Ensino Primário Elementar
Autor: Ministério da Educação Nacional
Formato: 170 x 225 mm - 144 páginas
Ilustrações (a cores): Raquel Roque Gameiro
Trata-se de um dos mais bonitos livros de leitura do ensino primário, nomeadamente da primeira classe. Segue o esquema habitual de ensino na época, principiando pelas vogais, partindo para as consoantes, com leituras de acordo com as letras aprendidas.

Tem ainda uma secção destinada à aprendizagem da doutrina cristã (páginas 91 a 112), com as principais verdades da fé católica, mas também com noções e princípios dos deveres cívicos.

A terceira secção é dedicada ao ensino da aritmética (páginas 113 a 144), com a aprendizagem dos números e sua noção, noção de quantidades, exercícios com as operações de soma, subtracção, divisão e multiplicação. Todos os exercícios estão profusamente ilustrados ajudando em muito o processo de compreensão e aprendizagem. Reúne conhecimentos que nos nossos dias só são adquiridos já ao nível da terceira ou até mesmo da quarta classes o que não surpreende se tivermos em linha de conta que a antiga quarta classe comportava um desenvolvimento e conhecimentos  agora adquiridos apenas ao nível do nono ano.

Um dos aspectos de todo o livro é a qualidade das suas ilustrações, com belas cores, tornando a sua leitura num exercício agradável.

Foi livro único durante bastantes anos pelo que é hoje muito recordado por muitos portugueses.

Santinhos de casamento

santinhos_santa nostalgia_01

santinhos_santa nostalgia_02

santinhos_santa nostalgia_03

santinhos_santa nostalgia_04

santinhos_santa nostalgia_05

Quem não se recorda dos santinhos de casamento? Estas estampas, habitualmente litografias italianas, com dimensões aproximadas de 60 x 100 mm, eram oferecidas pelos noivos aos seus convidados de casamento, e funcionavam como recordação do enlace. Desta forma, no verso da estampa, era impresso a letra dourada os nomes dos noivos, data e local do casamento.

Conservo vários destes santinhos de casamentos, dos anos 60, de pessoas conhecidas da minha aldeia, oferecidos a familiares meus.

Sem moralismos, e porque nestas coisas cada cabeça tem o seu chapéu e a sua sentença, mas constata-se que hoje em dia, os casamentos religiosos são cada vez menos porque é mais fácil o compromisso com os homens do que com Deus. Não admira, pois, que os modernos casamentos, consubstanciados numa génese fortemente materialista, tenham pouca sustentabilidade e durabilidade, pelo que já não surpreende o número cada vez maior de divórcios, alguns deles decorridos poucos dias ou meses do casamento. O casamento convencional está, pois, em decadência e em desuso e vão ganhando lugar as relações meramente factuais e ou de interesse. Algumas duram dias, outras meses e poucas anos.

Claro que um casamento religioso, só por si  não é sinónimo de sucesso, até porque para muitos a componente religiosa é apenas uma consequência do tal materialismo, funcionando aqui como pretexto e cenário para a fotografia e para a pompa e circunstância. O verdadeiro compromisso entre os noivos e estes com Deus, é apenas uma mera leviandade. Não admira que sejam cada vez mais raros os casais que completam bodas-de-prata (25 anos de casados), já para não falar de bodas-de-ouro (50 anos). O acto de promessas e juras mútuas de amor na saúde e na doença, na tristeza e na alegria, na prosperidade e na adversidade, são, regra geral, compromissos fúteis e vazios de sentido. Há até quem se divorcie só para fugir da rotina. À primeira dificuldade, à exigência do primeiro sacrifício, da uma banal contradição, à primeira vaga de ondulações, o barco do casamento vacila e afunda-se. O divórcio é uma tábua de salvação ali ao lado.

A importância do casamento, nos nossos dias,  está assim quase limitada ao copo-de-água, em locais luxuosos, com custos quase sempre acima das possibilidades dos noivos e dos próprios convidados que, apesar de tudo, acabam por suportar essas vaidades e ainda a lua-de-mel, que, modernamente, deve ocorrer sempre no estrangeiro.

É claro que os tempos são outros, mas num passado não muito distante, os noivos trabalhavam quase até ao dia do casamento. A boda era muito simples, quase sempre em casa dos pais da noiva, constituída por um almoço melhorado mas frugal e oferecido apenas aos familiares próximos e a meia-dúzia de amigos. Não havia tempo nem dinheiro para lua-de-mel pelo que quase sempre no dia seguinte o fresco marido tinha que retomar o seu trabalho habitual e a jovem esposa encarregava-se das funções domésticos e do campo. Era assim para a maior parte dos portuguesas, mesmo da classe média. Foi assim com os meus pais e meus tios.

Como extensão do actual luxo, os convites de casamento primam pelo originalidade e só por si representam um grande custo. Depois, quase no final do copo-de-água, é habitual os noivos oferecerem aos convidados uma lembrança, pequenas peças decorativas, mas nunca os tais santinhos ou estampas, de que acima falámos. Isso era coisa dos anos 60 e 70. Hoje em dia o interesse está em procurar oferecer algo que se considere como original e único.

Realmente, outros tempos, outras modas, outros luxos. A simplicidade deu lugar à extravagância; A escassez deu lugar à abundância e desperdício. Quem tem ido a casamentos nos últimos anos (e a quem não calha estes compromissos pouco desejados?)) sabe perfeitamente do que falámos.

Recordámos assim os santinhos ou estampas como lembranças de outros tempos, de outros casamentos.

Por curiosidade, os casamentos a que se referem os santinhos acima publicados, ocorridos em meados dos anos 60, todos eles ainda duram, ou seja, já a caminho de bodas de ouro.

04/09/2008

Sapo - O velho hortelão

sapo_santa nostalgia_01

o sapo_santa nostalgia_texto

sapo_santa nostalgia_02

Hoje, quase no lusco-fusco, passei pelo meu jardim e voltei a ver o sapo Cantocas. Dei-lhe esse nome porque sempre que o encontro, desde o final da Primavera, está sempre no mesmo canto do jardim, onde possivelmente terá a toca, pois ali, junto ao muro, há abundante e diversa vegetação, incluindo madre-silva, cravos-da-índia, lavanda, etç. Para além do mais, nos dias de calor, a rega automática ao final de cada tarde dá-lhe e humidade que gosta e precisa.

É um grande sapo, castanho escuro. Mesmo por aqui na aldeia, já são extremamente raros estes bichos. Por isso o Cantocas é estimado, não só por ser espécie já rara mas também porque é conhecida a sua acção benéfica no jardim, na horta e no pomar.

Nesta situação, não deixo de recordar os meus tempos de menino, em que por regra não gostávamos de sapos, e sempre que tínhamos ensejo, pedrada em cima deles. Praticávamos a maldade de o colocar na ponta de um pau e o atirar a grande altura para o ver caír desamparado no chão até se esborrachar. Por um lado, nessa altura eles eram muitos e a qualquer passo esbarrávamo-nos com eles.

Por outro lado, havia aquela crença popular, pelo menos entre as crianças, de que os sapos eram perigosos e peçonhentos e que mijavam para o ar e se nos acertasse nos olhos ficávamos cegos. Cegos estávamos quanto ao papel positivo dos sapos nos jardins e nas hortas. Nem mesmo as lições que aprendíamos nos livros da escola, como o exemplo acima, servia para mudar a nossa natural repugnância por estes bichos. Pobres sapos , que à custa da sua infundada  má fama e aspecto pouco simpático, tanto mal sofreram.

Felizmente, o tempo ajudou-nos a mudar de mentalidade e agora fico bastante satisfeito por ter este morador, o Cantocas, cá pelo jardim. O meu filho a princípio também não gostou da visão do sapo, mas já lhe fiz perceber o seu bom papel de hortelão. apesar de ser um bocado p´ró feio, convenhamos.

É certo que este Verão foi pouco ou nada quente, mas matei saudades de outros tempos ao ouvir o Cantocas ao princípio da noite, no seu escuro refúgio, a entoar o seu característico assobio curto.

03/09/2008

Publicidade nostálgica - Tampões TAMPAX

 

tampax_publicidade antiga_santa nostalgia

tampax_001

tampax_002

tampax_003

image

image

Já falamos aqui do Reglex, uma marca de pensos higiénicos que permitiu às mulheres uma maior liberdade na sua higiene íntima naqueles dias complicados do período menstrual.

Hoje, trazemos à memória os não menos famosos tampões TAMPAX, um produto de uso interno, alternativo aos pensos higiénicos, com uma propalada vantagem quanto à liberdade de movimentos e maior à vontade nas actividades do dia-a-dia.

A já longa história do TAMPAX teve início em 1929, em Denver, Colorado, nos Estados Unidos, sendo criado pelo médico ginecologista Earle Cleveland Haas, adoptando os mesmos princípios dos tampões cirúrgicos em algodão, pretendendo com isso uma alternativa mais prática e funcional comparativamente com os volumosos e desconfortantes pensos higiénicos de então, usados pela sua esposa e pelas suas pacientes. Para o efeito produziu um rolo de algodão prensado costurado a um cordão interior. Este cordão permitia fixar as fibras e simultaneamente era usado para facilitar a retirada do tampão depois de aplicado na vagina.

No início, já com a patente do produto noutras mãos, o processo de fabrico, divulgação e comercialização deste produto sofreu avanços e recuos, com fortes batalhas no campo da mudança de mentalidades e hábitos. Os habituais locais de venda (drogarias) recusavam-se a comercializar e mesmo os jornais torciam o nariz à sua publicitação por considerarem o produto ofensivo e imoral para as mulheres.

Felizmente, na  conceituada revista do sector, a Drug Store Retailing, alguém descobriu e interessou-se pelos tampões e seus conceitos, promovendo uma sériea  divulgação, sendo assim apresentado como um novo e inovador produto. Com esta preciosa ajuda, estavam conseguidas as bases para o seu lançamento, o que aconteceu em 1936. A sua utilização por milhares de mulheres mobilizadas pela II Guerra Mundial ajudou a cimentar e popularizar os conceitos de eficiência e facilidade de uso. Aos poucos os tampões TAMPAX foram ganhando a confiança das mulheres e em pouco tempo ganhou populariade espalhando-se por todo o mundo.

Hoje a marca pertence ao grupo  Procter & Gamble e está fortemente implantada, acompanhando as modernas tecnologias de produção e fabrico, e apresenta-se em diversos formatos adequados às diferentes necessidades e características das mulheres modernas.

Apesar do seu sucesso e da sua generalização a nível mundial, estimando-se que esteja implantado em 150 países e seja consumido regularmente por 100 milhões de mulheres, adultas e adolescentes, ainda há muita relutância no uso destes tampões, chamados de absorventes internos, por serem considerados invasivos. Por outro lado os pensos higiénicos evoluiram bastante ao nível da sua capacidade de absorção, conforto e facilidade de utilização, pelo que ainda continua a ser o produto preferido das mulheres para retenção dos seus periódicos fluxos menstruais.

Seja como for, são incontornáveis as nossas memórias relativamente a este produto e a esta marca, Tampax, porque fizeram parte do quotidiano de muitas mulheres e por isso entraram também num certo folclore humorístico e brejeiro da nossa sociedade, sempre profícua a brincar com as situações ligadas à menstruação. Mas estas recordações e brejeirices podem ser motivo para um futuro post. Quem sabe...

- Tampax - URL

Una, duna, tena, catena...

 

image

image

Há cantilenas ou lengalengas que servem para contar. Desde pequeno que aprendi uma versão que se usava na minha aldeia e na minha escola primária e que servia para contar até dez. Era assim:


Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Cigalha,
Migalha,
Carapim,
Carapés,
Conta bem,
Que são dez.

Pesquisando sobre o assunto, encontrei outras versões, que em alguns casos são ligeiras variantes e apenas em parte dos termos usados. Por exemplo:

 

Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Cigalha,
Migalha,
Cupida,
Dos pés,
Conto bem,
Que são dez.
Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Forreca,
Chirreca,
Vira,
Virão,
Conta bem,
Que dez são.
   
Una,
Duna,
Tena,
Catena,
S. Paulo,
S. Maulo,
Em bico,
De pés,
São nove,
São dez.

Una,
Dulha,
Tilha,
Candilha,
Samaca,
Marraca,
Vila,
Vilão,
Diz dez,
Aqui estão.

   
Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Migalha,
Borralha,
Lambida,
Dos pés,
Conta bem,
Que são dez.

Una,
Duna,
Tena,
Catena,
Corripim,
Corripão,
Toleirão,
cabanão,,
conta bem
Que dez são.

   

Estas e muitas outras cantilenas, lengalengas e trava-línguas, tão recorrentes noutros tempos,  estão-se a perder e já ninguém as usa, pelo menos de forma espontânea, quando muito em jogos promovidos pelos adultos ou por algumas professoras de infância.

A este propósito recordo-me de um episódio na segunda classe em que um colega tão habituado a esta lengalenga, chamado a um exercício no quadro preto, espontaneamente começou a contar usando-a. Claro que levou logo um puxão-de-orelhas.

02/09/2008

Refrescos Royal

 

refrescos royal_publicidade antiga_santa nostalgia

image

tintin o templo do sol 2

É verdade que este Verão já deu o que tinha a dar (e deu muito pouco) e por isso já está nas últimas. As tão anunciadas vagas de calor para os meses de Julho e Agosto foram falsos alarmes. Pelo contrário, foram dois meses incaracterísticos, com frios, chuvas, dias nublados e calor...pouco.

Seja como for, Verão é Verão, e entre outras coisas apetece sombra e coisas frescas, sobretudo bebidas.

Neste sentido, trago à memória os deliciosos refrescos Royal, em pó, que, a par dos refrescos Tang e Dawa, faziam a delícia das longas e quentes tardes dos verões da minha infância.

Os refrescos Royal eram vendidos em saquetas em pó, cujo conteúdo facilmente se diluia numa caneca de água. Depois era só juntar gelo e um pouco de açúcar. Recordo-me ainda dos imensos gelados que fazia a partir desta bebida, aproveitando para o efeito as tabuinhas dos gelados a sério.

Hoje acredito que não seria um produto muito saudável, mas era barato, fácil de preparar e delicioso.

Recordo também de coleccionar a caderneta de cromos Tintin - O Templo do Sol, cuja parte dos 108 cromos eram oferecidos com as saquetas dos refrescos Royal.

Ainda quanto a brindes, tal como o cartaz acima anuncia, houve uma altura em que era oferecidos 11 bonecos da Disney, insufláveis, entre eles o Patinhas, Donald, Pluto, Mickey e Pateta. Coleccionei alguns mas todos eles se perderam nos caminhos do tempo.

Os refrescos em pó Royal pertencem ao grupo Kraft Foods Inc., a segunda maior empresa mundial do sector de alimentos, a qual detém a marca dos refrescos Tang entre muitas outras, tais como a Toblerone, Milka, Suchard, Nabisco e Oscar Mayer.

Como é um produto que não consumo desde há muitos anos, desconheço a actual implementação dos refrescos Royal no nosso país, sendo que na América Latina é um produto muito popular.

30/08/2008

Rei, capitão, soldado, ladrão...

 

rei capitao_santa nostalgia_cantilena

Hoje trago à memória uma lengalenga muito popular, mas que também me foi ensinada pela minha bisavó, à qual já aludi num anterior post.

Esta lengalenga está relacionada com os botões de uma peça de vestuário, principalmente em vestidos, casacos ou camisas. Conforme a ilustração, a contagem era feita de baixo para cima. Quando os botões eram sete, e a lengalenga era dita completa, dizia-se que o dono da peça teria sorte  no amor. Um botão em falta pelo meio era pronúncio de má sorte ou azar no amor.

Como não podia deixar de ser, é natural que esta lengalenga, dependendo da região, tenha variantes e sentidos diversos.

Publicidade nostálgica - Tokalon - 2

 

tokalon_publicidade antiga_santa nostalgia_01

aqui havíamos falado do Tokalon, esse clássico creme de beleza, tão caro às mulheres portugesas. Hoje publicámos um novo cartaz onde são anunciados os produtos da linha Concombre, desenvolvidos à base de extractos naturais. O slogan é "a frescura da natureza para a sua beleza".

28/08/2008

TAP - Transportes Aéreos Portugueses

 

tap publicidade santa nostalgia

 

tap_02

tap_03

tap05

Hoje TAP Portugal, mas no início TAP - Transportes Aéreos Portugueses. Uma importante companhia, tanto hoje como no passado.

Recordo sempre as notícias sobre a TAP no Telejornal da RTP, ainda a preto-e-branco, quase sempre relacionadas com a chegada ou partida de pessoas importantes, como o Papa Paulo VI, na sua visita a Portugal, em 1967, quando aterrou em Monte Real e ainda políticos, chefes de estado, grandes desportistas ou nomes da música e do espectáculo. Uma escada encostada ao avião e da portinhola lá saía alguém com as mãos no ar e cá em baixo muita gente à espera, incluindo os jornalistas e fotógrafos. Depois eram os cumprimentos, os salamaleques e os flashs. Tempos em que se não colocavam as questões de segurança, hoje constante preocupação nos aeroportos.

De lá para cá, desde a compra inicial de dois aviões Dakota DC-3, em 1945, e a primeira carreira comercial entre Lisboa-Madrid, em 1946, a companhia tem vivido tempos de crise e mudanças, sempre com o "credo na boca" mas vai sobrevivendo e cumprindo o seu papel estratégico para o país.

Como não podia deixar de ser, foi-se adptando e modernizando, incluindo as diversas mudanças de imagem, frota e instalações. Com a construção do futuro aeroporto, será outra grande etapa da companhia.

Pelo seu passado e importância, a TAP faz parte das nossas memórias pessoais e colectivas.