07/10/2008

Lancer - Série de TV com cowboys

 

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Lancer é uma série de TV, americana, produzida entre 1968 e 1970, em duas temporadas, pela 20th Century Fox Television, sendo composta por 51 episódios de 60 minutos cada. Nos Estados Unidos a série passou na CBS.
A série Lancer foi produzida uma pouco à imagem da série Bonanza que já há anos fazia sucesso na concorrente NBC.
Por conseguinte, a estrutura da trama tem muitos pontos em comum.  
A história de Lancer centra-se num típico rancho da região de San Joaquin Valley, na Califórnia, propriedade do viúvo Murdoch Lancer. A região está assolada por bandidos e um clima de violência e anarquia no sentido de fazer com que os rancheiros abandonem a região para assim se apossarem das terras. Murdoch Lancer vê partir parte dos seus vaqueiros, ficando reduzido a pouco mais de uma dezena de seguidores mas  pretende resistir no seu rancho pelo que se vê na necessidade de mandar chamar os seus dois filhos, de diferentes mulheres, há muito fora de casa. Para o efeito contrata os detectives da famosa agência Pinkerton.

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Scott Lancer é um ex-oficial do exército, a viver algures na costa leste, em Boston, onde fora criado pelo seu avõ após a morte de sua mãe. No México foi encontrado o segundo filho, Johnny Madrid Lancer, onde vive como pistoleiro.
A ambos mandou procurar e pedir para regressar a troco de promessas de dividir o rancho entre eles e ainda uma boa recompensa.
Uma vez reunidos Scott e Johnny, estes ficam a saber que são irmãos. No encontro com o seu pai, postos ao corrente da situação, decidem ficar e assim combater as ameaças que pairavam sobre o rancho Lancer.

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Faz ainda parte da família a bela Teresea O´Brien, filha do falecido capataz de Murdoch, que assim ficou como sua protegida, uma espécie de filha.
Outra personagem importante era o Jelly Hoskins, um velhote expedito que Murdoch Lancer retirara da prisão sob sua caução.
Todos os 51 episódios giram assim em torno de sagas e lutas em defesa do rancho Lancer e combate ao banditismo, tudo situações características do oeste selvagam, com todos os ingredientes, tais como duelos, lutas, tiroteios, armadilhas, etç, etç.

Elenco:

Andrew Duggan: Murdoch Lancer
Wayne Maunder: Scott Lancer
Elizabeth Baur: Teresa O´Brien
James Stacy: Johnny Madrid Lancer

Guia dos episódios: URL

Memórias do Lancer

Recordo-me de ver esta série, ainda em criança. Não tenho certeza quanto ao ano em concreto, mas creio que no início dos anos 70. Tenho também uma forte ideia de que a série passava nas sextas à noite e por isso lembro-me perfeitamente de assistir a todos os episódios, em casa de uns tios, onde na grande sala, uns sentados  em cadeiras e outros no chão, eu, o meu irmão mais velho, os meus primos e os rapazes mais vizinhos, juntamente com os adultos, assistíamos à série, numa autèntica sessão de cinema. A série era seguida com um entusiasmo e emoção do princípio ao fim. Havia episódios em que um dos Lancer tinha mais protagonismo de que os outros pelo que entre a assistência havia preferência natural por um ou outro. Assim, havia quem preferisse o estilo do Johnny Madrid, mais pistoleiro, mas também havia os apreciadores do Scott, com um feitio mais calmo e ponderado. Claro que nessa altura, ainda crianças, já nos caía o beicinho pela Teresa. Bons tempos.

A série foi produzida a cores mas passou na RTP ainda no tempo do preto-e-branco.

A par de Bonanza e Daniel Boone, foi das séries que mais recordações deixou desse tempo onde onde os cowboys povoavam os nossos sonhos, brincadeiras e fantasias.

A exemplo da reposição pela RTP Memória das séries Daniel Boone e Chaparral, esperemos que uma das próximas seja a série Lancer, pois foi muito popular entre nós. Apesar disso, a informação portuguesa sobre a série é quase inexistente. Vale-nos alguns sítios no Brasil e no estrangeiro, bem como o YouTube onde é possível visualizar vários excertos de diferentes episódios.

- Genérico de abertura da série

- Encontro dos dois irmãos Lancer, que se desconheciam

- Encontro da família Lancer

05/10/2008

O Clarim - Jornal da Cruzada e das crianças de Portugal


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É o jornal mensal da Cruzada Eucarística de Portugal. Fundado em 1946, mantém uma tiragem actual de mais de 20 000 exemplares.
São quatro páginas apresentando doutrina e exemplos edificantes que ajudam os leitores a crescer na fé e na confiança em Deus.

Esta é a apresentação oficial do jornal O CLARIM, que pode ser vista no sítio oficial.
Tendo em conta a data da fundação, 1946, o jornalinho é publicado há mais de 60 anos. É propriedade do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, da Província Portuguesa da Companhia de Jesus, tem como actual director o P. Fernando Leite e a administração e redacção ficam localizadas em Braga.

Recordo-me deste jornalinho, desde criança da catequese. Na minha aldeia, aos Domingos de tarde, logo pelas 14:00 horas, iniciavam as aulas de catequese, para ambas as quatro classes. Terminavam uma hora depois e logo de seguida tinha início a reza do Terço, orientada pelo já falecido pároco local (foi pároco da aldeia durante 60 anos).
No final do Terço, uma vez por mês, o nosso Padre lá anunciava aos mais pequenitos: - O jornal "O Clarim" está na sacristia!"
Este anúncio despoletava uma algazarra e um amontoado de mãozitas estandidas enquanto o Padre distribuía o jornal. Habitualmente aconselhava para que o jornal fosse partilhado com outros meninos depois de lido. Claro que poucos seguiam este conselho.

A minha memória relativamente ao jornalinho O Clarim, remonta a esses tempos de criança. O jornal tem um formato aproximado de uma folha A4 (ligeiramente superior), dobrada a meio, por isso com 4 páginas. Apresentava sempre casos e exemplos de fé e devoção para com a Sagrada Eucaristia. Tinha sempre uma secção onde eram narrados pequenos sacrifícios realizados pelos pequenos leitores, coisas muito simples mas tão difíceis para as crianças. Extraio alguns exemplos: Fiz o sacrifício de dar uma esmola a um pobrezinho; Fiz o sacrifício de lavar a louça; Fiz o sacrifício de estar atenta na Missa; Fiz o sacrifício de não ver televisão para ajudar a minha mãe.
Uma rubrica tão do agrado da criançada era o PARA RIR, com algumas anedotas e adivinhas, cuja solução era apresentada na edição seguinte.
Cada pequeno artigo era sempre acompanhado de uma simples gravura.
O jornal O Clarim denomina-se de jornal da Cruzada e das crianças de Portugal, sendo por isso dirigido de modo especial aos petizes.
O movimento da Cruzada, a exemplo de muitas paróquias de Portugal, também existiu na minha aldeia nos anos 40 a 70. É possível que na sua origem, na sua génese estejam reminiscências da lenda da Cruzada das Crianças.

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De todo o modo, sabemos que este movimento da Cruzada teve origem concreta no apelo do Papa Pio X, que, em plena I Guerra Mundial (1914/1919), pediu que as crianças, adolescentes e jovens de todo o mundo se organizassem numa Cruzada Universal, com o objectivo primeiro de rezar pela paz no mundo. Este movimento parece ter chegado a Portugal no início dos anos 20. Foi um sucesso e nos anos 30 o movimento agrupava quase três milhões de jovens, principalmente crianças.
A Cruzada Eucarística das Crianças era formada por crianças em idade da escola primária, rapazes e raparigas, que vestiam roupas brancas. Sobre a roupa, cruzando o tronco, como na figura acima, era colocada uma faixa igualmente branca, estampada com a tradicional Cruz de Cristo, a vermelho. As meninas usavam ainda uma espécie de lenço, preso à cabeça por uma cinta.
Este movimento era coordenado por mulheres, ligadas normalmente à Catequese, a quem se dava o nome de zeladoras.

Pessoalmente nunca estive integrado nesse movimento, mas recordo perfeitamente a sua existência onde participavam alguns meus colegas. Entre outras actividades, o grupo da Cruzada tinha que acompanhar os funerais, participando no respectivo cortejo fúnebre. Naquela época, e ainda durante vários anos, os funerais eram realizados em cortejo pedestre, desdo a casa do falecido até à igreja matriz. Em cada cerimónia, a cada criança da Cruzada era oferecida uma espécie de senha de presença, que mais tarde daria direito a algumas prendas ou lugar gratuito numa das excursões realizadas anualmente peló pároco.
Em meados dos anos 70, o movimento acabou por se extinguir de forma natural, entre outros motivos, devido à cada vez menor indisponibilidade das crianças em participarem com regularidade nos diversos eventos e cerimónias religiosas.
É, pois, com saudade e nostalgia que recordo o jornalinho O Clarim e a sua intrínseca ligação ao meu tempo de criança.

04/10/2008

Bolachas Confiança -Tipo Maria

 

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Hoje em dia existe uma enorme variedade de bolachas, tanto de fabrico nacional como importadas. Há para todos os gostos e feitios, desde as mais elaboradas até às mais simples. Temos as bolachas recheadas com chocolate e pastas de outros sabores como morango e baunilha, bolachas com pepitas de chocolate, bolachas com pedaços de cereais, bolachas altamente calóricas e bolachas mais pobres, recomendadas para quem tem preocupações com a sua linha.

Por outro lado, estão todas acondicionadas em embalagens também mais ou menos sofisticadas, todas graficamente apelativas. Enfim, todo um conjunto de situações adequadas aos modernos hábitos de consumo.

Noutros tempos, porém, quanto a bolachas, havia menos variedade e as embalagens eram muito simples. Recordo, por isso, que a bolacha raínha era a do tipo Maria, ainda hoje muito consumida. Mas recordo sobretudo a forma como eram vendidas. Na mercearia da minha aldeia, vinham embaladas em grandes caixas de cartão, sensivelmente em forma de cubo, talvez com a dimensão de 30 x 30 cm. Assim, as bolachas eram pedidas em quantidade de peso. Por exemplo, 1/4 de quilo, 100 ou 200 gramas. Então a dona da mercearia lá abria a caixa e na parte superior existia um delicado papel vegetal estampado com a marca das bolachas. Quanto a este papel, recordo-me de frequentemente pedir à merceeira que me desse o papel. Claro que ela oferecia mas apenas quando a caixa ficasse vazia, pois o mesmo servia para manter as bolachas bem conservadas, impedindo o excesso de humidade.

Dessas bolachas, havia as normais, mais macias, para os bébés e velhinhos sem dentes, e as torradas, que eram as minhas preferidas. É claro que o tipo de bolacha Maria era muito semelhante ao que ainda hoje se vende, mas quanto ao gosto e aroma...eram incomparáveis. Nessa altura as bolachas eram francamente deliciosas.

Uma das marcas que me recordo, era precisamente a Confiança, bem como a Triunfo.

Quanto à Confiança, a propósito do cartaz publicitário acima publicado, sei que era de Lisboa, também fabricava rebuçados, mas infelizmente não consegui obter grandes informações sobre a sua história, desconhecendo, por isso, se ainda funciona ou se foi agregada a outra empresa ou grupo.

Seja como for, fica aqui partilhada este memória sobre as deliciosas bolachas Confiança, do tipo Maria, vendidas em grandes caixas e revendidas de forma avulsa nas mercearias das nossas aldeias.

03/10/2008

Andar de andas - As nossas perigosas brincadeiras

 

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Quantos de nós, em criança, não já tiveram a oportunidade de se movimentar com umas andas?
As andas consistem num par de paus, com altura variável, mas em regra com cerca de dois metros e com um suporte horizontal,com uma extensão entre 10 a 20 cm, pregado ou afixado a uma certa altura de chão.
Conforme demonstra as imagens acima, os suportes servem para apoiar os pés e assim ficarmos elevados. Portanto, quanto maior a distância dos suportes relativamente ao chão, maior a altura que conseguimos obter.
Para se caminhar com as andas é necessário algum treino mas é relativamente fácil, obviamente dependendo da altura dos suportes.
Para que a anda fique completa, o ideal é ser revestida nos topos inferiores com um material anti-derrapante, como um bocado de couro ou um taco de borracha. Também os suportes dos pés devem ter alguma aderência, mas de modo a não prender demasiado os pés, pois em caso de queda fica-se sem movimento para saltar. Nos casos em que se enfiam umas calças compridas, é uma situação arriscada pelo que deve ser feita por quem tem muita experiência a caminhar com as andas.


Como não podia deixar de ser, em criança, aí pelos meus doze anitos, juntamente com os meus irmãos mais chegados, também construímos as nossas andas e, não fizemos por menos, com os suportes colocados a quase  1 metro de altura. Ficámos uns autênticos pernas-longas. Claro que tivemos um imenso êxito junto dos colegas que ficaram de boca aberta com o espectáculo. A moda pegou por alguns dias e era ver toda a rapaziada no largo da aldeia a caminhar com andas. Parecia uma terra de gigantes.


É claro que em tudo isto, o desafio e o risco estão sempre de mãos dadas, pelo que, não satisfeitos com o simples andar no terreiro plano ou com pouca inclinação, o nosso desafio era subir a escada exterior da casa de meus pais, com cerca de 16 degraus. Claro que conseguimos subir e descer várias vezes, mas quando a minha mãe descobriu o número de circo, a palhaçada acabou com um outro festival de porrada. E foi bem merecida pois era uma brincadeira demasiado perigosa. Uma queda a meio da escada era cabeça partida pela certa.


Bons tempos aqueles, mas cheios de traquinice e brincadeiras muito arriscadas. Mas como diz o ditado "à criança e ao borracho, põe Deus a mão por baixo". Seja como for, por uma brincadeira bem menos perigosa, fracturei em criança o meu tornozelo esquerdo e já com os meus dezoito anos também fracturei o meu pulso esquerdo. Mas isso será motivo para uma nova e futura memória.


Hoje em dia as andas não estão esquecidas e embora não façam parte das brincadeiras quotidianas das crianças, é comum vê-las em acção em alguns eventos ou espectáculos de rua.

30/09/2008

Tampões TAMPAX

 

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aqui falamos dos tampões TAMPAX.

Pela sua importância e até raridade, aqui publicamos mais um cartaz publicitário deste famoso produto da higiene íntima da mulher.

Neste cartaz é dado ênfase à questão da aplicação, um dos aspectos que provocava alguma renitência no seu uso. A mensagem expressa tenta desmistificar essa problema com o chamado aplicador especial.

Para quem ainda não leu o artigo anterior, pode fazê-lo neste link.

27/09/2008

Marco - Dos Apeninos aos Andes - I


"Marco, dos Apeninos aos Andes", é uma série de animação, de produção nipónica, que passou na RTP no final dos anos 70, precisamente em 1977, encantando e emocionando crianças e adultos.
A série é composta por 52 episódios de 26 minutos cada. Teve início a 12 de Junho de 1977 e passou a ser exibido em horário nobre, às 20:30 horas dos Domingos. 
Esta série veio substituir  a "Heidi", que obteve uma enorme popularidade, daí perceber-se o seu horário, situação que seria impensável nos nossos dias com o horário nobre a ser disputado por telenovelas e reality-shows.


Genérico de abertura da série, em espanhol.

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Marco com António, seu irmão, e Pedro, seu pai.

Sinopse - Primeira parte
Marco, de oito anos, é filho de Ana Rossi e Pedro Rossi, e irmão mais novo de António. Vivem em Itália, na parte antiga da cidade de Génova, próximo do porto marítimo.
Devido às dificuldades da vida na cidade, a exemplo de muitas mulheres italianas da época, Ana decidiu emigrar para a Argentina, para  trabalhar como criada numa casa rica, em busca de uma vida melhor, que permitisse garantir um melhor futuro para a sua família.
Quando Ana dá a conhecer a decisão a Marco, este fica destroçado e profundamente abalado e nem o seu inseparável amigo, Amédio, um macaco de pelo branco que lhe fora oferecido pelo seu irmão, o conseguia animar.

A despedida foi demasiado dolorosa para o pobre Marco e a cena do adeus no porto, com o navio a afastar-se emocionou toda a gente.
Inicialmente as coisas correm bem à mãe de Marco e esta vai escrevendo e enviando com regularidade algum dinheiro para a família.
Marco, sempre cheio de saudades, encontrava apenas algum alento nos dias em que chegavam os navios com notícias da longínqua Argentina.

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Marco com António, seu irmão, e Pedro, seu pai.

Enquanto isso, Marco, apesar de gostar de Pedro, seu pai, não conseguira compreender o porquê deste permitir a partida da mãe. Este sentimento de revolta aumentou quando os colegas da escola faziam referência à cobardia do seu pai, por deixar assim partir uma mulher sozinha, quando devia ser ele a emigrar.
Entretanto, as dificuldades começaram pois Ana deixou de escrever e de enviar dinheiro, deixando a família em dificuldades e preocupada. Devido ao agravamento das dificuldades, Pedro, António e Marco tiveram que mudar para as águas-furtadas de uma casa mais pobre.
Desde esta fase que começa a crescer em Marco uma grande vontade de partir à procura da mãe, pelo que com a ajuda do seu amigo Emílio, começa a fazer trabalhos para juntar dinheiro numa perspectiva de fazer  a viagem para se ir juntar à mãe.
Entretanto Marco conhece o professor Pepino, o director de uma companhia ambulante, formada por si e por suas filhas Conchita, Filomena e Julieta. Filomena tornou-se na grande amiga de Marco.
Depois do conhecimento, o artista disse a Marco que iria partir para a Argentina e convidou-o a partir com ele, mas o velho estava bêbado e falou de mais, mas Marco não percebeu isso.
Ana, finalmente escreve à família e contou que estivera doente, o que deixa Marco ainda mais angustiado.

Certo dia Marco conheceu no porto um jovem marinheiro que lhe contou que aos treze anos também tinha viajado clandestinamente num navio, o que fez Marco pensar nessa hipótese, pelo que certo dia fugiu de casa e escondeu-se num navio que iria partir para a Argentina. No entanto foi descoberto e o pai, avisado, veio ao barco para o levar. Marco, porém, acabou por insistir tanto e manifestar a sua vontade que o capitão do navio teve pena dele e acedeu a transportá-lo até ao Brasil. Perante esta situação e a insitência comovida de Marco, o pai acaba por concordar.
Chegou então o momento da partida e início de uma etapa para Marco, sempre com o pensamento e os sonhos no encontro com a sua mãe. Durante a viagam, que duraria 26 dias, Marco tem que trabalhar nas mais diversas situações, mas cumprindo sempre o seu papel e fazendo muitos amigos junto da tripuação do "Folgore", nomeadamente Rocky.
No Brasil, Marco consegue transporte num barco de emigrantes também italianos, que se dirigem para a Argentina. Foi uma viagem muito difícil, num navio sem condições, com frio, calor e muita fome, pelo que Marco estava triste e deprimido, sonhando sempre com a mãe, mas com o temor de chegar demasiado tarde. Pelo meio enfrentram uma violenta tempestade que colocou o navio e todos os passageiros em perigo de vida. Felizmente nada de grave aconteceu e Marco e os seus companheiros terminaram a viagem e finalmente desembarcou na Argentina. Uma nova etapa iria começar.

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(continua)

Marco - Dos Apeninos aos Andes - II

 

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Sinopse: Segunda parte

A partir da sua chegada, Marco passou pela Alfândega, mas as suas dificuldades principiaram ali pois, numa confusão, roubaram-lho o pouco dinheiro que tinha. Marco principiou então uma interminável busca pela mãe, andando de terra em terra, batendo a várias portas, falando com vários contactos e referências.

Inicialmente procurou no Nº 175 da Rua das Artes, onde perguntou por um seu tio, que anos antes tinha vindo para a Argentina. Disseram-lhe que já não morava ali. Relativamente à mãe, informaram-no que deveria ter ido para Baía Branca. De seguida, sempre com peripécias e dificuldades pelo meio, Marco foi recomendado a procurar em La Boca, um local de muita imigração. Aí Marco tem a felicidade de reencontrar o professor  Pepino e as suas filhas, Conchita, Filomena, a sua grande amiga, e Julieta.

Marco pôs Pepino ao corrente de todas as suas aventuras desde que embarcara em Génova. Pepino sabendo da intenção de Marco em viajar para Baía Branca, dispô-se a levá-lo até lá, o que aconteceu. Ali conheceu um mendigo, que parecia que o conhecia e o esperava). Chamou Marco e deu-lhe a informação de que o seu tio, o Sr. Merelli já tinha falecido e que a sua mãe Ana tinha ido para Buenos Aires. Marco despede-se novamente de Pepino e sua famíia e com algum dinheiro que lhe deu o mendigo e uma carta com a indicação onde procurar, volta para Buenos Aires. Ali vai à morada indicada, um armazém. Para tristeza de Marco, informaram-no que a sua mãe já não estava em Buenos Aires e que tinha ido há já algum tempo para Córdova, com a família Mequinez.

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Com tudo isto, Marco não chegou a saber que o mendigo em Baía Branca era afinal o seu tio Merelli, que envergonhado e com remorsos por ter  ter gasto o dinheiro que Ana lhe pedira para enviar para Génova, o tinha enganado. 

Marco conhece Frosco, um empregado do tal armazém onde procurara informações da mãe, e este com a ajuda de um colega marinheiro promete-lhe arranjar um barco que o leve a Rosário e dali a Córdova seria perto. Assim Marco embarca no Adrea Doria, navegando pelo rio Paraná, que o conduziu até Rosário.

Nesta cidade, Marco voltou a fazer perguntas , nomeadamente junto de alguns contactos que lhe tinham indicado mas ninguém sabia responder. Por sorte encontra Frederico, um emigrante que conhecera a bordo do navio na viagem entre o Brasil e a Argentina. Este ficou ao corrente das desventuras de Marco e fez um peditório junto da comunidade italiana para o ajudar a fazer a viagem até Córdova. Marco compra então o bilhete e parte de combóio para Córdova. Começou a procurar indicações sobre a presença da família Mequinez mas descobriu que esta pusera a casa à venda  e de seguida deixou a cidade sem destino conhecido.

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Entretanto trava conhecimento com um rapaz, o Pablo, e através deste,  a sua família permite que Marco por ali ficasse uns dias. Certa vez Marco ouviu falar que nos arredores da aldeia vivia uma família chamada Mequinez, numa casa muito rica.  Marco montou um burrito e lá foi na esperança de ser o Mequinez que procurava para obter informações do paradeiro de sua mãe. Quando conseguiu chegar á fala com o Sr. Mequinez, este a princípio não se recordava mas depois confirmou que de facto conhecera a mãe de Marco, Ana Rossi. Não estava com ele, e que era criada de um seu irmão e que vivia em Tucuman. Mas como este local era muito longínquo, perante o desalento de Marco, o Sr. Mequinez deu-lhe algum dinheiro para ele fazer a viagem. 

Com esta nova esperança, Marco ficou mais alegre e optimista,. Infelizmente, de regresso à casa do amigo Pablo, Marco depara-se com a mãe deste, Joana, muito doente. Chamaram um médico e como a família era muito pobre, Marco utilizou o dinheiro recebido do Sr. Mequinez para pagar ao médico. Fez uma boa acção mas ficou sem meios que lhe permitissem fazer a longa viagem.  Pablo tentou ajudar Marco e instigou-o a esconderem-se clandestinamente dentro do combóio que partiria pra Tucuman.  Pablo foi descoberto e foi posto fora do combóio mas Marco conseguiu passar despercebido. Todavia, depois de ter percorrido 30 quilómetros foi descoberto. Apesar de Marco lhe contar os motivos, o revisor pô-lo fora do combóio.

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Triste, desolado e longe do destino, Marco começou a caminhar ao longo da linha. Entretanto depara-se com um grupo de pessoas, numa caravana de carros de bois. Contou-lhes o sucedido e pediu-lhes para lhe darem boleia até Tucamon. Os homens acabaram por concordar mas apenas até à localidade de Santiago, que era para onde se dirigiam. Dali teria que se desenrascar. 

Assim Marco partiu com a caravana, numa viagem que durou uma semana até que chegou ao sítio onde se separou dos seus novos amigos. Mesmo assim, a bondado dos homens da caravana foi tanta que ofereceram a Marco uma velha burra para o ajudar na viagem. Esta foi demorada e difícil, com fome e sede pelo meio e a velha burra não resistiu ao esforço e à fome e morreu.  Marcou, novamente triste e desalentado, prosseguiu a viagem a pé, mas sempre com o inseparável amigo macaco Amédio, que em todas as alegrias e desventuras nunca o abandonou.

Pelo caminho Marco conhece um viajante que o informa que Tucamon fica a duas horas de viagem em passo acelerado. Marco volta a encher-se de coragem e apesar de doente e demasiado fraco, encontra forças para prosseguir o seu destino.  Mesmo assim Marco é alvo de azar, pois tropeça numa pedra e cai ferido e exausto na berma do caminho. Ainda prosseguiu, num esforço imenso, mas parou para descansar debaixo de uma árovore e acabou por adormecer, sempre sonhando com a mão.  Por felicidade, Marco, já desmaiado pela fraqueza e dor, é encontrado por um outro viajante, o Fernando, que ali passava a cavalo. Pegou-lhe ao colo e envolveu-o numa manta. Acendeu uma fogueira e fez café.  Quando Marco volta a si, Fernando pergunta-lhe o que se passou e Marco contou-lhe a sua história. Fernando entretanto tratou da ferida infectada de Marco e pôs-lhe uma ligadura com um pedaço de pano da camisa. Como Fernando se dirigia a Santiago, teve que se separar de Marco, que estava mais restabelecido e assim podia continua a viagem a pé, pois já não faltava muito para chegar a Tucamon.

Pouco depois, Marco parou junto de um ancião e perguntou-lhe se ía com boa direcção para Tucamon.  Mas o velho não respondeu pelo que Marco julgou que ele fosse surdo. Passado algum tempo veio em direcção a ele um jovem num carro, que disse ter sido enviado pelo avõ, o tal ancião a quem Marco pedira a informação e que assim se oferecia para o transportar ao seu destino, já que também tinha necessidade de lá ir levar uma mercadoria. Marco ficou feliz e fez-se amigo de Ângelo, o jovem que conhecera.

(continua)

Marco - Dos Apeninos aos Andes - III

 

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Sinopse: Terceira parte

Finalmente Marco chegou a Tucamon. Ali pediu informações sobre o irmão do Sr. Mequinez, para quem supostamente trabalhava a sua mãe, Ana Rossi. Informaram-no onde era a casa do Engenheiro Sr. Mequinez. Ali foi informado, pelo próprio senhor Mequinez e sua esposa Cristina, que Ana estava ali, mas gravemente doente e que o médico nem se atrevia a operá-la com medo que não resistisse.  Deu-se então, finalmente, o tão ansiado encontro com a sua mãe, mas em condições dramáticas. Marco, morrendo de dor, abraçou-se comovidamnete a sua mãe e esta reconheceu-o e ficou surpreendida por este ter chegado ali.

Com a ajuda e o ânimo trazido por Marco, Ana foi recuperando as forças e assim ficou preparada para a operação.  Foi, pois, para o hospital. Sempre com Marco como companhia, Ana recuperou milagrosamente e o médico anunciou a Marco que a sua mãezinha estava fora de perigo.  Atribuiu a Marco o milagre da sua recuperação, pelo que sem ele ali, Ana não teria resistido. Valeram a pena os imensos sacrifícios de Marco, desde o momento em que se separou da mãe, em Génova, até ao momento em que a encontrou prostada numa cama, doente.

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Marco e Ana ficaram em casa dos Mequinez por uns tempos até que ficasse totalmente restabelecida.

Finalmente, um mês depois, Marco e Ana partiram de regresso para Itália. Despediram-se afectuosamente da família que os ajudara a restabelecer e pelo caminho de regresso a Buenos Aires, reencontraram muitos dos amigos que Marco conhecera durante a sua aventura, nomeadamente o professor Pepino, a amiga Filomena e suas irmãs. Finalmente o embarque de regresso a Itália. Apesar de tudo, Ana conseguira amealhar bastante dinheiro que seria suficiente para pagar as dívidas da sua família e assim iniciarem uma vida nova, repleta de esperança.

A recepção em Itália, como seria de esperar, foi feliz. Pedro ficou radiante por rever a esposa e o pequeno filho. Os negócios também corriam melhor a Pedro e António, o irmão mais velho de Marco, tornara-se um excelente engenheiro dos caminhos-de-ferro, para onde havia ido trabalhar.

Como seria de esperar, foi um final repleto de felicidade e emocionante, para toda a família Rossi e seus amigos.

Encontro de Marco com sua mãe - em espanhol

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Últimos momentos da série Marco, em espanhol.

Genérico do final de cada episódio - em espanhol

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A aventura de Marco, é pautada sempre pela tristeza, drama, sofrimento e desencontros. Há até quem lhe chame de demasiado piegas. Quem assistiu à história pela RTP, ao longo de dezenas de episódios, frequentemente choraram ou emocionaram-se. Mas, apesar de ser uma série de animação, a verdade é que Marco é uma história de coragem, preservança e amor maternal de um filho, que apesar de ser uma criança, enfrenta desafios enormes, ultrapassando obstáculos, sacrifícios e adversidades.

Marco, por tudo isso, será sempre uma série marcante entre todo o vasto conjunto de séries de animação que passaram ao longo dos tempos pela televisão, de modo especial pela RTP. Não admira, pois, que a par da série Heidi, seja uma das mais lembradas. Acima de tudo, a série representava a transmissão de um conjunto de valores humanos e éticos que hoje em dia andam muito arredados das actuais séries de animação.

O sucesso da série Marco foi explorado nos mais variados suportes, desde livros, revistas, estampagens em vestuário, bonecos, brinquedos, etç.

Entre nós, no ano de 1977, a Disvenda, com a Silna Editora e a Visão Editora, lançaram uma colecção de cromos, dividida em duas cadernetas, relativa à primeira e segunda partes da série. A primeira caderneta comporta um total de 210 cromos e a segunda parte 96 cromos.

26/09/2008

Filuminismo - Série Pelourinhos

 

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Série Pelourinhos

Colecção de 30 carteiras de fósforos, da Sociedade Nacional de Fósforos - SNF - Lisboa - Anos 70.

Série filuminística muito bonita com aguarelas de alguns dos mais belos pelourinhos portugueses.

Recordo-me dos meus tempos de criança em que coleccionei esta bela série de carteiras de fósforos. Mais tarde tive o privilégio de adquirir a série em carteiras espalmadas, produzidas especialmente para coleccionadores.

Esta, como muitas outras séries filuminísticas, demonstra uma forte componente cultural, constituindo-se com um excelente documento sobre o nosso património. Filuminismo não é apenas um hobbie ou um mero passatempo mas também um importante veículo cultural.

Abaixo reproduzimos a totalidade da colecção.

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Fórum Troca Cromos - Promoção e anúncios de trocas de cromos de futebol e extra-futebol

 

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Já está online a versão em novo domínio do popular fórum Troca Cromos, um espaço destinado ao ponto de encontro dos entusiastas e coleccionadores de cromos de futebol e extra-futebol.

O antigo espaço funcionava num domínio e alojamento de terceiros pelo que a mudança para uma casa própria promete mais funcionalidades e novas rubricas.

fonte: URL

Sítio: http://trocacromos.com/