27/11/2008

Caderno Escolar - Redacção e Gramática - 3ª classe - Prof. António Branco

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Caderno Escolar - Redacção e Gramática - 3ª classe

Autor: Prof. António Branco

Porto EDitora, L.da

(agradecimento: Prof. Albano Chaves, filho)

26/11/2008

Ritchie - Menina Veneno

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Estávamos no ano de 1983 quando foi lançada a música "Menina Veneno", interpretada pelo inglês (Richard David Court) radicado no Brasil, de nome artístico Ritchie
 
A música pegou de estaca e depressa se tornou num êxito tanto no Brasil quanto cá em Portugal.
No Brasil, nesse ano, foi o tema que mais passou na rádio. Por cá não deve ter andado longe do pódio. 
 
Recordo muito bem esse tempo e o tema a passar em tudo quanto era rádio. Nas discotecas da altura era tema obrigatório e em alguns dos meus namoricos da época estão associados à "Menina Veneno". Como não podia deixar de ser, mandei gravar a faixa numa cassete das melhores, a BASF Chrome Extra II 9. Ainda deve andar por alguma das velhas gavetas. Durante algum tempo, "Menina Veneno"  foi um tema que frequentemente interpretava com o meu violão.

"Menina Veneno" foi escrita em parceria com Bernardo Vilhena e fazia parte do álbum "Voo do Coração", com a etiqueta da Sony.
A música de facto teve muito êxito e ao longo dos tempos já conheceu diversas versões interpretadas por reputados artistas, nomeadamente a Rita Lee.

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Foi numa cassete como esta que gravei o êxito do Ritchie, "Menina Veneno", que mandei gravar numa loja de discos da minha zona.

Sobre Ritchie, pode visitar a sua página, onde são dados a conhecer alguns pormenores da sua biografia, carreira e discografia.
Aqui fica a letra da famosa música dos anos 80:

Menina Veneno

Ouço passos na escada
Vejo a porta abrir
Um abajur cor de carne
Um lençol azul
Cortinas de seda
O seu corpo nu

Menina Veneno
O mundo é pequeno demais pra nós dois
Em toda cama que eu durmo
Só dá você, só dá você,
Só dá você, (yeah, yeah, yeah, yeah)
Seus olhos verdes no espelho
Brilham para mim
Seu corpo inteiro é um prazer
Do principio ao sim
Sozinho no meu quarto
Eu acordo sem você
Fico falando pras paredes
Até anoitecer

Menina Veneno
Você tem um jeito sereno de ser
E toda noite no meu quarto
Vem me entorpecer, me entorpecer
Me entorpecer, (yeah, yeah, yeah, yeah)
Meia-noite no meu quarto
Ela vai surgir
Eu ouço passos na escada
Vejo a porta abrir
Você vem não sei de onde
Eu sei vem me amar
Eu nem sei qual o seu nome
Mas nem preciso chamar

24/11/2008

Sabonete LUX - Ursula Andress

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Já tivemos oportunidade de trazer à memória o famoso sabonete LUX, o tal usado por 9 em cada 10 estrelas.
Pois bem, a suiça Ursula Andress, recordada, entre outros atributos, pela sua participação como Bond Girl no filme Dr. No, de 1962, também foi uma das estrelas de cinema que deu a linda cara à publicidade do sabonete LUX.


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19/11/2008

Brindes dos cromos de caramelos

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Hoje trago à memória os famosos brindes que eram oferecidos pelos cromos de caramelos. Para além do próprio invólucro, que era o cromo, e que alimentava as nossas colecções, compostas pelos nossos ídolos, através de senhas eram oferecidos diversos outros brindes, habitualmente na forma de brinquedos, incluindo as tão desejadas bolas de borracha.Como se compreenderá, os brinquedos nessa altura eram relativamente caros e não estavam ao alcance de qualquer carteira, pelo que os brindes dos cromos de caramelos eram assim uma oportunidade rara de se poder aceder a um brinquedo. 
 
O famoso cromo carimbado, uma autêntica raridade, habitualmente dava direito a uma bola maior e de melhor qualidade, por vezes de cautchu, que depois servia para renhidos jogos de futebol entre a rapaziado no largo da aldeia.
É verdade que hoje a paixão pelos cromos continua, mas tudo é diferente. Compram-se as saquetas, mas para além dos cromos em si, nem rebuçado, nem brinde...nem deslumbramento.

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Numa próxima oportunidade publicaremos outra sequência de imagens desses saudosos brindes dos cromos de caramelos, hoje autênticas raridades e outrora a delícia da rapaziada.

13/11/2008

Chicles MAY - O chicle da juventude

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Quem se recorda das famosas Chicles da May Portuguesa?
Hoje dizemos chicletes, mas no final dos anos 60 e princípios de 70, o termo era chicles ou mesmo pastilhas elásticas. Conforme se pode ver na imagem imediatamente acima a descrição até era a de "goma de mascar" e no inglês "chewing-gum".
As chicles da May eram de facto excelentes, pela sua elasticidade, sabor e, acima de tudo, o aroma inesquecível.

Para além do mais, as chicles da May tinham outra importante mais-valia, que eram as suas colecções de cromos de futebol, editadas pela Agência Portuguesa de Revistas. Sob a alçada da May, nesse período foram editados vários álbuns, com cromos de grande tamanho, tanto no formato de corpo inteiro como a meio-corpo. Para além do tema de futebol, a May também fez editar colecções com outros temas. Pessoalmente recordo-me da "Hippy" e "Os segredos do mar".

Tanto os cromos como os álbuns, actualmente são extremamente raros e valiosos, sendo, a par dos cromos de caramelos, um dos artigos mais procurados e desejados pelos coleccionistas.
Como não podia deixar de ser, nessa altura, fartei-me de coleccionar cromos da May e por arrasto, saborear as deliciosas chicles.

Com o tempo, e as suas vicissitudes, a maior parte dos cromos perdeu-se ou foi pasto de algumas fogueiras ateadas pela ira maternal. Naquele tempo era assim: Primeiro o trabalho, as obrigações e só depois a brincadeira e lazer. Mesmo assim guardo alguns exemplares e, acredite-se, ainda estão impregnados desse inconfundível aroma das chicles.
Que santa nostalgia!

11/11/2008

Os canhões de Navarone

 

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Ontem, Segunda-Feira, a RTP Memória exibiu um dos míticos filmes de guerra, exactamente "Os canhões de Navarone" - The guns of Navarone", no orginal.
Trata-se de um filme realizado em 1961, com um elenco de luxo, encabeçado pelo trio Gregory Peck (Capitão Keith Mallory)
David Niven (Cabo Miller) e Anthony Quinn (Coronel Andrea Stavros).

Sinopse: Fonte: Wikipédia

Em 1943, 2.000 soldados britânicos estão encurralados na Ilha de Kheros, pertencente à Turquia que ainda não entrou na guerra mas está sendo pressionada pelos alemães. Nao podem ser resgatados pela Marinha em função de dois enormes canhões nazistas construídos na escarpada ilha grega de Navarone.

Os aliados resolvem montar uma expedição secreta, para dinamitar os canhões. Liderada pelo valente Major Roy Franklin, que convence o Capt. Keith Mallory, um grande alpinista antes da guerra e que fala várias línguas, a levar um grupo de homens para escalar a encosta e explodir as armas. Faz parte da expedição um grego, Andrea Stavros, que lutou ao lado do Capitão mas o culpa pela morte da família e o jurou de morte para quando a guerra acabar. O cabo Miller, amigo de Franklin, é o perito em explosivos. Outros membros do grupo são assassinos treinados em corpo-a-corpo e mecânico de navios.

Depois de uma violenta tempestade, Franklin é ferido e tem uma perna gangrenada. Mallory assume o comando, sob a desconfiança de Miller, que acha que o capitão quer se livrar de Franklin, que estaria dificultando o alcance do já incerto êxito da missão.

 

A RTP Memória tem cumprido excelentemente o seu papel, nomeadamente, e de modo especial, na exibição de séries de culto dos anos 60, bem como grandes filmes dessa época, de que "Os Canhões de Navarone" é um exemplo.
Como não podia deixar de ser, este canal da RTP é uma boa fonte de memórias e nostalgias. Pena que, para a maioria, não esteja disponível em sinal aberto.

05/11/2008

Memórias revisitadas - Séries TV


Séries TV - Memórias por aqui publicadas:



01/11/2008

A Flecha Negra - La Freccia Nera

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Depois de no último artigo falarmos de uma fantástica série de televisão, As Aventuras de Robin Hood, que faz parte das minhas imensas recordações, memórias e nostalgias dos tempos de criança, aproveito a mesma onda para trazer à memória outra inesquecível série de TV, sensivelmente da mesma época, chamada de A Flecha Negra, no original, La Freccia Nera.

Tal como o título original revela, a série foi uma produção italiana, da RAI, com realização do conhecido Anton Giulio Majano, entre 1968 e 1969. A série constava de sete episódios, a preto-e-branco, com cerca de 60 minutos cada. Na RTP passou pouco tempo depois. Não consigo recordar o dia da sua exibição, mas creio que aos domingos.
La Freccia Nera, no inglês The Black Arrow, é uma adaptação do popular romance de  Robert Louis Stevenson, o mesmo autor de A Ilha do Tesouro, e tem sido argumento de vários versões para cinema e televisão.
A história de A Flecha Negra passa-se no séc. XV, na Inglaterra, por altura da famosa Guerra das Duas Rosas, entre duas grandes facções com pretensões dinásticas, protagonizadas pelas casas de York (rosa vermelha) e Lancaster (rosa branca).

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Em traços gerais, a história deriva à volta da epopeia de Richard (Dick) Shelton e a bela e rebelde Joan Sedley. Esta, para fugir a um casamento indesejado, com Dick Shelton, que não conhece, corta o cabelo, difarça-se com roupas e maneiras de rapaz e foge do castelo. Todavia, a história vai dar algumas voltas e Joan acaba por se envolver com o próprio jovem Dick, que desconhece a verdadeira identidade do falso rapaz, que se dá a conhecer pelo nome de John. Dick acaba por ajudar a fuga da Joan e ambos juntam-se ao bando do Flecha Negra, ambos combatendo as maldades do mauzão Sir Daniel Barcley.

Joan aos poucos vai conhecendo Dick, nas suas verdadeiras intenções e nobreza de carácter e assim acaba por se apaixonar por ele. Só quase no final da história é que revela a sua identidade, perante a surpresa de Dick Shelton e, claro, acabam por se casar.
Para além desta trama principal, toda a envolvência da história é repleta de situações típicas do séc. XV, tal como em Robin Hood, com lutas, batalhas, perseguições, traições, passagens secretas, castelos, lutas de espada, etç.

Principais personagens e intérpretes:
Dick Shelton - Aldo Reggiani
Joan Sedley - Loretta Goggi
Sir Oliver - Tino Bianchi
Duke of Gloucester - Adalberto Maria Merli
Sir Daniel Barcley - Arnoldo Foà
Randolph - Egisto Marcucci
Tal como Robin Hood, esta séria foi particularmente inspirativa para as nossas brincadeiras e aventuras de capa e espada. Para além do mais, a bela Joan deve ter sido das nossas primeiras paixões assolapadas. Logo depois a paixão mudou-se para a bela Marion des Neiges, na série Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats).
É, pois, com imensa nostalgia, que trago à memória esta fantástica e inesquecível série de TV, que convosco, crianças e jovens dessa época, pretendo partilhar.


- Um dos bons momentos da série, com a sua famosa música, que se tornou inesquecível nas nossas memórias.

La Freccia Nera (fonte: URL)
La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.


Sibila il vento la notte si appresta
e la cupa foresta minacciosa si fa.
Il passo trema se senti un fruscio,
forse è il segno d'addio che la vita ti dà. 


Lascia la spada se il cuor non ti regge,
perché questa è la spada
che da noi fuorilegge e ti porterà.

La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.

La freccia nera fischiando si scaglia,
è la sporca canaglia che il saluto ti dà.
Vieni fratello è questa la gente,
che val meno di niente, perché niente non ha.


Ma se il destino rovescia il suo gioco,
nascerà nel mattino una freccia di fuoco
e la libertà.

La la la larala lala laralalala laralalalala,
la la la larala lala laralalala laralalalala.

La freccia nera fischiando si scaglia,
è la sporca canaglia che il saluto ti dà.
Vieni fratello è questa la gente,
che val meno di niente, perché niente non ha.

31/10/2008

As aventuras de Robin Hood

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Uma das séries de TV que mais recordações me deixou, enquanto criança, foi sem dúvida As Aventuras de Robin Hood, no original The Adventures of Robin Hood, entre nós conhecido como Robin dos Bosques.

A série é de origem inglesa, produzida nos anos 50 pela ITV. Desenrolou-se ao longo de quatro temporadas, com um total de 143 episódios.
Na ITV foi para o ar entre 1955 e 1960 e quase em simultâneo na CBS americana entre 1955 e 1959.

Na RTP, passou a preto-e-branco, no final dos anos 60. Recordo-me que durante muito tempo era exibida aos domingos, por volta das 13:30 horas. Este horário era complicado para mim e para os meus colegas, pois o seu final (cada episódio demorava cerca de 25/30 minutos) coincidia sensivelmente com o início da aula de catequese. Por isso, não raras vezes, chegávamos ligeiramente atrasados mesmo depois de uma valente corrida (a igreja ficava distanciada de casa cerca de 1Km). Escusado será dizer que esta série era motivo de inspiração para muitas das nossas brincadeiras.

O papel principal, de Robin Hood, era protagonizado pelo actor Richard Green. Alguns dos personagens principais, como Lady Marian, João Pequeno e Will Scarlet foram, ao longo das quatro temporadas, interpretados por diferentes actores.
A trama dos episódios decorria dentro da história e lenda atribuída a Robin Hood, ou Robin dos Bosques, suficientemente conhecida de todos já que é um dos heróis mais conhecidos e popularizados, tanto na televisão como no cinema, na literatura e banda desenhada.

No entanto, relembra-se que a história decorre na Inglaterra, na Idade Média, ao tempo do reinado do Rei Ricardo. Este encontra-se ausente em combate nas Cruzadas, pelo que em seu lugar fica a reinar o Príncipe João. Este governa com impiedosa mão-de-ferro, tendo em conta apenas o seu interesse e dos seus correligionários, nomeadamente o Sheriff of Nottingham, com quem Robin luta constantemente, impondo ao povo elevados impostos.

Para combater esta injustiça e crueldade do substituto do rei e do Sheriff de Nottingham , Robin Hood lidera um famoso bando de foras-da-lei, escondidos na impenetrável floresta de Sherwodd, roubando aos ricos, quase sempre ao rei e seus comparsas, para distribuir pelos pobres e desfavorecidos.

Robin Hood conta com grandes companheiros de luta, tal como o forte João Pequeno, o glutão Frei Tuck, Will Scarlet, entre outros. Depois, em cada episódio, o namoro e romance de Robin Hood com a bela Lady Marian é tónica presente e quase sempre motivo de encrencas para Robin e seu bando.
Cada episódio está recheado de perseguições a cavalo, lutas entre Saxões e Normandos, lutas com escudo e espada, torneios com arco e flechas, visitas ao castelo, e todo um conjunto de situações características desse tempo da Idade Média.

Soube bem recordar esta série de televisão.

Consulte no link abaixo um excelente sítio sobre esta série, de onde extraímos algumas fotos:

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