17/02/2009

Procol Harum - A whiter shade of pale

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Pronto. Chamem-me o que quiserem, mas para mim o tema "A whiter shade of pale", da banda inglesa "Procol Harum", é uma das melhores músicas de sempre. Pelo menos está seguramente entre o Top Ten da minha lista pessoal.

Para além deste emblemático tema, a banda, classificada como de rock progressivo, tem muitos outros, igualmente de forte sonoridade, pelo que estão sempre presentes no meu leitor MP3.

Esta ligação aos Procol Harum e ao "A whiter shade of pale",  não é, obviamente, de agora. Já vem do início dos meados dos anos 70, era eu pouco mais do que uma criança. Posso até dizer que a minha paixão pelos Procol Harum é ainda anterior aos The Beatles, outra das minhas paixões musicais. Digamos que foi paixão à primeira audição, mesmo que num dos pequenos rádios (transistores) a pilhas, daqueles que tinham uma interminável antena, imensamente maior do que o pequeno rádio do tamnho de um sabonete.

Resta acrescentar que "A whiter shade of pale",  é consideras como uma das músicas mais passadas na rádio, desde sempre.



A whiter shade of pale
We skipped a light fandango,
Turned cartwheels 'cross the floor.
I was feeling kind of seasick,
But the crowd called out for more.

The room was humming harder,
As the ceiling flew away.
When we called out for another drink,
The waiter brought a tray.
And so it was that later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.
She said there is no reason,
And the truth is plain to see
That I wandered through my playing cards,
And would not let her be

One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast.
And although my eyes were open,
They might just as well have been closed.
And so it was later,
As the miller told his tale,
That her face at first just ghostly,
Turned a whiter shade of pale.

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12/02/2009

Peitoral de cereja do Dr. Ayer

 

Noutra ocasião, já tivemos a oportunidade de falar aqui dos famosos e intemporais rebuçados peitorais do Dr. Bayard.
Um pouco nesta linha de produtos, até pela certa semelhança da sonoridade do nome, não resistimos a publicar um antigo postal alusivo ao Peitoral de Cereja do Dr. Ayer, que supostamente curava todas as tosses e afecções pulmonares. Para além de ser benéfico, deveria ser saboroso a ter em conta o fruto base da sua composição. Quem não gosta de cerejas?

santa nostalgia peitoral de cereja

11/02/2009

Brincar às casinhas

Esta é uma das mais fortes imagens relacionadas com o nosso tempo de criança. Brincar às casinhas era uma forma de imitar a realidade dos adultos, nas tarefas do quotidiano, mas também uma forma de viver, ainda que por instantes, num mundo próprio e fantástico. Mágico até.

É certo que à imagem dos adultos, mas com um simbolismo muito infantil, instintivo, mas também imaginário.
Não é de admirar, pois, que os brinquedos de outros tempos fossem imitações das coisas e dos objectos do dia-a-dia dos adultos. Desde logo as bonecas, também os apetrechos da casa, como os electrodomésticos, os móveis, a tábua de passar a ferro, os tachos, as panelas, a loiça e os talheres e também as roupas. Estes, claro, mais para as meninas. Para os rapazes, as ferramentas, os carros, os tractores, as máquinas, a bola, o pião, etc.

Este leque de brinquedos permitia assim um ensinamento precoce para as coisas da vida real de uma forma instrutiva mas lúdica e imaginária.
Hoje em dia, o contraste é enorme. Certamente que ainda se brinca às casinhas, e estou a recordar os meus filhos e as minhas sobrinhas e também ainda se vendem brinquedos com as características referidas, mas a tendência há muito que deixou de ser essa. Os jogos electrónicos, em consolas, no computador e até no telemóvel, estão já numa posição de supremacia, pelo menos no aspecto de brinquedos desejados e preferidos. Depois as armas, muitas armas e todo um leque de brinquedos que instigam à realidade da luta e da violência. Sinais dos tempos.

Não surpreende, por isso, que as crianças desde cedo aprendam a viver em contextos onde a violência e a indisciplina sejam encaradas de forma quase natural e instintiva, mas com consequências nefastas ao nível familiar e depois no percurso da escola e da sociedade.
As crianças de hoje, amanhã adultos, serão a imagem daquilo que brincaram e da educação, ou da falta dela, que receberam.

Por mim, ainda hoje gosto de brincar às casinhas, mas num outro sentido. Gosto de desenhar pequenas aldeias, com casas amontoadas, com a igreja a dominar o lugar, bem ao estilo de muitas e características aldeias portuguesas. Depois, periodicamente, vou acrescentando novas construções.
Infelizmente, muitas destas aldeias que fui desenhando, perderam-se. Todavia, mesmo agora, fazendo uso de modernas ferramentas de desenho, como o AutoCad e o Revit, por vezes dou comigo a construir aldeias, enfim...a brincar às casinhas.
Esta pequena paixão tem raízes nos tempos de criança e nas brincadeiras de então, em que, armados em pedreiros e carpinteiros, como no jogo do "cantinho", usando pedrinhas e pauzinhos, num espaço do jardim ou da horta, lá ía-mos levantando casinhas, pontes e muros e moldando colinas e regatos sinuosos, como construtores de mundos.
Bons tempos.
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10/02/2009

Emblemas, distintivos de clubes de futebol - 4

 

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atletico clube alcanenense

Atlético Clube de Cucujães

atletico club marinhense

Atlético Clube Marinhense

atletico cabeceirense

Atlético Cabeceirense

assoc recreativa novelense

Associação Recreativa Novelense

assoc recreativa do freixieiro

Associação Recreativa do Freixieiro

assoc os vouzelenses

Associação Os Vouzeleses

assoc desportiva de s_romao

Associação Desportiva de S. Romão

 

Anteriores links sobre emblemas e distintivos:

Link 1

Link 2

Link 3

09/02/2009

Tulicreme - ...e as crianças adoram chocolate!

 

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Hoje trazemos à consideração mais um cartaz publicitário do fantástico produto chamado Tulicreme.

"Tulicreme é um alimento puríssimo e enriquecido com as vitaminas A e D, as essenciais ao crescimento. Destinado às crianças, Tulicreme dá-lhe a satisfação de proporcionar aos seus filhos uma alegria nova. A alegria de saborear no pão a guloseima que eles mais adoram...chocolate".

Para os mais esquecidos, deixamos aqui os links para os anteriores artigos sobre o Tulicreme, a pasta de barrar, de chocolate e avelãs. À hora que escrevo este post bem que já apetecia.

Link 1

Link 2

Artistas de Cinema - Cromos III

 

Continuamos com a publicação de cromos soltos da magnífica caderneta "Artistas de Cinema".

dick chambarlein

nancy berg

richard  todd

dorothy provine

Anteriores entradas:

Link 1

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07/02/2009

Anos 70 - Programação RTP - II

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Programação da RTP, de sexta-feira, 26 de Novembro de 1976
I Programa:
18:30 - Abertura
18:32 - Estúdio Velho - Infantil
19:00 - Tropicália - Um filme dos correspondentes no Brasil - Reinaldo Varela...
20:00 - Momento Desportivo - Os problemas do Desporto em debate
20:30 - Telejornal - 1ª edição - Noticiário do país e do estrangeiro
21:00 - Momento político - Programa da Secretaria ed Estado da Comunicação Social
21:15 - Melomania - Um programa de João de Freitas Branco e Augusto cabrita
21:45 - "Sandokan" - Série filmada

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23:00 - Telejornal - 2ª edição

II programa:

20:28 - Abertura
20:30 - Telejornal - 1ª edição (em simultâneo com o I programa)
21:00 - Série filmada

Programação da RTP, de Sábado, 27 de Novembro de 1976

I Programa:

14:00 - Abertura
14:02 - Telejornal - 1ª edição
14:30 - A bela Mariana - Série filmada - 6º episódio
15:00 - Ida e volta - Um programa sobre os problemas do trãnsito e dos transportes
15:25 - O povo e a música
15:55 - Janosik - Série polaca, realizada por Jerzy Passendorfer com Marek Perepezko (Janosik)

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16:55 - Horizontes desconhecidos
17:25 - Bota de 7 léguas - Noticiário para jovens
17:55 - Animação
18:20 - Concerto
19:15 - Espaço 1999 - Série de ficção científica

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20:30 - Telejornal - 2ª edição
21:30 - O mundo tribal
22:30 - Variedades - programa musical
23:15 - Telejornal

II Programa:

20:20 - Abertura
20:30 - Telejornal - 1ª edição (em simultâneo com o I programa)
21:30 - Animação
22:00 - Cinemateca - Apresentação de Lauro António

Santinhos da Comunhão Solene e outros

 

Noutra ocasião já falamos dos clássicos "santinhos", alusivos a algumas cerimónias religiosas, concretamente aos casamentos.


Hoje publicamos mais alguns "santinhos" relativos a outras ocasiões, tais como as emblemáticas Primeira Comunhão Comunhão Solene.

Quem não se recorda da sua Primeira Comunhão ou da Comunhão Solene, também conhecida como Profissão de Fé? Para todas as crianças que seguiam a doutrina católica, estes eram momentos únicos e que certamente ainda são recordados por todos quantos viveram estas etapas do percurso da religião católica. É claro que nessa altura, para as crianças o que mais contava era a festa, o vestido de princesa ou o fato, as prendas dos padrinhos, normalmente uma volta, pulseira ou brincos de ouro, para as meninas e um relógio e um anel para os meninos. Depois também a festa geral da aldeia, que se engalanava para a cerimónia, o banquete, os pais, os irmãos, os familiares e os amigos. Era um dia intenso.

Estas belas litografias, normalmente de origem italiana, são de facto muito bonitas e repletas de ternura, e remetem-nos para um tempo onde estas coisas tinham uma vivência e um valor bem mais autênticos. É claro que nos nossos dias ainda continuam a realizar-se estas cerimónias religiosas mas o artificialismo e a vaidade sobrepuseram-se ao essencial. Nada como dantes.

Quanto aos "santinhos", continuam a existir, mas com grafismos mais modernos e estilizados.

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31/01/2009

Simplesmente Maria

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Quem se lembra da rádio-novela "Simplesmente Maria"?
Pessoalmente, era criança, frequentava o Ciclo Preparatório TV, mas lembro-me perfeitamente desse marco da rádio portuguesa.

Simplesmente Maria era um folhetim que passou na Rádio Renascença, ao longo de 500 episódios (ena tantos...), entre Março de 1973 e Novembro de 1974, transpondo, por isso, o tempo da Revolução do 25 de Abril de 1974. 
 
Cada episódio ía para o ar depois do almoço, entre as 13:30 e 14:30 horas, mais coisa menos coisa.
A história deste folhetim radiofónico, uma espécie de telenovela sonora, girava à volta de amores e desamores da figura central, uma jovem criada chamada Maria. 
 
Era uma história de "faca e alguidar", muito característica das novelas mexicanas. O script tinha a autoria de Maria del Pilar Casares, pelo que não era de surpreender o estilo.
Certo é que folhetim prendeu literalmente a atenção de milhares e milhares de portugueses (mulheres em particular) durante quase dois anos. Após o almoço, as mulheres da altura, quase todas domésticas, ficavam de ouvido colado ao aparelho de rádio e lenço na mão para enxugar as lágrimas. 

Recordo-me perfeitamente que na aldeia, nessa hora "solene" tudo parava para não se perder pitada dos diálogos e discussões da Maria com o Alberto, o Tony, filha da Maria, do Estevão e todos os outros. Só visto...ou melhor...só ouvido. Depois, eram as conversas à volta do assunto, as opiniões e os palpites quanto ao rumo da história. Penso que situação igual só se verificaria uns poucos anos mais tarde (1977) com a telenovela brasileira "Gabriela", a primeira a passar na RTP.

Na altura, apesar de estar consciente do fenómeno, fazia-me confusão ver tanta dedicação e entusiasmo do mulherio apesar dos folhetins radiofónicos serem relativamente vulgares.

A popularidade era tal que, a par da versão radiofónica, era publicada semanalmente a versão em revista, a chamada fotonovela, com edição a cores, que se tornou assim muito popular, rivalizando com as famosas fotonovelas da Corin Tellado que nessa época eram devoradas pelas mulheres portuguesas.

Pela revista, chamada também Simplesmente Maria, ficamos a saber os nomes das principais personagens e intérpretes:
Maria: Maria...Simplesmente
Alberto: Fernando Serrano
Tony: Miguel Dias
Estevão: Marcos Graça
Teresa: Luisa Fernandes
Carlos: Rafael Rodrigues
Inês: Helena Torres
Ricardo: Luis Marqués
Isabel: Olga Rios
Susana: Elka Mayer
Genoveva: Mariana Vale
Rosa: Irene Antunes

A revista Simplesmente Maria tinha como Director, José Maya, era impressa em Espanha e distribuida pela Regimprensa.
Nunca cheguei a saber, mesmo agora, se as vozes que se ouviam na rádio correspondiam às pessoas que faziam parte da fotonovela. Penso que não, mas não garanto. Talvez apareça alguém que esclareça. Sei, isso sim, que a música principal era interpretada pelo...Cândido Mota.

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