05/05/2012

A panela ao lume

 

Com os tempos de crise económica que varrem este nosso pobre país, no sentido da redução de custos nos orçamentos familiares, começam já a ser adoptados alguns expedientes ou práticas comuns há três ou quatro décadas atrás. Uma dessas situações tem a ver com a poupança nos gastos com electricidade e gás, cozinhando-se com lenha, na lareira, pelo que voltam a estar em uso, pelo menos em ambientes rurais, as velhinhas panelas de ferro que noutros tempos tantas vezes vi na lareira da casa paterna. E que saborosa era a comida que daqueles potes enegrados de fuligem saía…

Adaptadas a essa função estavam as panelas de três pernas, em ferro fundido. Nesses tempos eram presença obrigatória nas feiras, vendidas em diferentes tamanhos.

Para se começar a usar uma dessas panelas, era necessária uma preparação  destinada a retirar o sabor do ferro e de outros produtos usados na fundição, que, no caso da minha aldeia, norma geral consistía em cozinhar-se durante longas horas uma mistura de farinha de milho com nacos de unto (gordura de porco). Este processo poderia ser repetido duas ou três vezes até que o interior da panela ficasse revestido com uma película de gordura. Uma vez preparada, podiam então ser confeccionadas as típicas comidas de lavrador, nomeadamente a sopa ou mais popularmente, o caldo, muito substancial com feijão, legumes, um talhada de carne de porco salgada e de quando em vez uns arrozeiros.

panela ao lume cozinhar

panela ao lume cozinha lareira

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04/05/2012

Bilú Tetéia – Márcio Ivens

 

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Quem se recorda desta pérola musical dos anos 70, “Bilú Tetéia” cantada por Márcio Ivens ?

Independentemente da qualidade da música e da respectiva letra, hoje certamente analisada com outro olhar crítico,  a verdade é que na época o raio da música andava na boca de toda a gente que a cantarolava nos mais diversos sítios e ocasiões. Ainda hoje, para quem viveu essses tempos, pode surpreender-se a

Fica amemória…e a letra:

Quando eu era criança mamãe dizia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Pegava eu no colo, mostrava pra vizinha
Bilu Bilu Bilu, Biluzinho Tetéia
Que me segurava, dizia que gracinha...
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
O tempo foi passando e eu fui crescendo
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
E de fazer Bilu, mamãe foi se esquecendo
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Agora eu estou grande, estou é barbadinho não encontro
mais ninguém pra me fazer um Biluzinho

Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia

Brincava de casinha, ninguém dizia nada...
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
E a filha da vizinha era minha namorada
Bilu Bilu Bilu, Biluzinho Tetéia
Agora eu estou moço não tenho liberdade
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Pra falar com a vizinha é uma calamidade...
Se quizer um Biluzinho tenho que fazer sozinho

Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia

 

01/05/2012

O Novo Livro de História da 4ª Classe – António Branco

 

Hoje trago à memória o “Novo Livro de História da 4ª Classe”, um belo manual escolar editado pela Porto Editora, em 1973, de autoria do Prof. António Branco, com belas e didácticas ilustrações de Eugénio Silva.

Tem uma dimensão de 185 x 245 mm e 56 páginas.

Como seria de esperar, o livro percorre todas as principais fases da nossa História, desde o nascimento de Portugal até aos nossos dias (na altura 1973). As ilustrações do Eugénio Silva são elas próprias verdadeiras lições da nossa rica História, retratando com rigor cada uma das suas épocas.

 

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29/04/2012

Ciências Geográfico – Naturais – 4ª Classe – António Branco

 

Hoje trago à memória o manual escolar da 4ª classe, “Ciências Geográfico – Naturais”, uma edição conjunta da Porto Editora, Emp. Lit. Fluminense e Livraria Arnado.

É uma edição do final dos anos 60, sendo um dos muitos manuais da autoria do Prof. António Branco.

O livro, de acordo com o que sugere o título, aborda as áreas das Ciências e Geografia, sendo que nesta ainda está presente a componente do Portugal Ultramarino, incluindo a representação dos habituais mapas de Cabo Verde, Guiné-Bissau, S.Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Índia Portuguesa e Timor.

O manual tem 96 páginas num formato de 185 x 240 mm. Está profusamente enriquecido com ilustrações e fotografias, pelo que é muito apelativo.

Abaixo, ficam algumas páginas.

 

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24/04/2012

Maidenform….sempre em forma

 

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O cartaz publicitário é de Julho de 1979, mas a marca Maidenform,  fundada em Bayonne – New Jersey – Estados Unidos, no distante ano de 1922 por Ida Rosenthal, Enid Bissett e William Rosenthal, continua, 90 anos depois, em plena forma e com uma história de sucesso associada a roupas interiores, cintas e e sutiãs (soutiens) que se caracterizam por destacar o peito das mulheres.

Ele há coisas que não mudam!

16/04/2012

Charlot

 

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Em 16 de Abril de 1889 (passam hoje 123 anos), em Walworth - Londres - Inglaterra, nascia Charles Spencer Chaplin que veio a tornar-se na popular personagem do cinema mudo, Charlot.


Sobre esta figura, de tão sobejamente conhecida e de tanta informação disponível a seu respeito, pouco mais há a acrescentar à sua vida e à sua carreira de actor e realizador.


Recordar Charlot, para além da emeféride da sua data de nascimento, é recuar ao nosso tempo de criança e ao deslumbramento sentido por cada vez (e foram muitas) que aquela figura franzina e elástica, mesmo sem nada dizer, nos aparecia na televisão e nos fazia rir à gargalhada de princípio ao fim. É certo que sem o entusiasmo infantil de uma verdadeira aventura de capa e espada ou de uma cóboiada, com índios e ladrões, porque depois nas brincadeiras não dava para brincar ao Charlot, mas mesmo assim tornou-se numa figura marcante e mesmo intemporal, pelo que faz parte das memórias de infância de muitas gerações.

13/04/2012

Diário das Fábulas da Floresta Azul

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A memória foi levantada no nosso espaço no Facebook, mas creio que a ela já aludimos uma ou outra vez, nomeadamente no nosso extinto fórum.

Trata-se da série “Diário das Fábulas da Floresta Azul” que nos princípios dos anos 70, ainda na RTP a “preto-e-branco” costumava entreter a petizada uns escassos 5 minutinhos antes do Telejornal da noite, integrada na rubrica TV Infantil. Veja-se acima um recorte de uma revista da época, no caso, referente à programação de uma Terça-Feira de Maio de 1974.

Esta belíssima série é de origem holandesa, no original, “Falbeltjeskrante”, produzida em 1968, com bonecos animados pela técnica “stop motion”. Só há relativamente pouco tempo é que descobri a (quase improvável) origem da série, pois até aí estava inclinado a admitir  tratar-se de uma  produção da RTP, o que não deixava de ser esquisito pois as referências a ela eram inexistentes.

O principal personagem era o Mocho Jacob, que, empoleirado no ramo da sua árvore,  narrava as histórias, baseadas nas fábulas de La Fontaine e outros autores clássicos, mas era acompanhado de muitas outras figuras (veja-se a galeria no sítio ou aqui), nomeadamente o lobo Bóris.

A série, para quem tinha 10 anitos, por aí, era deliciosa e tinha apenas um único inconveniente, que era o de cada episódio durar um abrir-e-fechar-de-olhos (Mais ou menos 5 minutos). Ficava-se à espera do dia seguinte, o que nem sempre sucedia pois a sua exibição não era muito regular e frequentemente alternava com outras séries de curta duração.

Que saudades….

06/04/2012

Feliz Páscoa !

 

 

Desejamos a todos os habituais visitantes do Santa Nostalgia, uma Feliz Páscoa !

A ilustrar, um simples rabisco de nossa autoria.

 

coelhinho pascoa

(clicar para ampliar)