As notícias destes dias deram-nos conta do falecimento de José Carlos da Silva Camolas, antigo avançado que se sagrou bicampeão nacional pelo Benfica em 1966/67 e 1967/68, faleceu segunda-feira, aos 71 anos, ainda relativamente novo.
Camolas representou outros clubes como o S.C. Varzim, Os Belenenses e União de Tomar, clube onde esteve oito épocas e onde se tornou porventura mais popular e reconhecido. Na parte descendente da carreira alinhou também por clubes como o Benfica de Castelo Branco, Alcains, Escalos de Cima e Palmelense.
Para além da notícia, sempre triste mas natural, porque todos morremos, o desaparecimento do mundo dos vivos do Camolas tem o significado de que os nomes populares e emblemáticos do nosso futebol e do nosso imaginário dos anos 60 e 70 também morrem. Foi assim com José Torres, Vitor Baptista, Eusébio e com muitos outros, de vários clubes e não só do Benfica, e assim continuará a ser.
Camolas, para além da qualidade que naturalmente evidenciava como futebolista, tinha o dom de ser um nome de futebolista, daqueles que pegam à primeira e se tornam inesquecíveis pela forma redonda e fácil como saem da boca. Um nome digno de cromo, como, de resto, muitos outros e os exemplos seriam mais que muitos.
Figurará sempre nas nossas memórias e em muitas das nossas cadernetas de cromos, mesmo que naqueles de caramelos, impressos tão toscamente que em muito aumentam a mística e a saudade desses tempos e dessas figuras que povoavam e ainda moram em algumas das nossas cadernetas e colecções.
Que descanse em paz o Camolas!
Que descanse em paz o Camolas!













