26/09/2019

Laranjina "C" em saquetas


Já temos falado por aqui da emblemática marca de refrigerante Laranjina "C". Também aqui e aqui.

Mas, como estamos sempre a aprender, dando razão aos velhos provérbios "Anda-se toda a vida a aprender e morre-se sem saber", "Nunca é tarde para aprender" ou "Aprender até morrer", descobri (aprendi) por estes dias que, exactamente com a mesma marca e grafismo, é vendido nas farmácias um suplemento de vitamina C em saquetas de grânulos  orodispersíveis. Coisa fina, tal qual anunciado na imagem acima.

Para os saudosos da velhinha bebida com sabor a laranja, quem sabe se este não é o "remédio".

Acima, um calendário de bolso da marca "Laranjina "C", do tempo (1987) em que ainda se vendia...em garrafa.

24/09/2019

Gelados Sabiá - Ainda há


Não há por aí muita informação sobre esta marca de gelados. Contudo, do que foi possível pesquisar, conclui-se que a Sabiá é um das marcas da Gelgurte - Indústrias Alimentares, L.da uma empresa com capital 100% português, sediada na cidade da Guarda, fundada em 1973.

A empresa fabrica e comercializa produtos lácteos frescos, iogurtes, leites fermentados, sobremesas lácteas, sorvetes, gelatinas e gelados, em que se inclui o Sabiá e o Frigo.

Na imagem acima, a reprodução do logotipo da marca algures de meados dos anos 70.

16/09/2019

General Motors



Nem sempre damos atenção a estes pormenores, mas a General Motors (GM), uma das grandes empresas do mundo automóvel, foi fundada precisamente no dia 16 de Setembro, mas, claro, no já longínquo ano de 1908. Com sede em Detroit, no norte dos Estados Unidos, a construtora começou com a emblemática marca Buick e nos anos seguintes alargou o portfólio com as marcas Cadillac, Oldsmobile, Pontiac e Chevrolet.

De lá para cá passaram mais de 100 anos e a empresa estendeu-se ao mundo e hoje é uma multinacional com ramificações várias no mundo automóvel.

Como todas as grandes empresas construtoras, viveu períodos altos e baixos e através de compras, vendas, parcerias e participações, tem-se aguentado e na actualidade ocupa um dos lugares do pódium em números de veículos produzidos, junto com a japonesa Toyota e o grupo Grupo Volkswagen (dados de 2016)

09/09/2019

Henri de Toulouse-Lautrec


Passam hoje 118 anos sobre a data da morte do francês Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (Albi, 24 de Novembro de 1864 — Saint-André-du-Bois, 9 de Setembro de 1901).

Foi uma das grandes figuras da pintura pós-impressionista francesa, conhecido e popularizado por pintar a vida boêmia de Paris do final do século XIX. Também ele, um assumido boêmio, foi vítima das extravagâncias e para prejuízo próprio e da arte faleceu precocemente apenas com 36 anos, vítima de consequências de sífilis e alcoolismo. 
Apesar da sua curta vida artística,  resumida apenas a vinte anos, deixou um importante e vasto legado artístico.

Toulouse-Lautrec, também litógrafo, revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários na época, contribuindo decisivamente no estilo que seria posteriormente conhecido como Art Nouveau. 

29/07/2019

O Duplicador - Porque duplicar é preciso

Hoje em dia damos como fácil e certo o processo de reprodução e cópia de documentos, seja num ambiente doméstico, com recurso a uma simples impressora ligada ao computador, com ou sem fios, seja no escritório, na empresa ou escola. Para quantidades e outras exigências de formato e de tipo de suporte, existem de forma generalizada os centros de cópias,  com modernas fotocopiadoras a laser, plotters e mesmo outros equipamentos, versáteis e hoje em dia já com custos baixos.

Noutros tempos, porém, e nem será necessário recuar aos tempos da reprodução pela escrita ou os imediatamente posteriores à invenção da impressão por Gutemberg o processo de replicação de documentos era um empreendimento complexo, moroso e relativamente dispendioso.

Mas recuando apenas quarenta ou cinquenta anos, e pondo de lado a particularidade da impressão relacionada às gráficas, editoras livreiras e imprensa, mas ainda antes da generalização das fotocopiadoras e mais tarde às impressores térmicas, de jacto de tinta e a laser, as necessidades de impressão em série e em grandes quantidades em ambiente de empresa, de escola ou de qualquer organização, encontravasolução nos duplicadores, inicialmente apenas mecânicos e mais tarde com rotação eléctrica.
Estes duplicadores, também designados de mimeógrafos, sobretudo os populares da marca Gestetner, permitiam de facto a reprodução de cópias em quantidade a um custo de produção acessível.

Um duplicador ou mimeógrafo, embora com o mesmo objectivo de uma fotocopiadora, na realidade era um elemento de impressão, com um sistema rotativo, já que obrigava à utilização de uma matriz ou molde como original, em concreto uma película chamada stencil. Este stencil era constituído por um papel especial o qual introduzido na máquina de escrever permitia ser parcialmente perfurado pelos caracteres metálicos, o que depois de encaixado no duplicador permitia passar a tinta pelos orifícios e assim obter uma cópia. Para além do texto, com algum cuidado e engenho, utilizando estiletes metálicos era possível também gravar alguns desenhos, mesmo que pouco elaborados, sob pena de danificar o stencil.



A tinta, com base de álcool, para ajudar a secar rapidamente, era adquirida em grossos tubos dos quais se injectava num cilindro rotativo de base porosa que absorvia a tinta. Depois era girar a manivela manualmente com uma velocidade adequada. A força centrífuga e a pressão do rolo com o papel impelia a tinta através da matriz e assim obtinha-se cada cópia. Para imprimir no lado oposto, era necessário deixar secar as folhas impressas num dos lados e voltar a introduzir a nova matriz e voltar a repetir o processo.
Por conseguinte, era um processo de cópia relativamente barato mas de baixa qualidade e a exigir algum esforço e habilidade em todo o processo.

Este tipo de equipamento de reprodução de cópias tornou-se muito popular e acessível nos anos 70, nomeadamente no período pós revolução do 25 de Abril de 1974 permitindo aos partidos e organizações sindicais e políticas imprimir em grandes quantidades e a baixo custo os seus panfletos de propaganda (abaixo, ver imagens das impressões típicas deste sistema). Também eram muito utilizados em escolas, empresas e outras organizações que necessitavam de formulários e outros documentos.




Cá pela minha aldeia, pertencia eu a uma associação cultural e recreativa que durante várias anos, toda a década de 80 e parte da de 90, publicou um jornal mensal, que durante uma boa parte desse tempo foi impresso com recurso ao duplicador. Inicialmente mecânico, depois eléctrico e mais tarde substituído por uma máquina de impressão offset, embora esta de formato ligeiramente inferior ao A3, mas que permitia, em diferentes etapas, introduzir cor, o que em edições especiais usávamos para distinguir o título do jornal e de notícias. Ora a vermelho, ora a azul.

Especiais tempos esses, que contados agora à nova rapaziada ser-lhes-á difícil acreditar face à facilidade e generalização das impressoras e modernas fotocopiadoras.

Assim, de modo especial o Duplicador, foi de uma importância fulcral no desenvolvimento e acesso à cultura e à informação, pelo que tem um papel e um lugar especiais nas nossas memórias colectivas.

24/07/2019

Niepoort - Vinho do Porto


Cartaz publicitário do ano de 1944


Quando se fala de Vinho do Porto, mesmo que em rigor ele pouco ou nada tenha a ver com o Porto, mas sim com o Douro e Vila Nova de Gaia, uma das muitas marcas a ele associadas é a Niepoort.
Remonta a 1842 a fundação da empresa por Franciscus Marius Niepoort, nascido em 1813, em Hilversum, na Holanda. Casou com Francisca Louisa Elisabeth Ehlers e vieram veio para Portugal para criar a empresa Niepoort, produtora de Vinho do Porto. Fundou a empresa como vendedor de Porto, sem terrenos ou vinhas próprias. Era primordialmente um comerciante de Vinhos do Porto. Faleceu no Porto no dia 7 de Março de 1887, tendo-lhe sucedido Eduard Jackob que nasceu em 1848, no Porto, com a empresa já numa situação de prosperidade e de lá para cá a família tem crescido tal como a empresa que é uma das referências no sector do Vinho do Porto..

16/07/2019

Carmim Creme Torero - Dentes brancos e gengivas encarnadas


Cartaz publicitário do ano de 1946.

Desta Carmim Creme Torero, uma pasta dentífrica, pouco ou nada descobrimos. Mas curioso o slogan de que tão importante como branquear os dentes, seria avermelhar as gengivas. 
Do pouco que descobrimos, esta pasta de dentes remonta a 1870 e era uma das criações dos laboratórios ORIVE, cuja fundação remete para o farmacêutico espanhol Salustiano de Orive, nascido em Briones, La Rioja em 1842. Faleceu em Logroño em 1913. 
Do que apuramos, a marca pertencerá na actualidade ao grupo Henkel Iberica.

28/06/2019

Pó de arroz Pompeia


Cartaz publicitário do ano de 1944.

Hoje em dia as mulheres continuam a preocupar-se com o seu aspecto e  não surpreende que na generalidade continuem a dar importância à maquilhagem ou, como modernamente se diz, porque adoramos inglesismos, ao make up. As marcas e produtos de beleza de rosto são mais que muitas e populares. Cabelos, pele, olhos e lábios não escapam aos retoques. Todavia, o "pó-de-arroz" enquanto tal caiu em desuso.
Noutros tempos, porém, o "pó-de-arroz" era rei na arte de amaciar e perfumar a pele do rostos das senhoras e por isso fazia parte do leque de produtos de beleza. Era, pois, um produto popular, nomeadamente pelos anos 40, a que se refere o cartaz publicitário acima, dos anos 40.
Neste caso em concreto, uma das marcas populares, o "Pompeia" da casa francesa L.T. Piver - Paris. Para além do "pó-de-arroz", sob a mesma marca eram vendidos outros produtos associados à beleza feminina, incluindo cremes, sabonetes e perfumes. De resto a marca ainda existe e continua a tratar da beleza.
A marca tem as suas origens no remoto ano de 1774 quando foi lançado o perfume "A la Reine des Fleurs" (A Raínha das Flores). O seu fundador, Michel Adam era uma pessoa dinâmica e em pouco tempo os seus produtos forneciam nem mais nem menos que a corte de Luis XVI e depois outras cortes reais europeias. A Michel sucedeu um seu filho e mais tarde Louis Toussaint Piver que iniciou uma dinastia que tem estado à frente da empresa.

Na foto abaixo, uma das caixas em estilo da época em Arte Deco em que era embalado o pó mágico.

27/06/2019

Pastelaria Bijou



Cartazes publicitários da primeira metade dos anos 40

Terá sido por pelo ano de 1889, próximo do Natal, que abriu ao público lisboeta a "Pastelaria Bijou da Avenida" ou mesmo com a designação em francês, por ser chique, "Patisserie Bijou de L´Avenue". Então propriedade de António José Alves, abriu portas no Nº 75 da Avenida da Liberdade. Por questões diversas com o senhorio do prédio, o estabelecimento mudou de edifício, mas para perto., mantendo-se na avenida. 
Pelos anos 40, após algumas mudanças e abertura de filiais, o estabelecimento era conhecido apenas por Pastelaria Bijou, sedida nos números 84 a 88 ainda da Avenida da Liberdade. 
Notícias relativamente recentes dão conta que o emblemático estabelecimento de coisas doces e boas encerrou de forma definitiva e no mesmo local foi montada uma loja de vestuário.
Sinais dos tempos.