29/11/2019

Advento - Velas

Ilustração com fundo transparente pelo que pode ser usada para decorar elementos alusivos ao Advento ou ao Natal.
Para uso livre. A referência à fonte é bem-vinda!

18/11/2019

Hercule Poirot


Já falamos, aqui - e passaram já mais de 10 anosdesta característica figura, Hercule Poirot, o minucioso detective belga, criação de Agatha Christie, numa das versões interpretadas por David Suchet, sem dúvida, na nossa opinião, a mais bem conseguida entre a de vários actores (nomeadamente Peter Ustinov e Albert Finney) que deram vida a esta figura da investigação, pensamento, análise e dedução.

Desta feita, o retrato com uma ilustração de nossa autoria.

12/11/2019

Postal de Natal - 12112019


Já começa a aproximar-se o espírito de Natal pelo que aos poucos retomamos a partilha de alguns dos nossos exclusivos postais de Natal.

11/11/2019

Majora - Fazer as crianças felizes

Por diversas vezes temos falado de nostalgias ligadas ao universo infanto-juvenil e de muitas delas a relação com Editora Majora, uma das emblemáticas marcas nacionais ligadas ao entretenimento editorial dirigido ao público mais jovem.
Sobre a história da Majora, nada melhor que reproduzir o que está escrito no site institucional da empresa/marca:

A Majora é uma marca portuguesa de brinquedos que nasceu em 1939, pelas mãos de Mário José António de Oliveira, que durante gerações estiveram presentes no imaginário português.

Numa altura em que a Europa mergulhava no flagelo da II Guerra Mundial e inspirado por uma viagem que fizera à Alemanha, onde tinha descoberto divertidos jogos de tabuleiro, Mário começou a desenhar jogos na cave de casa dos seus pais, na Avenida Boavista na cidade do Porto. O nome Majora é inspirado no seu próprio nome – MÁrio JOsé OliveiRA.

A marca consolidou o estatuto de divertimento para as crianças com jogos como Pontapé ao Goal, Jogo da Glória, Loto ou O Sabichão que, criado em 1962, foi uma figura de destaque no catálogo da marca. D’ O Sabichão fazia parte um boneco de madeira, pintado muitas vezes pela família de Mário José Oliveira, após o jantar. Com destreza, o mesmo colocava dois pincéis numa mão, pois assim conseguia pintar duas cores ao mesmo tempo; da tinta preta nasciam os olhos, a boca e o nariz.

A criação dos jogos era sempre feita com muito secretismo, no departamento de Invenções da Majora. O desporto foi a inspiração para jogadas de dados que ficaram na memória: Volta a Portugal em Bicicleta, Rally Automóvel ou Corridas de Cavalos são títulos que marcaram uma época. Além dos jogos de tabuleiro, brincadeiras didáticas e desafios de destreza, a Majora teve ainda brinquedos, livros infantis e puzzles. Jogos simples e que as famílias podiam jogar em conjunto.

Valorizando a criatividade e qualidade dos brinquedos, a Majora trabalhou diretamente com vários criativos e ilustradores, como Gabriel Ferrão, que desenhou centenas de tabuleiros e a ilustradora Laura Costa que contribuiu para a ilustração da emblemática Coleção Princesinha entre outros títulos.As temáticas dos mais de 300 jogos didáticos categorizam-se entre desporto, geografia, história de Portugal e a cultura portuguesa.

A missão da Majora é e sempre será: fazer as crianças felizes, trazer sonhos e inspiração.

09/11/2019

Laura Costa - Artista plástica e ilustradora


Já em diversas ocasiões temos publicado por aqui no Santa Nostalgia vários conteúdos referenciados à artista plástica e ilustradora Laura Costa, no caso, essencialmente ilustrações provenientes de livros de contos infantis, livros escolares, catecismos, postais, etc. Simultaneamente temos confessado a admiração e gosto pessoal pela obra da artista, desde logo porque vários desses suportes que foram enriquecidos com a sua arte remetem-nos para circunstâncias próprias da infância, como a escola primária, a catequese, os tempos livres e as primeiras leituras de contos de fadas, por isso memórias muito queridas e saudosas.
Apesar disso, pouco ou nada falamos sobre a artista. De resto pouco haveria a falar porque, mesmo sendo conhecida muita da sua vasta obra e do abundante leque de suportes que receberam as suas ilustrações, pouco se sabe, nomeadamente quanto aos aspectos biográficos. Também não é conhecida publicamente qualquer fotografia da artista.

Do que se sabe, e aos poucos vai-se sabendo mais, e em grande parte tal deve-se a pessoas como o conhecido escritor e admirador confesso da obra da artista, Mário Cláudio, bem como do investigador na área de infância Sérgio Costa Araújo, os quais, com o apoio da Câmara Municipal de Paredes de Coura – Minho, promoveram no final de 2017 o evento “Laura Costa – Primeira Exposição Rectrospectiva”, que decorreu no Centro Mário Cláudio, na referida localidade minhota.

Existem ainda algumas notas biográficas sobre a autora, em alguma literatura sobre ilustradores portugueses, como no caso  o "Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa", de António Garcia Barreto, Editora Campo das Letras, a páginas 159, mas tudo muito sintomático, pouco mais que uma breve nota de meia dúzia de linhas.

Sabe-se que nasceu em 1910 na freguesia da Vitória, na cidade do Porto (Faleceu em 1993). Fez estudos superiores e formou-se na Escola de Belas-Artes do Porto, entre 1929 e o final da década de 30, com médias quase máximas, tendo tido professores como os pintores Joaquim Lopes e Acácio Lino. Pelo meio, frequentou ainda a  Faculdade de Ciências. Diz-se que terá sido na referida instituição de ensino a primeira aluna a ter acesso aos aulas de desenho de nu, o que antes apenas era reservados aos alunos masculinos.

Ainda na Faculdade de Belas-Artes, fez parte do grupo de artistas designado de “Mais Além”, do qual faziam parte nomes como  Augusto Gomes, Dominguez Alvarez, Guilherme Camarinha, Reis Teixeira e  Ventura Porfírio. O grupo na sua génese “questionava os cânones do ensino académico e naturalista da instituição das Belas-Artes e  já produzia orientações programáticas para  o movimento artístico do modernismo. 

Laura Costa terá sido uma aluna e artista de qualidade reconhecida na altura já que é sabido, por catálogos da época, que ainda apenas com treze anos de idade integrou os trabalhos expostos no Salão de Humoristas da Cidade do Porto. Participou ainda em mostras na Galeria Silva Porto, em 1929 e um pouco mais tarde, em 1931, no Ateneu Comercial, instituição a cuja fundação estará liago seu avô materno.

Sobre aspectos pessoais pouco ou nada conhecidos, colhi publicamente a informação de que Laura Costa era prima do crítico e historiador de cinema Henrique Alves Costa, também madrinha do arquitecto Alexandre Alves Costa e amiga chegada do já desaparecido centenário cineasta Manoel de Oliveira.

Para além da sua ocupação de artista, sobretudo na área da ilustração infantil, foi professora no Colégio do Rosário, uma instituição ligada à religião católica, na cidade do Porto, apesar de se identificar como não crente. De resto, a ser verdadeira esta sua faceta, não deixa de ser mais significativa a forma vasta e expressiva com que produziu trabalhos com a temática religiosa e católica, de que se destacam catecismos e postais alusivos ao Natal bem como ao contexto de Nossa Senhora de Fátima.

Um pouco a reboque desta sua relação de trabalho com as instituições da Igreja ou do Estado tem sido conotada com o regime do Estado Novo, mas diz quem sabe que tal não corresponde de todo à realidade. Apenas uma relação formal e profissional. Porventura a preferência pelos seus trabalhos prendia-se com o estilo desprendido e linear que de algum modo retratava um certo bucolismo das tradições, costumes e figuras do Portugal muito rural e religioso da época.

Como artista com formação superior, era naturalmente uma pintora, mas esta sua faceta é menos produtiva e quase desconhecida. Ao contrário, a ilustração e sobretudo a de carácter infantil é abundante. Ilustrou livros de contos de fadas, de variados formatos, catecismos, livros, manuais e cadernos escolares, calendários, almanaques, capas diversas e postais, mas também ilustrou para jornais, sobretudo para o já extinto “O Primeiro de Janeiro”, entre 1954 e 1976, com a particularidade da tradição de ilustrar as capas do dia de Natal. 

Laura Costa ilustrou para editoras de prestígio, como a Lello, para vários autores particulares, para empresas várias, como a Oliva e Banco Português do Atlântico, para a Igreja, entidades ou empresas públicas do Estado, como os CTT, etc. Mas de todos quantos recorreram à sua arte e inspiração, destaca-se a Editora Majora, muito ligada ao universo infanto-juvenil, ilustrando muitos livros, nomeadamente os das colecções “Varinha Mágica”, “Princesinha”, “Pinto Calçudo”, "Pintarroxo", "Série Ouro", “Série Prata”, estas em capa dura, e outras mais, mas também ilustrações para os clássicos jogos de madeira e puzzles em cubos.

Como se percebe, a sua obra artística é ampla e espalhada praticamente pelos anos em que viveu, mas a sua produção concentra-se principalmente nas décadas de 40 e 50. Temos, porém, na nossa colecção, livros por ela ilustrados editados ainda nos anos 30.

O estilo ilustrativo de Laura Costa é inconfundível e muito pessoal, embora com características que possam ser associadas a algumas semelhanças com artistas seus contemporâneos, sobretudo com Raquel Roque Gameiro, que também com qualidade muito ilustrou no contexto infanto-juvenil. 
Mesmo não conhecendo a componente plástica das suas pinturas, as ilustrações, porque bem mais divulgadas e públicas, são no geral muito limpas de traço linear e escorreito mas a par de algum detalhe expresso sobretudo na pormenorização do vestuário e cabelos das suas personagens. Mesmo na utilização cromática a técnica é muito simples, sem grandes aventuras fora da paleta da naturalidade.

Em certa medida não custa a acreditar que o seu estilo linear e constante de grande parte das suas ilustrações,  povoadas por figuras dos contos de fadas, com príncipes e princesas, tem muito a ver com os requisitos técnicos dos editores e poupança de custos em muitas das edições, sobretudo de livros para crianças, que se pretendiam baratas e acessíveis. Por isso o traço preto, recorrente e indistinto, reservando-se a cor para as capas ou para edições mais requintadas, para públicos mais exigentes. Esta não foi a regra, é certo, mas terá tido certamente a sua quota de alguma influência. 
Quem vê os primeiros trabalhos ilustrativos dos anos 30, nomeadamente em edições da Lello, ou mesmo trabalhos anteriores, comparando verifica que o seu estilo apesar de fiel à génese de simplicidade, mudou e foi sendo aprimorado, o que de resto é natural na evolução de qualquer artista.

Laura Costa nos últimos anos da sua vida, pela década de 1980 dedicava-se mais à pintura, certamente porque já sem a pressão das encomendas e prazos do trabalho editorial, bem como sempre que podia transmitia os seus saberes em aulas particulares que leccionava na sua própria residência. 
Terá falecido em 1993, por isso com 83 anos de idade.

Esperemos, pois, que com tempo, Laura Costa venha a ser mais reconhecida como artista ímpar no universo artístico português e de modo especial no contexto da ilustração infanto-juvenil e que os ainda muito raros pormenores artísticos e biográficos venham a ser ampliados e melhor divulgados para assim todos aqueles que nutrem admiração e preservam boas e doces memórias ligadas aos objectos enriquecidos pela sua arte, a melhor possam admirar e respeitar. 

Por aqui, sempre que se proporcionar, iremos publicando algumas das suas ilustrações extraídas de muitos dos livros que temos ou partilhando o que publicamente vai sendo publicado.


07/11/2019

04/11/2019

Ciências Geográfico/Naturais - Leituras e exercícios - 3ª Classe


Hoje trazemos à memória o manual escolar "Ciências Geográfico/Naturais - Leituras e Exercícios", para a 3ª Classe, de autoria do Prof. Luís Figueira Borges.
Formato A5, com 64 páginas a duas cores. Distribuição pela Porto Editora, L.da (do Porto) e Empresa Litográfica Fluminense, L.da (de Lisboa).

Não tem data visível mas será provavelmente dos anos 60 ou mesmo do início dos anos 70.
Interessante manual com leituras e exercícios e algumas ilustrações com os temas próprios da disciplina e adequados à 3ª classe.