23/04/2020
19/04/2020
15/04/2020
Cadillac Torpedo
Do longínquo ano de 1914, um interessante reclamo ao modelo automóvel Cadillac Torpedo para 7 "logares".
Fosse possível viajar no tempo e com o actual dinheiro de um chupa-chupa comprar-se-ia um carrão, então coisa mais que rara e apenas para endinheirados.
Quanto à Cadillac, foi fundada em 1902 nos Estados Unidos por Henry M. Leland. Na actualidade é uma divisão da General Motors, presente em pelo menos 50 países e territórios. A marca especializa-se em veículos de luxo, sendo uma referência entre as fabricantes deste segmento, no que muito contribuiu a publicidade à marca nos anos das décadas de 1950 e 1960, relacionando-a a alguns nomes do mundo do desporto e do entretenimento, de modo especial do cinema e televisão..
07/04/2020
Primavera com fundo
Fundos ou papel de parede com ilustração alusiva à Primavera. Esta vai triste pelas circunstâncias que sabemos, mas segue o seu percurso de verdura, flores, árvores de fruto a desabrocharem, pássaros a namorar, chilreando e a construir seus ninhos onde nascerão seus filhos.
Havemos de voltar a ser felizes.
Podem usar livremente os fundos (de nossa autoria) para incluírem e partilharem mensagens positivas.
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05/04/2020
03/04/2020
À margem...Não pode valer tudo
Concordando que esta é uma situação deveras extraordinária, a que vivemos, não concordo de todo com a medida proposta pelo presidente da república, com o apoio do Governo, quanto à libertação de mais de um milhar de reclusos. E não concordo por entender que isso pouco ou nada resolve quanto à questão da pandemia nos estabelecimentos prisionais. Segundo as notícias, os casos ali confirmados ainda são poucos e perfeitamente controláveis se desde logo forem tomadas as medidas adequadas, tanto à quarentena quanto à realização de testes de despistagem da doença, tanto nos reclusos como nos guardas e pessoal auxiliar.
É certo que imagino que as prisões estão sobrelotadas e não têm grandes condições, nomeadamente ao nível dos espaços sanitários, mas também não me parece que gente criminosa, condenada, mesmo que tendo direitos, nomeadamente à dignidade humana, porventura à mesma que subtraíram ou aniquilaram gratuitamente a muitas das suas vítimas, tenha que ter condições de hotel de cinco estrelas, quando porventura os portugueses na sua larga maioria, que vive a sua vida honestamente, não têm.
Por outro lado, ainda, é sabido que uma larga maioria dos reclusos quando cumprem as penas e vão para a sociedade, ou por dificuldades objectivas de reinserção ou porque o mal lhe está nos hábitos, acaba por voltar ao mesmo, ou seja, ao mundo da criminalidade, muitas vezes violenta. São, infelizmente, recorrentes estas situações. É certo que ficam de fora os autores de crimes violentes, mas está contemplada toda a quadrilha de ladrões e vigaristas, especialistas na arte de viver à custa do suor dos demais.
Assim, num contexto actual em que todas as forças da ordem e segurança públicas estão ocupadas no auxílio e controlo da pandemia da Covid-19, essa gente criminosa encontrará, querendo, caminho mais livre para fazerem o que bem sabem. E as notícias recentes dão conta de algum aumento da criminalidade no aproveitamento da debilidade de muita gente, sobretudo os mais idosos e isolados. Ora com o desemprego à porta e a natural perda ou baixa de rendimentos das pessoas, não surpreenderá que a coisa descambe no que a crimes, roubos e assaltos diz respeito. Engrossar o lote de criminosos à solta não parece lá grande ideia. De todo.
Não posso, pois, concordar com esta medida. Que mais não fosse porque no outro lado, há vítimas dessa gente que agora se prepara para o regresso à liberdade, mesmo que supostamente um pouco condicionada e vigiada. Bastaria que houvesse algum respeito pelas vítimas para que tal medida não fosse equacionada.
É, no meu entendimento, um aviso e um sinal de que o crime compensa. Vamos indo e vendo mas não auguro nada de bom neste aspecto e cada vez mais as vítimas são-no duplamente, às mãos dos criminosos e às mão de um sistema que invariavelmente mostra-se fraco para com os fortes e forte para com os fracos.
É apenas uma opinião e não faltará quem concorde com a medida. Mas nem sempre vamos lá com paninhos quentes de um certo tique de politicamente correcto. O momento não é propício.
Direitos sim, mesmo os que têm os reclusos dentro dos condicionalismos da sua natureza, mas deve haver limites porque senão passamos a viver numa sociedade onde vale tudo.
26/03/2020
Cartas abertas
Tempos houve em que as cartas eram como cofres, com as nossas intimidades fechadas e inacessíveis a olhares terceiros. É certo que dentro da fragilidade de um envelope de papel, mas tinha-se como adquirida essa segurança e privacidade. Confiava-se no carteiro como no padre na confissão ou no médico no consultório e a carta lá seguia, fosse perfumada para a namorada com promessas de amores, para familiares na labuta no estrangeiro, para filhos ou maridos na tropa, em paz ou guerra, para votos de feliz Páscoa e feliz Natal com o postal da praxe com coelhinhos e paisagens nevadas.
Mas nisto de escrever cartas e mandar correspondência, em suma a forma de comunicar, as coisas deram uma volta enorme e o que vai dando são os telemóveis, a internet e com ela os emails, whatsapps, redes sociais e outras que tais, mesmo que ainda continuem a circular cartas, mas na generalidade quase apenas com assuntos cinzentos, institucionais, de facturas de serviços e bens, dos bancos, dos seguros, etc.
Apesar disso, apesar de já quase ninguém usar o envio de carta no sentido clássico, e uma grande parte nem as saberá escrever, já não como no antigamente em que a vizinha iletrada pedia à vizinha com a quarta classe que lhe escrevesse uma carta para o marido algures no ultramar, mas por um analfabetismo disfuncional, há quem se arvore em escritor e mensageiro simultaneamente, e por estes dias, em que o mundo se debate com um ataque alienígena, o que não têm faltado são cartas abertas: ao Governo, ao Primeiro Ministro, ao presidente Marcelo, aos médicos, aos bombeiros, aos homens da recolha de lixos, etc, etc. É um fartote de cartas abertas, de envelopes sem selo, descoladas, escancarados com intimidades que se querem públicas e propagadas aos quatro-ventos. Umas de incentivo, mas muitas de crítica, porque nestas coisas somos todos bons treinadores de bancada. Devíamos ser todos professores porque somos manifestamente bons a dar lições.
Tempos estes em que já começa a fazer falta algum silêncio, alguma quietude, num desejo como em outros tempos se esperava pela Páscoa para saborear amêndoas ou pelo Natal para comer aletria.
20/03/2020
19/03/2020
09/03/2020
Sumol - A diferença está na filha da fruta
Cartaz publicitário aos refrigerantes da emblemática marca "Sumol". Ano de 1988.
A Sumol foi criada em 1954, criação de António João Eusébio, com o sabor de laranja, mas a empresa que lhe deu vida, a Refrigor, nasceu uns anos antes, em 1945, em Algés.
Sumol Laranja, a primeira bebida de sumo de fruta pasteurizada a surgir em Portugal, resultou de uma fórmula criada em 1954. Rezam as crónicas que o produto foi apresentado aos consumidores no Verão desse ano, numa embalagem que se tornou emblemática, numa garrafa de vidro pirogravada de 0.25 litros. Estas garrafas mantiveram-se até ao início da década de 1990, sendo então abandonadas em detrimento do plástico.
Em 1958, com a empresa e as vendas a crescerem é lançado o sabor a ananás. mantinha-se a mesma e característica garrafa de cor verde com rótulo pirogravado em branco pelo que a diferenciação dos sabores era conseguida com a cor da cápsula metálica (carica). A vermelha para a laranjada e a verde para o ananás.
Em 1965 a marca e o produto são publicitados com regularidade na televisão, com o célebre slogan "Um gato é um gato; um cão é um cão; Sumol é tudo aquilo que os outros não são".
Pelos meados dos anos 1970 a marca internacionaliza-se com os seus refrigerantes a chegarem a alguns países como Estados Unidos e Suiça e sobretudo para as então recentes ex-colónias, como Angola,Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.
Nos anos 80 surgem as embalagens em lata e os litrões, embalagens plásticas de 2 litros. Na década de 90 surge o sabor maracujá.
Pelo anos seguintes e até aos dias de hoje a Sumol tem crescido e diversificado os seus produtos, adaptando-os aos hábitos modernos de consumo, incluindo novos sabores.
Como é habitual na história das empresas, também foram surgindo mudanças comerciais e alteração dos capitais, nomeadamente com a fusão em 2001 com a Compal.
Apesar de tudo, pela parte que me toca, creio que a modernidade veio trazer menos qualidade e sabor. Mas questão de gostos ou, porventura, a memória dos bons sabores associados a tempos idos.
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